Posts Categorized : GASTRONOMIA

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Álvaro Costa e NH Hotel Batalha

Texto José Silva

Álvaro Costa nasceu em Pousada de Saramagos, Famalicão, em 1978. Ali estudou e depois ingressou no ensino profissional em Vila Verde. Adorava ir colher legumes à horta e mexer no peixe e na carne, e as avós, a mãe e as tias deram-lhe o conhecimento da tradição. Em Vila Verde formou-se em cozinha e pastelaria. Ingressou no Hotel Meridien no Porto onde esteve cerca de um ano. Saltou então para um hotel na ilha da Córsega, também durante um ano. E na mesma ilha, durante meio ano, passou pelo hotel Cala Rossa, que detinha duas estrelas Michelin. O outro meio ano estagiou no hotel Bulgari, em Milão, e em Paris no também detentor de duas estrelas Michelin, Le Grand Cascade. Foi então abrir o hotel Sheraton no Porto, com o Chefe Jerónimo Ferreira. Depois foi a vez do Café Bogani e da República da Cerveja, em Gaia, já como chefe executivo. Em 2006 assume o hotel Carlton Pestana na Ribeira, no Porto, até 2012. Foi também responsável do desenvolvimento gastronómico das pousadas do Norte. Foi então chefiar o Pestana de Porto Santo, vindo depois abrir o Pestana do Freixo, no Porto. Ainda deu aulas na Portucalense e seguiu para Braga, para chefiar os hotéis Bom Jesus.

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Álvaro Costa – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

Mas não resistiu ao convite para liderar a gastronomia do novo hotel NH Hotel Batalha Collection, onde desenvolve uma culinária moderna e interventiva.

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NH Batalha Collection – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

É um hotel moderno, muito bem decorado, cheio de luz, num local emblemático da cidade do Porto, pegado ao velho cinema Batalha.

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Hotel moderno, muito bem decorado – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

Decoração em tons claros com algum granito à mostra, que também identifica a cidade.

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Decoração em tons claros – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

Na entrada à direita está o restaurante, à esquerda o bar, onde também se pode comer num ambiente despretensioso mas acolhedor, seja um salmão marinado na casa, umas ostras atrevidas, um tagliatelle negro com gambas ou um risotto de lima muito fresco.

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Salmão marinado na casa – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

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Tagliatelle negro com gambas – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

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Risotto de lima – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

E é no bar que acontecem umas interessantíssimas happy hours com uma proposta irrecusável: ostras com gin.

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Ostras com gin – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

Serviço impecável e a mestria do chefe a propor petiscos variados e pratos mais consistentes, com uma forte base nas nossas tradições. Um espaço que a cidade do Porto já merecia. Em recente visita, pudemos apreciar uma óptima refeição, com algumas das propostas que constam da ementa do restaurante, muito bem apresentadas, numa sequência em que passaram alguns pratos tradicionais, mas com a interpretação do chefe e apresentados de forma inventiva e muito agradável.

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Ostra marinada – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

A começar pela ostra marinada, ainda a saber a mar.

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Presunto bolota com caviar de melão – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

Seguiu-se o presunto bolota com caviar de melão, em que as minúsculas esferas esverdeadas libertavam um fresco paladar de melão. As técnicas modernas ao serviço da tradição.

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Sardinha curada com couli de morango – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

A tradicional e popular sardinha apareceu numa versão curada com couli de morango, cheia de frescura.

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Creme de shitaki – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

Para simbolizar uma sopa veio então o creme de shitaki servida num desconcertante tubo de ensaio, bem quente, uma óptima sopa de cogumelos!!

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Pouca Roupa branco 2014 – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

Entretanto já estávamos a beber um branco Pouca Roupa 2014 alentejano bem interessante.

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Caril de gambas com maçã – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

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Meu bacalhau à Gomes de Sá – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

O saborosíssimo caril de gambas com maçã foi seguido pelo “meu bacalhau à Gomes de Sá”, uma versão muito bem conseguida deste prato tradicional dum homem nascido na Ribeira do Porto, Gomes de Sá. Os paladares estavam todos lá.

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Frango assado no forno com legumes e batata – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

Finalizamos com uma curiosa versão de frango assado no forno com legumes e batata, divertida e saborosa. Já tínhamos então passado para o vinho Curvos Alvarinho, moderno e consistente, com óptima acidez, muito gastronómico.

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Tarte de maçã com queijo de S. Jorge e gelado de nata – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

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Verrine de frutos vermelhos – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

Nas sobremesas estiveram dois momentos muito bons: primeiro uma tarte de maçã com queijo de S. Jorge e gelado de nata, muito bem ligada, cremosa, uma delícia, depois uma verrine de frutos vermelhos cheia de elegância.

Um grande final!

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O eléctrico 22 – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

Lá fora já passava o eléctrico 22, que nos faz lembrar outros tempos…

Contactos
NH Collection Porto Batalha
Praca da Batalha, 60-65. 4000-101, Porto, Portugal
Tel: (+351) 227 660 600
Booking: (+351) 210 020 848
E-mail: nhcollectionportobatalha@nh-hotels.com
Website: www.nh-collection.com

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Hotel M’ar de Ar Aqueduto – Degust’Ar Restaurant

Texto José Silva

O chefe António Nobre nasceu em 1969 em Beja, onde estudou, filho duma mulher que cozinhava muito bem e com quem foi descobrindo os aromas e paladares da cozinha alentejana. Foi no entanto na marinha que descobriu que gostava de cozinhar, e ali tirou o curso de cozinheiro, tendo trabalhado na messe dos oficiais na linha de Cascais. Quando regressou a Beja, começou a trabalhar no restaurante “Muralha”, onde esteve quatro anos. Depois concorreu para a pousada, foi admitido e ali esteve mais quatro anos. Seguiu-se o hotel “Melius” e mais quatro anos de trabalho. Desde que o director do hotel da “Cartuxa” o foi buscar, há quinze anos, que está no grupo, que entretanto transformou o hotel e abriu os dois hotéis M´ar de Ar: Aqueduto e Muralhas, onde é o responsável por toda a restauração.

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Chef António Nobre

Embora faça várias deslocações pelo país e pelo estrangeiro, pois acha que é muito importante estar a par do que se passa noutros países e quais as novas tendências, é no Alentejo que se sente em casa. Promove a cozinha regional porque acha que devemos manter viva a chama da tradição. O seu lema é “inovar a tradição, respeitando os aromas e sabores da gastronomia portuguesa, porque fazem parte da nossa cultura”. Mas gosta de apresentar a sua cozinha tradicional alentejana com requinte, com novas roupagens, por vezes de aspecto mais agradável e por isso apetecível.

Por isso foi uma visita cheia de expectativa que fizemos recentemente ao restaurante “Degust´ar”, do hotel Mar de Ar Aqueduto, para um jantar tranquilo, num ambiente muito confortável.

O restaurante é muito bem decorado, numa simplicidade requintada onde nos sentimos muito bem. Logo à entrada está um balcão onde um “sushiman” prepara uma panóplia de peças deste tipo de culinária que se instalou definitivamente entre nós. De seguida a sala, de boas dimensões, com alguns recantos castiços, mesas muito bem postas, com bons adereços. O serviço é impecável, muito competente e simpático. Também simpático foi o chefe António Nobre quando veio à mesa perguntar se estávamos com tempo. Claro que estávamos e então ele mandou avançar com uma refeição muito completa, que estava já a preparar. E assim começamos com um couvert de que faziam parte azeitonas marinadas com orégãos, laranja e limão, azeite, manteiga de farinheira e pão.

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Bread – Photo by José Silva | All Rights Reserved

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Botifarra de Azurara – Photo by José Silva | All Rights Reserved

Molha aqui, pica acolá, até que vieram as pequenas degustações: uma curiosa botifarra de Azaruja com doce de tomate caseiro; uns deliciosos figos com presunto de porco alentejano, chicória e vinagrete de mel da Serra de Portel; e uns alentejanos torresmos de rissol estaladiços com salada de espargos verdes, cerejas e uvas passas da Amareleja.

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Figs with Alentejo pork ham © Blend All About Wine, Lda

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Crunchy Alentejo risolle © Blend All About Wine, Lda

E passamos aos caldos, absolutamente obrigatórios no Alentejo: sopa de grão de bico com bóia, que é aquela gordura da barriga do porco saborosíssima e uma óptima sopa de beldroegas com queijo fresco e ovo de codorniz escalfado.

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Chickpea soup – Photo by José Silva | All Rights Reserved

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Purslane soup © Blend All About Wine, Lda

Já estávamos reconfortados e ainda faltavam os pratos principais. Que, embora respeitando a tranquilidade, chegaram sem grande demora, para manter o ritmo da refeição.

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Conger eel soup © Blend All About Wine, Lda

Como prato de peixe a sopa de safio à moda do Alentejo com hortelã da ribeira, plena de aromas, muito saborosa.

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Pennyroyal sorbet – Photo by José Silva | All Rights Reserved

Enquanto esperávamos pela carne, o sorbet de poejo limpou-nos o palato como deve ser.

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Mertolenga beef neck © Blend All About Wine, Lda

Veio então um cachaço de vaca Mertolenga guisado lentamente com vagens de feijão branco e migas à serrador, que nos colocou os sabores da planície alentejana no prato. Excelente!

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Trilogy of “conventual” sweets © Blend All About Wine, Lda

O branco Alvarinho da Quinta de Curvos de 2014, muito fresco, com óptima acidez e fruta equilibrada acompanhou bem as entradas; o interessantíssimo palhete Gravato da Beira Interior de 2005, cheio de elegância, intenso, requintado, a fazer boa companhia aos caldos e ao peixe, taco a taco.

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The Wines © Blend All About Wine, Lda

E um “velho” Garrafeira Tinto 1988 de Palmela da velha J.P.Vinhos. Embora já sem força, ainda esteve à altura da carne Mertolenga e foi evoluindo no copo, lentamente mas apetecível. Soube mesmo bem.

O chefe António Nobre voltou à mesa, a saber como tinha corrido e mereceu uma salva de palmas, sincera.

Foi um M’ar de Ar que lhe deu…

Contactos
M’AR De AR AQUEDUTO
Rua Cândido dos Reis, 72
7000-782 Évora
Tel: (+351) 266 740 700
Fax: (+351) 266 740 735
E-mail: geral@mardearhotels.com
Website: www.mardearhotels.com

Taberna Típica Quarta-Feira

Texto José Silva

Num dos muitos rendilhados de ruelas estreitas de Évora, encontramos a rua do Inverno.

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Rua do Inverno – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

Mas a casa de bem comer de que vamos à procura irradia calor humano durante todo o ano: é a Taberna Típica Quarta-Feira.

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Taberna Típica Quarta-Feira – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

Espaço pequeno, rústico, castiço, uma sala airosa, bem arrumada, e um simpático balcão com um arco de tijolo ocre, por detrás do qual está a cozinha.

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Taberna Típica Quarta-Feira – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

Mesas bem postas e garrafas de vinhos alentejanos um pouco por todo o lado. Pelo ar já pairam aromas de tempêros alentejanos, fáceis de identificar.

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José Dias – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

A Taberna Típica Quarta-Feira é dirigida pelo José Dias, Zé Dias para os amigos, um beirão nascido no Sabugal em 1948. Em 1964 foi para Évora para uma tipografia e por ali se radicou. Até que, há 25 anos atrás, abriu o restaurante, depois de ter tido café e cafetaria.

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D. Luísa – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

Na cozinha está a D. Luísa, natural de Monte do Trigo, em Portel, que veio para Évora há 24 anos. Conheceram-se através duma irmã dela e, como cozinhava muito bem, o Zé Dias já não a deixou fugir do restaurante onde comanda a cozinha desde então. Ali pratica-se cozinha tradicional alentejana. O borrego assado no forno e o esparregado são uma referência. A jovialidade e simpatia do Zé Dias fazem o resto.

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Os vinhos – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

Já dentro do restaurante, apreciamos muitos dos vinhos ali expostos, alguns já desaparecidos do mercado há muito, mas que o Zé Dias vai guardando e gerindo, para que possam ser apreciados pela vasta clientela da casa, que vem um pouco de todo o país, com muitos estrangeiros à mistura, que a fama foi-se espalhando. O Zé Dias recebe-nos, senta-nos à mesa, orienta-nos naquilo que havemos de comer, faz pedidos à cozinha, abre garrafas de vinho e acima de tudo diverte-nos com as suas muitas e muitas histórias, pejadas de personagens muito interessantes. Mas que o Zé Dias trata por igual, com simpatia e hospitalidade.

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Pão Alentejano – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

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Presunto – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

Já sentados à mesa, veio excelente pão alentejano, para acompanhar o presunto muito fininho e paio de porco preto delicioso.

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Paio de Porco Preto – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

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Cogumelo Recheado – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

E um enorme cogumelo recheado, servido bem quente.

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Esparregado & cachaço de porco preto assado © Blend All About Wine, Lda

Um arroz soltinho e o tal esparregado fantástico, com ligeiro toque de vinagre, fizeram muito boa companhia a um cachaço de porco preto assado no forno com batatinhas aloiradas aos cubos, tudo bem quente. Na mesa fez-se silêncio. O vinho branco e tinto da casa, da responsabilidade do Paulo Laureano (pode ler um artigo de Sarah Ahmed sobre Paulo Laureano aqui), foi escorrendo pelos copos.

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Bolo de Bolacha © Blend All About Wine, Lda

Para sobremesa veio uma encharcada e uma espécie de bolo de bolacha, de confecção própria, uma gulodice irresistível. Mas também havia uma cerejas carnudas do Fundão, acabadas de chegar.

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Cerejas © Blend All About Wine, Lda

Lá se foi a dieta!!

A despedida do Zé Dias é sempre: “Até á próxima!”

Contactos
Rua do Inverno, 16 – 18
7000 – 599 Évora
Portugal
Tel: (+351) 266 70 75 30

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Um Verdelho para comemorar o Verão

Texto João Pedro de Carvalho

Comemoro a entrada no Verão com este branco, um puro Verdelho oriundo da ilha da Madeira, produzido pela Paixão do Vinho. Aquando da visita à Adega de São Vicente tive oportunidade de o provar ainda muito jovem mas a mostrar-se bastante promissor, tinha aquela austeridade dos solos de origem vulcânica em conjunto com toda a frescura Atlântica devido à grande proximidade das vinhas. Não foi o primeiro Verdelho que Filipe Santos lançou no mercado, mas depois de algumas colheitas de interregno saiu este novo exemplar com um novo rótulo.

Por aqui o calor chegou em força, da chuva passou-se num ápice para os quase 40ºC e as mudanças naquilo que se come e bebe por estas alturas fazem-se sentir. Os tintos ficam encostados e começa o espectável rodopio dos brancos e rosados, pontualmente algum espumante, mas sempre servidos bem frios com comida leve que a vontade de estar em frente ao fogão/grelha é pouca.

Já tinha colocado o dito vinho a refrescar e antes de decidir começar a cozinhar ainda o provei, apenas para me orientar no que iria preparar para o acompanhar. Na memória guardo um mítico Arroz de Lapas que comi na Madeira, mas limitado à oferta do local onde moro optei por fazer um prato típico da região do Algarve, o Arroz de Lingueirão. Enquanto o lingueirão ia cozendo até abrir as conchas, fui bebericando o copo que tinha servido, gosto de beber enquanto cozinho porque me permite enquanto entendo o vinho poder equilibrar o prato numa procura da melhor harmonia possível.

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Arroz de Lingueirão in oficinadaspapitas.blogs.sapo.pt

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Primeira Paixão Verdelho 2014 – Foto de João Pedro de Carvalho | Todos os Direitos Reservados

Os passos a seguir são básicos, depois de retirar o lingueirão das conchas, limpar, cortar em dois e reservar. Enquanto isso a cebola, alho, louro e azeite já devem estar a estrugir, quando assim for colocamos o tomate cortado aos pedaços e a polpa, deixamos fervilhar e juntamos a água onde ferveu o lingueirão. O toque do tomate é essencial para dar frescura ao prato em conjunto com a polpa que vai fazer parte do molho, aqui pede-se um vinho com estrutura e acidez suficientes para o acompanhar, depois é juntar o arroz e um momento antes de estar no ponto adicionar o lingueirão e finalizar com os coentros picados.

Este Verdelho que carrega com ele um ligeiro toque salino e uma fruta (citrino, maracujá) muito bem delineada e sem exageros de exuberância. O resultado é um branco com nervo e muito boa frescura a dar a entender que vai ser capaz de evoluir muito bem em garrafa. É notável a ligação que faz com pratos de peixe ou marisco nas mais variadas variantes, onde a acidez revigora o palato a cada gole. Já agora, aquele toque final de coentros é o verdadeiro toque de magia que potencia a ligação entre o vinho e o prato para uma outra dimensão de sensações e prazeres. Até dá gosto começar o Verão desta maneira.

Contactos
Via Rápida Cota 200 posto Repsol Norte Jardim Botanico
9060-056 Santa Maria Maior Funchal
Tel:  (+351) 291 010 110
Fax: (+351) 291010110
Email: info@paixaodovinho.com
Website: www.paixaodovinho.com

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Com instalações modernas, o Santa Luzia mantém a cozinha tradicional…

Texto José Silva

É um restaurante de Viseu com grande tradição, que sempre nos habituou a servir pratos do receituário tradicional quer regional, quer português. Há um par de anos o proprietário resolveu fazer um novo restaurante, muito perto do original (que agora passou a ser uma garrafeira). Cada vez com mais clientela, muita da qual também ali faz serviços, entre aniversários, baptizados e mesmo casamentos, era um passo necessário e assim se avançou para este novo Santa Luzia. Amplo parque de estacionamento, instalações muito modernas e funcionais e a sala para serviços separada do restante espaço.

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Decoração Sóbria – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

Decoração sóbria, em tons preto, cinza e castanho, com o soalho em cerâmica branca.

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Mesas muito bem postas – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

Mesas muito bem postas, cuidadas, e serviço impecável, muito profissional, atencioso e atento, que inclui um óptimo serviço de vinhos. E uma garrafeira muito bem fornecida, em que, naturalmente, predominam os vinhos do Dão, mas com muitas ofertas de várias outras regiões do país.

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Um balcão de belo efeito – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

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Cabeças de alhos – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

Em visita recente, para além de apreciarmos a qualidade do novo espaço, mal entramos na sala deparamo-nos com um balcão “ocupado” por produtos agrícolas tradicionais, de belo efeito: um descomunal pé de couve, cabeças de alhos e cebolas enormes, um pé de alface viçosa e uma montanha de tomate coração de boi!!

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Pé de alface viçosa – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

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Tomate Coração de Boi – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

Já sentados à mesa veio pão regional muito bom e um prato com generosas rodelas do tal tomate coração de boi, bem polvilhado com sal grosso.

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Pão Regional – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

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Fatias do tomate Coração de Boi – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

Estava dado o mote para uma refeição muito boa.

 

Logo de seguida foi a vez do presunto, do salpicão e do queijo curado, umas petingas fritinhas e umas postas de sável de escabeche.

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Enchidos passados pelas brasas – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

Quase sem nos deixar respirar, vieram os enchidos passados pelas brasas: chouriça, farinheira e morcela da Beira. Enquanto nos debatíamos com estes petiscos, lá dentro, no calor dos fogões, preparava-se um galo de cabidela tradicional, que aguardávamos com ansiedade.

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Pedra Cancela branco Reserva 2013 Dão – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

Nos copos, já corria o branco Pedra Cancela, feito com Malvasia Fina e Encruzado, cheio de frescura, com bela estrutura, acidez equilibrada e óptimo volume de boca, que acompanhou muito bem os petiscos de entrada.

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Galo de Cabidela com arroz – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

E chegou o grande momento, apresentou-se à mesa um galo de cabidela com arroz, o tacho directamente para a mesa, como manda a tradição. Destapado o tacho, invadiu a mesa um aroma delicioso, perfumado pelo toque de vinagre no ponto. Iniciaram-se então as hostilidades. A carne do galo rijinha e saborosa, daquela que é preciso mastigar, muito bem cozinhada, o arroz carolino mesmo no ponto, muito bem temperado, o molho espesso e com o vinagre acertado, tudo bem quente, delicioso.

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Tivemos que repetir – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

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Pedra Cancela tinto Reserva 2012 Dão – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

E lá tivemos que repetir, pratada cheia, não resistimos. Entretanto já tínhamos passado para o tinto Pedra Cancela Reserva de 2012, um vinho cheio, retinto, com muito boa acidez e alguma frescura, volumoso, a fazer muito boa companhia ao galo de cabidela.

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A refeição acabou com… – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

Fechou-se um repasto muito bom com umas cerejas carnudas e doces, que é tempo delas. A zona histórica de Viseu esperava-nos para um passeio retemperante…

Contactos
Estr. Nacional 2
3515-331 Viseu
Tel: (+351) 232 459 325
Email: geral@restaurante-santaluzia.pt
Website: www.restaurante-santaluzia.pt

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Um Projecto Vencedor no Alentejo Profundo

Texto José Silva

É uma unidade rural exemplar em pleno Alentejo profundo, a sul de Beja, pertencente a um grupo alemão.

Herdade dos Grous Typical Alentejo Hotel

Unidade Hoteleira Caracteristicamente Alentejana – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

Aqui em Albernoa a filosofia consiste em aliar uma unidade hoteleira caracteristicamente alentejana a um meio rural onde os cuidados ambientais estão na primeira linha.

Herdade dos Grous The Beautiful Lake

A Lagoa – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

A começar pela lagoa, de grande beleza, com óptimas condições para a prática da ornitologia. É uma unidade com produções diversas, onde o vinho tem um lugar de destaque, com vários vinhos constantemente premiados um pouco por todo o mundo, produzidos a partir de uvas de grande qualidade nos cerca de 70 hectares de vinha, entre brancos e tintos.

Herdade dos Grous 170 Acres of Vineyards

70 Hectares de Vinha – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

Mas que tem várias outras produções agrícolas: ervas aromáticas, legumes e fruta têm uma produção constante, em regime biológico, que é maioritariamente utilizada nas duas unidades hoteleiras – Alentejo e Algarve.

Herdade dos Grous Cattle

Gado – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

Também a produção de gado aqui tem uma grande importância, entre gado bovino, caprino e suíno, cujas carnes têm também uma enorme utilização nos restaurantes do grupo.

Herdade dos Grous Jumping Horses

Cavalos de Salto – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

Os cavalos de salto são outra das actividades da herdade, onde pontuam alguns cavalos de luxo, com grandes resultados um pouco por todo o mundo. Para além dum azeite de grande qualidade, ali se produzem compotas, mel e biscoitos diversos.

Herdade dos Grous Cellar

A Adega – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

Herdade dos Grous Cellar 2

A Adega – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

No edifício central funciona a adega, construída de raiz, com todas as condições técnicas modernas para produzir vinhos de qualidade. E isso tem sido conseguido duma forma continuada, graças também ao responsável de toda uma equipa de trabalho (e não só nos vinhos), Luís Duarte, um dos mais premiados enólogos portugueses. Ele que tem uma enorme experiência a fazer vinhos em todo o Alentejo e que aqui é também administrador da unidade. O rigor é uma das palavras de ordem, onde cada uma das pessoas da equipa tem o seu lugar e as suas responsabilidades. E Luís Duarte conseguiu formar uma equipa claramente vencedora. Os resultados falam por si.

Os vinhos da Herdade dos Grous estão todos debaixo desta marca, mantendo uma imagem sóbria a que os consumidores se habituaram, variando apenas as cores dos rótulos e, claro, os anos de colheita. Nesta visita provaram-se seis vinhos soberbos, a acompanhar uma refeição deliciosa.

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Herdade dos Grous branco 2014 – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

O Branco de 2014 esteve cheio de frescura, muito jovem, com bela acidez, alguma fruta no nariz, o vinho a desaparecer rapidamente dos copos.

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Herdade dos Grous branco 2013 Reserva – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

O Branco Reserva de 2013 revelou enorme elegância, notas suaves de madeira, ainda alguma frescura, muita suavidade, mesmo aveludado, para beber ligeiramente menos fresco, belo vinho.

Herdade dos Grous Red 2013

Herdade dos Grous tinto 2013 – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

O primeiro tinto, o Herdade dos Grous de 2013, esteve seguro, com bastante fruta madura, muito boa acidez na boca, limpo, redondo, um tinto moderno.

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Herdade dos Grous 2013 Moon Harvested – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

Seguiu-se o Moon Harvested também de 2013, com bons aromas de fruta bastante madura, fragrâncias complexas de especiarias e madeira muito suaves, belo volume na boca, consistente e cheio de elegância, com final muito longo.

Herdade dos Grous 23 Barricas de 2013

Herdade dos Grous 23 Barricas de 2013 – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

O 23 Barricas de 2013, feito com Touriga Nacional e Syrah, é um tinto cheio de estrutura, com raça e nariz complexo mas fascinante, ligeiramente floral. Na boca tem volume, óptima acidez, muita fruta preta, levemente austero, profundo e com enorme final.

Herdade dos Grous 2012 Colheita Tardia

Herdade dos Grous 2012 Colheita Tardia – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

E foi no final da refeição que veio para os copos o Colheita Tardia de 2012, aqui preparado a partir da casta Petit Manseng, cujas uvas foram inoculadas com “Botritis Cinerea”, para criar as características necessárias à elaboração um vinho muito especial. Onde a doçura elevada é compensada com uma acidez fantástica, tendo pelo meio aromas complexos de especiarias, notas de mel, compota, gengibre, mas tudo muito equilibrado, servido bem fresco. Delicioso!

Herdade dos Grous The Meal Started with

A Refeição Começou com.. – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

Herdade dos Grous Cured Chease Paiola Paio From The Neck

Queijo Curado, Paiolo e Paio do Cachaço – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

A refeição, no restaurante da herdade, começou com pão regional, azeitonas, dois patés, manteiga normal e manteiga com ervas aromáticas, atum com feijão frade, bacalhau com grão, queijo curado, paiolo e paio do cachaço e, claro, o azeite da herdade para molhar o pão.

Herdade dos Grous The Meats

As Carnes – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

Herdade dos Grous The Meats

As Carnes – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

Depois duns ovos mexidos com espargos bravos vieram as carnes da herdade: borrego, porco preto e vaca alentejana, grelhados só com sal, na companhia de batatas a murro e legumes salteados, tudo de produção local.

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Misto de Doces Alentejanos – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

O misto de doces alentejanos arrumou de vez com todos os presentes!

Lá fora, continuava a tranquilidade da planície alentejana…

Contactos
Herdade dos Grous
Albernôa 7800-601
Beja, Portugal
Tel: (+351) 284 960 000
Fax: (+351) 284 960 072
Email: herdadedosgrous@herdadedosgrous.pt
Website: www.herdadedosgrous.com

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Peixe + Vinho Branco = Portugal

Texto João Pedro de Carvalho

Portugal é actualmente o país da União Europeia com o maior consumo anual por pessoa de pescado, e o terceiro do mundo, só ultrapassado pela Islândia e pelo Japão. A realidade é que Portugal se pode gabar de ter nas suas águas o melhor pescado do Mundo, este facto tem sido amplamente reconhecido por alguns dos melhores Chefes de Cozinha do Mundo. É dito e sabido que das nossas lotas voam diariamente nobres exemplares para os melhores restaurantes do planeta. No aspecto do consumo é necessário o consumidor ter a consciência de que se tem de contribuir para um consumo sustentável das espécies, em que só assim se poderá manter o equilíbrio das cadeias alimentares marinhas.

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Mar de Portugal – Foto de Ciência Viva | Todos os Direitos Reservados

Ciência Viva lançou um catálogo “As espécies mais populares do mar de Portugal” onde são apresentadas as principais espécies de maior interesse económico de pescado do mar de Portugal que chegam à nossa mesa. No total, foram selecionadas vinte espécies de peixes, três espécies de cefalópodes, três espécies de bivalves e três espécies de crustáceos. Para cada uma das espécies apresentadas descrevem-se resumidamente as principais características morfológicas assim como o habitat, etc. Para todos os interessados está disponível de forma gratuita aqui.

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Peixes do Mar de Portugal – Foto de Ciência Viva | Todos os Direitos Reservados

Ora se no pescado damos cartas, é no campo dos vinhos brancos que começamos a ganhar pontos e sem dúvida alguma que nos dias de hoje Portugal dispõe dos melhores brancos, quer em perfil quer em qualidade, para acompanhar na perfeição o pescado que nos chega à mesa. O Homem pensa com o estômago, facto este que associa a cozinha regional ao tipo de vinho ali produzido, basta pensar que as melhores ligações são produzidas entre cozinha + vinho de determinada região. No vinho branco o salto qualitativo que foi dado nas últimas duas décadas em Portugal tornou tudo isto possível e hoje em dia não haverá melhor ligação com o nosso pescado do que o nosso vinho, o Vinho de Portugal.

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Allo 2014 – Foto de João Pedro de Carvalho | Todos os Direitos Reservados

Um desses exemplos é o Allo 2014, criado na Quinta de Soalheiro (Vinhos Verdes) e que resulta do lote entre Alvarinho e Loureiro. Enquanto a casta Alvarinho lhe dá toda a estrutura e vigor, a casta Loureiro contribui com toda a parte exuberante, o resultado é um branco viciante com apenas 11% Vol que se bebe de forma tão descontraída que quando damos conta a garrafa já acabou. Um verdadeiro vinho de esplanada, que cheira a Verão, a pedir marisco ou como foi o caso uns Pargos assados no forno, combinando toda a frescura dos aromas e sabores com uma acidez revigorante que limpa por completo o palato e pede sempre mais um trago. Se quiser saber mais sobre a Quinta de Solheiro e os seus vinhos, veja aqui.

Contacts
Ciência Viva – Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica
Parque das Nações, Alameda dos Oceanos Lote 2.10.01, 1990-223 Lisboa, Portugal
Tel: (+351) 21 898 50 20 / 21 891 71 00
Fax: (+351) 21 898 50 55 / 21 891 71 71
Website: www.cienciaviva.pt

Quinta de Soalheiro
Alvaredo . Melgaço
4960-010 Alvaredo
Tel: (+351) 251 416 769
Fax: (+351) 251 416 771
Email: quinta@soalheiro.com
Website: www.soalheiro.com

Arrepiado Velho, a paixão dum casal do norte, no Alentejo…

Texto José Silva

Fica perto de Sousel esta propriedade que um dia um casal, que veio do norte, resolveu comprar.

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A Casa Principal – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

Depois foi a reconstrução de alguns edifícios, sobretudo a casa principal, dando-lhe o conforto necessário para ali até poderem viver. Vinhas plantadas e foi um saltinho até à produção de vinho, com a ajuda preciosa do enólogo e amigo António Maçanita e a mestria na viticultura do já saudoso David Booth.

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A Adega – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

Embora haja vontade de construir uma nova adega, a que existe tem todas as condições e a moderna tecnologia, onde as uvas são trabalhadas e os vinhos preparados e onde vão repousar até à ocasião do engarrafamento.

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Rótulos Muito Fora do Vulgar – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

Entretanto o António, filho do casal, e a sua mulher Marta, foram-se dedicando à comercialização dos vinhos, tendo a Marta, que trabalha em design, criado os rótulos, muito fora do vulgar, mesmo únicos e que distinguem as garrafas do Arrepiado Velho de quaisquer outros.

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Marta Neto e António Antunes – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

E de tal maneira se envolveram no projecto, que tomaram a decisão de ir viver para o Alentejo e dedicarem-se a tempo inteiro à produção e comercialização destes vinhos de qualidade, mantendo a Marta uma ligação á actividade de design. Mesmo apesar de terem dois filhos pequenos, mas que ali têm uma grande qualidade de vida a que se adaptaram lindamente.

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Lagoa – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

A herdade tem vindo a evoluir, com uma lagoa que serve para reter a água de que as vinhas necessitam, mas que também é utilizada para lazer e dar um passeio nas simpáticas gaivotas. Os mais de 30 hectares de vinhas estão particularmente bem tratadas, muito cuidadas e o olival produz algum azeite de qualidade. Em breve querem plantar mais alguma vinha, a juntar às castas já existentes: Antão Vaz, Verdelho, Chardonnay, Viognier e Rieseling nas brancas e Touriga Nacional, Syrah, Cabernet Sauvignon and Petit Verdot,nas tintas.

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O Enoturismo é uma Realidade – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

Com alguns quartos disponíveis e uma bela piscina, o enoturismo já é possível no Arrepiado Velho, embora ainda queiram fazer melhor. Nos pequenos almoços e nas refeições encomendadas, são utilizados muitos dos produtos que ali se produzem e outros adquiridos na região, numa oferta das tradições alentejanas.

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As Vinhas – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

Num passeio pela herdade as vinhas estão por todo o lado, entrecortadas aqui e ali pelas oliveiras e algumas azinheiras.

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Laranjeiras – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

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Os Cães – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

Há também laranjeiras tradicionais e, sempre a acompanhar os visitantes, os cães que vão brincando por ali.

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Lareira – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

No jantar que apreciamos, com a lareira a crepitar, que à noite ainda faz frio, tivemos mesa farta.

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Pão Regional – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

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Azeitonas e Azeite – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

O pão regional, delicioso, a fazer companhia às azeitonas e para molhar no azeitinho.

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Tábua de Enchidos e Queijinho Fatiado – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

E uma tábua de enchidos e queijinhos fatiados a que não se resistiu. Entretanto já rolava pelos copos o branco Antão Vaz 2014, que surpreendeu pela frescura, aroma com alguns frutos tropicais sem ser exuberante, bom corpo e acidez muito equilibrada.

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Os Vinhos – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

Logo seguido do Arrepiado Branco 2014,  fresco no nariz, com algum ananás, algo mineral, boa acidez, bastante equilibrado.

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Tomate Recheado – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

Seguiu-se um tomate recheado muito saboroso e guloso, e passou-se a um surpreendente Branco Rieseling, com notas muito frescas de citrinos, ananás, toranja, manga. Na boca é muito elegante e persistente, mantendo a frescura, um vinho muito giro.

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Deliciosos Cogumelos Salteados – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

E foi a vez do Arrepiado Velho Rosé, feito a partir de Touriga Nacional e Syrah, com algum floral no nariz, muito fresco, boca intensa e cheia, notas de frutos vermelhos maduros com muita elegância, que fez boa companhia a uns deliciosos cogumelos salteados, carnudos, bem temperados. O primeiro tinto foi o Brett Edition 2011, com aromas evoluídos, tabaco, couro e algumas especiarias, volumoso na boca, redondo, elegante, persistente, um vinho diferente.

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Borrego Assado com Arroz Malandrinho de Grelos e Chouriço- Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

Que fez companhia a um borrego assado com arroz malandrinho de grelos e chouriço, óptimo. Terminamos com um soberbo Tinto Arrepiado Velho Collection 2011, cheio de classe e de frutos pretos , notas de tabaco, levemente balsâmico no nariz, volumoso na boca, notas de fumo, chocolate, frutos pretos maduros e final muito longo. E já não houve lugar para a sobremesa.

Naquele sossego, o sono foi profundo e longo…

Contactos
Herdade do Arrepiado Velho
Tel: (+351) 256 392 675
Fax: (+351) 256 392 676
E-mail: amantunes@arrepiadovelho.com | mneto@arrepiadovelho.com
Website: www.arrepiadovelho.com

Ruy Leão e a sua casa Shiko

Texto José Silva

É um novo espaço de comida japonesa no Porto, na zona da Batalha, outra das que não pára de “mexer”, com a abertura de novos hotéis e casas de petiscos, bastante concorridas. E a beleza imponente do Teatro Nacional S. João, também ele cheio de actividade cultural.

Pois ali mais à frente, já a caminho do tabuleiro superior de ponte de D. Luís e do funicular dos Guindais, na rua do Sol, abriu recentemente este espaço onde o chefe Ruy Leão prepara e serve a sua comida japonesa, a que deu o nome de “Shiko”.

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Shiko – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

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Além do Sushi e do Sashimi – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

Comida japonesa porque vai muito para além do sushi e do sashimi, apresentando também alguns pratos confeccionados muito interessantes.

Ruy Leão, brasileiro nascido no Recife em 1981, duma família de músicos, já há uns bons pares de anos que veio para Portugal para um restaurante de Guimarães, onde começou a apresentar a sua arte e bom gosto neste tipo de comida, hoje tão em voga por cá. Ainda jovem, no Brasil, dedicou-se primeiro ao desenho e à pintura. Mas como já então adorava sushi, foi tirar um curso e começou depois a fazer cursos em casa para os amigos.

Como o resultado era invariavelmente positivo foi incentivado a fazer disso profissão. Foi então com naturalidade que começou a trabalhar em restaurantes até que contactou o chefe Carlos Faustino que o incentivou a tirar um curso de sushi. Começava a aventura, dedicando-se por completo a esta paixão, de que também fez profissão. Já em Portugal, de Guimarães passou para Matosinhos, com o chefe Pedro Nunes, no restaurante 44, assumindo o comando da zona de sushi do restaurante, onde alcançou grande sucesso.

A viver há algum tempo na rua do Sol, no Porto, com a sua mulher, esta portuguesa, encontraram, umas centenas de metros à frente, na mesma rua, um espaço devoluto.

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Ruy Leão e a sua Mulher – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

E foi então que decidiram dar o salto e terem o seu próprio espaço.

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Decoração Muito Simples mas Muito Apelativa – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

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A Mesa do Chefe – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

Mão à obra, decoração muito simples mas muito apelativa, espaço pequeno mas muito acolhedor, sobre o comprido, mesas para duas pessoas à esquerda, mesas maiores à direita e, ao fundo, a mesa do chefe, para quatro pessoas, onde o Ruy serve menus especiais, de sua criação, sem intervenção do cliente.

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O Balcão à Esquerda – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

À esquerda, o balcão por detrás do qual o Ruy e o seu auxiliar preparam o que há-de vir para as mesas. Nas mesas, é a Alexandra Leão que manda, sempre dum lado para o outro, a espalhar simpatia.

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Peixe no Escaparte – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

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Peixe no Escaparte – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

O balcão inclui um escaparate onde brilha o peixe, quase todo do nosso mar, sempre muito fresco, exposto depois de ter sido muito bem amanhado, e com algumas qualidades menos vulgares: cantaril, bodião, solha, salmonete, carapau, cavala. Ali à mostra, sem truques. E é um prazer apreciar os dois a prepararem as peças bem apresentadas, sejam duas a duas, sejam em composições mais variadas.

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Sushi – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

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Nigiri and Gunkan – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

Sejam as peças de sushi, urumaki, niguiri e gunkan, mas também o sashimi de vários tipos de peixe da nossa costa, muito bem fatiado.

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Sashimi – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

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Tempura – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

A utilização de vários temperos é uma constante, bem como as marinadas, as sementes variadas e mesmo as tempuras, que são reminiscências dos nossos panados.

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De Camarão – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

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De Caranguejo – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

E que podem ser de camarão, de caranguejo ou de peito de frango.

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Pequenas Canoas para Duas Peças – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

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Ou em Pratos de Diversos Tamanhos – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

Para a mesa vêm recipientes muito variados, desde as pequenas canoas para duas peças, até aos mais variados pratos de tamanhos diversos, de louça ou vidro português, que podem vir mesmo em maior quantidade em cima de enorme tábua, de belo efeito.

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Azhar 2012 branco – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

Duma carta de vinhos que prima pela diferença, na última visita provaram-se dois vinhos: o verde branco Azahar de 2012, de Santo Tirso, muito fresco, com bela acidez, notas secas muito agradáveis, óptima companhia para este tipo de comida.

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Mafarrico 2012 tinto – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

Mas também um tinto do Douro – e porque não?! – o Mafarrico, também de 2012, cheio de elegância, delicado embora com bom volume, a deixar boa nota e a fazer boa companhia a muitas das peças que fomos provando.

Antes de saír, marcamos logo nova visita a este “Shiko” tripeiro…

Contactos
SHIKO – Tasca Japonesa
Rua Sol, 238
Porto
Tel: (+351) 223 239 671
Facebook: facebook.com/SHIKOtascajaponesa

Taberna Ó Balcão, a festa brava de aromas e sabores do Chef Rodrigo Castelo

Texto João Pedro de Carvalho

Onde desde os anos 40 tinha sido uma típica taberna, surge em 2013 após as devidas e necessárias remodelações a Taberna Ó Balcão. O seu dono é o Chef Rodrigo Castelo, natural de Santarém, forcado durante mais de uma década no Aposento da Moita com passagem pela Indústria Farmacêutica, mas cuja paixão desde menino era cozinhar. Nasceu assim o seu projeto, uma lufada de ar fresco para a cidade, coroado com o Prémio Revelação do “Tejo Gourmet – 5.º Concurso de Iguarias e Vinhos do Tejo”.

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Entrada – Foto Cedida por Taberna Ó Balcão | Todos os Direitos Reservados

O espaço é bastante acolhedor, ficamos rodeados de memórias de tempos que já não voltam, num ambiente castiço tão próprio das antigas tabernas com mesas de tampo em pedra. Sem muitos lugares disponíveis, é local que se arrisca em tornar de verdadeiro culto, daqueles que nos sabe receber e onde ficamos comodamente sentados à espera que o verdadeiro festival comece. Porque ali é a cozinha do chef Rodrigo que brilha acima de tudo o resto.

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Sala – Foto Cedida por Taberna Ó Balcão | Todos os Direitos Reservados

Uma cozinha de inspiração e grande respeito pelo produto local, invocando o petisco na sua forma mais simples, com um cardápio que tem tanto de vasto como de apetitoso. Rodrigo Castelo explica que é possível recriar pratos de cariz regional tendo sempre em conta o máximo respeito pelo produto e mais ainda pela receita original. E é isso que faz de forma muito bem conseguida, porque quando o produto é de qualidade não inventa e apenas lhe coloca o seu toque especial e pessoal, que na grande maioria dos casos eleva o resultado final para patamares muito altos de satisfação e qualidade.

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O Menu – Foto de João Pedro de Carvalho | Todos os Direitos Reservados

Todo o almoço foi uma autêntica festa brava de aromas e sabores com que o Chef nos brindou, o repasto começou com uns saborosos Croquetes de Rabo de Toiro, carne desfiada e de belo tempero, seguidos de umas Perninhas de Codorniz com Redução de Abafado, tenras e suculentas. Como entrada foi Coelho de Escabeche, um escabeche de dois dias bem desfiado com uma lasca de maçã desidratada a servir de muito bom contraste. Dando entrada nos pratos de Peixe, destaco a Sopa de Peixe do Rio com Ovas, fresca com o peixe em destaque contrabalançado com a frescura das ervas e o ligeiro picante, as ovas dão um pouco mais de corpo ao prato. Ponto alto os Lombos de Fataça com Arroz de Berbigão do Rio, a fataça-do-ribatejo é família da tainha e um bom peixe para fritar, aqui aparecem os seus lombos panados com crosta crocante e interior suculento e saboroso, o Berbigão do Rio menos salgado de calibre mais pequeno mostrou ser de sabor delicado e fez um grande dueto com o peixe. O limpa palato na forma de shot de Tangerina com Pimenta-de-Sichuan cumpriu a sua tarefa para dar entrada no reino da carne.

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Chef Rodrigo Castelo – Foto de João Pedro de Carvalho | Todos os Direitos Reservados

Reconfortante e delicada será como descrevo a Sopa de Ossos, caldo aveludado com sabores certeiros e vincados no palato, grande reinterpretação e mais um grande momento à mesa. De seguida a Lombeta (é um pequeno corte de carne situado entre a mão do novilho e o peito) de Novilho em Redução dos seus Sucos em Mostarda Matizada e Batata-doce, chega servido fatiado muito tenro e bastante saboroso. Por fim um Ensopado de Borrego à Ribatejana, sem caldo nem batata como se faz no Alentejo.

No final a impressão com que se fica é a de uma excelente experiência, comida simples com sabores regionais onde se nota o saudável toque de autor do Chef Rodrigo Castelo. Um espaço que é obrigatório conhecer e a ter em conta, que tem tudo para se tornar num ícone da cidade e de toda a região, com nota alta para o serviço simpático e sempre atento.

Contactos
Taberna Ó Balcão
Rua Pedro Santarém 23
2000-223 SANTARÉM
Tel: (+351) 243 055 883
E-mail: castelo.rodrigo@gmail.com
Facebook: facebook.com/tabernaobalcao