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Quinta da Murta – Um lugar para descobrir

Texto Bruno Mendes

A 25 km a nordeste de Lisboa podemos encontrar a Quinta da Murta. É um local remoto e protegido com uma grande diversidade de flora e fauna localizado em Bucelas, por entre colinas calcárias na bacia Lusitânica.

Os seus vinhos são feitos de uma forma natural e maturados na presença de borras finas com “batonnage” e é engarrafado nas instalações da Quinta da Murta.

Aqui podemos encontrar um salão de eventos, uma adega moderna, uma sala de degustação e uma casa rústica com piscina, complementada com o seu incrível deck exterior que proporciona uma fantástica vista do vale e das suas colinas calcárias, e que pode receber até 300 convidados tornando-a um local perfeito para qualquer tipo de eventos, seja ele grande ou pequeno.

A Quinta da Murta é um lugar de grande beleza à sua espera! Confira tudo isso e muito mais no vídeo abaixo.

Vinhos Foz Torto – tortos como os rios e as vides

Texto João Barbosa

Linhas direitas ou linhas tortas? Arquitectura modernista ou barroca? No que respeita a vinho, gosto deles tortos, porque complexos. Acontece nos vinhos Foz Torto, de Abílio Tavares da Silva, cuja enologia é de Sandra Tavares da Silva (não são familiares).

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Abílio Tavares da Silva e Sandra Tavares da Silva – Foto Cedida por Foz Torto | Todos os Direitos Reservados

Abílio Tavares da Silva, em 2004, deixou as suas empresas de informática, sediadas em Lisboa, e instalou-se no Douro. No ano seguinte comprou a Quinta de Foz Torto, junto à aldeia de Pinhão (sub-região de Cima Corgo), com 14 hectares. O Rio Torto é um pequeno curso fluvial, que nasce em Trancoso e desagua a pouco mais de 47,5 quilómetros, na margem esquerda do Douro.

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Quinta de Foz Torto – Foto Cedida por Foz Torto | Todos os Direitos Reservados

É na foz dessa serpente de água onde está a quinta, que desde 2012 se mostra aos enófilos. Naturalmente, o ponto-de-fuga da perspectiva está próximo, mas os sinais são positivos: a vontade de Abílio Tavares da Silva revela o objectivo de alcançar um patamar de grande qualidade, a boa localização da propriedade e a competência de Sandra Tavares da Silva.

Bem, nasceram direitos, os Foz Torto. As mais recentes novidades reveladas são Foz Torto Tinto 2013, Foz Torto Vinhas Velhas Tinto 2013 e Foz Torto Vinhas Velhas Branco 2014. Há um traço identitário e as obrigatórias diferenças, reflexos da vontade e da natureza.

As uvas para o vinho branco vêm doutra propriedade, a montante no Douro, situada em Porrais (Murça), nos limites da delimitação da região. São provenientes de vinhas, com castas misturadas, onde se destacam a códega de larinho e a rabigato.

As uvas brancas foram esmagadas em prensa pneumática. A fermentação realizou-se, durante quatro semanas, em barricas de carvalho francês, onde estagiou por seis meses. É fino, elegante, sedutor, com falsa doçura. Tem força, mas não brutalidade.

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Foz Torto Vinhas Velhas branco 2014 – Foto Cedida por Foz Torto | Todos os Direitos Reservados

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Foz Torto tinto 2013 – Foto Cedida por Foz Torto | Todos os Direitos Reservados

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Foz Torto Vinhas Velhas tinto 2013 – Foto Cedida por Foz Torto | Todos os Direitos Reservados

O Foz Torto Tinto 2013 resulta dum lote de touriga nacional (40%), touriga franca (30%), tinta francisca (10%), tinta roriz (5%), alicante bouschet (5%), sousão (5%) e tinta barroca (5%). A fermentação fez-se em cuba durante oito dias. Depois, o vinho esteve 16 meses em barricas de carvalho, de segundo e terceiros anos, onde fez a fermentação maloláctica e o estágio. É um vinho que enche a boca, com gulodice que não sacia nem enjoa, onde sobressaem aromas e sabores frutados temperados pela madeira.

O Foz Torto Tinto Vinhas Velhas Tinto 2013 está no grupo dos melhores do Douro, onde o termo «vinhas velhas» significa umas boas décadas e o número de castas é de difícil contagem. Aqui, estão mais de 30 variedades. A fermentação demorou oito dias em cuba. O vinho fez a fermentação malolactica e estagiou em barricas de carvalho novo (30%) e antigo (70%).

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Quinta de Foz Torto – Foto Cedida por Foz Torto | Todos os Direitos Reservados

A ficha técnica não diz, mas afirmo-o… reina a touriga franca e não a nacional. É a grande casta tinta do Douro, quiçá portuguesa, que só (ou quase) está bem quando acompanhada por outras. Este tinto tem a terra de xisto e o xisto, a secura da esteva e o perfume da cinza de madeira de azinheira. É volumoso na boca, longo e fundo, persistente. Para agora e para depois de amanhã. É o Douro dentro dum frasco.

Bulls – Um rodízio de grande qualidade em Matosinhos

Texto José Silva

Num espaço que já albergou vários restaurantes ao longo das últimas duas décadas, em Matosinhos, um investidor resolveu criar um restaurante dedicado sobretudo ao tradicional rodízio de origem brasileira e muito popular entre nós. – Bulls.

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Entrada – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

Partindo de instalações onde a pedra de granito tem presença muito forte, decidiu-se manter a beleza dessa pedra e juntar-lhe soalho e tecto em ripas de madeira, de belo efeito. A enorme parede de fundo é branca, com o nome do restaurante.

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Grande parede branca – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

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Balcão – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

Num balcão de boas dimensões repousam alguns dos muitos vinhos duma carta bem preenchida, num trabalho que completa bem a qualidade geral do que ali se serve. Sala ampla, no entanto acolhedora, mesas muito bem postas, com tudo o que é necessário para usufruir uma boa refeição.

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Balcão – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

Onde o rodízio é rei, no entanto a partir de produtos de grande qualidade, a começar pelos tipos de carne que ali são utilizadas. Serviço profissional, da responsabilidade de alguém que há já muitos anos trabalha com este tipo de menus, que aqui é aprimorado.

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Caipirinha – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

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Ovos de codorniz – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

Voltando às bebidas, não poderia faltar a caipirinha, muito bem preparada. Mas mais uma vez a diferença vem das várias aguardentes de cachaça utilizadas, todas de grande qualidade e muito bem expostas.

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Bolas de queijo – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

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Bola de carne – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

Já na mesa, e para fazer companhia à primeira caipirinha, vieram ovos de codorniz, cebola frita, bolinhas de queijo saborosas e fofinhas, bola de carne feita na casa muito boa, bolinhos de bacalhau, rissóis e croquetes, e uma belíssima salada de polvo, muito vem temperada.

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Entradas – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

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Salada de Polvo – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

A escolha natural do que se ia comer recaiu no rodízio, que começou pelas tradicionais coxinhas de frango, linguiça toscana e filé com queijo. E logo vieram para a mesa as batatas fritas muito crocantes, a farofa muito bem feita, o arroz seco soltinho, para ligar com o feijão preto cremoso e a couve mineira bem condimentada.

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Arroz branco – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

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Farofa – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

Estava lançado o mote!

Na cozinha continuavam a ser trabalhadas as várias carnes, afagadas pelo fogo vivo: cupim, costela, maminha, alcatra e picanha, neste caso na versão normal e na versão com alho, ambas deliciosas.

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Carne – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

E lá se iniciou o cortejo destas carnes fantásticas, em longos espetos de ferro, fatiadas na mesa com facas bem afiadas, em fatias muito fininhas. Para quem gosta, um pouco de molho de malagueta a dar vivacidade ao sabor da carne. E é uma e outra vez, e mais outra e outra ainda, até dizermos que chega, estamos satisfeitos.

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Cupim – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

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Maminha – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

Talvez lugar apenas para uns pedaços de abacaxi grelhado que se polvilha com um pouco de canela. Um grande rodízio, num espaço de muito bom gosto. Mas onde a ementa apresenta várias outras soluções, entre peixe e carne, do camarão tigre aos bacalhaus e ao tradicional cabrito assado no forno. A fruta e alguma doçaria feita na casa completam uma excelente refeição, onde as carnes de qualidade brilham muito alto.

Depois, recomenda-se um passeio até à beira mar…

Contactos
Bulls | Restaurante de Rodizio
Rua Brito e Cunha, 515
4450-088, Matosinhos
Tel: (+351) 229 381 184
Email: geral@bulls.pt or reservas@bulls.pt
Website: www.bulls.pt

Esmero e Mimo, os vinhos de Rui Xavier Soares

Texto João Pedro de Carvalho

A produção de vinhos na família de Rui José Xavier Soares, coordenador da Viticultura da Real Companhia Velha onde trabalha desde 1997, remonta ao tempo do seu avô Fernando que foi responsável pela maior parte das vinhas que hoje dão origem aos vinhos criados por Rui Soares. Durante largos anos a quinta apenas produziu para vinho do Porto e para consumo próprio, foi em 2002 que se decidiu iniciar uma nova etapa, a de comercializar vinhos de mesa. A base de todo o processo são as vinhas velhas da família, situadas em Valdigem (Lamego), de onde são produzidos vinhos brancos e tintos com as marcas Esmero e Mimo.

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Vinhas Esmero in facebook.com/Esmero-143943452320952/?fref=ts

Separating the tasting in two moments:

Separando a prova em dois momentos, o dos brancos onde os dois exemplares nascem a partir de vinhas com 30 anos de idade localizadas em terreno de transição de xisto para granito. Os dois brancos apenas passam por inox, ficando o contacto com a madeira reservada para os tintos. Segundo a definição, Mimo é algo delicado, feito com graça, beleza e perfeição. No Mimo branco 2014 predomina o Moscatel Galego, Fernão Pires e Síria, um branco fresco, diferente e divertido com aromas limpos e muito cativantes onde despontam as flores, citrinos maduros, vegetal fresco num conjunto de corpo médio, boa frescura a combinar com a presença da fruta e ligeira secura no fim.

Do cuidado extremo no trabalho, do primor, apuro e requinte, dessa mesma acção de esmerar surge o Esmero branco 2014 onde predomina o Viosinho e Gouveio. Um branco sério, com vigor e onde as notas bem definidas de fruta de polpa branca com algum citrino se misturam com as ligeiras notas de madeira e austeridade mineral de fundo. Acidez muito presente a dominar todo o conjunto com fruta fresca, tisanas, médio corpo com nervo e uma bela estrutura que o suporta.

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Mimo branco 2014 – Foto de João Pedro de Carvalho | Todos os Direitos Reservados

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Esmero tinto 2013 – Foto de João Pedro de Carvalho | Todos os Direitos Reservados

No segundo momento da prova, os dois tintos, ambos com estágio de 18 meses em barrica, são separados e diferenciados não só pela diferença de idade das vinhas mas também pela altura a que estão. Enquanto o Mimo tinto 2012 é elaborado a partir de uma vinha com 30 anos situada a meia encosta, mostrando fruta (bagas, frutos do bosque) muito limpa, fresca e bem saborosa, pimenta, cacau e nota de madeira muito ligeira que aconchega o conjunto.

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Tintos Esmero in facebook.com/Esmero-143943452320952/?fref=ts

Na boca muita frescura e vivacidade de uma fruta muito limpa e de qualidade, puro com presença média com tudo muito equilibrado e saboroso, um tinto que é fácil de se gostar. Por outro lado o topo de gama, o mais sério e aquele que é produzido a partir de uma vinha com mais de 80 anos, mistura de castas a baixa altitude. O Esmero tinto 2013 é dominado pela complexidade, frescura e qualidade de todo o conjunto, cheio de frutos silvestres, cereja, todos muito maduros e cheios de acidez, amplo, com muito caracter, pimenta preta, aconchego da barrica em fundo. Boca a mostrar um perfil encorpado, vigor, persistência, harmonia com a fruta e a barrica em plena harmonia num belíssimo vinho do Douro com anos de vida pela frente.

Herdade da Comporta

Texto Bruno Mendes

Herdade da Comporta, uma propriedade localizada a 1h a sul de Lisboa, na costa Alentejana, entre Alcácer do Sal e Grândola. A paisagem é pincelada por praias, dunas, pinhais e arrozais que proporcionam uma beleza única e muito apetecível ao turismo.

Com 12500 hectares a Herdade da Comporta é um dos maiores produtores agrícolas nacionais. Aqui, pode não só esperar provar vinho de qualidade como também, andar a cavalo, jogar golfe, fazer praia, fazer yoga, observar aves, entre outros. É um mundo de experiências à sua espera. O vídeo abaixo espelha um pouco da magia que poderá encontrar nesta Herdade.

Vinho novo ou vinho velho? Venha Deus ou o Diabo e escolham

Texto João Barbosa

Oiço com grande regularidade o elogio ao vinho com idade. Laudes que compreendo, pois sou dos que o apreciam com anos de vida. No entanto, o que me faz escrever é o ar pedante com que muitos enófilos assumem, dividindo o mundo em duas castas. Reconheço que muitos apreciadores têm agrado com néctares novos e antigos.

A verdade é que os vinhos antigos têm para mostrar o que os novos não conseguem… até porque os outros são bebidos novos. Não é uma injustiça, é a vida. Um dia disseram-me: «os vinhos são como as pessoas, uns evoluem e outros continuam estúpidos».

Um aforismo anedótico que tem o seu «quê» de acertado. Olhando para gente das artes cénicas – porque é mais fácil citar – podemos reparar como Lauren Bacall ou Sean Connery «melhoraram» com a idade.

A beleza arrebatadora desta actriz evoluiu para um charme e uma aura de Rainha. O caso de Sean Connery é mais óbvio. Achava-o um bocado canastrão, sem ser nem bonito nem feio, e hoje é um lorde.

Que podemos dizer de James Dean ou de Mia Zapata? Nunca saberemos, embora existam programas de computador que fazem antevisões. Não quero estar só a elogiar a idade mais avançada, apenas a enumerar situações.

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Vinho in wall.alphacoders.com

Há uma outra situação que é a do homicídio vínico. Abrem-se garrafas de vinho que poderia ganhar com os anos. Se o enófilo conseguir guardar algumas, não existe problema. Mas… mas, e se amanhã não estiver vivo? Ou o síndrome da criança no Natal. Ou a velocidade dos dias e a espécie de ejaculação precoce.

Falando com apreciadores não militantes, reparo que a maioria, a enorme maioria, afirma que gosta de beber o vinho enquanto é novo. Porquê? A maior facilidade é, provavelmente, a principal razão.

Outro motivo será o do gosto por educar. Mas quem me dá o direito de afirmar que alguém não tem o gosto educado? Gostos são gostos, discutem-se, mas têm de se respeitar. Conheço gente, com anos de prazer enófilo, que prefere incondicionalmente o vinho jovem.

George Bernard Shaw sentenciou: «A juventude é uma coisa maravilhosa, que pena ser desperdiçada pelos jovens».

Pelo que escrevi, nota-se que não irei até onde chega a deliciosa arrogância deste grande escritor. Gosto de vinho com idade e com juventude… mas…

Há sempre um mas! O vinho que não é jovem, mas criança –  aproveitando o chamado Verão de São Martinho, em Novembro. Há muitos adágios populares que elogiam os vinhos na infância:

– No São Martinho vai-se à adega e prova-se o vinho.

– Pão com olhos, queijo sem olhos e vinho que salte aos olhos.

– No dia de São Martinho, lume, castanhas e vinho.

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Vinho guardado in standardmarket.com

Estas certezas podem explicar-se pela antiga dificuldade, de antigamente, em guardar o vinho por muitos meses. Em novo estava «óptimo» e em Março ou em Abril, sabe-se lá. Essa realidade pode ter sido transmitida pelo ADN dos portugueses… sei lá!

Além de apreciar a juventude e a antiguidade, mais do que uma garantia acerca do que é correcto ou está errado, prefiro outro aforismo popular:

– Não se vai de smoking para a praia.

Ninguém me tira o «Anjo Azul», dirigido por Josef von Sternberg em 1930, com Marlene Dietrich. Nem as gargalhadas que dei com as «Manobras na Casa Branca», de 1997 e hoje é comédia, de Barry Levinson, com Robert De Niro e Dustin Hoffman.

Quinta do Ameal, qualidade por todo o lado

Texto José Silva

Numa pequena quinta minhota que remonta a 1710, Pedro Araújo, bisneto de Adriano Ramos Pinto, vem desenvolvendo um projecto de produção de vinhos brancos no vale do rio Lima, que se têm vindo a impor como reconhecidamente vinhos de qualidade superior.

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A casa – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

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Vinhas – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

Beneficiando dum terroir  único, numa propriedade que tem margem com o rio Lima, com solos excelentes e uma exposição solar óptima, ali foi desenvolvendo as vinhas predominantemente com a casta rainha da região, o Loureiro. Chegou a ter um pouco de Arinto, que engarrafou em 2005, mas a auto-estrada que liga Ponte de Lima aos Arcos de Valdevez cortou-lhe essa vinha. Tem vindo também a plantar mais algumas vinhas e vai em breve plantar novamente um pouco de Arinto. No total tem 30 hectares de vinha, 12 dos quais em produção biológica.

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Ameal Loureiro – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

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Ameal Escolha – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

O primeiro Ameal Loureiro foi feito em 1999 e em 2000 aparece o Ameal Escolha, que foi o primeiro Loureiro fermentado e estagiado em barrica.

Mais tarde, em 2002, produziu o seu primeiro espumante, que só foi lançado em 2009 e em 2006 produziu outro espumante, que só vai ser lançado em 2016, com 10 anos de estágio.

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O seu primeiro espumante – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

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Ameal Special Harvest – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

E em 2007 surgiu o primeiro Special Harvest, um colheita tardia de que só houve 700 meias garrafas. E que foi produzido novamente em 2010, 2011 e 2012, estando prevista nova produção em 2015.

Fechando um círculo de novidades, em 2011 foi a vez do primeiro Ameal Solo, que é um vinho natural, depois de 10 anos de agricultura biológica. Um tributo aos solos e à vida que neles existe. Foi lançado em 2013 e feito novamente em 2014, que já está no mercado, e que é mais um vinho que esgota rapidamente. Na Quinta do Ameal são produzidas anualmente cerca de 60.000 garrafas de vinho, que são exportados para 15 países, entre os quais a Austrália, e que o Pedro Araújo tem conseguido colocar em restaurantes de renome, entre os quais muitos com estrelas Michelin, fruto dum trabalho complexo que inclui muitas deslocações a vários países, a feiras e festivais. Os vinhos da Quinta do Ameal são brancos com um perfil muito próprio, com fruta mas sem serem demasiado exuberantes, vinhos com complexidade, enigmáticos, com excelente acidez e imensa mineralidade, vinhos cativantes, que nos prendem, que apetecem. Sendo brancos produzidos na região dos vinhos verdes, nem por isso são vinhos apenas para o tempo quente, muito pelo contrário. São vinhos gastronómicos, que se bebem bem no verão, bem frescos, mas que também apetecem no inverno, por exemplo com marisco, com peixe assado no forno e mesmo com uma bacalhoada. E que o Pedro Araújo sabe como ninguém transmitir, fazer chegar aos mercados.

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Quarto – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

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Casa – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

Recentemente, resolveu investir no turismo rural, potenciando a beleza natural da quinta e recuperando várias casas, de vários tamanhos.

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Sala – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

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Casa – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

São suites divididas pelas casas, destacando-se a casa maior, com três suites e uma sala enorme que serve de sala de estar, para pequenos almoços e refeições diversas, assim como para provas de vinhos. Em todas as casas há internet gratuita de grande potência e a curiosidade de haver acesso a muitos canais de rádio de todo o mundo, com escolha de vários tipos de música, para todos os gostos.

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Decor – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

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Quarto – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

As habitações têm pormenores requintados, onde foram utilizados muitos materiais da própria quinta, a partir de árvores que caíram ou tiveram de ser abatidas, e mesmo a partir de portas e portões antigos, que agora têm outro tipo de utilização, de imenso bom gosto.

O conforto está sempre bem presente, por todo o lado. Os pequenos almoços utilizam, sempre que possível, produtos naturais da quinta.

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Vinhas – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

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A Quinta – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

Com uma capacidade para 11 pessoas, podem fazer-se passeios pela propriedade, junto às vinhas ou junto ao rio, e há mesmo um caminho pedonal que liga a quinta a Ponte de Lima, ali a poucos quilómetros de distancia.

Pelo bom tempo a piscina é lugar de grande procura, onde podem ser servidos alguns petiscos e bebidas frescas, entre as quais os vinhos da quinta. E, por encomenda, servem-se refeições completas de vários tipos de comida.

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A piscina – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

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Pedro Araújo – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

Pedro Araújo criou uma unidade hoteleira moderna, ao serviço do enoturismo, em pleno Minho.

Contactos
Quinta do Ameal – SOC. AGR. S.A.
4990 – 707 Refóios do Lima Ponte do Lima
Portugal
Telemóvel: (+351) 916 907 016
Tel: (+351) 258 947 172
Fax: (+351) 258 947 172
E-mail: quintadoameal@netcabo.pt
Website: www.quintadoameal.com

Quinta das Bágeiras, o minimalismo enológico

Texto João Pedro de Carvalho

Rumamos à Bairrada, mais propriamente a Fogueira (freguesia de Sangalhos, concelho de Anadia) onde fica situada a Quinta das Bágeiras e onde nos espera o produtor Mário Sérgio Nuno, nome incontornável da Bairrada e dos vinhos de mesa de Portugal. Os rótulos e garrafas que têm como símbolo a fogueira que é também nome da terra, no entanto este símbolo marca o início de Mário Sérgio como jovem agricultor e produtor de vinho. Fruto da oferta de um amigo seu conhecido, também produtor, a marca Fogueira que não podia ser marca de vinho por ser nome de terra, acabou por surgir como símbolo dos vinhos da Quinta das Bágeiras.

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Quinta das Bágeiras Logo in facebook.com/quintadasbageirasvinhos

Um trabalho de três gerações, que apenas com Mário Sérgio Alves Nuno começou a produzir e engarrafar com marca própria, antes era tudo vendido a granel. Tudo começou com a produção da colheita de 1987 que tinha praticamente sido toda vendida para as Caves São João e Mário Sérgio pediu ao seu pai para ficar com um tonel para fazer o seu próprio vinho. Uma opção que viria a dar frutos com um terceiro prémio no concurso de vinhos do IVV, com o primeiro branco a ser lançado em 1989. A enologia fica a cargo do enólogo e amigo Rui Moura Alves que está desde a primeira hora ao lado de Mário Sérgio, sendo parte responsável pelo sucesso e estatuto de produtor de referência alcançado na década de 90.

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Mário Sérgio Nuno – Foto de João Pedro de Carvalho | Todos os Direitos Reservados

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Avô Fausto – Foto de João Pedro de Carvalho | Todos os Direitos Reservados

Os brancos das Bágeiras estendem-se pelos espumantes, colheita, Garrafeira, Pai Abel e Avô Fausto. Mário Sérgio prefere para os seus brancos solos planos e argilo-calcários situados em cota baixa, onde despontam a Bical e Maria Gomes. Com a casta Baga realiza três vindimas, a primeira para aguardente, a segunda para espumantes e a terceira para os tintos. Recuperou e manteve as parcelas que eram dos seus pais e dos seus avós, dos 12 hectares iniciais hoje conta já com 28 hectares. Com mais de 25 anos a produzir vinhos que mostram a face mais tradicional da Bairrada, minimalismo enológico, decantação em lagares abertos e estágio em antigos tonéis, sem colagens nem filtrações, com uma identidade e rusticidade muito própria que lhe conferem toda a autenticidade que os caracteriza.

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Antigos tonéis – Foto de João Pedro de Carvalho | Todos os Direitos Reservados

E é de visita às instalações em que se dá conta que por ali a modernidade teima em ficar à porta e o saber passa de geração em geração, não fosse esta uma empresa familiar. Um saber que tem vindo a ser colocado em prática com os seus vinhos desde o início e homenageado por Mário Sérgio na forma de novos lançamentos que visam o seu Pai Abel e o seu Avô Fausto. O destaque desta vez vai para os dois últimos e também os mais recentes, o Pai Abel acaba por ser a homenagem ao seu progenitor, que apesar dos seus 80 anos continua a trabalhar as vinhas e a transmitir todo o seu conhecimento às gerações mais novas.

Este Pai Abel branco 2013 é um branco que sai de uma vinha com 20 anos de idade com as castas Maria Gomes e Bical. O que interessa é a qualidade final do produto, por isso pouca produção, com a primeira passagem pela vinha a levar as uvas para os espumantes e a segunda passagem finalmente para o branco. Fermenta em barrica usada de pequena capacidade, o uso de tonel fica apenas para o Garrafeira, aqui o que nos surge no copo é um branco tenso e muito preciso, complexo de aromas firmes a mostrar a sua juventude e rasto mineral de fundo. Ao mesmo tempo a madeira a dar bom volume, fruta madura com tisanas, boca ampla com muita frescura, profundo e cheio de nervo com grande persistência num vinho que vai durar largos anos em garrafa.

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Pai Abel branco 2013 – Foto de João Pedro de Carvalho | Todos os Direitos Reservados

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Avô Fausto branco 2014 – Foto de João Pedro de Carvalho | Todos os Direitos Reservados

.O segundo vinho surge em homenagem ao seu avô, Fausto Nuno, que foi quem lhe despertou o gosto pelos vinhos e também o responsável pela vocação vitivinícola da família. O Avô Fausto branco 2014 é um branco proveniente de vinhas velhas e vinhas com cerca de 15 anos, num perfil que seria ao gosto de Fausto Nuno, elegante, fresco e macio. Neste caso apenas Maria Gomes com estágio em barrica, aromático, muito preciso, fresco e delicado, ao mesmo tempo a mostrar-se tenso e cheio de nervo, perfume de rosas, muito citrino acompanhada de notas resinosas e ligeiríssima untuosidade. Uma abordagem diferente mas com a chancela da Quinta das Bágeiras.

Contactos
Fogueira
3780-523 Sangalhos, Aveiro
Portugal
Tel: (+351) 234 742 102
Telemóvel: (+351) 964 190 336
E-mail: quintadasbageiras@mail.telepac.pt
Website: www.quintadasbageiras.pt

As Novidades da Blandy’s

Texto José Silva

A apresentação decorreu no novo hotel Porto Bay Liberdade, na baixa de Lisboa, que é propriedade da família Blandy e tem no restaurante a marca do chefe Benoît Synthon e foi feita pelo presidente da empresa, Chris Blandy e pelo director de enologia, Francisco Albuquerque.

Com a paixão e sabedoria que lhe é reconhecida, Francisco Albuquerque explicou cada um dos vinhos que foram apresentados.

Blend-All-About-Wine-News from Blandy's-Tasting

Os Vinhos – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

Disse que alguns dos vinhos agora apresentados e que ainda estão em barrica, têm já níveis de concentração perto do limite e por isso serão em breve engarrafados na sua totalidade.

Blend-All-About-Wine-News from Blandy's-Wines

Os Vinhos – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

Começou-se pelo Malmsey 1999, de uma cor âmbar escura, cristalino. Muito elegante no nariz mas também muito intenso, com notas de casca de tangerina, alguns frutos secos, notas de madeira velha e torrefacção. Na boca é o contraste delicioso entre doçura e acidez intensa. Ainda notas de compota e marmelo, um vinho muito concentrado, vai ainda evoluir em barrica, está no ponto para colocar no mercado, estando já todo engarrafado. Curiosamente, sendo o mais doce, é o vinho Madeira mais apreciado, sobretudo no importante mercado inglês e por isso é aquele de que há menos quantidade em cave.

Seguiu-se o Bual 30 anos, que é um blend de vários vinhos, que variam entre os 11 e os 42 anos, dando uma média de 32 anos. De uma cor âmbar média, muito cristalino. No nariz apresenta-se algo floral, muito elegante, intenso e com alguma frescura. Na boca é muito concentrado, levemente seco, com grande acidez que lhe dá bastante frescura, notas de casca de tangerina, amêndoas, bastante complexo e com final longo e saboroso.

O Verdelho 1979 apresenta uma cor âmbar média-escura, muito cristalino. Nariz muito fresco, intenso, notas leves de frutos secos e compota. Na boca tem imensa frescura, alguma salinidade e uma acidez poderosa, a limpar constantemente as notas de figos, canela, cheio de complexidade. Um final imenso, com a acidez quase a afagar a língua…

O Terrantez 1977 é um reedição de um vinho já conhecido, e cuja casta é cada vez mais rara na ilha. Apresenta-se dum âmbar escuro, muito cristalino. Difícil de descrever, uma intensidade ligada a uma extrema elegância, exótico, complexo, fresco, notas de nozes e avelãs. Grande contraste entre o doce e a acidez. Acidez brutal, quase que queima a língua, muito intenso, seco, ligeiras notas de torrefacção, grande elegância e final que nunca mais acaba. Um vinho com carácter, para apreciadores.

Provou-se então o Cercial 1975, dum âmbar claro, muito cristalino. Soft, elegante, alguns frutos secos, algo exótico. Suavemente elegante na boca, sofisticado, quase que se mastiga, uma acidez intensa, equilibrada mas bem presente, envolvente, com um final longo e delicioso.

Fechou-se a prova com um fantástico Bual 1966. Cor âmbar escura, muito cristalino. Muito intenso no nariz, tostado, notas de torrefacção, especiarias, caril, amêndoas torradas. Austero na boca, muito intenso, dá-nos as notas de doçura mas a acidez limpa tudo, num contraste delicioso, complexo, ao mesmo tempo elegante mas robusto e com um final incrível. Um vinho para recordar…

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Atlantis Rosé 2015 – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

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Atlantis Rosé 2015 – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

A partir destes engarrafamentos, todos os vinhos Madeira da Blandy’s vão poder contar com algumas garrafas magnum (1,5l), double magnum (3l) e três garrafas de 18 litros, para guardar.

Ao almoço, muito bem servido, mais três novidades: um vinho de mesa rosé, o Atlantis Rosé 2015 (em amostra de casco), feito a partir da casta Negra Mole, que se apresentou dum rosa salmão elegante, belos frutos vermelhos e alguma compota no nariz, seco, fresco e com óptima acidez.

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Ceviche – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

Uma boa surpresa que acompanhou muito bem a ceviche. O jarret de borrego com puré de batata e legumes teve a companhia do Pombal do Vesúvio Tinto 2011.

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Codorniz Panada – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

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Malmsey Harvest 2008 – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

Seguiu-se um petisco do chefe, a codorniz panada com molho asiático, algo adocicado, que foi acompanhado por outra novidade, o Malmsey Harvest 2008, um vinho moderno, mais acessível, mas com as mesmas características dum grande Madeira, sobretudo na acidez, nas notas secas, casca de tangerina e alguns frutos secos, belo vinho.

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Trouxa de maracujá – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

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Colheita Bual 2002 – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

Com a sobremesa, uma trouxa de maracujá muito fresca e saborosa, bebeu-se a última novidade, um Colheita Bual 2002, cheio de estrutura mas ao mesmo tempo elegante, algumas notas de torrefacção, especiarias suaves e alguma frescura. Na boca é intenso, tem frescura e ao mesmo tempo muita doçura mas uma acidez intensa, fantástica, deliciosa, envolvente, um belo vinho.

Depois da refeição deu-se um passeio pela Avenida da Liberdade, onde já cheirava a Natal.

Mais a sul a ilha da Madeira  espera uma visita…

Contactos
Tel: (+351) 291 740 110
E-mail: pubrel@madeirawinecompany.com
Website: www.blandys.com

Vinhos José de Sousa, prestígio e história

Texto Bruno Mendes

Foi com o sonho de produzir vinho no Alentejo numa propriedade carregada de prestígio e história que a José Maria da Fonseca adquiriu, em 1986, a Casa Agrícola José de Sousa Rosado Fernandes, situada em pleno coração do Alentejo, Reguengos de Monsaraz. Uma casa que, no que toca à produção de vinho, já conheceu a viragem de três séculos, permitindo assim à José Maria da Fonseca produzir vinho utilizando técnicas tradicionais de vinificação.

Para informação mais detalhada em relação aos vinhos José de Sousa pode ler o artigo previamente escrito pelo João Pedro de Carvalho aqui

Se procura saber mais sobre os outros vinhos da José Maria da Fonseca também poderá consultar o artigo estrito pelo João Barbosa aqui.

Na velha adega podemos encontrar as ânforas de barro, onde os vinhos passam parte da fermentação, uma técnica antiga de vinificação herdada dos romanos. A adega moderna está equipada com tecnologia de ponta, onde uma equipa exigente e talentosa dá vida a vinhos de personalidade vibrante, sofisticação e nobreza.

Os vinhos José de Sousa procuram combinar modernidade com o rigor da tradição, reflectindo assim o calor do sol e a luz do Alentejo.

Tudo isto mais pormenorizadamente no vídeo abaixo: