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Murganheira – Muito mais do que um Espumante

Texto Bruno Mendes

É no Vale do Varosa (onde as regiões do Douro e Beira se tocam) que crescem as uvas dos vinhos e espumantes da Murganheira. Fundada há mais de 60 anos, a Murganheira tem 30 hectares de vinha e monitoriza mais de 1000. Pegando no conhecimento dos monges de Cister, a Murganheira utiliza no seu processo de vinificação técnicas ancestrais que estão constantemente a ser melhoradas com tecnologia e equipamentos de ponta. Os vinhos e espumantes são depois colocados nas suas singulares caves de granito azul para envelhecimento. O passo seguinte é o remuage, utilizando uma combinação de técnicas tradicionais com actuais, que culminam com uma técnica do método tradicional champanhês que a Murganheira já domina há muitos anos, o dégorgement à la volée. O resultado final é um dos mais emblemáticos, se não o mais emblemático, espumante de Portugal.

Fique atento, iremos publicar brevemente um artigo sobre os espumantes da Murganheira. Para já fique com este vídeo institucional da marca.

Castas e Pratos

Texto José Silva

É uma casa de bem comer já com muitos créditos, que tem vindo sempre a evoluir, ano após ano, mantendo uma linha quer de serviço quer de ofertas culinárias, muito consistente, com rigor, segura.

Nasceu duma recuperação inteligente duma parte dum velho armazém dos caminhos de ferro, na Régua, que estava em risco de ser demolido.

Utilizando o enorme pé direito e a beleza do travejamento de madeira, acrescentou-se muito vidro que deixa entrar a luz natural e ver o Douro, mesmo ali ao lado. Do outro lado é o movimento dos comboios que ali param mesmo em frente.

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A entrada in www.facebook.com/castasepratos

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Mezzanine in www.facebook.com/castasepratos

Um mezzanine é a sala de refeições e na parte de baixo uma sala ampla, comprida, com uma mesa a quase todo o comprimento e enormes candeeiros de belo efeito.

As paredes estão totalmente cobertas com armários onde repousam as centenas de referências de marcas de vinhos que constituem uma das melhores cartas de vinhos do Douro.

Ali o vinho é tratado como merece, com todo o cuidado, e podemos beber um copo de vinho e ler uma revista ou o jornal, mas também podemos apreciar uma refeição em alternativa.

Um local de encontro, de tertúlia, com o vinho por companhia.

Lá fora, uma velha carruagem de carga foi adaptada e é uma deliciosa esplanada para o bom tempo, com a estação ali à vista.

Em cima, as mesas estão sempre muito bem postas, impecáveis, o serviço é claramente acima da média, com profissionais capazes e conhecedores a guiar-nos por uma culinária consistente e muito bem interpretada.

O Douro bem merece um restaurante como este. Na última visita fizemos uma refeição tranquila, de grande qualidade, acompanhada por vários vinhos servidos a copo, cuja escolha foi da responsabilidade do chefe de sala.

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Muxagat Xistos Altos Branco 2012 – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

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Bacalhau – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

Para a mesa vieram pão regional, azeite e azeite com balsâmico.

Começou-se por um Vértice Branco 2010, que tinha sido decantado, excelente, evoluído, muito elegante, cremoso, grande vinho. Os anos de garrafa só lhe têm feito bem.

Veio então o ensopado de perdiz e boletos, cheio de cremosidade, bem ligado, a carne requintada da ave a ligar muito bem com os paladares intensos e secos dos boletos, excelente. E o vinho casou na perfeição.

Seguiu-se o bacalhau com crosta de amêndoa e brandade de camarão. No ponto, a barandade  muito bem ligada a dar-nos a suavidade do paladar do camarão, o bacalhau lascante e a curiosidade da crosta de amêndoas muito bem conseguida.

Bebeu-se o Muxagat Xistos Altos Branco 2012, muito mineral, elegante, intenso, seco, ligeiramente evoluído, com uma bela acidez, esteve mesmo muito bem.

Em contraste, ainda no bacalhau, provou-se um tinto Encosta do Bocho Reserva 2009 que foi óptima surpresa. Nariz cheio de fruta e notas de baunilha, ligeiro floral e muita complexidade. Belo volume, muito corpo, excelente acidez a contrastar com os taninos maduros bem casados com a madeira. Fruta preta intensa, um vinho poderoso mas equilibrado. Este ano de 2009 continua a dar-me belas surpresas.

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Encosta do Bocho – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

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Sobremesa – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

Para sobremesa foi proposto um vulcão de abóbora com gelado de queijo da Serra.

Uma explosão de sabores, a versão sofisticada da clássica ligação de queijo da Serra com doce de abóbora, aqui reinterpretada.

E que teve a companhia soberba do Porto Casa de Santa Eufémia Reserva Branco Velho com mais de 30 anos. Âmbar cristalino, nariz exuberante, frutos secos intensos, elegância, casca de tangerina, muito fresco. Belo volume, intenso, acidez vibrante, seco, nozes e avelãs, muita frescura, complexidade, guloso, um grande vinho do Porto.

Com o segundo cálice, brindou-se a este Castas e Pratos, ao vinho e ao Douro…

Contactos
Castas & Pratos
Peso da Régua | Portugal
Tel: (+351) 254 323 290
E-mail: info@castasepratos.com
Webmail: www.castasepratos.com

Fonseca Guimaraens Vintage 2013 e 200 anos de história

Texto João Barbosa

A paz chegou à Europa a 18 de Junho de 1815, após Napoleão ter sido derrotado, na Batalha de Waterloo, por Arthur Wellesley. O imperador foi mandado para a ilha de Santa Helena, a meio do Atlântico Sul… ali não gozou das facilidades do cativeiro da ilha de Elba, donde se evadira para retomar a guerra.

O imperador viveu apavorado com a hipótese de ser envenenado…  sempre ouvi dizer que a cozinha francesa é sublime e que a inglesa é defeituosa – não tomo partido. Tanto receio que nem tocou no Vinho da Madeira que o cônsul britânico lhe ofereceu, quando o navio do presidiário escalou o Funchal… mas acho que foi por chauvinismo que não o bebeu.

Como no fim de todas as guerras, a sociedade encontrava-se desarrumada, muitas incertezas e oportunidades. A 8 de Abril de 1815, João dos Santos Fonseca comprou 32 pipas de vinho. Para celebrar o bicentenário, foi lançado um Porto Crusted, vinho de lote de diferentes vintages.

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Bicentenary Edition Crusted Port – Foto Cedida por Fonseca Port Wine | Todos os Direitos Reservados

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The Fladgate Partnership – Foto Cedida por Fonseca Port Wine | Todos os Direitos Reservados

O risco foi grande, pois ainda se combatia além Pirinéus. O senhor Fonseca foi financiado pela família Monteiro. Mais tarde entraram os Guimaraens e os Yeatman. Este agregado geriu a casa chegou até hoje, sendo Alistair Robertson o chefe da casa, descendente Yeatman.

Há «coisas» que evocam esse tempo, como o Monumento à Guerra Peninsular, na Avenida da Boavista, no Porto, em que o leão inglês subjuga a águia imperial francesa – mas trata-se duma peça pensada em 1909 e só concretizada em 1951.

Os exércitos francês e espanhol invadiram Portugal em 1807. Os franceses regressaram em 1808 e 1810. O conflito na Península Ibérica terminou em 1814, após a Guerra da Independência Espanhola.

Em Lisboa, a invasão teve consequências de longo prazo. O Terramoto de 1755 destruíra o palácio real. Na colina da Ajuda ergueu-se uma casa temporária, a Real Barraca ou Paço de Madeira. A chegada dos franceses levou à fuga da família real para o Brasil, a 29 de Novembro de 1807. Quando retornou, em 1821, o mundo tinha mudado.

O rei Dom João VI, embora não tenha vivido o Terramoto de 1755, nasceu em 1767, vivia apavorado com abalos sísmicos, pelo que continuou a viver na barraca. Após um incêndio, o Palácio da Ajuda foi começado em 1795, mas nunca se completou (cerca de um quarto está construído), porque a independência do Brasil, em 1822, fechou a torneira donde brotava ouro como água; já não havia como pagar para acabar a casa.

Voltando aos Fonseca… o primeiro Vintage foi em 1840, década doutros néctares com o mesmo estatuto. A casa da família situava-se no Pinhão e é hoje o Vintage House Hotel. Em Outubro deste ano, a The Fladgate Partnership (Fonseca, Taylor’s, CroftWiese & Krohn) comprou o hotel. A casa regressa a casa.

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Vintage House Hotel – Foto Cedida por Fonseca Port Wine | Todos os Direitos Reservados

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Fonseca Guimaraens Vintage Port 2013 – Foto Cedida por Fonseca Port Wine | Todos os Direitos Reservados

Este ano foi lançado o Fonseca Guimaraens Vintage 2013. Esta designação surge em anos que não são considerados clássicos. Produzido à base de uvas da Quinta do Panascal, está guloso, complexo de frutas em geleias, mirtilos e amoras assaltam, e muito suave.

Pede uma musse de chocolate com dois dias, um deles guardado no congelador. Bebê-lo agora contenta-me o coração, mas pica-me na mente. Guarda-lo e esperar… o meu coração pode não aguentar.

Contactos
Quinta do Panascal
5120-496 Valença do Douro
Tel: (+351) 254 732 321
E-mail: marketing@fonseca.pt
Website: www.fonseca.pt

Quinta de Cabriz celebra 25 anos da sua história

Texto João Pedro de Carvalho

Os vinhos Cabriz estão a celebrar os 25 anos da sua história, relembro que a Quinta de Cabriz é o berço da Global Wines/Dão Sul, em Carregal do Sal (Viseu), entre as serras da Estrela e do Caramulo e entre o Dão e o Mondego. A propriedade tem 38 hectares e ali são produzidas uvas tintas e brancas, das quais resulta um portefólio alargado, onde se incluem espumantes e aguardentes, além de vinhos brancos e tintos. A Quinta de Cabriz aposta também no enoturismo e possibilita visitas à sua adega, disponibilizando um restaurante de cozinha regional, winebar, wineshop, provas e cursos de vinhos, e salas para eventos. Até Setembro do próximo ano, a principal marca do grupo Global Wines/Dão Sul põe todo o País a celebrar o lema “Dão é Cabriz”. Nova imagem, novos rótulos, acções nos pontos de venda, publicidade com forte impacto, passatempos e oferta de prémios (tablets de última geração, produtos regionais do Dão, fins-de-semana gastronómicos e turísticos no Dão e viagens ao estrangeiro) aos consumidores vão ajudar a contar a história desta marca do Dão bem conhecida pelos consumidores.

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Wine Cellar in www.daosul.com

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Cabriz Colheita Seleccionada 2013 & Cabriz Colheita Seleccionada 2013 – Photo by João Pedro de Carvalho | All Rights Reserved

A relação qualidade/preço sempre foi um dos trunfos dos vinhos Cabriz e os vinhos que aqui se destacam são disso o maior exemplo. E com a cara lavada, ou direi com uma nova imagem surgem no copo o Cabriz Colheita Seleccionada 2013 bem conhecido dos consumidores. Um vinho muito directo e de fácil abordagem, cantos arredondados e de perfil muito fácil de se gostar com fruta a surgir madura e de apontamento morno e ligeiramente adocicado, com ligeiro cacau, travo vegetal de fundo. A produção total são 2.500.000 garrafas de um vinho redondinho, com ligeira frescura e muito correcto face ao patamar de qualidade em que se situa. O outro vinho mostra um salto na qualidade, o Cabriz Reserva 2012 onde a fruta surge mais fresca, limpa e com maior frescura. Deixa de lado aquele tom morno e doce e mostra um pouco mais de carácter associado à região onde nasce. De resto é um vinho moderno, onde a fruta surge ligeiramente escondida pela barrica, cacau, apontamento balsâmico com toque de especiarias em fundo. Ligeiro vigor no palato, fruta muito presente, boa amplitude com final a mostrar ligeira secura.

Contactos
Dão Sul – Sociedade Vitivinícola S.A.
Apartado 28, 3430-909
Carregal do Sal, Portugal
Tel: (+351) 232 960 140
Fax: (+351) 232 961 203
E-mail: daosul@daosul.com
Website: www.daosul.com

Herdade das Servas 2013 com os amigos

Texto João Barbosa

Três belos vinhos alentejanos numa conversa entre um iconoclasta e uns amigos. Alentejanos no carácter e seus aromas e paladares. Valentes para a comida forte desta província. Mas, outra coisa…

O termo iconoclasta é uma hipérbole. Não sou um talibã destruidor das regras sagradas e inquestionáveis e não tomo um ícone por um ídolo. Aliás, acho mais interessante a selvajaria (a fealdade poética), porque resultado da ignorância, do que o facciosismo esclarecido. Falta o vocábulo «de-vez-em-quando-desalinhado-só-porque-sim-e-para-manter-um-bom-nível-de-sanidade-mental».

Porquê este introito? Para que não me tomem nem por tolo nem por arrogante. O tema é o vinho ser gastronómico. O vinho deve ser «gastronómico»? É isso uma vantagem? Um bom vinho é aquele que deve ser bebido com comida?

Nem é vantagem nem desvantagem. Penso que alinhar com comida ou sem ela é igualmente válido. Indo directamente ao ponto-G… dá prazer? O prazer deve ser o fim único. O vinho é importante, a comida é importante e… quem está connosco ou «sem nosco» é-o tanto ou mais.

Os portugueses repetem o elogio de que os seus vinhos são «muito gastronómicos». Este louvor vem na sequência do aplauso à pertença ao mundo mediterrânico, com culto e liturgia alimentar.

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Herdade das Servas – Foto Cedida por Herdade das Servas | Todos os Direitos Reservados

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Herdade das Servas – Foto Cedida por Herdade das Servas | Todos os Direitos Reservados

Claro que quero que o vinho seja o adequado à comida. Não quero dizer que despreze a adequação do vinho, comida e utensílios, mas a mesa dá-me prazer é com os amigos – é a amizade que se celebra no convívio.

Tenho um costado alentejano, facto que me leva, na brincadeira, a afirmar-me como alentejano. Donde? Do Campo Grande, em Lisboa. O «meu» Alentejo não tem vinho. Não há vinha na lavoura da minha família.

Não tomo outro Alentejo por empréstimo. Mas há um Alentejo vínico que é meu, que me sabe ou lembra os serões à lareira… os homens calados, ouvindo pacientemente, e as senhoras enumerando parentelas, espólios e vidas.

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Colheita – Foto Cedida por Herdade das Servas | Todos os Direitos Reservados

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Herdade das Servas wines – Foto Cedida por Herdade das Servas | Todos os Direitos Reservados

Foram-me dados a conhecer três vinhos: Herdade das Servas Tinto Colheita Seleccionada 2013, Herdade das Servas Alicante Bouschet 2013 e Herdade das Servas Touriga Nacional 2013. Chegaram-me numa refeição feita apenas com pratos da tradição alentejana, no restaurante O Galito, em Lisboa. O casamento perfeito, como devia ser sempre.

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Talhas – Foto Cedida por Herdade das Servas | Todos os Direitos Reservados

Os vinhos que trazem esta conversa são belíssimos exemplares do Alentejo. A Herdade das Servas tem vindo a afirmar-se, vindima após vindima, como uma boa aposta. Todos com boa estrutura, taninos firmes, com gostosura, com longevidade de boca. Não vou usar descritores, mas obviamente são diferentes… dois são monovarietais e o outro é um lote de touriga nacional (40%), alicante bouschet (30%), aragonês (20%) e trincadeira (10%).

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Adega – Foto Cedida por Herdade das Servas | Todos os Direitos Reservados

Entro no ponto liminar do «gosto»: o alicante bouschet amarrou-me mais. Não sou muito apreciador da touriga nacional alentejana, contudo na Herdade das Servas consegue fazer parte «desse Alentejo» que reconheço faltar-me… aliás, estes três vinhos.

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Sala de Distribuição – Foto Cedida por Herdade das Servas | Todos os Direitos Reservados

Bebê-los com quê?! A resposta clássica para todos. Interessam-me mais, sobretudo os monovarietais, as conversas com gente boa. E não quero saber se me levantarei direito, pois não tenciono conduzir.

Pode ler mais sobre a Herdade das Servas aqui and aqui.

Contactos
Serrano Mira SA
Herdade das Servas, Apartado 286
7101-909 Estremoz -Portugal
Tel: (+351) 268 322 949
Fax: (+351) 268 339 420
E-mail: info@herdadedasservas.com
Website: www.herdadedasservas.com

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Herdade da Malhadinha Nova – Enoturismo de excelência

Texto Bruno Mendes

Foi com o sonho de produzir um grande vinho, o melhor vinho do mundo, que a família Soares (João, Paulo, Rita e Margarete Soares) adquiriu a Herdade da Malhadinha Nova em 1998.

As primeiras vinhas foram plantadas em 2001 e em 2003 foi inaugurada a moderna adega, na qual foi integrado também um restaurante que proporciona uma cozinha de autor, dando primazia aos produtos terra.

A vinificação é feita em modernos lagares refrigerados onde os métodos tradicionais de vinificação são combinados com a utilização de tecnologia. Os rótulos de todos os vinhos produzidos na Herdade da Malhadinha Nova são desenhados pela geração mais jovem da família Soares.

Na propriedade podemos ainda encontrar criação de vaca alentejana e porco preto, um olival e um coudelaria que nasceu em 2008 contando desde logo com 6 Éguas Puro-sangue Lusitano.

O hotel, com um Spa integrado, cruza a tradição com a modernidade, fundindo o design, a ruralidade, o conforto e a elegância, resultando assim numa unidade de enoturismo completa, com uma vasta oferta capaz de responder a todos os visitantes, seja a amantes do vinho, da gastronomia, da natureza, da cultura ou da tradição e variadíssimas actividades como por exemplo, visitar a propriedade e adega, realizar provas de vinhos diversas, cursos de iniciação à prova, provas temáticas, provas de barricas, almoços ou picnics na vinha, passear a cavalo ou de balão.

Ainda não está convencido?

Não perca o artigo sobre a Herdade da Malhadinha Nova que será publicado na próxima quinta-feira (10 de Dezembro). Entretanto fique com este fantástico vídeo e com artigo do João Pedro de Carvalho sobre os vinhos desta propriedade.

Vídeo produced by ENCORE FILMES

Em Viena de Áustria, a provar vinho do Porto

Texto José Silva

Há alguns anos atrás acompanhei um grupo de austríacos, alguns deles pertencentes a uma confraria, pelo Douro acima, de autocarro e de barco, visitando algumas quintas e provando belos vinhos do Porto. Perante a satisfação geral e a rendição à beleza do Douro, desde logo houve a garantia de que nos haveríamos de encontrar novamente. Agora foi o convite dessa confraria, a St. Urbanus Weinritter Ordenskollegium, para me deslocar a Viena de Áustria, levando vários tipos de vinho do Porto, e fazer uma prova comentada desses vinhos, durante o jantar do capítulo da confraria. Acertados pormenores, achei que seria interessante dar a provar todos os tipos de vinho do Porto, no sentido de transmitir a mensagem não só da qualidade deste vinho único, como também da variedade e versatilidade das várias classes. Obtido o acordo e a vontade de provarem algumas marcas, foram contactados os produtores, recolhidas as garrafas e expedidas com tempo para a Áustria, com a indicação de armazenagem em boas condições. Assim, viajaram para o centro da Europa os seguintes vinhos do Porto:

– Pink Croft
– Dry White Rozès
– Quinta do Vallado 10-year-old Tawny
– Ramos Pinto Quinta do Bom Retiro 20-year-old Tawny
– Quinta da Devesa 30-year-old Tawny
– Vasques de Carvalho 40-year-old Tawny
– Niepoort Colheita 1999 Tawny
– Dalva 40-year-old Dry White
– Poças Special Reserve Ruby
– Quinta do Noval LBV Unfiltered 2009
– Graham’s Quinta dos Malvedos Vintage 2001
– Quinta da Casa Amarela Vintage 2011

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Cidade lindíssima – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

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Cidade lindíssima – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

Viena é uma cidade de grande beleza, com monumentos a lembrar o fausto de outrora e onde a cultura está por todo o lado, com a música de Wagner, Beethoven, Mhaler, Mozart e tantos outros a encher o ar.

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Wachau – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

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A prova – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

Fiz ainda uma visita à região de Wachau, nessa altura ainda em vindimas, para provar alguns dos grandes vinhos brancos austríacos das castas Grunner-Weltliner e Rieseling e poder fazer alguma comparação com os bancos que temos por cá.

Chegado o dia da prova, rumamos às instalações que foram muito tempo ocupadas por um dos melhores restaurantes de Viena, que entretanto mudou de local, e as cedeu a uma escola de hotelaria.

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Grande qualidade – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

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Os estudantes – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

Instalações de grande qualidade e conforto, o repasto foi preparado pelos cozinheiros chefes da escola, sendo o serviço garantido pelos alunos, liderados pelo professor de sala.

Entretanto os vinhos brancos e o rosé estavam a refrescar, os tintos estavam armazenados em local cuja temperatura se revelou suficientemente baixa para os servir.

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Vinhos – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

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O decanter – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

O meu amigo Dr. Manuel Alexandre, confrade  radicado há longos anos em Viena, onde foi durante bastante tempo delegado do ICEP, trouxe de casa um velho e lindíssimo decanter oficial do IVDP, o qual foi utilizado para decantar o Vintage 2001 da Grahm´s, que já apresentava bastantes sedimentos.

Dadas indicações simples aos alunos estagiários, foram suficientes para entenderem o que se pretendia, e os vinhos foram servidos adequadamente. A minha grande surpresa foi a ausência de copos de vinho do Porto, uma vez que estes profissionais não estavam familiarizados com este tipo de vinho.

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Vinhos – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

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Flutes – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

A solução de recurso foi a utilização de pequenas flutes de espumante, que resolveram razoavelmente a situação e não prejudicaram a prova.

A prova começou com o Dry White e o Rosé, lado a lado, tendo o Rosé uma casca de limão, que lhe deu vida. Os outros vinhos do Porto foram provados durante a refeição, entre pratos, sendo explicadas as suas características, a importância das temperaturas de serviço e as várias possibilidades de harmonização para cada estilo.

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Os estudantes – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

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Os vinhos – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

E assim foram passando pela mesa os Tawnies, o Ruby, o LBV e os Vintage, sendo neste caso feita a comparação entre um Vintage recente (2011) e um Vintage já com 14 anos (2001), que ligaram mito bem com as várias sobremesas de chocolate e frutos vermelhos à disposição dos confrades.

Finalmente, para despedida, provaram-se os dois Portos de 40 anos (Branco e Tawny), com que se fez o brinde à confraria e ao vinho do Porto.

A outra surpresa da noite foi que o entronizado na cerimónia da confraria…fui eu próprio!!

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Bicicletas – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

Fica a experiência e a sugestão ao IVDP e aos produtores para a organização dum pequeno evento em Viena, num país com abertura a coisas novas, que conhece bem Portugal, mas onde ainda há muito trabalho a fazer em prol do vinho português e em especial do vinho do Porto.

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Auf Wiedersehen – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

Auf Wiedersehen!

Adelaide Tributa…um Porto pré-filoxérico!

Texto Olga Cardoso

Se há vinhos que resistem ao tempo e se engrandecem com o passar dos anos e mesmo dos séculos, se há vinhos que sofrem metamorfoses absolutamente extraordinárias, se há vinhos que tocam a perfeição e conseguem deixar rendido o mais incauto dos enófilos…o Adelaide Tributa é seguramente um deles!

Este Porto apresenta uma cor âmbar intensa e um aroma magistralmente complexo. Frutos secos, como figos, amêndoas e avelãs, especiarias várias, com destaque para a noz moscada e o cravinho e muito, muito cacau, tudo é possível encontrar no seu nariz profusamente aromático e requintado.

Na boca mostra-se explosivo. Denso, untuoso, profundo, com uma acidez mordaz e acutilante e um final perfeitamente interminável.

O seu grau baumé de 13,7, indicia só por si, a sua já provecta idade. Segundo registos do produtor, estamos perante um vinho pré-filoxérico, que remonta a 1866 e provém de um lote original de cinco pipas.

Século e meio de evaporação e uma conservação em ambiente favorável, reduziram-no a apenas duas pipas e conferiram-lhe uma concentração veemente e colossal.

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D. Antónia Adelaide Ferreira – Foto Cedida por Quinta do Vallado | Todos os Direitos Reservados

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Adelaide Tributa – Foto Cedida por Quinta do Vallado | Todos os Direitos Reservados

 

Foi engarrafado numa série limitada de 1300 decanters originais de cristal, devidamente numerados e embalados numa caixa de madeira desenhada pelo Arquitecto Francisco Vieira de Campos. O seu preço, na ordem dos 3000 € a garrafa, fruto da sua qualidade e raridade, destina-o apenas a coleccionadores e apreciadores endinheirados.

Uma homenagem da Quinta do Vallado a D. Antónia Adelaide Ferreira, sua anterior proprietária e para sempre relembrada como a Ferreirinha, por alturas da comemoração do bicentenário sobre o seu nascimento.

Um vinho ímpar, aristocrático, tremendamente concentrado e complexo. Um Porto grandioso e sibilino, pleno de matizes e nuances, verdadeiro exemplar da excelência vínica que o Douro e o Porto poderão alcançar.

Contactos
Quinta do Vallado – Sociedade Agrícola, Lda.
Vilarinho dos Freires
5050-364 – Peso da Régua | Portugal
Tel: (+351) 254 323 147
Fax: (+351) 254 324 326
Email: geral@quintadovallado.com
Website: www.quintadovallado.com

A pintura de Goya é um “terroir”

Texto João Barbosa

O que tem a pintura de Goya a ver com vinho? Possivelmente nada, mas serve de ilustração para leitura distanciada.

Antigamente, poupavam-se os fotogramas, porque os rolos só tinham 24 ou 36. Custavam dinheiro e era necessário pagar a revelação e a ampliação, esperar. Uma chatice!

– Ai, que não fiquei nada bonito nesta foto…

– Que pena, está tremida.

Hoje temos telefones que fotografam, alguns com boa definição de imagem. Disparamos 50 vezes, «porque sim». Fotografamos a comida e um beijo em falso num centro comercial. Reinventamos os autorretratos, agora chamados de «selfies».

O talento para a fotografia não foi distribuído democraticamente. Nem a vaidade! No mínimo, é a vontade de «ficar bem» que nos leva a pedir que nos fotografem ou que façamos de modelos para nós mesmos.

Não dissertando sobre a história da fotografia, a primeira impressão terá sido conseguida por volta do primeiro quartel do século XIX. A tecnologia aperfeiçoou-se e esta arte permitiu democratizar o retrato e proporcionar mais momentos de vaidade a quem podia pagar – sim, foi um prazer para burgueses e aristocratas.

Antes disso, o retrato pintado levava (leva) semanas ou meses. A pose para o esboço, os acertos, a primeira camada de tinta, a espera para que o óleo seque, os ajustes, as vontades do retratado.

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Goya – A família de Carlos IV

A vaidade alimentou muita gente e realço a coragem da família de Carlos IV de Espanha em persistir em Francisco Goya como retratista real. Estes Bourbon eram muito feios! Veja-se como foram pintados por este génio espanhol e os salamaleques do quase obscuro Alonso de Mendoza.

Apaixonei-me tardiamente por Maria Carolina de Bourbon Duas-Sicílias, através do retrato de Thomas Lawrence. Ela tinha 27 anos… não era uma Lolita, embora as fidalgas parecessem jovens perto das plebeias, da mesma idade, com vida difícil.

É incrível como a duquesa de Berry envelheceu dum momento para o outro. Aos 29 anos, mantinha o olhar doce, ingénuo e ruborizado de menina da elite. Mas, a duquesa por quem me apaixonei é a mesma? Linda, mas notando a aproximação dos 30. Note-se que o termo «balzaquiana» se aplicava às trintonas! Benditos cremes e qualidade de vida, as balzaquianas têm mais de 55 anos.

E antes dos 27 anos, como era ela? Louise-Elisabeth Vigée-Lebrun retratou-a… Apesar do olhar cândido, o rosto tranquilo e a tez rosada, 26 anos. Terá a duquesa de Berry tido só aos 27 as suas asas de mariposa?

Onde está a verdade? Uvas excelentes darão bom vinho. E que vinho? O que um excelente enólogo cria, tirando partido das suas rugas e do olhar triste, mas verdadeiro. O que um excelente enólogo cria, escondendo precoces papadas e uma borbulhagem avermelhada.

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Vinhas © Blend All About Wine, Lda

Prefiro ver as rugas do temperamento e o sotaque do vinho, à perfeição redondinha e propositadamente gulosa. Cameron Diaz acorda estremunhada, despenteada, tem mau humor e leva horas a arranjar-se. É desse vinho que quero beber.

É disso que se fala quando se pronuncia a palavra “terroir”.

O Legado do Sr. Fernando Guedes

Texto José Silva

Fernando Guedes entrou para a Sogrape, fundada por seu pai Fernando Vanzeller Guedes, em 1952, foi subindo na empresa familiar e assumiu naturalmente a sua direcção, guindando a Sogrape ao topo das empresas produtoras de vinho em Portugal. Os seus três filhos, Salvador, Manuel e Fernando, entraram a seu tempo na empresa e foram recebendo as várias responsabilidades do pai. Então, há quinze anos atrás, com 70 anos de idade, Fernando Guedes, que é uma figura nacional, decidiu reformar-se e entregar a gestão da empresa aos três filhos, pois assim, como disse, “…ficaria em boas mãos, se calhar em melhores mãos!” E como filho de peixe sabe nadar, a Sogrape não parou mais de crescer.

Mas Fernando Guedes não abandonou a empresa, muito pelo contrário. Manteve-se activo, visitando a empresa todos os dias e continua a visitar as muitas vinhas da Sogrape, sobretudo no Douro, uma das suas grandes paixões. E foi numa das vinhas durienses que lhe surgiu a ideia de fazer um vinho único, diferente, que marcasse. Olhando para o portfolio da Sogrape, isso seria muito difícil. Fernando Guedes, um homem atento, astuto, perspicaz e muito sensível, foi insistindo com o Luís Sottomayor, director de enologia, para que fizesse um vinho a partir das uvas duma vinha centenária, que se desenvolve em patamares ainda mais velhos, cujas cepas retorcidas quase se confundem com a rudeza do xisto, na Quinta do Caêdo, ali em Ervedosa do Douro. Verdadeiramente apaixonado por esta vinha, Fernando Guedes, com o seu fino humor e boa disposição, foi insistindo com Luís Sottomayor, e finalmente, em 2007, conseguiu vencer a resistência do enólogo, que fez uma pequena quantidade de vinho a partir das (poucas) uvas da tal vinha centenária. O resultado foi surpreendente, premiando a teimosia de Fernando Guedes. Que propôs à família fazer um vinho de excepção, que seria o seu legado para as novas gerações. Seria como que uma mensagem, um conselho, uma indicação a dizer que é este o caminho, sempre em busca da excelência. E que melhor nome para este vinho do que simplesmente…Legado?! Assim, em 2008, era produzida a primeira edição deste néctar soberbo. Agora foi a vez de apresentar o mais recente Legado, da colheita de 2011 e que, mantendo uma enorme carga simbólica, teve lugar nas instalações do antigo Convento de Monchique, que foram as primeiras instalações da Sogrape no Porto.

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Num velho eléctrico do Porto – Foto Cedida por Sogrape Vinhos SA | Todos os Direitos Reservados

O trajecto para este espaço foi feito…num velho eléctrico do Porto, uma ideia deliciosa e desconcertante.

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Pedro Lemos and Fernando Van Zeller – Foto Cedida por Sogrape Vinhos SA | Todos os Direitos Reservados

Nas velhas instalações da Calçada de Monchique funciona hoje uma galeria de arte, local escolhido para a apresentação deste novo vinho, onde o chefe Pedro Lemos preparou uma fantástica refeição. Mas antes disso aconteceu uma prova vertical dos três Legado já editados – 2008, 2009 e 2010 – e o neófito de 2011, com a imagem de Fernando Van Zeller Guedes a pairar na sala.

Que permitiu verificar a evolução deste vinho fantástico, ao longo destas quatro colheitas em que a grande diferença está nos anos de colheita.

Na mesa de prova, lado a lado, avô e neta trocavam afectos, olhares carinhosos, numa relação cheia de cumplicidade. A prova começou com o Legado 2008, intenso mas elegante, com notas frescas de alguma mineralidade, de plantas silvestres, de fumo, ligeiramente balsâmico, com final imenso e delicioso…O Legado 2009 é um vinho diferente, intenso, levemente floral, com notas balsâmicas, alguma frescura e uma acidez deliciosa, taninos bem maduros e integrados, com um grande e longo final. O Legado 2010 tem nariz muito elegante, mineral, cheio de frescura, notas de esteva e alecrim, jovem e irrequieto, óptima acidez, taninos maduros muito elegantes, ainda a evoluir na garrafa mas que já se bebe muito bem.

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Legado 2011 – Foto Cedida por Sogrape Vinhos SA | Todos os Direitos Reservados

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Luis Sottomayor – Foto Cedida por Sogrape Vinhos SA | Todos os Direitos Reservados

Finalmente o Legado 2011, a grande novidade, de um ano excepcional, segundo o enólogo Luís Sottomayor o melhor de sempre. Ligeiramente vegetal, exótico, envolvente, notas de fumo, húmus, especiarias. Na boca tem frescura e uma acidez incrível, intenso, frutos vermelhos maduros, complexo mas cheio de finesse, um grande vinho que vai dar que falar.

Já na sala, ao sabor dum Mateus Rosé bem fresco, como é tradição da empresa, passaram arroz de marisco frito com camarão, batatas bravas, sapateira com guacamole e croquete de alheira.

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Santiago Ruiz Rías Bajas Branco 2014 – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

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Salmonete – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

Na mesa, com a nova aquisição em Espanha, o branco Santiago Ruiz Rías Bajas Branco 2014, provou-se e aprovou-se um delicioso salmonete, choco e molho de assado.

A estrela da noite, o Legado 2011, acompanhou com galhardia o pombo, topinambur e cogumelos silvestres. Simples, elegante, requintado.

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O Pombo – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

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Sobremesa – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

No final, a sobremesa composta por pão de especiarias, maçãs e caramelo, foi harmonizada com o Porto Sandeman Vintage 1968.

Foi neste ano que a Sogrape saiu das instalações de Monchique, onde já não cabia…Mais um simbolismo.

O chefe Pedro Lemos veio à sala explicar um pouco as excelentes harmonizações escolhidas e os copos levantaram-se várias vezes em honra da casa, da família, da excelência dos vinhos.

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O legado está entregue… – Foto Cedida por Sogrape Vinhos SA | Todos os Direitos Reservados

O legado está entregue…

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