Blend All About Wine

Wine Magazine
Adega Mãe

Texto João Pedro de Carvalho

O projecto Adega Mãe é fruto da mais recente aposta do Grupo Ribeiralves, reconhecido pelo comércio e transformação do bacalhau, agora no sector do vinho após compra de uma quinta perto de Torres Vedras. Nos 45 hectares da propriedade, por entre olival e pomares reinam os 35 hectares de vinha divididos entre encepamentos tintos (Aragonez, Caladoc, Alicante Bouschet e Syrah) e brancos (Chardonnay, Sauvignon Blanc, Arinto, Viosinho, Viognier, Riesling e Alvarinho).

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Adega Mãe © Blend All About Wine, Lda.

A primeira vindima foi em 2010, apenas se produziram tintos, num projecto onde o principal objectivo é fazer o melhor possível para que sejam vendidos a um preço médio baixo. E como o Grupo Ribeiralves e Bacalhau andam de mãos dadas, surge a homenagem à pequena e ágil embarcação com pouco mais de cinco metros de comprido, que partindo dos bacalhoeiros apenas regressavam com o seu interior repleto de pescado. A esta típica embarcação os Ingleses chamavam de Dory, o nome que surge para baptizar os principais vinhos da Adega Mãe.

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Loja Adega Mãe © Blend All About Wine, Lda.

A adega é muito bonita e encontra-se bem enquadrada com a paisagem, destaque para a belíssima vista panorâmica que se tem desde a varanda principal. Tudo pensado ao detalhe com uma foste aposta no enoturismo, desde a loja às inúmeras ofertas que vão desde visitas, provas, harmonizações…

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Vinhos Provados © Blend All About Wine, Lda.

Adega Mãe Viosinho 2013
Mostra uma boa frescura, com muitos citrinos, pêssego, toque fumado no fundo. Boca de estrutura mediana, boa frescura, presença da fruta com toque salino no fundo.

Adega Mãe Chardonnay 2013
Conjunto fresco que junta lado a lado a fruta (citrinos) muito madura e fresca com toques amanteigado (8 meses em barrica, com batonnage), harmonia em conjunto fácil de gostar. O peso da fruta que tem é equilibrado pela frescura, num conjunto elegante.

Dory Reserva tinto 2011
Lote de Touriga Nacional (25%), Syrah (50%) e Cabernet Sauvignon (25%), terroso e especiado com muita fruta madura (bagas, amora, mirtilo), toque balsâmico com chocolate, intenso e cheio de energia. Na boca estrutura firme, ligeira rusticidade com taninos firmes, fruta gorda e saborosa pelo meio em final seco e prolongado.

Contactos
Adega Mãe – Sociedade Agrícola, LDA
Estrada Municipal 554 – Fernandinho
2565-841 // Ventosa // Torres Vedras
Portugal
Tel.: (+351) 261 950 100
Fax: (+351) 261 958 626
Email: geral@adegamae.pt
Site: www.adegamae.pt

Quinta do Convento Nª Sª Visitação – Vinhas com Vista para o Mar

Texto José Silva

Pertence à região de Lisboa esta propriedade que fica situada lá no alto da serra de Montejunto, não longe do mar. E é desse mar que a sub-região de Óbidos recebe uma influência directa, ventos fortes, frescos, salgados, a par duma óptima exposição solar.

Falo da Quinta do Convento de Nossa Senhora da Visitação, que associa uma unidade de turismo de habitação e serviços, a uma produção de vinho com alguma importância na região.

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Quinta do Convento da Nª Sª da Visitação – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

As construções antigas foram muito bem recuperadas quer para as salas onde se servem refeições para grupos e eventos, quer para uma unidade hoteleira com grande nível embora de pequena dimensão, de que faz parte uma capela muito antiga muito bem recuperada e um lago a dar um ar bucólico ao espaço exterior.

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Capela Antiga – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

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Lago – – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Onde se destacam várias árvores de grande porte, que resistem estoicamente à ventania frequente, por vezes de grande violência.

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Árvores de grande Porte – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

Um desse edifícios foi transformado em adega, onde funcionam equipamentos modernos abrigados pela antiguidade das grossas paredes.

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Equipamentos Modernos – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

Em baixo da adega, na sala de barricas, descansam os vinhos que vão envelhecer ainda mais algum tempo.
Mesmo no topo da quinta, num velho moinho, foi criada uma suite muito confortável com uma vista soberba sobre a serra e a planície, lá em baixo, e o oceano lá ao longe. Em dias muito limpos dali se avista o arquipélago das Berlengas.

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Moinho – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

Mas estávamos ali também para provar alguns dos vinhos da casa, num local tranquilo junto à adega.

Desde logo a curiosidade dum vinho branco feito a partir das castas Sauvignon Blanc e Fernão Pires, do ano de 2012, um interessante casamento entre duas castas tão diferentes, uma portuguesa e a outra de origem francesa. Apresentou-se num amarelo claro, citrino, cristalino, cheio de frescura no nariz, notas exóticas de fruta branca e um toque vegetal muito ligeiro. Na boca tem uma boa estrutura, mantém a frescura e apresenta acidez equilibrada, tem personalidade e um óptimo final.

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Sauvignon Blanc Fernão Pires 2012 | Semillion 2012 © Blend All About Wine, Lda

Seguiu-se outro vinho branco, agora apenas da casta Semillon, também da colheita de 2012. Apresentou-se com cor amarela média, cristalino. A casta a proporcionar um nariz intenso e elegante, com alguma complexidade, aromas de frutos brancos, alperce, pêra, ligeiro toque de mel e algum fumado. Mantém-se essa complexidade na boca, com bom volume, acidez bem presente mas equilibrada, alguma fruta madura, redondo e intenso, com belo final.

Passamos então aos tintos com o regional Lisboa 2007. Duma cor rubi intensa, muito limpo, apresentou-se com aromas intensos de frutos vermelhos, alguma frescura, notas de fumo. Na boca é um vinho simples, com notas de frutos vermelhos, bem estruturado, a curiosidade de ser feito a partir das castas Tinta Roriz, Tinta Barroca, Pinot Noir e Caladoc, esta última menos vulgar, notas de chocolate e algum fumo e final longo e saboroso.

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Regional Lisboa 2007 | Premium 2007 © Blend All About Wine, Lda

Continuando nos tintos provamos o Premium 2007, resultado da conjugação das castas Pinot Noir, Tinta Roriz e Caladoc, a dar uma cor rubi intensa, muito limpo. No nariz a intensidade dos aromas dos frutos pretos, algum fumo e um toque interessante de eucalipto. Na boca mantém as notas de fruta preta bem madura, acidez bem presente, taninos domados, muito elegantes, alguma frescura, redondo e persistente, com final longo e seguro.

Depois foi a vez do tinto só de Pinot Noir do ano de 2007. A mesma cor rubi intensa, muito limpo, nariz com aromas intensos de frutos vermelhos, notas ligeiras de fumo, elegante, fino. Na boca é austero, elegante, alguma fruta vermelha, taninos suaves e redondos, óptima acidez e alguma frescura a dar um final médio e intenso.

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Syrah 2008 | red Pinot Noir 2007 © Blend All About Wine, Lda

Ainda de uma só casta fez-se o Syrah de 2008, também de cor rubi intensa, muito limpo. Aqui os aromas muito diferentes, notas de fruta vermelha, chocolate preto, especiarias intensas e algum fumado. Na boca é intenso, autoritário, taninos possantes mas domados, notas de fruta preta, bela acidez, toque de chocolate preto, final longo e persistente num vinho com raça.

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Reserva 2007 © Blend All About Wine, Lda

Finalmente provamos o Reserva 2007, feito a partir das castas Touriga Nacional e Syrah. Mantém-se a cor rubi, muito limpo. Um nariz extraordinário, fino, muito complexo, notas de frutos pretos muito maduros e algum fumado. Na boca é intenso, os frutos pretos bem presentes, algum chocolate preto, acidez equilibrada e taninos já domados a dar-lhe alguma austeridade, um vinho com bastante complexidade mas muito elegante, com grande final.

Lá ao longe ainda podemos ver o mar…

Contactos
Rua Convento
2580-442 Vila Verde dos Francos
Tel: (+351) 210 330 780
Email: geral@quintadoconvento.pt
Site: www.quintadoconvento.pt

Vale da Capucha: Vinhos Orgânicos com um Excitante Goût de Terroir

Texto Sarah Ahmed | Tradução Teresa Calisto

A história de Pedro Marques é conhecida entre os jovens enólogos portugueses. Apesar de ser a quinta geração da sua família a fazer vinho, o jovem de 34 anos é o primeiro a ter estudado enologia. É também o primeiro a quebrar com a tradição da região, de focar mais na quantidade do que na qualidade. Nos dias de hoje, os vinhos que vêm exclusivamente da propriedade de 13 hectares da sua família, Quinta de S. José em Carvalhal, Torres Vedras, Lisboa, são rotulados Vale da Capucha. Marques fez os seus primeiros vinhos Vale da Capucha em 2009.

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Pedro Marques do Vale da Capucha, na cave de vinhos com o seu pai, Afonso Fernandes Marques – Foto de Sarah Ahmed | Todos os Direitos Reservados

Então, como fez ele a mudança da quantidade para a qualidade? Este cândido enólogo será o primeiro a dizer que este é um trabalho em evolução, no qual ele “cortou com o passado e começou de novo”, plantando novas castas, que vai conhecendo cada vez melhor com cada colheita. Mas, com razão, ele está claramente agradado com a sua decisão de se focar mais nos vinhos brancos, mais adequados ao clima húmido e marítimo da quinta, do que os tintos. Vinhos feitos maioritariamente de vinhas não locais de alta qualidade: o Viosinho e Gouveio do Douro, Antão Vaz do Alentejo, Alvarinho do Vinho Verde e até Viognier da França (apesar de ele admitir que esta última foi um erro).

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As encostas com as vinhas na Quinta de S. José – Foto de Sarah Ahmed | Todos os Direitos Reservados

Mas muito mais importante que as uvas (que ele descreve como “bastante neutras”) é o terroir. Marques está determinado em expressar um sentido de lugar nos seus vinhos: transmitir a frescura e salinidade, que vem do elevado conteúdo calcário das encostas cobertas de fosseis das vinhas da família, localizadas apenas a 8 km da costa Atlântica. Isto instruiu a sua decisão de cultivar a vinha de forma orgânica (foi certificada orgânica em 2012) apesar de ter dificultado a colheita neste ano fresco e molhado, com 30 a 35% da apanha – de acordo com a sua estimativa – a ser perdida devido à pressão da doença.

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Fosseis das vinhas na Quinta de S. José – Foto de Sarah Ahmed | Todos os Direitos Reservados

Instruiu também a sua decisão de fazer os seus vinhos naturalmente, sem adição de fermentos ou enzimas. Pelo contrário, o sumo das uvas colhidas à mão para o Vale da Capucha, repousa e fermenta naturalmente (com fermentos selvagens) nas borras a temperaturas relativamente quentes (cerca de 18 graus centígrados). Porquê? Porque Marques valoriza a textura e o corpo acima dos aromas, especialmente os caracteres liderados pelo éster, derivados do próprio processo de fermentação. É, acredita ele, uma forma “de distinguir os vinhos”. Além disso, ele pode permitir-se construir corpo e textura porque, como indica, ele tem o problema oposto à maioria em Portugal: a elevada acidez que mantém os vinhos Vale da Capucha tão animados.

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As caves velhas na Quinta de S. José – Foto de Sarah Ahmed | Todos os Direitos Reservados

Apesar de feitos a partir de vinhas relativamente novas, plantadas de castas que são novas à região, os vinhos de Marques mostram grande carácter e promessa. Se gosta de vinhos brancos texturados, liderados pelo terroir, a quinta deste produtor pensativo é uma a ter em atenção.

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Um enólogo pensativo, Pedro Marques do Vale da Capucha – Foto de Sarah Ahmed | Todos os Direitos Reservados

Vale da Capucha Pynga Viosinho 2010 (VR Lisboa)
Um pouco oleoso ou terpénico no nariz e no palato, o que irá dividir os provadores. É um pouco como o Retsina com esteróides, mas no bom sentido: cheio de carácter, com bom corpo/sensação de boca, combinado com a típica frescura no final: marca da quinta.

Vale da Capucha Pynga Selection 2010 (VR Lisboa)
Eu gosto deste blend salgado e apimentado de Gouveio, Arinto e Antão Vaz. Ligeiramente “alimonado”, com um carácter subtil vegetal de arbusto salgado ou funcho, tem uma boa e ácida espinha dorsal, para comprimento e estrutura.

Vale da Capucha Alvarinho 2012 (VR Lisboa)
Marques mostrou-nos três colheitas do seu Alvarinho. Foi interessante contrastar a firme estrutura ácida deste vinho, com a acidez mais sumarenta do Alvarinho dos solos graníticos do Vinho Verde. Nesta colheita, um pouco mais de idade das vinhas (que foram plantadas em 2007), dá um pouco mais de concentração à sua cúspide de ananás maduro, o que ajuda a equilibrar melhor a acidez. É um Alvarinho enérgico, fresco, com uma acidez mineral e calcária.

Vale da Capucha Gouveio 2013 (VR Lisboa)
Marques gosta particularmente desta uva pelo seu carácter subtil, quase neutro, mesmo durante a fermentação, diz ele. E eu consigo ver a atracção: coloca a ênfase na mineralidade de salmoura salgada da quinta, fazendo-me lembrar de comer perceves. Mais uma vez, o ácido é firme. Está longe de ser frutado, mas tem um toque de groselha e pêssego ao finalizar.

Vale da Capucha Arinto 2013 (VR Lisboa)
O Arinto é célebre pela sua alta acidez natural, por isso conseguem imaginar que, nesta quinta, vai estar no extremo elevado do contínuo. Na realidade, Marques planeia deixá-lo na garrafa durante pelo menos, um ano. Eu tenho que admitir que sou um pouco fanática por ácido, por isso sim, é novo, mas eu gostei imenso do look deste vinho firme, austero, calcário, mineral e cítrico. Mais uma vez, parece muito genuíno da quinta.

Vale da Capucha White 2012 (VR Lisboa)
Este blend 85/15 de Viosinho e Arinto lembra-me um pouco a uva austríaca Gruner Veltliner com o seu palato delineado, levemente especiado, de aromas vegetais. Um hábil corte de acidez cítrica, torna-o num vinho persistente. Muito bom.

Vale da Capucha Pygna Selection White 2012 (VR Lisboa)
Um blend 70/20/10 de Viognier, Arinto e Fernão Pires. Como seria de esperar, o Viognier domina o palato, com gengibre fresco e damasco. As especiarias são ampliadas pelo Fernão Pires. O único problema é ser um pouco curto: talvez seja preciso mais Arinto para persistência?

Vale da Capucha Fossil 2012 (VR Lisboa)
Eu e os meus colegas jornalistas do Reino Unido, temos imenso tempo para este vinho de nível de entrada. Abundantes caracteres trazem imenso retorno pelo investimento. Um palato carnudo e cremoso, deslindado pela acidez cítrica, revela pêssego branco e, uma vez que o provei o ano passado, espargo branco mais evoluído (atraente). Uma mineralidade implícita no final, leva-nos de volta à vinha. Muito bom: no ponto.

Vale da Capucha Reserva 2011 (VR Lisboa)
De forma semelhante, este blend de 53% Viosinho, 31% Arinto e 16% Antão Vaz está a evoluir bem, com bom peso e camadas para o palato e insinuações de espargo branco, num final longo e persistente. Grita por peixe ou frango e um molho cremoso. Adorável.

Vale da Capucha Tinto 2011 (VR Lisboa)
Este blend 55/45 de Touriga Nacional e Tinta Roriz foi pisado a pé, em lagares e envelhecido usando barricas. A Touriga dá uma elevação floral – violetas – ao nariz, que se mantêm num palato “ameixoado”, bem emoldurado por taninos maduros mas presentes e acidez fresca. Carvalho apetitoso dá uma nota fumada, de charcutaria, ao final. Para um vinho que se sente não forçado e tão definido, surpreendeu-me descobrir que pesa 15.3%! Marques explicou que teve que esperar que os taninos amadurecessem, daí o elevado nível de álcool, que ele habilmente mantém sob controlo, ao servi-lo a cerca de 14 graus centígrados.

Vale da Capucha Late Harvest 2013 (VR Lisboa)
Marques mostrou-nos três colheitas deste docinho, das quais eu gostei deste, a colheita mais tardia, a melhor. Ao contrário dos outros, tem um toque de Viognier na sua fruta de Viosinho e Arinto, o que parece completar o vinho: mais carnudo e mais longo, com acidez bem integrada, na sua saborosa fruta de maçã assada amanteigada.

Contactos
Vale da Capucha
Agricultura e Turismo Rural, Lda
Largo Eng.António Batalha Reis, 2
Carvalhal | 2565-781 Turcifal
Torres Vedras | Portugal
Telemóvel: (+351) 912 302 289/87  | (+351) 912 302 291
Site: www.valedacapucha.com

O Senhor da Adraga

Texto João Pedro de Carvalho

Ali bem perto do Cabo da Roca, onde a terra acaba e o mar começa, situada numa encosta da Serra de Sintra fica a Quinta do Casal de Santa Maria (Adraga). A casa principal foi construída em 1720 tendo sobrevivido ao grande terramoto de Lisboa em 1755, ali a vinha e o vinho faziam parte da tradição da propriedade até 1906, depois veio o declínio e o abandono total do património.

Em 1960 ganhou nova vida sendo adquirida e reconstruida pelo actual proprietário, o Barão Bodo Von Bruemmer. A sua história tem tanto de fascinante como o Casal Sta. Maria e os seus vinhos.

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Vinhas Quinta do Casal Santa Maria © Blend All About Wine, Lda.

Bodo Von Bruemmer nasceu na Prússia em 1911, escapou da revolução bolchevique, viveu em vários países da Europa, formou-se em Direito, foi banqueiro e em 1962 chegou a Portugal onde compra a Quinta do Casal de Santa Maria, ali criou a maior Coudelaria de Cavalos Árabes em Portugal. Aos 95 anos de idade após ter sido submetido a uma delicada cirurgia à vista, assim que acordou da anestesia decidiu que tinha de plantar uma vinha.

Em 2006 nascia a exploração vitivinícola mais ocidental da Europa, com a plantação de 7,5ha de vinha retomando a tradição daquele lugar que ganhou nova vida tal como o Barão Von Bruemmer que aos seus 103 anos abraça uma nova faceta da sua vida, ser produtor de vinho.

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Baron Bodo Von Bruemmer © Blend All About Wine, Lda.

Para melhor entender os vinhos nada melhor do que visitar as vinhas abraçadas por uma paisagem fantástica com o oceano em pano de fundo. Passear no meio das vinhas e jardins cheios de rosas ou ir até à vinha perto da Praia da Adraga e reparar naquele clima muito especial fruto de toda a influência da orla costeira, noites frias, manhãs com nevoeiro e uma quase constante briza marítima, que permite aos vinhos ganharem uma identidade muito própria naquele que é um terroir único.

Os enólogos são Jorge Rosa Santos e António Figueiredo, uma jovem dupla responsável pela qualidade dos vinhos ali produzidos, com alguns tintos de fino recorte como é exemplo o Pinot Noir cheio de notas fumadas, bacon, fruta vermelha com muita frescura ou o Ramisco DOC de recorte mais moderno onde combina todo o vigor característico da casta com as boas madeiras que lhe serenam o espírito. No entanto o meu destaque recai nos brancos:

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Casal Santa Maria Malvasia 2013 © Blend All About Wine, Lda.

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Casal Santa Maria Sauvignon Blanc 2013 © Blend All About Wine, Lda.

Casal Santa Maria Malvasia 2013
Muito mineral e fresco, aroma delicado e preciso com flores a marcar presença, toque de pimenta no final. Muito bem balanceado na boca, grande secura final que será grande companheira de um bom peixe grelhado.

Casal Santa Maria Sauvignon Blanc 2013
Notas de espargos e pimento verde com acentuada mineralidade, num perfil que se mostra muito mais vegetal e seco, com bastante frescura, notas de citrinos e relva fresca. Passagem saborosa na boca, sensação de ligeira untuosidade num perfil fresco, firme e de final prolongado.

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Casal Santa Maria Reserva 2010 © Blend All About Wine, Lda.

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Casal Santa Maria Malvasia DOC Colares 2011 © Blend All About Wine, Lda.

Casal Santa Maria Reserva 2010
Mostra uma muito boa evolução após quatro anos de vida, suave baunilha a envolver fruta madura (pêssego, citrinos) e muitas flores, sensação de untuosidade com frescura de fundo. A acidez toma conta da prova, bom corpo com passagem saborosa e envolvente onde tudo se complementa com a prova de nariz. Um vinho numa fase muito boa de consumo.

Casal Sta. Maria Malvasia DOC Colares 2011
Uma abordagem mais moderna, barrica um pouquinho mais presente, bem integrada, nada que incomode e até aconchega a belíssima acidez e mineralidade reinante. Um vinho elegante, puré de maçã, muito citrino com tisana, resina, lápis de cera e mineralidade. Na boca complementa-se com a prova de nariz, saboroso, secura em pano de fundo, equilibrado e amplo, apontamento de fruto seco e salgado em fundo com uma boa persistência final.

Contactos
Rua Principal Casas Novas, nº 18/20
2705-177 Colares-Portugal
Tel.: (+351) 219 292 117
Email: geral@casalsantamaria.pt
Site: www.casalstamaria.pt

Quinta de S. Sebastião

Texto José Silva

A região de Arruda dos Vinhos sempre foi conhecida pela sua produção vinícola, com os vinhedos espalhados pela orografia ligeiramente montanhosa, vizinha de outras pequenas regiões também com muitas vinhas como Sobral de Monte Agraço e Bucelas.

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Orografia Ligeiramente Montanhosa – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

Nos últimos anos a produção evoluiu no sentido duma maior qualidade e foram aparecendo novos produtores, e alguns dos que apenas produziam uvas e as vendiam, passaram a produzir os seus próprios vinhos.

Mas outros sempre produziram vinhos de qualidade e mais não fizeram do que modernizar as vinhas e adquirir novos equipamentos que permitem um maior controle quer da produção das uvas quer depois, na adega, o controle da evolução dos vinhos quer em cubas e barricas, quer em garrafa. É o que acontece na Quinta de S. Sebastião, mesmo em Arruda, hoje um produtor moderno, com vinhos muito interessantes, entre brancos e tintos.

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Picadeiro – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

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Armazém – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

Mantendo também a tradição familiar, uma casa antiga muito bonita, um picadeiro onde se treina os cavalos da casa, utilizados para passeios pela região e uma sala onde se preservam algumas colecções e de vinhos antigos, um pouco da história vitícola da casa, para raras viagens a outros tempos, outros costumes.

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Vinhas – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

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Quinta S. Sebastião – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Mais atrás, os vinhedos que sobem encosta acima, hoje com a companhia quixotesca dos também modernos moinhos de produção de energia, que moldam a paisagem e identificam a modernidade.

E foi neste ambiente descontraído que nos sentamos numa simpática sala de provas, para apreciar os vinhos modernos desta casa, tranquilamente.

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Quinta de S. Sebastião Branco 2013 © Blend All About Wine, Lda.

Começamos pelo Quinta de S. Sebastião Branco 2013. Apresentou uma cor amarela pálida cristalina e um nariz elegante e misterioso, fresco, ligeiramente seco. Na boca é intenso, tem bom volume, apresentando notas minerais muito frescas, muito boa acidez, um vinho equilibrado com belo final.

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Quinta de S. Sebastião Branco Cercial 2012 © Blend All About Wine, Lda.

Seguiu-se o Quinta de S. Sebastião branco cercial de 2012, com uma cor amarela média, cristalino. No nariz é seco e fresco, com notas ligeiras de mel, intenso, algo exótico. Na boca é ainda bastante fresco, com acidez intensa a dar-lhe equilíbrio, notas de fruta branca e algum citrino. Madeira muito bem integrada, a dar-lhe elegância e um final longo, num vinho branco gastronómico.

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Quinta de S. Sebastião Colheita 2012 © Blend All About Wine, Lda.

Passamos então aos tintos com o Quinta de S. Sebastião colheita 2012, que apresentou uma cor vermelha granada, muito escuro e fechado, muito suave e elegante no nariz, com boas notas de frutos vermelhos, algum fumo e especiarias. Na boca tem muito boa acidez, bem presente, é seco, profundo, com apontamentos de frutos pretos muito elegantes, ligeiras notas de chocolate preto e um final médio mas persistente.

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Quinta de S. Sebastião Reserva 2012 © Blend All About Wine, Lda.

Seguiu-se então o Quinta de S. Sebastião Reserva 2012, com uma cor granada escura, opaco, intenso. Austero e elegantemente sóbrio no nariz, com apontamentos de chocolate e frutos pretos. Na boca apresenta uma excelente acidez, tem volume, tem frescura, tem profundidade, tem uma permanente descoberta de paladares, com taninos poderosos mas ao mesmo tempo muito elegantes, altivos, um final muito longo num belo vinho.

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Quinta de S. Sebastião Touriga Nacional 2012 © Blend All About Wine, Lda.

Finalmente apresentou-se em prova o Quinta de S. Sebastião Touriga Nacional 2012, um monovarietal muito interessante, a provar que esta casta eclética te, m grande poder de adaptação a outros terrenos e climas, dando muito boa conta de si. Duma cor vermelha violácea, intenso, opaco, tem belo floral no nariz, fino e elegante, com algumas notas de chocolate e um ligeiro apimentado.

Na boca apresenta-se redondo, tem óptimo volume e grande acidez, com os taninos bem presentes, ainda por domar, notas de frutos pretos bem maduros, até mesmo algum chocolate e chá preto, um vinho irrequieto que terminou com grande final.

Uma boa surpresa a consistência destes vinhos, num produtor que promete manter esta qualidade, tendo potencial para ir ainda mais além.
Em Arruda dos Vinhos…

Contactos
Quinta de São Sebastião
Rua de S. Sebastião, nº 9
2630-180 Arruda dos Vinhos
Tel: (+351) 263 978 549
Telemóvel: (+3351)914 222 465
Email: geral@quintassebastiao.com
Site: www.quintassebastiao.com

Quinta da Romeira – qualidade e consistência!

Texto Olga Cardoso

A Quinta da Romeira está situada no coração de Bucelas, uma das mais antigas regiões exportadoras de vinho, muito famosa pelos seus vinhos brancos e por isso mencionada por Shakespeare na sua peça teatral Henrique VI.

Existe de facto uma forte ligação entre esta Quinta e o Reino Unido. Em 1703, Luís de Vasconcelos e Sousa, terceiro Conde de Castelo Melhor, foi um dos grandes intermediários nas negociações do contrato de casamento entre a Princesa Catarina de Bragança e o Rei de Inglaterra Carlos II. Em honra da Princesa, instituiu o Morgadio de Santa Catherina, tendo nele incluído a Quinta da Romeira.

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Janela Manuelina © Blend All About Wine, Lda.

Em início do século XIV, o nobre Solar da Romeira ofereceu estadia a Sir Arthur Wellesley, mais tarde Duque de Wellington, de cujas janelas manuelinas avistava as famosas linhas de Torres Vedras, que mandou construir às portas de Lisboa com o objectivo de impedir o exército invasor (Francês) de alcançar a capital do Reino de Portugal.

Provando os vinhos de Bucelas e deles se tendo tornado forte apreciador, enviou-os para o monarca inglês da época, Jorge IV, que também tendo gostado imenso de tais vinhos, os passou a designar por Vinhos de Lisboa.

A Quinta da Romeira foi recentemente adquirida pela Wine Ventures, empresa sediada em Lisboa e liderada por Francisco de Sousa Ferreira, homem como elevada craveira na área da gestão, designadamente em empresas do sector do vinho e outras bebidas, como a Unicer e a Sogrape, onde desempenhou funções de Administrador Executivo.

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José SIlva, Maria Godinho and Manuel Pires da Silva © Blend All About Wine, Lda.

A liderança na área da enologia encontra-se presentemente nas mãos de Manuel Pires da Silva, com longa e comprovada carreira, designadamente na Quinta do Minho. Manuel conta com a colaboração da promissora enóloga Maria Godinho, que acrescenta juventude e criatividade ao grupo e ainda com a colaboração do conhecido e prestigiado enólogo Manuel Vieira.

Foi por esta simpática equipa e ainda pela profissional e dinâmica Directora de Marketing, Catarina Rente, que a Blend | All About Wine foi recebida no passado dia 25 de Setembro.

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Copos de Prova © Blend All About Wine, Lda.

Numa prova muito bem organizada, provamos um total de 7 vinhos. Cinco brancos e dois tintos. A qualidade e consistência demonstrada pelos diferentes vinhos é de facto assinalável. Os brancos são frescos, com uma acidez notável e um delicioso toque de maresia e salinidade que a proximidade do mar lhes proporciona.

Os tintos, elaborados a partir da nossa Touriga Nacional e das castas francesas Merlot e Cabernet Sauvignon, mostraram bom corpo, boa estrutura e deram-nos excelentes sinais sobre a pretensão desta empresa em produzir também vinhos tintos
De facto a Quinta da Romeira fica muito perto do mar e do vasto estuário do tejo.

Possui a maior vinha contínua de Arinto, cerca de 75 hectares, e é, na minha opinião, a produtora dos melhores Arintos da região, não só no que toca à sua tipicidade como também à sua imbatível qualidade/preço. Se querem provar um arinto de Bucelas, não hesitem em comprar Quinta da Romeira!

Confesso-me uma fã incondicional dos Arintos desta casa e por isso aqui ficam as minhas notas pessoais sobre aquilo a que chamo – a magnífica trilogia!

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Prova Régia 2013 © Blend All About Wine, Lda.

Prova Régia 2013
Estagiou durante um mês sobre as borras finas e exibe um nariz exuberante com notas de fruta tropical, como ananás e maracujá, acompanhadas de delicados apontamentos cítricos. Na boca mostra-se muito fresco, com uma acidez muito bem controlada, num fundo bastante mineral. Um vinho versátil e consensual.

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Prova Régia Reserva 2013 © Blend All About Wine, Lda.

Prova Régia Reserva 2013
Cerca de 10% deste vinho é fermentado em barricas novas de carvalho francês. Apenas a percentagem suficiente para lhe conferir complexidade, sem que a madeira se faça sentir e permita a exibição de todo o seu carácter varietal. Muito cítrico, lima e limão a dominar o seu conjunto aromático, aos quais se juntam as notas de tropicalidade e suaves sensações de salinidade. Mineral e fresco, possuí um final longo e elegante. Um exemplar vivo da qualidade do Arinto de Bucelas.

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Morgado de Sta. Catherina 2012 © Blend All About Wine, Lda.

Morgado de Sta. Catherina 2012
Aroma dominado por notas cítricas numa versão suavemente mais compotada. A mineralidade faz-se também sentir, acompanhada de ligeiras sensações de mel e toques especiados. Fruto da sua fermentação em madeira, exibe uma estrutura notável. Volumoso e guloso, é também muito elegante e cheio de personalidade. Com uma acidez irrepreensível e um final bastante persistente, mostra-se um Arinto, altivo, nobre e marcante.

Contactos
Wine Ventures LDA
Quinta da Romeira de Cima
2670-678 Bucelas
Portugal
Tel.: (+351) 219 687 023 (+351) 219 687 071
Email: info@wineventures.eu
Site: www.wineventures.eu

Restaurante de Castro Flores

Texto José Silva

A cidade de Lisboa continua a evoluir e a chamar cada vez mais turistas de cada vez mais países, e está classificada como um dos destinos mais interessantes do mundo.

Com imensos motivos de interesse para uma visita, desde a beleza arquitectónica, à área cultural e à riqueza do património histórico, Lisboa tem vida muito própria e, sendo uma cidade muito moderna, mantém as tradições que a tornaram famosa, sobretudo o ar castiço dos seus bairros antigos, onde ainda se comem petiscos e se canta o fado.

E uma das grandes tradições de qualidade em Lisboa são os seus restaurantes, muitos deles a servir boa comida há décadas, e muitos outros mais modernos, que foram aparecendo e se foram desenvolvendo, um pouco por toda a cidade. Mas é no centro de Lisboa que têm aparecido ao longo dos últimos anos muitos restaurantes de qualidade, alguns deles a cargo de chefes bem conhecidos, que ali podem dar largas aos seus conhecimentos e à sua arte.

Um desses chefes, que deixou a sua cidade natal, o Porto, para rumar a Lisboa, onde tem desenvolvido vários projectos, é Miguel Castro e Silva, bem conhecido e respeitado, um criador e pesquisador com muito trabalho feito.

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Restaurante de Castro – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

Recentemente abriu mais um espaço, bem no centro de Lisboa, na beleza da Praça das Flores, a que chamou “De Castro Flores”. Na visita que fizemos fomos recebidos num espaço muito bonito, moderno, bem decorado em tons claros, muito cozy, um restaurante familiar.

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Espaço Interior – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

Cá fora, mesmo à noite, a espaçosa esplanada é muito procurada, ali está-se muito bem. A sala é ampla, com vários pequenos recantos, ao meio um simpático balcão, algumas mesas com bancos corridos encostados à parede, mas muito confortáveis. As mesas são bem postas, num misto de simplicidade e requinte, com bons apetrechos e serviço de copos muito bom.

O serviço está a cargo de gente bastante jovem muito bem dirigida, mas duma enorme eficiência, com simpatia e muita atenção, que nos guiam pela refeição com segurança, um exemplo de profissionalismo a ser seguido.

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Ervilhas com Enchidos e Ovo Escalfado – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

A ementa, como já é habitual no trabalho do chefe Miguel Castro e Silva, tem uma enorme componente de petiscos, alguns dos quais vão alterando, mas muitos deles com grande tradição no seu trabalho, como é o caso das ervilhas com enchidos e ovo escalfado, pasteis de massa tenra, morcela da Beira com maçã e cebola ou as deliciosas amêijoas com feijão manteiga.

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Bacalhau Fumado – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

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Peixinhos da Horta – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

 

 

 

 

 

 

 

Na refeição que fizemos deliciamo-nos com bacalhau fumado com vinagreta de tomate seco e amêndoa, seguido pelos também tradicionais peixinhos da horta com maionese e limão.

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Ovos Rotos com Trompetas – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

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Cachaço de Bacalhau – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

Depois vieram ovos rotos com trompetas, cremosos e muito apaladados, umas curiosas iscas do cachaço de bacalhau, fofinhas e saborosas e umas deliciosas ervilhas com enchidos e ovo escalfado, servidas no tachinho, bem quentes.

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Pernil de Borrego com Ensopado de Grão e Cogumelos do Campo – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

Para prato principal, pois também ali há belos pratos, muito completos, saboreamos um soberbo pernil de borrego com ensopado de grão e cogumelos do campo, um prato para corajosos, equilibrado, carne macia e saborosa, os cogumelos a fazer a ligação perfeita.

Já ninguém conseguiu ir à sobremesa, mas ainda se bebeu mais um copo de alguns vinhos que levamos e de um dos vinhos do Miguel Castro e Silva, o lote branco Ribeiro Santo, do Dão.

A noite em Lisboa só então começava…

Contactos
Restaurante De Castro
Praça das Flores
Rua Marcos Portugal, 1
1200-265 Lisboa
Tel: (+351) 215  903 077
Email: geral@decastroelias.com
Site:  decastro.pt

A Vida Aquática Com Monte d’Oiro

Texto Ilkka Sirén | Tradução Teresa Calisto

Viajar por Portugal é uma experiência. Atravessando as pequenas aldeias de carro, um sem número de rotundas e lindas paisagens fazem parte da diversão de saltar de região de vinho em região de vinho.

A maioria das pessoas tem esta imagem de Portugal: que é a terra do sol que nunca acaba. Com certeza que poderá apanhar tempo muito bom quando estiver em Portugal, mas porque o país está pendurado na beirinha da Europa, com os dois pés firmes no Oceano Atlântico, o tempo pode tornar-se bastante difícil, às vezes. Esta viagem foi uma dessas vezes.

Partimos para uma prova na Quinta Monte d’Oiro perto de Lisboa. A Mãe Natureza consegue ser uma absolutista porque abriu as comportas no exacto momento em que entramos no carro. O nosso carro converteu-se imediatamente num submarino, à semelhança do carro naquele filme do James Bond. A água caía do céu em quantidades bíblicas. Os limpa-pára-brisas limpavam à velocidade máxima, os bacalhaus nadavam na faixa oposta e eu tenho quase a certeza de ter visto o Kraken. É surpreendente o quão difícil é conduzir quando não se vê mais de um palmo à frente do nariz.

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As vinhas na Quinta do Monte d’Oiro – Foto de Ilkka Sirén | Todos os Direitos Reservados

Conseguimos, no entanto, encontrar a propriedade e até a chuva parou, por um breve momento. Depois de darmos uma espreitadela às vinhas, localizadas mesmo em frente à adega, fomos até à cave e tivemos uma prova bastante extensa, dos brancos aos tintos, das colheitas mais recentes às mais antigas. Enquanto beberricávamos os vinhos, a Mãe Natureza continuava a protestar lá fora e a tempestade transformou-se em trovoada.

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A Quinta sob um Céu Tempestuoso – Foto de Ilkka Sirén | Todos os Direitos Reservados

Juntou-se a nós José Bento dos Santos, broker de metais numa vida anterior, que adquiriu a propriedade Monte d’Oiro em 1986. A quinta é conhecida por produzir vinhos que acompanham bem a comida, feitos não só de castas Portuguesas, mas também de Syrah, Viognier e Petit Verdot.

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José Bento dos Santos – Foto de Ilkka Sirén | Todos os Direitos Reservados

Provámos vários patamares de vinhos e passado um pouco, começou a surgir um padrão. Os vinhos eram consistentemente bons, contidos nos aromas e guiados pela acidez e estrutura. As regiões de vinho de Lisboa são geralmente bastante frescas em comparação ao Alentejo, por exemplo. A influência do Atlântico é muito presente, dando com frequência aos vinhos frescura e tornando-os muito bebíveis.

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Prova na Cave – Foto de Ilkka Sirén | Todos os Direitos Reservados

Se há uma coisa que eu trouxe desta prova foi que os vinhos de Monte D’Oiro envelhecem bastante bem. Apesar de alguns anos se mostrarem melhores que outros, o que é normal, os vinhos mantêm a sua pose e continuam a mostrar grande carácter.

As minhas duas escolhas da prova:

Quinta do Monte d’Oiro Reserva 1999
Tinto baseado em Syrah com grandes cojones. Aromas maravilhosamente amadurecidos de tapenade de azeitona preta, ervas e bagas vermelhas. Estrutura de taninos suave e ainda alguma boa acidez vibrante. Um vinho que pode continuar durante muitos anos. Muito bom.

Quinta do Monte d’Oiro ‘Homenagem a Antonio Carqueijeiro’ 1999
Ligeiramente mais desenvolvido que o Reserva. Mostrando mais daqueles aromas rústicos, de celeiro, mas ainda com algum agradável perfume de cereja e especiarias. Faz-me lembrar um pouco os vinhos Saint-Joseph. Beba agora ou espere um par de anos, mas certifique-se que tem boa comida para o acompanhar.

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Os Vinhos da Noite – Foto de Ilkka Sirén | Todos os Direitos Reservados

Depois da prova era altura do jantar. O Sr. Bento dos Santos é um gastro-entusiasta, para não dizer mais. Aparentemente trata Paul Bocuse por tu, entre muitos outros elogios. Para resumir um longo jantar, nós comemos o que foi, de acordo com o anfitrião, a melhor carne da Europa, premiado por uma espécie de revista de carne de vaca. Quem diria que havia uma revista só para carne de vaca? Bom, o jantar estava absolutamente delicioso, claro. O que o tornou ainda mais delicioso foi que nós bebemos 5 tipos diferentes de rum como digestivo. Eu não levantei objecções. Em suma, um grande insight para uma das melhores adegas de Lisboa, e que foi, apesar do tempo horrível, uma visita que valeu bem a pena.

Contactos
Freixial de Cima
2580-404 Ventosa Alenquer
Tel: (+351) 263 766 060
Fax (+351) 263 766 069
Email: geral@quintadomontedoiro.com
Site: www.quintadomontedoiro.com

O Tesouro de Colares

Texto João Pedro de Carvalho

Entre a Serra de Sintra e o Oceano Atlântico, a 25km a Noroeste de Lisboa, situa-se uma pequena zona vitícola muito antiga com produção a remontar ao ano de 1255, aquela que é a Região Demarcada (desde 1908) mais ocidental da Europa e a mais pequena região produtora de vinhos tranquilos de Portugal.

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Sala dos Tonéis © Blend All About Wine, Lda.

A história do vinho de Colares é longa e perde-se nas páginas do tempo, os seus vinhos ainda hoje fazem parte das memórias dos seus apreciadores e são alvo de procura pelos mais dedicados e curiosos. Na verdade a região perdeu-se no turbilhão da era moderna, o comboio da novidade, caiu no esquecimento com o respectivo abandono progressivo da actividade por parte das gentes locais contribuindo isso em muito para que a quantidade de vinha que existia fosse desaparecendo.

O mais importante produtor da região, até pelo poder de certificar os vinhos DOC Colares, é a Adega Regional de Colares, que após receber as uvas vê os mostos serem posteriormente vendidos em bruto e trabalhados nas respectivas adegas dos associados como é caso a Adega Viúva Gomes. A Adega Regional de Colares foi fundada em 1931, reúne mais de 50% da produção da região e mais de 90% dos produtores da mesma.

Hoje em dia, passo a passo a região começa a despertar por resultado do esforço e dedicação de alguns produtores, para além da Adega Regional o principal centro de vinificação da região ainda se juntam mais dois novos produtores, a Fundação Oriente e o Casal Sta. Maria.

Parte desse esforço, dessa saudável teimosia de revigorar a imagem e qualidade dos vinhos da região tem um rosto, o enólogo Francisco Figueiredo (Adega Regional de Colares). Mostrando um brilho no olhar quando nos fala da região, dos seus vinhos e em especial da casta Ramisco, aquela que tanto gosto e defende. Foi toda uma manhã que apesar de ter começado chuvosa, se dedicou a explorar a região, os vinhos e as vinhas.

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Francisco Figueiredo © Blend All About Wine, Lda.

Focando apenas nas vinhas de chão de areia, cujas vinhas pré-filoxéricas evidenciam os contornos do tempo, tivemos a sorte e privilégio de assistir à vindima (foto abaixo) sendo bem visível quer as barreiras em cana que protegem as vinhas dos ventos e da maresia, como nas macieiras anãs de Maçã Reineta de Colares, tradicionais companheiras das vinhas de Colares.

A proximidade ao mar tem enorme influência nos vinhos: frescura, mineralidade, toque salgado com algum iodo fazem parte dessa diferenciação tão própria da região. Um património tão rico e único, com uma forte componente tradicional a ele associada.

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As vinhas de Colares © Blend All About Wine, Lda.

Enquanto a Malvasia Fina reina nos brancos de Colares, domina os vinhos pela salinidade, muita frescura num perfil quase sempre tenso enquanto novo, com uma evolução muito positiva que nos envolve com aromas de tisana, lápis de cera e rebuçado, vinhos que são a companhia perfeita para acompanhar pratos de peixe e marisco.

Nos tintos brilha a casta Ramisco, os vinhos a que ali dá origem destacam-se pela tonalidade aberta, pouco concentrados e nos melhores exemplares com longevidade assegurada. Vinhos de enorme elegância, muita harmonia com toque iodado a despertar nos mais longevos, enquanto novos mostram uma frescura muito boa, fruta viva e muito limpa com carga vegetal vincada numa estrutura assente em taninos que lhe garantem boa evolução.

Bastante interessante o poder comparar a evolução após respectiva prova directamente da barrica do Ramisco 2011 (o mais aguerrido com carga vegetal e secura vincada) e 2008 (uma delícia de vinho a mostrar uma grande evolução no copo, fruta muito saborosa e fresca com boa estrutura e taninos ligeiramente domesticados) e o já engarrafado 2006 (mais pronto, no entanto também mais polido e delicado que o anterior).

Arenae Malvasia Fina branco/white 2011
Um branco ainda muito novo, tenso, marcado pela mineralidade, toque salgado, muito citrino, algum lápis de cera com a tisana a surgir em fundo. Boca com muito boa acidez, boa definição num vinho com traço mineral e fim quase salgado, longo e bonito final. Perfeito a acompanhar umas Ameijoas à Bulhão Pato.

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Arenae Ramisco Red 2006 © Blend All About Wine, Lda.

Arenae Ramisco tinto/red 2006
Muito limpo no aroma a fruta vermelha (morango, framboesa, mirtilo), toque vegetal fresco a conferir ligeira austeridade ao conjunto, boa complexidade e profundidade. Especiaria, fundo bem fresco que nos guia durante a prova, palato cheio de sabor com secura no fundo. Fantástico a acompanhar uns bons nacos de novilho no carvão.

Contactos
Adega Regional de Colares
Av. Coronel Linhares de Lima, n.º 32 Colares
2705-351 Sintra,
Tel: +351219291210
Fax: +3519288083
Email: geral@arcolares.com
Site: www.arcolares.com

Restaurante Sea Me

Texto José Silva

O centro da cidade de Lisboa fervilha de vida e os restaurantes e bares não param de abrir ou reabrir, depois de recuperações ou de mudarem de mãos, dando resposta a uma clientela variada e heterogénea, onde o peso dos estrangeiros é cada vez maior.

Portugal está na moda e Lisboa, a capital, lidera a procura de gente que vem de todo o mundo, durante todo o ano, apreciar o que temos de bom e que, felizmente, ainda é muito. E uma das nossas grandes riquezas é a cozinha, com um vasto receituário de norte a sul e uma diversidade fantástica para um país tão pequeno. Temos produtos de grande qualidade, hoje reconhecidos internacionalmente e cada vez mais procurados.

Um desses produtos é o peixe da nossa costa, servido um pouco por todo o país, em restaurantes de várias categorias. E um desses restaurantes, mesmo no centro de Lisboa, serve peixe fresquíssimo, sempre da lota de Peniche, a par de vários tipos de marisco.

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Todo o Tipo de Marisco – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

É na rua do Loreto, muito perto do Largo de Camões, e era uma das muitas sapatarias que por ali abundavam e que foi inteligentemente transformada num restaurante onde quase só se serve peixe fresco e marisco: o restaurante “Sea Me, Peixaria Moderna”.

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Peixe Fresco – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

Ali há imaginação, bom gosto, produtos de primeira qualidade, confecção moderna a realçar a frescura das matérias-primas e há boa disposição e humor à mistura. Mas comecemos por descrever o espaço, que é sobre o comprido, com uma pequena montra à entrada, por onde vão passando vários produtos, que podem ser uma marca de cerveja ou de vinho ou umas apetecíveis ostras frescas, a convidarem para ser comidas de imediato.

Logo a seguir, do lado esquerdo, um amplo balcão, onde também se pode comer uma refeição mais rápida ou estar por ali a petiscar e bebericar, sem tempo, pela noite dentro. Um pequeno degrau separa este espaço da sala principal, um pouco mais larga, decorada com simplicidade, tendo ao fundo um enorme balcão em ele, que mostra, por detrás, a enorme cozinha, com tudo à vista, tendo mesmo ao fundo, debruçado sobre a sala, um enorme escaparate com marisco e peixe fresco, devidamente identificados, e que podemos escolher, se assim o entendermos.

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Peixe Fresco – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

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Marisco – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

E com tanto peixe fresquíssimo todos os dias, ali também se pode comer um sushi óptimo.

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Sushi – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

Mas teremos sempre a ajuda de quem sabe e que nos pode guiar para que possamos ter uma excelente refeição. As mesas de madeira são postas dum forma muito simples e o serviço está a cargo de pessoal jovem e competente, simpático e atento e que nos vai explicando devidamente cada prato que vai chegando à mesa. O serviço de vinho é impecável, quer nos copos, quer na temperatura e o restaurante está sempre cheio, quer ao almoço, quer ao jantar.

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O Restaurante – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

Nesta visita veio pão e uma variedade de petiscos saborosos e alguns menos vulgares.

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Sushi de Sardinha com Pimento Assado – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

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Vieiras Coroadas com Tártaro de Manga – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

Vieiras coradas com tártaro de manga e flor de sal, muito saborosas, no ponto, algumas peças de sushi preparado com aquele peixe fresquíssimo, como a de sardinha com pimento assado.

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Salada de Bacalhau com Grão – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

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Chocos Fritos em Tempura Preta – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

Salada de bacalhau com grão, choco frito em tempura preta e folha de shisô, uma desconcertante salada japonesa de robalo e algas, molho de citrinos e abacate.

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Salada de Robalo e Algas – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

Finalmente uma travessa de peixes mistos grelhados, com lulas enormes e robalo, também com lulas à Bulhão Pato, tudo na companhia de batatas cozidas com pele e legumes variados cozidos, e uma porção generosa de azeite para regar tudo.

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Peixes Mistos Grelhados – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

Terminamos com leite creme queimado da maneira tradicional.

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Creme Queimado – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

Beberam-se alguns vinhos que o grupo levou, entre brancos e tintos que tinham sido colocados nas temperaturas correctas, para nosso prazer…
No centro de Lisboa, o peixe fresco à nossa mesa.

Contactos
Sea Me Restaurant
Rua do Loreto 21
1200-049 Lisboa
Tel.: (+351) 213 461 564/565
Fax: (+351) 213 461 566
E-mail: geral@peixariamoderna.com
Site: www.peixariamoderna.com