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Herdade de Vale Barqueiros

Texto Bruno Mendes

A poucos quilómetros de Alter do Chão encontramos a Herdade de Vale Barqueiros. Com uma área a rondar os 800 ha foi fundada em 1853 e pertence à família do Comendador Vasco Faria. Neste momento conta com 368 ha de Olival e 122 ha de vinha onde estão maioritariamente plantadas castas portuguesas como Arinto, Fernão Pires e Antão Vaz nas brancas e Aragonês, Trincadeira e Touriga Nacional nas tintas. No entanto também aqui se aposta em castas internacionais como a Alicante Bouschet, a Syrah e a Cabarnet Sauvignon.

Esta herdade alberga ainda 140ha de sobreiros e pinheiro manso, 2 barragens, 3 lagoas, couto de caça associativa, clube de pesca desportiva, dispondo também de adega própria onde o vinh é produzido recorrendo às mais mais modernas tecnologias sem nunca descurar a tradição e os conhecimentos adquiridos durante os mais de 25 anos de produção de vinhos “Vale Barqueiros”. O responsável pela enologia é, desde 2010, Joachim Roque, que procura juntamente com a sua equipa, criar vinhos personalizados com qualidade acima da média e que transmitam o “terroir” desta herdade.

Para saber mais pormenores sobre esta propriedade veja o vídeo abaixo:

Hexagon Tinto 2009 e Hexagon Branco 2013 (Seis é número de saber) – Colecção Privada Domingos Soares Franco Touriga Francesa 2013

Texto João Barbosa

Ao contrário do sete, para quem é supersticioso, o seis não é um algarismo mágico. Para os chineses, o oito é fantástico, de excelente augúrio. Por isso o seis é quase… mas há seis e «seis».

Escrita a graçola numerológica, os vinhos Hexagon (branco e tinto) são a prova de que o «seis» é de sabedoria e não de acaso. Seis porque se fazem com esse número de castas, provenientes de parcelas diferentes.

A primeira colheita apresentou-se em 2006, referente à vindima de 2000, apenas tinto. Lembro-me de o ter levado para um jantar com amigos e da reacção de contentamento dos festejantes. O Alexandre, um regular involuntário reactivo, ficou, literalmente de boca aberta e a proferir palavrões, no sentido elogioso: F***-**, GANDA VINHO! Cum c******!

Felizmente, os Hexagon são sempre diferentes. Para quem gosta da expressão da natureza, é uma mais-valia – muito embora implique que uns sejam melhores que outros. Para quem prefere uma fórmula que dê uniformidade, colheita após colheita, não os beba. Não critico, para mim são escolhas igualmente defensáveis e legítimas.

Tendo-os todos num elevado patamar de qualidade, é-me difícil não expressar algum gosto pessoal. Provavelmente serei um pouco «infantil»: o primeiro e o último são os melhores. A memória pode trair, evidentemente.

O mais recente tinto é referente a 2009 e fez-se com touriga nacional (35%), touriga francesa (touriga franca – Domingos Soares Franco, o enólogo-mor, prefere a denominação antiga – 17%), syrah (15%), trincadeira (13%), tinto cão (10%) e tannat (10%).

Desta formulação, a descrição aromática torna-se extensa – é que não levou «betume» que descaracteriza a expressão dos bagos. Extensa, complexa e maçadora. Aliás, os cheiros evoluem, substituem-se e regressam. Os enófilos que se entretenham numa brincadeira.

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Hexago tinto 2009 – Foto Cedida por José Maria da Fonseca | Todos os Direitos Reservados

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Hexagon branco 2013 – Foto Cedida por José Maria da Fonseca | Todos os Direitos Reservados

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Colecção Privada Domingos Soares Franco Touriga Francesa 2013 – Foto Cedida por José Maria da Fonseca | Todos os Direitos Reservados

O exame oral obedece sensivelmente as mesmas características organolépticas. Acrescente-se elegância, enchimento da boca, fundura e longo final.

Também gosto muito do quatro. O Hexagon Branco 2013 é, na verdade, um quadrado. Tal como o oito, gosto muito do quatro. Do que não gosto é da casta antão vaz. Repito o que digo sempre: uma coisa é gosto e outra é qualidade. Por isso, não se veja na afirmação uma sentença de castigo.

O Hexagon Branco 2013 é um lote de viosinho (34%), verdelho (30,5%), antão vaz (20%) e alvarinho (15,5%). É igualmente um grande vinho, de complexidade olfactiva e excelente comportamento na boca.

Assinalando, para memória futura, a minha avaliação do «meu gosto»: Desgostou-me o antão vaz e o alvarinho. Se a primeira variedade é um golpe no barbear, a segunda é apenas um levantar de sobrancelha … a forma como esta casta do Norte da região dos Vinho Verde se manifesta no Sul não…

A touriga francesa é a grande alma da região do Douro, assim chamada (creio) por ter surgido na época em que em França se andava a fazer híbridas. Penso que o autor permanece anónimo, mas sabe-se que é filha de touriga, que à época não precisava de ser designada por «nacional», e de mourisco. A primeira porta-se bem na adega, mas é complicada no campo, e a segunda é o oposto.

Podia ter nascido com os maus genes de ambas, mas saiu uma planta extraordinária – para mim a melhor casta tinta portuguesa. Porém, são raríssimos os casos em que se mostra com a alma do Douro. Além de ser uva que gosta de ter amigos na garrafa.

Nesses casos raros, de cabeça, só me lembro de dois produtores que sabem conduzi-la como se fosse um Lamborghini – desculpem, mas é a única marca de super-automóveis desportivos de que gosto. São eles José Mota Capitão (Herdade do Portocarro) e Domingos Soares Franco.

Foi com a certeza que o enólogo-mor da José Maria da Fonseca tem «dedinhos» para conduzir o Miura e a excitação infantil – é a segunda vez neste texto que me acuso de ser criança, talvez seja grave – do brinquedo novo que abri a garrafa.

Bem, da qualidade já se sabe, nos Colecção Privada e no que referi acerca dos Hexagon é aqui também verdade. Por isso, quase não consigo fugir à classificação do «meu gosto».

Não é a touriga franca do Douro, mal seria, mas também uma excelência. Quando o provei, assaltou-me um espanto: umas notas florais, nada excessivas, de laranjeira. Comentei que nunca experimentara nada que se parecesse – até mesmo em tintos de castas diferentes.

Quando espreitei a ficha técnica percebi que «houve batota»… ou melhor, que Domingos Soares Franco estava a conduzir o Lamborghini num autódromo, com combustível preparado para competição.

A batota: touriga francesa (95%) e moscatel roxo (5%). Malandro! Grande Domingos!

Quinta do Francês, o médico que sonhou ser enólogo

Texto João Pedro de Carvalho

Rumamos novamente ao Algarve, uma região que num espaço de uma década tem vindo a fazer um esforço para se voltar a colocar no mapa da produção de vinho de qualidade. O contributo dos produtores que acreditaram naquela região tem sido fundamental, entre eles está Patrick Agostini o responsável pela Quinta do Francês. Nascido em França e descendente de uma família italiana do Piemonte com tradições vinícolas, Patrick formou-se como médico de anatomia patológica em França, mas também com formação em viticultura e enologia.

Acabaria por mudar-se para Portugal e aqui constituir família, encontrou uma propriedade que achou a ideal para cumprir o seu sonho, produzir vinho. Teve de começar praticamente do nada, uma vez que no início, a propriedade era apenas constituída por encostas com vegetação selvagem, mas após um ano e meio de preparação dos solos, drenagens e correcção de acidez a vinha foi implantada em 2002.

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Endtrada da Quinta do Francês in facebook.com/QuintaDoFrancesWinery

Hoje conta com 8 hectares de vinha situada nos vales de Silves, a meio caminho da Serra de Monchique, ali bem perto da ribeira de Odelouca. As vinhas distribuem-se por dois tipos de solos com os solos xistosos a totalizarem 6,5 hectares com a casta branca Viognier e as tintas Aragonês, Cabernet Sauvignon, Syrah e Trincadeira. Nos restantes 1,5 hectares e já em solo de aluvião muito perto da ribeira de Odelouca, ficou apenas instalada a Cabernet Sauvignon. Os seus vinhos têm vindo a ganhar notoriedade e a ganhar merecidamente o seu espaço junto dos consumidores. A qualidade sempre presente em vinhos onde a qualidade acima da média é hoje uma realidade não só na região de vinhos do Algarve mas também na Quinta do Francês.

Em prova coloco dois dos vinhos produzidos que a meu ver são o que de melhor o produtor tem para nos oferecer. O Quinta do Francês branco 2014 é um 100% Viognier com passagem por barricas de carvalho francês. Um branco com boa complexidade, fresco e de aromas delicados e limpos, descritores a invocar a casta (pêssego, maçã, pêra, ligeiro floral) baunilha da barrica com tudo em grande harmonia. Saboroso com a fruta a fazer-se sentir acompanhada de toque apimentado, algum fruto seco (avelã), frescura e a envolvente da madeira a arredondar os cantos em final de boa persistência.

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Quinta do Francês branco 2014 – Foto de João Pedro de Carvalho | Todos os Direitos Reservados

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Quinta do Francês tinto 2013 – Foto de João Pedro de Carvalho | Todos os Direitos Reservados

Do outro lado da mesa o Quinta do Francês 2013, um blend de Cabernet Sauvignon, Syrah e Aragonês com estágio em barrica por mais de um ano até ao engarrafamento. Mostra-se sério e com boa complexidade, frescura ligeira austeridade no aroma, grafite, tudo sem excessos com a fruta (frutos do bosque) a dar sinais de ligeira doçura, notas de bagas de pimenta preta, ligeiro floral num conjunto com a madeira bem integrada. Boca a dar indicação de um vinho sério e coeso, saboroso e com raça onde a fruta surge com notas de baunilha e especiarias em final de boa persistência.

Contactos
Quinta do Francês Estate Family
Sítio da Dobra Odelouca
Cx P 862H
8300-037 Silves – Portugal
Tel: (+351) 282 106 303
E-mail: quintadofrances@gmail.com
Website: www.quintadofrances.com

Quinta do Vallado

Texto Bruno Mendes

É uma das Quintas mais antigas e famosas do Vale do Douro. Foi propriedade de Dona Antónia Adelaide Ferreira, construída em 1716, e permanece até aos dias de hoje na família. Estamos a falar da Quinta do Vallado, próxima do Peso da Régua, nas margens do Rio Corgo.

Em 1993, numa altura em que a direcção já estava a cargo de Guilherme Álvares Ribeiro e da sua mulher Maria Antónia Ferreira, a empresa decidiu ampliar a sua área de actividade fazendo assim produção, engarrafamento e comercialização com a sua própria marca. Até então e durante 200 anos, a Quinta do Vallado tinha como principal actividade a produção de vinhos do Porto que eram depois comercializados sobe o nome Casa Ferreira, também pertencente à família.

Hoje em dia a Quinta do Vallado conta com 70 hectares de vinha plantada, 20 dos quais com vinhas com mais de 80 anos e, os restantes 50 com vinhas de idades compreendidas entre os 11 e os 18 anos. As castas aqui plantadas mais predominantes são a Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz, Barroca, Tinta Amarela e Sousão nas tintas e a Viosinho, Rabigato, Moscatel, Verdelho (Gouveio) e Arinto nas brancas.

Concluídas em 2009 as novas adega e cave contam com a mais avançada tecnologia e uma arquitectura de qualidade, tornando a Quinta num espaço fantástico e num dos lugares a visitar no vale do Douro (Baixo Corgo).

Mais recentemente, a Quinta do Vallado abriu as portas de uma outra propriedade, situada no Douro Superior (Foz Côa). A Quinta do Orgal (Casa do Rio) com magnificas instalações e vistas sobre o rio – veja aqui do que falamos.

Para uma visão mais detalhada confira o vídeo abaixo e o artigo da Sarah Ahmed sobre esta Quinta aqui.

Grão Vasco Prova Mestra 2013

Texto João Barbosa

A região vitivinícola do Dão foi, durante muitos anos, um referencial de qualidade e onde nasceram marcas que garantiam qualidade, quando o país bebia sobretudo vinhos indiferenciados, a granel nas tabernas, do que vinha da aldeia quando o migrante interno lá ia matar saudades do berço.

O Dão não fugia à regra, mas puxando um bocadinho pela memória ocorrem-me alguns: Aliança, Caves Velhas, Constantino, Dão Pipas, Grão Vasco, Porta de Cavaleiros, São Domingos, Terras Altas, UDACA…

Em Nelas situa-se o Centro de Estudos Vitivinícolas do Dão, na Quinta da Cale. A designação, só por si pode parecer vazia de significado, mas é uma casa importante, instituída em 1946. Trata-se dum organismo dependente do Ministério da Agricultura, criado durante a ditadura do Estado Novo que muito promoveu o consumo de vinho. Ficou célebre a frase publicitária: Beber vinho é dar o pão a um milhão de portugueses.

O ditador António Oliveira Salazar, como homem de origens rurais, visitava a sua aldeia de Vimieiro, no Concelho de Santa Comba Dão. Gostava do vinho da sua terra e há imagens em que o serve a camponeses – apesar de tudo, penso que nisso era genuíno e não pose para as fotografias de propaganda.

O país era pobre – foi-o de facto até ao final da ditadura, em 1974 – e o vinho era uma fácil e acessível fonte de calorias. A agricultura tinha um peso enorme nas contas públicas e, dentro dela, o trigo e o vinho.

Quanto à pobreza, por vezes relativizada ou menorizada, cito que, em 1979, na Fonte da Telha – terra partilhada por Almada e Sesimbra, na Área Metropolitana de Lisboa – muitas crianças eram alimentadas a sopas-de-cavalo-cansado… vinho e pão. Não é mito, está documentado, incluindo em filme. Muito antes, possivelmente até talvez após o final da Segunda Guerra Mundial, era enorme o número de crianças descalças. E até adultos.

Assim se pode enquadrar a importância que o sector tinha no Dão neste departamento público. Quem teve oportunidade de provar e/ou beber vinho do Centro de Estudo de Nelas comprovou a excelência destes néctares, com uma notável capacidade de envelhecimento, tanto tintos como brancos.

Andando para a frente, a região do Dão decaiu muito nas preferências dos consumidores. O ressurgimento tem sido progressivo e, durante anos, motorizado pela Dão Sul (Global Wines). Hoje, ninguém nega a qualidade dos vinhos desta demarcação e têm surgido novos vitivinicultores.

A marca Grão Vasco é icónica e a Sogrape tem vindo a promove-la. Julgo que com bom resultado. Recentemente foi apresentado o Grão Vasco Prova Mestra 2013, um tinto feito com uvas da Quinta dos Carvalhais (mais de 50%), com 105 hectares, dos quais 50 são de vinha, sendo a parte restante comprada.

Grão Vasco Prova Mestra 2013 é um lote touriga nacional (36%), tinta roriz (31%) e alfrocheiro (33%). A fruta foi prensada em cubas de inox, onde ocorreu a fermentação alcoólica. Fez a fermentação maloláctica em barricas de carvalho francês, tendo estagiado durante 12 meses. Antes de sair para venda, estagiou três meses em garrafa. Foi aprovado como «Reserva», mas essa indicação não faz parte da marca, embora venha a indicação num selo à parte.

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Grão Vasco Prova Mestra 2013 – Foto Cedida por Sogrape SA | All Rights Reserved

É um vinho fácil, onde as violetas – típicas da touriga nacional neste que é o seu berço – e as amoras e framboesas se «juntam». Menos óbvias, notas de mentol e de caruma de pinheiro. Na boca é suave, com taninos domesticados e com final não muito longo.

Já que escrevo acerca do Dão, não posso esquecer dois factos importantes. Um, mais conhecido do público, é o Queijo da Serra – o mais afamado cincho português. A outra referência é a obra do pintor Grão Vasco.

Portugal, pela sua situação periférica, as artes chegaram com atraso. Quando a Europa construía catedrais góticas, por cá ainda se erguiam igrejas em românico ou num género híbrido. Contudo, o caso de Vasco Fernandes, conhecido por Grão Vasco e que muitas vezes assinava como Velasco, é diferente.

Nasceu provavelmente em 1475, talvez em Viseu, e faleceu em 1542. Foi discípulo de Francisco Henriques, pintor flamengo, oriundo de Bruges. O facto de, à época, se traduzirem os nomes, ficou o registo dado nesse tempo.

A pintura de Vasco Fernandes pode ser considerada ainda como gótica, mas num período muito tardio, em que os avanços técnicos e «o gosto» do Renascentismo já se mostram.

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Retábulo de São Pedro in wikipédia

Quem se passeie pelo Dão não perca uma visita ao Museu Nacional Grão Vasco, em Viseu, onde está um magnífico retábulo de São Pedro, originalmente colocado na Sé. Em Coimbra existe uma obra acerca do Pentecostes, no Mosteiro de Santa Cruz – onde está também o túmulo do primeiro Rei de Portugal, Dom Afonso Henriques. Em Lisboa, há que ver no Museu Nacional de Arte Antiga.

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Obra acerca do Pentacostes, no Mosteiro de Santa Cruz in wikipédia

Quanto ao vinho, causa primária do texto, é uma aposta segura para quem aprecia o Dão. Não é estratosférico, mas também não é meramente mediano. A mediania cansa-me, mas este deu-me um prazer superior a esse patamar.

Da cozinha para a vinha, os vinhos de Margarida Cabaço

Texto João Pedro de Carvalho

Por vezes as decisões acertadas que tomamos na vida abrem os caminhos do sucesso, esta como muitas outras é uma história de sucesso. Tudo começou quando a jovem Margarida chegou a Estremoz, quis o destino que fosse ali encontrar o seu amor, Joaquim Cabaço, descendente da família Cabaço. Joaquim desde cedo aprendeu as artes do campo e da vinha, foi ele o responsável por plantar as actuais vinhas com a sua mulher Margarida em 1992. Na altura sem produção ou adega própria, toda a produção de uva era vendida a produtores da região, por outro lado era a paixão pela cozinha que iria levar a que em 1994 Margarida Cabaço inaugurasse um dos templos da cozinha Alentejana, o Restaurante São Rosas.

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Margarida Cabaço à porta do seu restaurante, São Rosas

Apesar de toda a arte e mestria que Margarida coloca na sua cozinha, sentiu em determinado momento a necessidade de a complementar com algo mais, com algo que tivesse também o seu cunho, a sua mão. Nascia com a colheita de 2001 o projecto Monte dos Cabaços e as uvas que antes eram vendidas agora davam origem ao primeiro vinho do casal, curiosamente um Syrah produzido a partir de uma vinha com três anos. De um total de 130 hectares de vinha, entre uva branca e tinta, 55 ficaram para o projecto Monte dos Cabaços com os restantes a irem para o seu filho Tiago Cabaço. Hoje em dia a gama de vinhos cresceu e está mais composta, a enologia está a cargo da enóloga Susana Estéban mas cabe sempre a Margarida Cabaço a última palavra.

O processo de escolha começa na vinha tal como o faz aos produtos que coloca no São Rosas, critério de qualidade sempre presente. Os melhores lotes têm direito a passar por barrica e quando se mostram de patamar superior vão para o Monte dos Cabaços Reserva. Quanto à gama de vinhos especiais de nome Margarida, os quais não irei abordar por agora, são vinhos elaborados com a melhor casta de cada colheita, da qual uma parte ajuda a complementar os lotes dos restantes vinhos. O primeiro branco nasceu em 2005, agora temos o Monte dos Cabaços Colheita Seleccionada branco 2013 em prova que junta as castas Antão Vaz, Arinto e Roupeiro, apenas com passagem por inox. A mostrar-se com fruta (citrinos, maçã) vigorosa e muito madura, folha verde de limoeiro e flores brancas num conjunto directo e franco mas onde se nota algum nervo. Na boca mostra-se algo tenso, equilíbrio entre a fruta madura e suculenta e a secura, todo ele fresco e com bom final.

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Monte dos Cabaços Colheita Seleccionada Branco 2013 – Foto de João Pedro de Carvalho | Todos os Direitos Reservados

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Monte dos Cabaços Colheita Seleccionada Red 2009 and Monte dos Cabaços Reserva Red 2008 – Foto de João Pedro de Carvalho | Todos os Direitos Reservados

Nos tintos, o Monte dos Cabaços Colheita Seleccionada 2009 mostra-se muito centrado na fruta madura, muita baga e frutos do bosque, alguma ameixa, notas de chocolate preto, tabaco, pimenta preta, tudo fresco e com boa intensidade. Conjunto bem estruturado, passagem saborosa com frescura em final longo. Para último fica o Monte dos Cabaços Reserva 2008 feito de Touriga Nacional e Alicante Bouschet, com estágio em barrica. Um vinho atractivo e sério, com fruta preta muito madura envolvida em frescura e alguma geleia, boa harmonia de conjunto com notas de especiarias e uma muito boa concentração onde a barrica aparece muito bem integrada. Muito envolvente ao mesmo tempo que mostra nervo e garra, até alguma austeridade que se faz sentir em pano de fundo. Na boca é um festival de sensações que nos agarra ao copo com a fruta muito limpa a explodir de sabor, muita garra e frescura com estrutura firme que lhe garante longevidade e uma fantástica prestação à mesa.

Herdade das Servas – Tradição na criação de vinho

Texto Bruno Mendes

A criação de vinhos está no sangue da família Serrano Mira. O bisavô materno dos irmãos Mira que actualmente gerem a Herdade das Servas foi um dos fundadores da Adega Cooperativa de Borba CRL e o avô paterno fundou uma das primeiras empresas particulares de produção vínica do Alentejo.

Situada em Estremoz, esta propriedade alentejana tem 220 hectares de vinha plantada, divididos em quatro vinhas: Azinhal , Judia, Clérigo e Servas . Aqui estão plantadas 13 castas tintas e 9 brancas.

Os vinhos estagiam em madeira de carvalho francês e americano, provenientes das melhores tanoarias mundiais. Dispondo de um restaurante com capacidade para 80 pessoas, onde podem ter lugar reuniões empresariais, convívios turísticos, etc, a Herdade das Servas é também um local dedicado ao enoturismo. Sendo uma das mais antigas famílias produtoras de vinho do Alentejo abre as portas para partilhar a tradição e a experiência dos processos de criação dos seus vinhos com uma visita guiada à adega, cave, vinhas e jardins da Herdade.

Para ficar a conhecer mais sobre esta Herdade veja o vídeo abaixo e leia o texto de João Barbosa previamente publicado aqui.

Quinta Vale D. Maria VVV Valleys e muita história

Texto João Barbosa

Ler nomes não portugueses em rótulos de Vinho do Porto é tão banal quanto um português chamar-se Silva ou Santos. Os van Zeller vivem há tantos anos em Portugal que o apelido se tornou tão português quanto o meu.

Contrariamente à maioria das famílias «estrangeiras», os van Zeller não eram comerciantes, mas nobres. O registo mais antigo dos Zeller data de 1215, na Guéldria (Países Baixos). O primeiro de que há registo em Portugal é João van Zeller, cônsul da Prússia em Lisboa e que se casou no Porto, em 1687.

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Quinta Vale D. Maria – Foto Cedida por Quinta Vale D. Maria | Todos os Direitos Reservados

Em 1780 foi fundada a Van Zeller’s & Co para negociar Vinho do Porto, sendo vendida no século XIX. A história dá muitas voltas e as marcas foram oferecidas, em 2006, a Cristiano van Zeller, o chefe.

O factor mais importante, a quinta pertencia à família de Joana van Zeller, tendo um seu trisavô feito registo em 1868, mas a posse é mais antiga – ligada à muito antiga nobreza rural, com vínculos que chegam a ser anteriores à independência de Portugal (século XII). O «modelo» português de uso de apelidos é tão rebuscado, que teria de escrever 20 parágrafos para explicar.

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Joana van Zeller – Foto Cedida por Quinta Vale D. Maria | Todos os Direitos Reservados

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Francisca van Zeller – Foto Cedida por Quinta Vale D. Maria | Todos os Direitos Reservados

Isto vem a propósito porque vinho sem história é uma coisa e com história é outra, muitas gerações de nobres e plebeus que construíram identidades únicas. Como dizem os vinhateiros Rothschild, no negócio do vinho, o mais difícil são os primeiros 150 anos.

São 12 referências, escolho cinco. Os CV (topo-de-gama), os VVV (novidade) e a Francisca. Situada em Sarzedinho, a propriedade chegou aos actuais proprietárias com apenas 19 hectares, dos quais dez com vinha, com 41 castas. Hoje são 45 hectares com Vitis vinífera, virados de Oeste a Este, passando por Sudoeste, Sul e Sueste. A enologia está a cargo de Cristiano van Zeller, Joana Pinhão e Sandra Tavares da Silva.

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Cristiano van Zeller – Foto Cedida por Quinta Vale D. Maria | Todos os Direitos Reservados

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Joana Pinhão – Foto Cedida por Quinta Vale D. Maria | Todos os Direitos Reservados

O CV Branco 2014 fez-se com umas duma só parcela, vinha velha situada a 600 metros de altitude, composta principalmente por rabigato, códega, donzelinho branco, gouveio, samarrinho e viosinho. É uma interessante junção de citrinos, algum anis, farmácia e terra, sendo volumoso e longo na boca.

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CV branco 2014 – Foto Cedida por Quinta Vale D. Maria | Todos os Direitos Reservados

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CV tinto 2014 – Foto Cedida por Quinta Vale D. Maria | Todos os Direitos Reservados

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Quinta Vale D. Maria Vinha da Francisca tinto 2013 – Foto Cedida por Quinta Vale D. Maria | Todos os Direitos Reservados

O CV Tinto 2013 é um lote de 25 castas, onde se destacam donzelinho tinto, rufete, sousão, tinta amarela, tinta francisca, tinta roriz, touriga franca e touriga nacional, de vinhas com mais de 80 anos. É muito complexo de aromas e paladares; desde flores, a frutos do bosque, menta, especiarias, fumo de lenha de azinheira, terra… um paladar repleto de subtilezas, fresco, com «carne», volumoso, denso, elegante – até contraditório nos perfumes e sabores. Majestoso.

Quinta Vale D. Maria Vinha da Francisca Tinto 2013 é o vinho da herdeira, saído da parcela plantada quando fez 18 anos, em 2004. São 4,5 hectares com tinta francisca, sousão, touriga franca, rufete e touriga nacional. Elegante como uma princesa – qualificação já atribuída à «morgada».

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Vale D. Maria VVV branco 2014 – Foto Cedida por Quinta Vale D. Maria | Todos os Direitos Reservados

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Vale D. Maria VVV tinto 2013 – Foto Cedida por Quinta Vale D. Maria | Todos os Direitos Reservados

Os triplo V: Vale do Rio Torto, Vale do Rio Pinhão e Vale do Rio Douro. Os três V, do numeral romano cinco, ilustram as 15 gerações de vinhateiros. O V que sempre identificou os melhores vinhos da família.

O Vale D. Maria VVV Valleys Branco 2014, castas não reveladas, é fresco e guloso, da fruta e da baunilha, na avaliação olfactiva. Longo e fundo na boca.

O Vale D. Maria VVV Valleys Tinto 2013, castas não reveladas, tem a gulodice da fruta vermelha e notas terrosas. É muito «fino», elegante e fundo.

V de vitórias!

Quinta do Gradil, fomos conhecer os novos vinhos e o novo restaurante

Texto João Pedro de Carvalho

Faz relativamente pouco tempo visitei a Quinta do Gradil, no sopé da Serra de Montejunto. Segundo informação retirada do site do produtor, é considerada uma das mais antigas, senão a mais antiga, herdade do concelho do Cadaval, com uma forte tradição vitivinícola que se prolonga desde há séculos. Adquirida, nos finais dos anos 90, pelos netos de António Gomes Vieira, precursor da tradição de vinhos na família desde 1945. Os novos proprietários iniciaram, em 2000, o processo de reconversão de toda a área de vinha primando por castas de maior qualidade. Nos 120 hectares de vinha encontram-se plantadas variadíssimas castas brancas e tintas. Sauvignon Blanc, Arinto, Viosinho, Viognier, Chardonnay, Petit Manseng, Cabernet Sauvignon, Tinta Roriz, Touriga Nacional, Tannat, Petit Verdot, Syrah, são alguns exemplos. Esta rica paisagem de vinha é responsabilidade do Engº. Bento Rogado sendo todas estas uvas vinificadas na adega, coordenada pelo Eng.º Pedro Martins, sob a batuta atenta dos enólogos Vera Moreira e António Ventura.

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O restaurante in quintadogradil.pt

O palacete e capela, em fase muito avançada de degradação aquando da aquisição da Quinta pelos novos proprietários, foram limpos e contam agora com um projecto ambicioso de recuperação. A adega sofreu melhoramentos, estando projectada uma reformulação profunda nos próximos 2 anos, e as cocheiras recuperadas deram lugar a uma sala de tertúlias. Foi no renovado restaurante da Quinta, a cozinha está a cargo do Chefe Daniel Sequeira, que fomos recebidos e onde tivemos oportunidade de provar e harmonizar algumas das novidades com pratos da nova carta. Um momento de boa disposição onde os vinhos mostraram um à vontade muito grande com a mesa e neste caso com as propostas do Chefe.

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Mini Alheira de Caça em cama de grelos – Foto de João Pedro de Carvalho | Todos os Direitos Reservados

O primeiro vinho a ser servido,  o Quinta do Gradil Sauvigon Blanc e Arinto 2014 mostrou-se jovem e com boa frescura, boa ligação entre as castas a juntar o lado mais exótico e vegetal da Sauvignon com os citrinos e a frescura da Arinto. Uma boa combinação que resulta num vinho directo e bastante agradável à mesa com entradas de bom tempero como foi o caso da fotografia acima colocada.

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Quinta do Gradil Sauvigon Blanc e Arinto 2014 in quintadogradil.pt

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Quinta do Gradil Chardonnay 2014 in quintadogradil.pt

Quinta do Gradil Chardonnay 2014 mostra um perfil mais anafado que o anterior com o vinho a mostrar ter mais algumas gorduras que lhe conferem untuosidade e peso. A fruta surge em formato de polpa branca com pêra e melão, tudo envolto em boa frescura, com o suave aconchego da barrica num conjunto bem equilibrado.

Enquanto os varietais mostram o melhor de cada ano, os Reserva são os mais especiais da casa e apenas são criados quando a qualidade alcançada é de patamar superior. Assim sendo saiu este Quinta do Gradil Reserva branco 2013, um lote de Arinto e Chardonnay com passagem por madeira. Um vinho que se mostra bastante mais sério, coeso com boa complexidade, frescura e ligeira untuosidade a envolver toda a fruta, ligeira carga vegetal com ervas de cheiro. Boa amplitude na prova de boca num vinho com boa presença, saboroso e fresco.

No plano dos tintos, foi apenas um o vinho provado e mostrou-se muito bem o Quinta do Gradil Syrah 2013. Guloso e com uma fruta que o torna muito apetecível, o ligeiro toque químico que desponta apenas de início no copo pouco ou nada incomoda, depois é um bazar de coisas boas a passarem à frente do nariz, desde os chocolates, especiarias, fruta com ligeira compota, boa frescura num vinho com harmonia mas que ainda mostra sinais que vai perdurar no tempo.

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Quinta do Gradil Reserva branco 2013 in quintadogradil.pt

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Quinta do Gradil Syrah 2013 in quintadogradil.pt

Blend-All-About-Wine-Quinta do Gradil-Quinta do Gradil Sparkling Wine Chardonnay e Arinto 2013

Quinta do Gradil Sparkling Wine Chardonnay e Arinto 2013 in quintadogradil.pt

Por último e em jeito de despedida foi provado o Quinta do Gradil Espumante Chardonnay e Arinto 2013, um vinho que agradou pela frescura e elegância da fruta. De bolha fina mostra um bom entendimento entre as duas castas, acidez presente num conjunto com ligeira untuosidade. Bastante agradável e festivo, pronto para umas entradas servidas no terraço.

Contacts
Estrada Nacional 115 Vilar
2550 – 073 Vilar | Cadaval
Portugal
Tel: (+351) 262 770 000
Fax: (+351) 262 777 007
Mobile: (+351) 917 791 974
E-mail: info@quintadogradil.pt
Website: www.quintadogradil.pt

Murganheira – Espumantes de enorme qualidade

Texto Olga Cardoso

As Caves da Murganheira situam-se na região de Távora-Varosa, onde o Douro e a Beira Interior se encontram. Estas terras férteis do Vale de Varosa reúnem excelentes condições climatéricas e geológicas, propícias à elaboração de vinhos de qualidade superior, base dos melhores espumantes portugueses.

Foi fundada há mais de 60 anos e possuí cerca de 30 hectares de vinha própria, mas controla e acompanha mais de 1000 hectares de fornecedores de uva associados.

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Vinhas – Foto Cedida por Murganheira | Todos os Direitos Reservados

O cuidado colocado na vinha é enorme e está nas mãos de profissionais muito experientes, cuja origem do seu conhecimento, estará provavelmente na sabedoria medieval dos Monges de Cister.

Murganheira é uma empresa de base familiar. Foi adquirida por Orlando Lourenço em meados dos anos 80, sendo actualmente comandada pelos seus filhos Miguel e Herlander. A direcção enológica também está nas mãos de um membro da família – da sua nora Marta Lourenço.

Possui uma adega muitíssimo bem equipada, onde rigorosos processos de vinificação são postos em prática, de acordo com técnicas ancestrais permanentemente aperfeiçoadas.

Para além das Caves da Murganheira, a empresa possui também as Caves da Raposeira e a propriedade alentejana Tapada do Chaves.

Os espumantes Murganheira estagiam nas suas caves de granito azul, com um ambiente perfeito para a evolução que garante toda a genuinidade a que a marca habituou os seus consumidores.

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As caves – Foto Cedida por Murganheira | Todos os Direitos Reservados

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As Caves – Foto Cedida por Murganheira | Todos os Direitos Reservados

O “Degorgement à la Volée” ainda aqui tem lugar e é o culminar de todo este processo de elaboração de espumantes de qualidade excepcional.

Com uma fama associada à qualidade, a Murganheira é também um dos produtores nacionais com uma melhor imagem gráfica, a qual se reflete em campanhas publicitárias, packaging original e um bonito espaço para recepção e prova.

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A sala de prova – Foto Cedida por Murganheira | Todos os Direitos Reservados

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A sala de prova – Foto Cedida por Murganheira | Todos os Direitos Reservados

Os seus espumantes encontram-se separados em 3 categorias ou grupos designados por especiais, clássicos e gastronómicos, e possuem, todos eles, uma excelente relação qualidade-preço.

Elegantes e cheios de carácter, os espumantes Murganheira são produzidos a partir das castas, Malvasia Fina, Gouveio Real, Cerceal, Chardonnay, Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz e Pinot Noir.

Falar de todos em particular seria uma tarefa hercúlea e pouco adequada aos ditames cibernáuticos, pelo que elegi apenas os quatro que mais me surpreenderam.

MURGANHEIRA CHARDONNAY BRUTO 2008

Cor dourada intensa e perlage elegante. Aroma com complexidade, refinado, mostrando fruto em geleia, biscoito, flores, num registo de imediata empatia. Na boca mostra-se cremoso, com bom volume, macio e untuoso, muito texturado e com final gordo e muito agradável. Um belo espumante!

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Murganheira Chardonnay Bruto 2008 – Foto Cedida por Murganheira | Todos os Direitos Reservados

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Murganheira Único Bruto 2008 – Foto Cedida por Murganheira | Todos os Direitos Reservados

MURGANHEIRA ÚNICO BRUTO 2008

Elaborado a partir da casta Sauvignon Blanc, este espumante revela-se muito delicado no nariz com a casta um pouco escondida ao início. É na boca que ela se manifesta com os seus sabores mais vegetais. Frutos como o maracujá e o alperce são também evidentes, assim como notas de baunilha. Muito equilibrado e concentrado, este espumante possui uma mousse verdadeiramente cativante.

MURGANHEIRA CZAR CUVÉE ROSÉ BRUTO 2008

Cor salmonada, com um nariz marcado por subtis aromas a frutos vermelhos, acompanhados por notas ligeiramente fumadas e resinosas. A boca é terrivelmente elegante e apaixonante, com uma mousse muito delicada e os toques do Pinot (framboesa e groselha), a surgirem com enorme delicadeza e sofisticação. O Murganheira CZAR é um espumante de qualidade irrepreensível.

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Murganheira Czar Cuvée Rosé Bruto 2008 – Foto Cedida por Murganheira | Todos os Direitos Reservados

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Murganheira Vintage Bruto 2006 – Foto Cedida por Murganheira | Todos os Direitos Reservados

MURGANHEIRA VINTAGE BRUTO 2006

Verdadeiramente notável, revela um nariz marcado pelos frutos vermelhos provenientes do Pinot Noir, acompanhados de aromas cítricos, biscoito e finas especiarias. A boca é colossalmente elegante. Mousse envolvente e acidez perfeita. Tudo muito delicado, com enorme brilho e classe. Um espumante português de classe mundial!

Aconselho vivamente um conhecimento mais profundo da gama Murganheira por todos aqueles que apreciam vinhos espumantes. Os seus gamas de entrada são espumantes com capacidade para proporcionar imenso prazer e os seus topos de gama são espumantes notáveis, plenos de finesse e categoria. Espumantes de qualidade superior.

Para ficar a conhecer melhor o universo Murganheira, veja aqui o vídeo institucional da empresa.