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Wine Magazine
Herdade do Esporão

Texto Bruno Mendes

Em 1973, José Roquette e Joaquim Bandeira compraram a Herdade do Esporão no Alentejo. Mais tarde, em 2008, o Esporão comprou a Quinta dos Murças, no Douro. O grupo é presidido por José Roquette e dirigido por João Roquette desde 2006. Com 2000 hectares, o objectivo da Esporão é produzir vinhos e azeites portugueses de excelência. É também uma das poucas casas vitivinícolas portuguesas com uma equipa fixa para o ano inteiro e foi a primeira do mundo a formalizar o seu compromisso com o ambiente e a biodiversidade através de acordos internacionais. A missão, marcar a diferença no mundo, mas sem nunca esquecer os valores da empresa – excelência, paixão, responsabilidade, rigor, integridade, tradição e inovação.

Quinta do Monte Xisto, vinho de poucas palavras… aliás, muitas

Texto João Barbosa

Quando se escreve acerca de famílias como a Nicolau de Almeida o que se pode fazer? Redigir um texto como as do ensino básico, onde está tudo e certinho? Afirmar que «não há palavras»… e se não as há, não existe que se leia. Ou… ultrapassar a dimensão convencional? Nesta última, para comprimir, podem suprimir-se as vogais ou tirarem-se as consoantes.

Fora de brincadeira, porque o assunto é sério. A família Nicolau de Almeida é tradicional do Douro e do Porto. António Nicolau de Almeida foi o primeiro presidente do Futebol Clube do Porto (Foot-Ball Club do Porto), em 1893, quando o desporto era praticado por sportmen, como na época se dizia. Cavalheiros e operários jogavam em pé de igualdade, verdadeiro desportivismo.

O pai de João Nicolau de Almeida foi o criador do Barca Velha. É uma família ligada à firma Ramos Pinto, que cedo apostou em publicidade, recorrendo aos mais consagrados artistas gráficos do seu tempo, como René Vincent.

Mais recentemente, na década de 70, José Pinto Rosas, com o sobrinho João Nicolau de Almeida, procurou uma propriedade com características especiais e encontrou a Ervamoira. Os dois fizeram também um estudo acerca das melhores castas da região.

Feito o enquadramento, o que se pode dizer do Monte Xisto? O tempo avança e João Nicolau de Almeida reformou-se da Ramos Pinto, que é hoje pertença à Roederer. Procurou uma terra óptima para cultivar a vinha.

Em 1993 encontrou o sítio, no Douro Superior. Um monte sem nada, mas com vários donos. Foi comprando a colina e tomou-a toda. Será perfeita? Um cerro tem vantagens: diferentes altitudes, diversas exposições solares, várias climatologias, dando espaço ao plantio de castas diferentes – ajudas preciosas para a produção de vinhos complexos.

Que nome dar ao domínio? Monte Xisto – xisto a pedra do Douro, parte fundamental do carácter, e monte, porque é um monte. A solução mais simples tende a ser a melhor.

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Quinta do Monte Xisto tinto 2013

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Maria Sottomayor – Quinta Monte Xisto

Toda a família está envolvida e na enologia há três técnicos reconhecidos: o patriarca e os filhos João e Mateus. Recentemente juntou-se a nora Maria Sottomayor, artista plástica e que trabalhou «às cegas», tendo apenas o vinho pela frente, na ilustração do material da empresa.

Veio agora o Quinta do Monte Xisto 2013, feito com uvas de touriga nacional (60%), touriga francesa (touriga franca – 35%) e sousão (5%), colhidas no início de Setembro e que juntas somam 14 graus de álcool – perigosíssimos, porque a natureza deu a acidez que os refresca.

O cultivo é em modo biológico e as leveduras são autóctones, que trabalharam durante seis dias. Fruta pisada a pé em lagares, como manda a tradição. O vinho estagiou 18 meses em barricas de carvalho francês, de 600 litros.

Qual o resultado? Um vinho para poucas palavras ou para muitas. Aroma guloso, complexo, que cresce e evolui com o tempo. Taninos com raça e sem agressividade, volume de boca de aplaudir, longo, fundo… «escuro», fresco e quente. Totalmente Douro, sem margem para equívoco.

O Monte Xisto nasceu grande em 2011, ano para celebrar. Confirmou a qualidade do sítio e a competência da família. Como no poker: arrisco tudo, fico na cave. É já uma grande referência do Douro.

Caves São João – Porta dos Cavaleiros, o perfil de uma região

Texto João Pedro de Carvalho

A história das Caves São João é longa e rica em detalhes, tudo começou com o nome Sociedade dos Vinhos Irmãos Unidos, fundada em 1920 por três irmãos viticultores da Bairrada: José, Manuel e Albano Ferreira da Costa. Durante largos anos prosperou a venda a granel, tendo sido apenas a partir de 1950 quando se juntou Caves São João à denominação da firma. Mas apenas em 1959, já com os descendentes de um dos fundadores, Alberto e Luís Costa nos comandos das Caves, iriam surgir as marcas que lançaram as Caves São João para o estrelato – o Frei João (Bairrada) e o Porta dos Cavaleiros (Dão). Alberto e Luís Costa eram exímios negociantes de vinho, sabiam como poucos escolher e comprar os melhores lotes, direi mesmo que souberam como poucos criar e educar grandes vinhos que ainda hoje perduram e mostram com galhardia toda a potencialidade das duas regiões que abraçaram, o Dão e a Bairrada.

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Caves São João – Foto de João Pedro de Carvalho | Todos os Direitos Reservados

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Caves São João – Foto de João Pedro de Carvalho | Todos os Direitos Reservados

Sem possuírem qualquer vinha no Dão, eram escolhidos e comprados os melhores lotes e na colheita de 1963 surgiram  os primeiros Porta dos Cavaleiros, tanto o Colheita como o Reserva Seleccionada. Uma marca que tal como a sua congénere na Bairrada, teve o dom de quase “criar” um perfil a que hoje associamos de Clássico a cada uma das regiões. De notar que os Reserva Seleccionada mostram mais frescura que os Colheita, devido a que as uvas dos Reserva eram provenientes dos contrafortes da Serra da Estrela num perfil mais fresco a que se poderá apelidar de “Dão Serrano”, enquanto os Colheita as uvas eram provenientes de zonas mais baixas e porventura mais quentes. Sobre os Reserva Seleccionada sabe-se que o vinho passava quatro anos nos enormes depósitos de cimento e posteriormente mais um ano em garrafa. Vinhos sabiamente educados e de traçada clássica, sérios com toque acetinado tão característico que nos mostram aquilo que a região pode e deve fazer.

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Caves São João – Foto de João Pedro de Carvalho | Todos os Direitos Reservados

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Caves São João – Foto de João Pedro de Carvalho | Todos os Direitos Reservados

Visitar as Caves São João e ter o prazer de contemplar mais de um milhão de garrafas que resistiram à passagem do tempo é uma rara oportunidade para os apreciadores. Esta foi uma prova que ficou na memória, em tudo especial até pelo facto de alguns vinhos não se encontrarem já disponíveis para venda face ao reduzido número de garrafas existentes. O primeiro vinho foi o Porta dos Cavaleiros 1964, este branco com 51 anos é arrebatador em todos os sentidos. Notável a evolução no copo, claramente a precisar de decantação. Inicialmente algo preso e contido, a mostrar alguma rezina, desenvolvendo uma complexidade notável com destaque para a fantástica acidez que envolve e segura todo o conjunto. Profundo, floral com nota de cera, untuosidade com fruto seco e ainda alguma fruta madura de caroço. Boca com muita frescura, mostra garra e nervo, grande presença e profundidade, sério, educado, a untuosidade que mostra ter combina em grande com a frescura que refresca o palato terminado longo e persistente.

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Porta dos Cavaleiros 1964 – Foto de João Pedro de Carvalho | Todos os Direitos Reservados

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Porta dos Cavaleiros 1979 branco – Foto de João Pedro de Carvalho | Todos os Direitos Reservados

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Porta dos Cavaleiros Reserva branco 1984 – Foto de João Pedro de Carvalho | Todos os Direitos Reservados

Dando entrada nos anos 70 onde curiosamente são poucos os vinhos das Caves São João que me têm ficado na memória, salvo erro o branco Reserva de 1973 em Magnum e o tinto também Reserva 1975. Este Porta dos Cavaleiros branco 1979 não fugiu à regra, cordial a mostrar-se com vida, fruta já em passa, mineralidade com alguma secura de final de boca. Nos brancos da década de 80 o melhor de todos é o Reserva 1985, este Porta dos Cavaleiros Reserva branco 1984 é um grande branco em idade adulta, mas se comparado peca pela falta de garra tanto na boca como no nariz onde mostra menos frescura e acutilância ou limpeza de aromas. De resto goza de uma belíssima harmonia de conjunto, conjugando a sensação de untuosidade com acidez e presença da fruta ainda vivaça e madura.

No campo dos tintos a entrada não poderia ser melhor, o Porta dos Cavaleiros Reserva 1966 é a meu ver o melhor de todos, afirmando-se como um dos melhores vinhos de sempre da região. Pura classe num vinho de compêndio, cheio de caruma e pinhal, muito bosque, frutos silvestres, cerejas, folha de tabaco, eucalipto, couro. Puro veludo num tom que combina austeridade com a gulodice de um vinho cheio de vida e frescura, longo e com final persistente. De passagem pelos anos 70 foi provado o Porta dos Cavaleiros Reserva 1974, novamente o que menos brilhou entre os tintos, com a região bem evidenciada no perfil e a dar uma prova de muito bom nível. Perdeu em poder de afirmação mostrando-se mais delgado e espaçado tanto em complexidade aromática como em presença de boca.

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Porta dos Cavaleiros Reserva 1966 – Foto de João Pedro de Carvalho | Todos os Direitos Reservados

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Porta dos Cavaleiros Reserva 1974 – Foto de João Pedro de Carvalho | Todos os Direitos Reservados

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Porta dos Cavaleiros Reserva 1985 – Foto de João Pedro de Carvalho | Todos os Direitos Reservados

Termino com o segundo melhor tinto, o Porta dos Cavaleiros Reserva 1985, que é um dos que mais prazer me tem dado nas últimas vezes que o tenho tido no copo. Literalmente é daqueles vinhos que está num momento muito alto da sua vida, conjuga toda a frescura da fruta com a complexidade que apenas o tempo consegue oferecer. Por entre os aromas a pinhal e bosque, cogumelos, terroso ligeiro, abre para fruta madura e suculenta, tudo embalado em enorme frescura, limpo com caixa de charutos, especiarias variadas. Na boca é acetinado e ao mesmo tempo vigoroso, com a fruta a explodir de sabor, muita personalidade com ampla presença, profundo e final persistente. Um grande vinho do Dão e do Mundo.

Contactos
S. João da Azenha, Ap-1, Anadia
3781-901, Avelãs de Caminho
Frei João
Porta dos Cavaleiros
Tel: (+351) 234 743 118
Fax: (+351) 234 743 000
E-mail: geral@cavessaojoao.com
Website: www.cavessaojoao.com

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Murganheira – Muito mais do que um Espumante

Texto Bruno Mendes

É no Vale do Varosa (onde as regiões do Douro e Beira se tocam) que crescem as uvas dos vinhos e espumantes da Murganheira. Fundada há mais de 60 anos, a Murganheira tem 30 hectares de vinha e monitoriza mais de 1000. Pegando no conhecimento dos monges de Cister, a Murganheira utiliza no seu processo de vinificação técnicas ancestrais que estão constantemente a ser melhoradas com tecnologia e equipamentos de ponta. Os vinhos e espumantes são depois colocados nas suas singulares caves de granito azul para envelhecimento. O passo seguinte é o remuage, utilizando uma combinação de técnicas tradicionais com actuais, que culminam com uma técnica do método tradicional champanhês que a Murganheira já domina há muitos anos, o dégorgement à la volée. O resultado final é um dos mais emblemáticos, se não o mais emblemático, espumante de Portugal.

Fique atento, iremos publicar brevemente um artigo sobre os espumantes da Murganheira. Para já fique com este vídeo institucional da marca.

Castas e Pratos

Texto José Silva

É uma casa de bem comer já com muitos créditos, que tem vindo sempre a evoluir, ano após ano, mantendo uma linha quer de serviço quer de ofertas culinárias, muito consistente, com rigor, segura.

Nasceu duma recuperação inteligente duma parte dum velho armazém dos caminhos de ferro, na Régua, que estava em risco de ser demolido.

Utilizando o enorme pé direito e a beleza do travejamento de madeira, acrescentou-se muito vidro que deixa entrar a luz natural e ver o Douro, mesmo ali ao lado. Do outro lado é o movimento dos comboios que ali param mesmo em frente.

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A entrada in www.facebook.com/castasepratos

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Mezzanine in www.facebook.com/castasepratos

Um mezzanine é a sala de refeições e na parte de baixo uma sala ampla, comprida, com uma mesa a quase todo o comprimento e enormes candeeiros de belo efeito.

As paredes estão totalmente cobertas com armários onde repousam as centenas de referências de marcas de vinhos que constituem uma das melhores cartas de vinhos do Douro.

Ali o vinho é tratado como merece, com todo o cuidado, e podemos beber um copo de vinho e ler uma revista ou o jornal, mas também podemos apreciar uma refeição em alternativa.

Um local de encontro, de tertúlia, com o vinho por companhia.

Lá fora, uma velha carruagem de carga foi adaptada e é uma deliciosa esplanada para o bom tempo, com a estação ali à vista.

Em cima, as mesas estão sempre muito bem postas, impecáveis, o serviço é claramente acima da média, com profissionais capazes e conhecedores a guiar-nos por uma culinária consistente e muito bem interpretada.

O Douro bem merece um restaurante como este. Na última visita fizemos uma refeição tranquila, de grande qualidade, acompanhada por vários vinhos servidos a copo, cuja escolha foi da responsabilidade do chefe de sala.

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Muxagat Xistos Altos Branco 2012 – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

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Bacalhau – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

Para a mesa vieram pão regional, azeite e azeite com balsâmico.

Começou-se por um Vértice Branco 2010, que tinha sido decantado, excelente, evoluído, muito elegante, cremoso, grande vinho. Os anos de garrafa só lhe têm feito bem.

Veio então o ensopado de perdiz e boletos, cheio de cremosidade, bem ligado, a carne requintada da ave a ligar muito bem com os paladares intensos e secos dos boletos, excelente. E o vinho casou na perfeição.

Seguiu-se o bacalhau com crosta de amêndoa e brandade de camarão. No ponto, a barandade  muito bem ligada a dar-nos a suavidade do paladar do camarão, o bacalhau lascante e a curiosidade da crosta de amêndoas muito bem conseguida.

Bebeu-se o Muxagat Xistos Altos Branco 2012, muito mineral, elegante, intenso, seco, ligeiramente evoluído, com uma bela acidez, esteve mesmo muito bem.

Em contraste, ainda no bacalhau, provou-se um tinto Encosta do Bocho Reserva 2009 que foi óptima surpresa. Nariz cheio de fruta e notas de baunilha, ligeiro floral e muita complexidade. Belo volume, muito corpo, excelente acidez a contrastar com os taninos maduros bem casados com a madeira. Fruta preta intensa, um vinho poderoso mas equilibrado. Este ano de 2009 continua a dar-me belas surpresas.

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Encosta do Bocho – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

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Sobremesa – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

Para sobremesa foi proposto um vulcão de abóbora com gelado de queijo da Serra.

Uma explosão de sabores, a versão sofisticada da clássica ligação de queijo da Serra com doce de abóbora, aqui reinterpretada.

E que teve a companhia soberba do Porto Casa de Santa Eufémia Reserva Branco Velho com mais de 30 anos. Âmbar cristalino, nariz exuberante, frutos secos intensos, elegância, casca de tangerina, muito fresco. Belo volume, intenso, acidez vibrante, seco, nozes e avelãs, muita frescura, complexidade, guloso, um grande vinho do Porto.

Com o segundo cálice, brindou-se a este Castas e Pratos, ao vinho e ao Douro…

Contactos
Castas & Pratos
Peso da Régua | Portugal
Tel: (+351) 254 323 290
E-mail: info@castasepratos.com
Webmail: www.castasepratos.com

Fonseca Guimaraens Vintage 2013 e 200 anos de história

Texto João Barbosa

A paz chegou à Europa a 18 de Junho de 1815, após Napoleão ter sido derrotado, na Batalha de Waterloo, por Arthur Wellesley. O imperador foi mandado para a ilha de Santa Helena, a meio do Atlântico Sul… ali não gozou das facilidades do cativeiro da ilha de Elba, donde se evadira para retomar a guerra.

O imperador viveu apavorado com a hipótese de ser envenenado…  sempre ouvi dizer que a cozinha francesa é sublime e que a inglesa é defeituosa – não tomo partido. Tanto receio que nem tocou no Vinho da Madeira que o cônsul britânico lhe ofereceu, quando o navio do presidiário escalou o Funchal… mas acho que foi por chauvinismo que não o bebeu.

Como no fim de todas as guerras, a sociedade encontrava-se desarrumada, muitas incertezas e oportunidades. A 8 de Abril de 1815, João dos Santos Fonseca comprou 32 pipas de vinho. Para celebrar o bicentenário, foi lançado um Porto Crusted, vinho de lote de diferentes vintages.

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Bicentenary Edition Crusted Port – Foto Cedida por Fonseca Port Wine | Todos os Direitos Reservados

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The Fladgate Partnership – Foto Cedida por Fonseca Port Wine | Todos os Direitos Reservados

O risco foi grande, pois ainda se combatia além Pirinéus. O senhor Fonseca foi financiado pela família Monteiro. Mais tarde entraram os Guimaraens e os Yeatman. Este agregado geriu a casa chegou até hoje, sendo Alistair Robertson o chefe da casa, descendente Yeatman.

Há «coisas» que evocam esse tempo, como o Monumento à Guerra Peninsular, na Avenida da Boavista, no Porto, em que o leão inglês subjuga a águia imperial francesa – mas trata-se duma peça pensada em 1909 e só concretizada em 1951.

Os exércitos francês e espanhol invadiram Portugal em 1807. Os franceses regressaram em 1808 e 1810. O conflito na Península Ibérica terminou em 1814, após a Guerra da Independência Espanhola.

Em Lisboa, a invasão teve consequências de longo prazo. O Terramoto de 1755 destruíra o palácio real. Na colina da Ajuda ergueu-se uma casa temporária, a Real Barraca ou Paço de Madeira. A chegada dos franceses levou à fuga da família real para o Brasil, a 29 de Novembro de 1807. Quando retornou, em 1821, o mundo tinha mudado.

O rei Dom João VI, embora não tenha vivido o Terramoto de 1755, nasceu em 1767, vivia apavorado com abalos sísmicos, pelo que continuou a viver na barraca. Após um incêndio, o Palácio da Ajuda foi começado em 1795, mas nunca se completou (cerca de um quarto está construído), porque a independência do Brasil, em 1822, fechou a torneira donde brotava ouro como água; já não havia como pagar para acabar a casa.

Voltando aos Fonseca… o primeiro Vintage foi em 1840, década doutros néctares com o mesmo estatuto. A casa da família situava-se no Pinhão e é hoje o Vintage House Hotel. Em Outubro deste ano, a The Fladgate Partnership (Fonseca, Taylor’s, CroftWiese & Krohn) comprou o hotel. A casa regressa a casa.

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Vintage House Hotel – Foto Cedida por Fonseca Port Wine | Todos os Direitos Reservados

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Fonseca Guimaraens Vintage Port 2013 – Foto Cedida por Fonseca Port Wine | Todos os Direitos Reservados

Este ano foi lançado o Fonseca Guimaraens Vintage 2013. Esta designação surge em anos que não são considerados clássicos. Produzido à base de uvas da Quinta do Panascal, está guloso, complexo de frutas em geleias, mirtilos e amoras assaltam, e muito suave.

Pede uma musse de chocolate com dois dias, um deles guardado no congelador. Bebê-lo agora contenta-me o coração, mas pica-me na mente. Guarda-lo e esperar… o meu coração pode não aguentar.

Contactos
Quinta do Panascal
5120-496 Valença do Douro
Tel: (+351) 254 732 321
E-mail: marketing@fonseca.pt
Website: www.fonseca.pt

Quinta de Cabriz celebra 25 anos da sua história

Texto João Pedro de Carvalho

Os vinhos Cabriz estão a celebrar os 25 anos da sua história, relembro que a Quinta de Cabriz é o berço da Global Wines/Dão Sul, em Carregal do Sal (Viseu), entre as serras da Estrela e do Caramulo e entre o Dão e o Mondego. A propriedade tem 38 hectares e ali são produzidas uvas tintas e brancas, das quais resulta um portefólio alargado, onde se incluem espumantes e aguardentes, além de vinhos brancos e tintos. A Quinta de Cabriz aposta também no enoturismo e possibilita visitas à sua adega, disponibilizando um restaurante de cozinha regional, winebar, wineshop, provas e cursos de vinhos, e salas para eventos. Até Setembro do próximo ano, a principal marca do grupo Global Wines/Dão Sul põe todo o País a celebrar o lema “Dão é Cabriz”. Nova imagem, novos rótulos, acções nos pontos de venda, publicidade com forte impacto, passatempos e oferta de prémios (tablets de última geração, produtos regionais do Dão, fins-de-semana gastronómicos e turísticos no Dão e viagens ao estrangeiro) aos consumidores vão ajudar a contar a história desta marca do Dão bem conhecida pelos consumidores.

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Wine Cellar in www.daosul.com

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Cabriz Colheita Seleccionada 2013 & Cabriz Colheita Seleccionada 2013 – Photo by João Pedro de Carvalho | All Rights Reserved

A relação qualidade/preço sempre foi um dos trunfos dos vinhos Cabriz e os vinhos que aqui se destacam são disso o maior exemplo. E com a cara lavada, ou direi com uma nova imagem surgem no copo o Cabriz Colheita Seleccionada 2013 bem conhecido dos consumidores. Um vinho muito directo e de fácil abordagem, cantos arredondados e de perfil muito fácil de se gostar com fruta a surgir madura e de apontamento morno e ligeiramente adocicado, com ligeiro cacau, travo vegetal de fundo. A produção total são 2.500.000 garrafas de um vinho redondinho, com ligeira frescura e muito correcto face ao patamar de qualidade em que se situa. O outro vinho mostra um salto na qualidade, o Cabriz Reserva 2012 onde a fruta surge mais fresca, limpa e com maior frescura. Deixa de lado aquele tom morno e doce e mostra um pouco mais de carácter associado à região onde nasce. De resto é um vinho moderno, onde a fruta surge ligeiramente escondida pela barrica, cacau, apontamento balsâmico com toque de especiarias em fundo. Ligeiro vigor no palato, fruta muito presente, boa amplitude com final a mostrar ligeira secura.

Contactos
Dão Sul – Sociedade Vitivinícola S.A.
Apartado 28, 3430-909
Carregal do Sal, Portugal
Tel: (+351) 232 960 140
Fax: (+351) 232 961 203
E-mail: daosul@daosul.com
Website: www.daosul.com

Herdade das Servas 2013 com os amigos

Texto João Barbosa

Três belos vinhos alentejanos numa conversa entre um iconoclasta e uns amigos. Alentejanos no carácter e seus aromas e paladares. Valentes para a comida forte desta província. Mas, outra coisa…

O termo iconoclasta é uma hipérbole. Não sou um talibã destruidor das regras sagradas e inquestionáveis e não tomo um ícone por um ídolo. Aliás, acho mais interessante a selvajaria (a fealdade poética), porque resultado da ignorância, do que o facciosismo esclarecido. Falta o vocábulo «de-vez-em-quando-desalinhado-só-porque-sim-e-para-manter-um-bom-nível-de-sanidade-mental».

Porquê este introito? Para que não me tomem nem por tolo nem por arrogante. O tema é o vinho ser gastronómico. O vinho deve ser «gastronómico»? É isso uma vantagem? Um bom vinho é aquele que deve ser bebido com comida?

Nem é vantagem nem desvantagem. Penso que alinhar com comida ou sem ela é igualmente válido. Indo directamente ao ponto-G… dá prazer? O prazer deve ser o fim único. O vinho é importante, a comida é importante e… quem está connosco ou «sem nosco» é-o tanto ou mais.

Os portugueses repetem o elogio de que os seus vinhos são «muito gastronómicos». Este louvor vem na sequência do aplauso à pertença ao mundo mediterrânico, com culto e liturgia alimentar.

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Herdade das Servas – Foto Cedida por Herdade das Servas | Todos os Direitos Reservados

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Herdade das Servas – Foto Cedida por Herdade das Servas | Todos os Direitos Reservados

Claro que quero que o vinho seja o adequado à comida. Não quero dizer que despreze a adequação do vinho, comida e utensílios, mas a mesa dá-me prazer é com os amigos – é a amizade que se celebra no convívio.

Tenho um costado alentejano, facto que me leva, na brincadeira, a afirmar-me como alentejano. Donde? Do Campo Grande, em Lisboa. O «meu» Alentejo não tem vinho. Não há vinha na lavoura da minha família.

Não tomo outro Alentejo por empréstimo. Mas há um Alentejo vínico que é meu, que me sabe ou lembra os serões à lareira… os homens calados, ouvindo pacientemente, e as senhoras enumerando parentelas, espólios e vidas.

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Colheita – Foto Cedida por Herdade das Servas | Todos os Direitos Reservados

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Herdade das Servas wines – Foto Cedida por Herdade das Servas | Todos os Direitos Reservados

Foram-me dados a conhecer três vinhos: Herdade das Servas Tinto Colheita Seleccionada 2013, Herdade das Servas Alicante Bouschet 2013 e Herdade das Servas Touriga Nacional 2013. Chegaram-me numa refeição feita apenas com pratos da tradição alentejana, no restaurante O Galito, em Lisboa. O casamento perfeito, como devia ser sempre.

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Talhas – Foto Cedida por Herdade das Servas | Todos os Direitos Reservados

Os vinhos que trazem esta conversa são belíssimos exemplares do Alentejo. A Herdade das Servas tem vindo a afirmar-se, vindima após vindima, como uma boa aposta. Todos com boa estrutura, taninos firmes, com gostosura, com longevidade de boca. Não vou usar descritores, mas obviamente são diferentes… dois são monovarietais e o outro é um lote de touriga nacional (40%), alicante bouschet (30%), aragonês (20%) e trincadeira (10%).

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Adega – Foto Cedida por Herdade das Servas | Todos os Direitos Reservados

Entro no ponto liminar do «gosto»: o alicante bouschet amarrou-me mais. Não sou muito apreciador da touriga nacional alentejana, contudo na Herdade das Servas consegue fazer parte «desse Alentejo» que reconheço faltar-me… aliás, estes três vinhos.

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Sala de Distribuição – Foto Cedida por Herdade das Servas | Todos os Direitos Reservados

Bebê-los com quê?! A resposta clássica para todos. Interessam-me mais, sobretudo os monovarietais, as conversas com gente boa. E não quero saber se me levantarei direito, pois não tenciono conduzir.

Pode ler mais sobre a Herdade das Servas aqui and aqui.

Contactos
Serrano Mira SA
Herdade das Servas, Apartado 286
7101-909 Estremoz -Portugal
Tel: (+351) 268 322 949
Fax: (+351) 268 339 420
E-mail: info@herdadedasservas.com
Website: www.herdadedasservas.com

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Herdade da Malhadinha Nova – Enoturismo de excelência

Texto Bruno Mendes

Foi com o sonho de produzir um grande vinho, o melhor vinho do mundo, que a família Soares (João, Paulo, Rita e Margarete Soares) adquiriu a Herdade da Malhadinha Nova em 1998.

As primeiras vinhas foram plantadas em 2001 e em 2003 foi inaugurada a moderna adega, na qual foi integrado também um restaurante que proporciona uma cozinha de autor, dando primazia aos produtos terra.

A vinificação é feita em modernos lagares refrigerados onde os métodos tradicionais de vinificação são combinados com a utilização de tecnologia. Os rótulos de todos os vinhos produzidos na Herdade da Malhadinha Nova são desenhados pela geração mais jovem da família Soares.

Na propriedade podemos ainda encontrar criação de vaca alentejana e porco preto, um olival e um coudelaria que nasceu em 2008 contando desde logo com 6 Éguas Puro-sangue Lusitano.

O hotel, com um Spa integrado, cruza a tradição com a modernidade, fundindo o design, a ruralidade, o conforto e a elegância, resultando assim numa unidade de enoturismo completa, com uma vasta oferta capaz de responder a todos os visitantes, seja a amantes do vinho, da gastronomia, da natureza, da cultura ou da tradição e variadíssimas actividades como por exemplo, visitar a propriedade e adega, realizar provas de vinhos diversas, cursos de iniciação à prova, provas temáticas, provas de barricas, almoços ou picnics na vinha, passear a cavalo ou de balão.

Ainda não está convencido?

Não perca o artigo sobre a Herdade da Malhadinha Nova que será publicado na próxima quinta-feira (10 de Dezembro). Entretanto fique com este fantástico vídeo e com artigo do João Pedro de Carvalho sobre os vinhos desta propriedade.

Vídeo produced by ENCORE FILMES

Em Viena de Áustria, a provar vinho do Porto

Texto José Silva

Há alguns anos atrás acompanhei um grupo de austríacos, alguns deles pertencentes a uma confraria, pelo Douro acima, de autocarro e de barco, visitando algumas quintas e provando belos vinhos do Porto. Perante a satisfação geral e a rendição à beleza do Douro, desde logo houve a garantia de que nos haveríamos de encontrar novamente. Agora foi o convite dessa confraria, a St. Urbanus Weinritter Ordenskollegium, para me deslocar a Viena de Áustria, levando vários tipos de vinho do Porto, e fazer uma prova comentada desses vinhos, durante o jantar do capítulo da confraria. Acertados pormenores, achei que seria interessante dar a provar todos os tipos de vinho do Porto, no sentido de transmitir a mensagem não só da qualidade deste vinho único, como também da variedade e versatilidade das várias classes. Obtido o acordo e a vontade de provarem algumas marcas, foram contactados os produtores, recolhidas as garrafas e expedidas com tempo para a Áustria, com a indicação de armazenagem em boas condições. Assim, viajaram para o centro da Europa os seguintes vinhos do Porto:

– Pink Croft
– Dry White Rozès
– Quinta do Vallado 10-year-old Tawny
– Ramos Pinto Quinta do Bom Retiro 20-year-old Tawny
– Quinta da Devesa 30-year-old Tawny
– Vasques de Carvalho 40-year-old Tawny
– Niepoort Colheita 1999 Tawny
– Dalva 40-year-old Dry White
– Poças Special Reserve Ruby
– Quinta do Noval LBV Unfiltered 2009
– Graham’s Quinta dos Malvedos Vintage 2001
– Quinta da Casa Amarela Vintage 2011

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Cidade lindíssima – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

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Cidade lindíssima – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

Viena é uma cidade de grande beleza, com monumentos a lembrar o fausto de outrora e onde a cultura está por todo o lado, com a música de Wagner, Beethoven, Mhaler, Mozart e tantos outros a encher o ar.

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Wachau – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

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A prova – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

Fiz ainda uma visita à região de Wachau, nessa altura ainda em vindimas, para provar alguns dos grandes vinhos brancos austríacos das castas Grunner-Weltliner e Rieseling e poder fazer alguma comparação com os bancos que temos por cá.

Chegado o dia da prova, rumamos às instalações que foram muito tempo ocupadas por um dos melhores restaurantes de Viena, que entretanto mudou de local, e as cedeu a uma escola de hotelaria.

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Grande qualidade – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

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Os estudantes – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

Instalações de grande qualidade e conforto, o repasto foi preparado pelos cozinheiros chefes da escola, sendo o serviço garantido pelos alunos, liderados pelo professor de sala.

Entretanto os vinhos brancos e o rosé estavam a refrescar, os tintos estavam armazenados em local cuja temperatura se revelou suficientemente baixa para os servir.

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Vinhos – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

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O decanter – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

O meu amigo Dr. Manuel Alexandre, confrade  radicado há longos anos em Viena, onde foi durante bastante tempo delegado do ICEP, trouxe de casa um velho e lindíssimo decanter oficial do IVDP, o qual foi utilizado para decantar o Vintage 2001 da Grahm´s, que já apresentava bastantes sedimentos.

Dadas indicações simples aos alunos estagiários, foram suficientes para entenderem o que se pretendia, e os vinhos foram servidos adequadamente. A minha grande surpresa foi a ausência de copos de vinho do Porto, uma vez que estes profissionais não estavam familiarizados com este tipo de vinho.

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Vinhos – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

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Flutes – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

A solução de recurso foi a utilização de pequenas flutes de espumante, que resolveram razoavelmente a situação e não prejudicaram a prova.

A prova começou com o Dry White e o Rosé, lado a lado, tendo o Rosé uma casca de limão, que lhe deu vida. Os outros vinhos do Porto foram provados durante a refeição, entre pratos, sendo explicadas as suas características, a importância das temperaturas de serviço e as várias possibilidades de harmonização para cada estilo.

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Os estudantes – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

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Os vinhos – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

E assim foram passando pela mesa os Tawnies, o Ruby, o LBV e os Vintage, sendo neste caso feita a comparação entre um Vintage recente (2011) e um Vintage já com 14 anos (2001), que ligaram mito bem com as várias sobremesas de chocolate e frutos vermelhos à disposição dos confrades.

Finalmente, para despedida, provaram-se os dois Portos de 40 anos (Branco e Tawny), com que se fez o brinde à confraria e ao vinho do Porto.

A outra surpresa da noite foi que o entronizado na cerimónia da confraria…fui eu próprio!!

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Bicicletas – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

Fica a experiência e a sugestão ao IVDP e aos produtores para a organização dum pequeno evento em Viena, num país com abertura a coisas novas, que conhece bem Portugal, mas onde ainda há muito trabalho a fazer em prol do vinho português e em especial do vinho do Porto.

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Auf Wiedersehen – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

Auf Wiedersehen!