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Wine Magazine
Quinta Vale D. Maria VVV Valleys e muita história

Texto João Barbosa

Ler nomes não portugueses em rótulos de Vinho do Porto é tão banal quanto um português chamar-se Silva ou Santos. Os van Zeller vivem há tantos anos em Portugal que o apelido se tornou tão português quanto o meu.

Contrariamente à maioria das famílias «estrangeiras», os van Zeller não eram comerciantes, mas nobres. O registo mais antigo dos Zeller data de 1215, na Guéldria (Países Baixos). O primeiro de que há registo em Portugal é João van Zeller, cônsul da Prússia em Lisboa e que se casou no Porto, em 1687.

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Quinta Vale D. Maria – Foto Cedida por Quinta Vale D. Maria | Todos os Direitos Reservados

Em 1780 foi fundada a Van Zeller’s & Co para negociar Vinho do Porto, sendo vendida no século XIX. A história dá muitas voltas e as marcas foram oferecidas, em 2006, a Cristiano van Zeller, o chefe.

O factor mais importante, a quinta pertencia à família de Joana van Zeller, tendo um seu trisavô feito registo em 1868, mas a posse é mais antiga – ligada à muito antiga nobreza rural, com vínculos que chegam a ser anteriores à independência de Portugal (século XII). O «modelo» português de uso de apelidos é tão rebuscado, que teria de escrever 20 parágrafos para explicar.

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Joana van Zeller – Foto Cedida por Quinta Vale D. Maria | Todos os Direitos Reservados

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Francisca van Zeller – Foto Cedida por Quinta Vale D. Maria | Todos os Direitos Reservados

Isto vem a propósito porque vinho sem história é uma coisa e com história é outra, muitas gerações de nobres e plebeus que construíram identidades únicas. Como dizem os vinhateiros Rothschild, no negócio do vinho, o mais difícil são os primeiros 150 anos.

São 12 referências, escolho cinco. Os CV (topo-de-gama), os VVV (novidade) e a Francisca. Situada em Sarzedinho, a propriedade chegou aos actuais proprietárias com apenas 19 hectares, dos quais dez com vinha, com 41 castas. Hoje são 45 hectares com Vitis vinífera, virados de Oeste a Este, passando por Sudoeste, Sul e Sueste. A enologia está a cargo de Cristiano van Zeller, Joana Pinhão e Sandra Tavares da Silva.

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Cristiano van Zeller – Foto Cedida por Quinta Vale D. Maria | Todos os Direitos Reservados

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Joana Pinhão – Foto Cedida por Quinta Vale D. Maria | Todos os Direitos Reservados

O CV Branco 2014 fez-se com umas duma só parcela, vinha velha situada a 600 metros de altitude, composta principalmente por rabigato, códega, donzelinho branco, gouveio, samarrinho e viosinho. É uma interessante junção de citrinos, algum anis, farmácia e terra, sendo volumoso e longo na boca.

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CV branco 2014 – Foto Cedida por Quinta Vale D. Maria | Todos os Direitos Reservados

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CV tinto 2014 – Foto Cedida por Quinta Vale D. Maria | Todos os Direitos Reservados

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Quinta Vale D. Maria Vinha da Francisca tinto 2013 – Foto Cedida por Quinta Vale D. Maria | Todos os Direitos Reservados

O CV Tinto 2013 é um lote de 25 castas, onde se destacam donzelinho tinto, rufete, sousão, tinta amarela, tinta francisca, tinta roriz, touriga franca e touriga nacional, de vinhas com mais de 80 anos. É muito complexo de aromas e paladares; desde flores, a frutos do bosque, menta, especiarias, fumo de lenha de azinheira, terra… um paladar repleto de subtilezas, fresco, com «carne», volumoso, denso, elegante – até contraditório nos perfumes e sabores. Majestoso.

Quinta Vale D. Maria Vinha da Francisca Tinto 2013 é o vinho da herdeira, saído da parcela plantada quando fez 18 anos, em 2004. São 4,5 hectares com tinta francisca, sousão, touriga franca, rufete e touriga nacional. Elegante como uma princesa – qualificação já atribuída à «morgada».

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Vale D. Maria VVV branco 2014 – Foto Cedida por Quinta Vale D. Maria | Todos os Direitos Reservados

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Vale D. Maria VVV tinto 2013 – Foto Cedida por Quinta Vale D. Maria | Todos os Direitos Reservados

Os triplo V: Vale do Rio Torto, Vale do Rio Pinhão e Vale do Rio Douro. Os três V, do numeral romano cinco, ilustram as 15 gerações de vinhateiros. O V que sempre identificou os melhores vinhos da família.

O Vale D. Maria VVV Valleys Branco 2014, castas não reveladas, é fresco e guloso, da fruta e da baunilha, na avaliação olfactiva. Longo e fundo na boca.

O Vale D. Maria VVV Valleys Tinto 2013, castas não reveladas, tem a gulodice da fruta vermelha e notas terrosas. É muito «fino», elegante e fundo.

V de vitórias!

Quinta do Gradil, fomos conhecer os novos vinhos e o novo restaurante

Texto João Pedro de Carvalho

Faz relativamente pouco tempo visitei a Quinta do Gradil, no sopé da Serra de Montejunto. Segundo informação retirada do site do produtor, é considerada uma das mais antigas, senão a mais antiga, herdade do concelho do Cadaval, com uma forte tradição vitivinícola que se prolonga desde há séculos. Adquirida, nos finais dos anos 90, pelos netos de António Gomes Vieira, precursor da tradição de vinhos na família desde 1945. Os novos proprietários iniciaram, em 2000, o processo de reconversão de toda a área de vinha primando por castas de maior qualidade. Nos 120 hectares de vinha encontram-se plantadas variadíssimas castas brancas e tintas. Sauvignon Blanc, Arinto, Viosinho, Viognier, Chardonnay, Petit Manseng, Cabernet Sauvignon, Tinta Roriz, Touriga Nacional, Tannat, Petit Verdot, Syrah, são alguns exemplos. Esta rica paisagem de vinha é responsabilidade do Engº. Bento Rogado sendo todas estas uvas vinificadas na adega, coordenada pelo Eng.º Pedro Martins, sob a batuta atenta dos enólogos Vera Moreira e António Ventura.

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O restaurante in quintadogradil.pt

O palacete e capela, em fase muito avançada de degradação aquando da aquisição da Quinta pelos novos proprietários, foram limpos e contam agora com um projecto ambicioso de recuperação. A adega sofreu melhoramentos, estando projectada uma reformulação profunda nos próximos 2 anos, e as cocheiras recuperadas deram lugar a uma sala de tertúlias. Foi no renovado restaurante da Quinta, a cozinha está a cargo do Chefe Daniel Sequeira, que fomos recebidos e onde tivemos oportunidade de provar e harmonizar algumas das novidades com pratos da nova carta. Um momento de boa disposição onde os vinhos mostraram um à vontade muito grande com a mesa e neste caso com as propostas do Chefe.

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Mini Alheira de Caça em cama de grelos – Foto de João Pedro de Carvalho | Todos os Direitos Reservados

O primeiro vinho a ser servido,  o Quinta do Gradil Sauvigon Blanc e Arinto 2014 mostrou-se jovem e com boa frescura, boa ligação entre as castas a juntar o lado mais exótico e vegetal da Sauvignon com os citrinos e a frescura da Arinto. Uma boa combinação que resulta num vinho directo e bastante agradável à mesa com entradas de bom tempero como foi o caso da fotografia acima colocada.

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Quinta do Gradil Sauvigon Blanc e Arinto 2014 in quintadogradil.pt

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Quinta do Gradil Chardonnay 2014 in quintadogradil.pt

Quinta do Gradil Chardonnay 2014 mostra um perfil mais anafado que o anterior com o vinho a mostrar ter mais algumas gorduras que lhe conferem untuosidade e peso. A fruta surge em formato de polpa branca com pêra e melão, tudo envolto em boa frescura, com o suave aconchego da barrica num conjunto bem equilibrado.

Enquanto os varietais mostram o melhor de cada ano, os Reserva são os mais especiais da casa e apenas são criados quando a qualidade alcançada é de patamar superior. Assim sendo saiu este Quinta do Gradil Reserva branco 2013, um lote de Arinto e Chardonnay com passagem por madeira. Um vinho que se mostra bastante mais sério, coeso com boa complexidade, frescura e ligeira untuosidade a envolver toda a fruta, ligeira carga vegetal com ervas de cheiro. Boa amplitude na prova de boca num vinho com boa presença, saboroso e fresco.

No plano dos tintos, foi apenas um o vinho provado e mostrou-se muito bem o Quinta do Gradil Syrah 2013. Guloso e com uma fruta que o torna muito apetecível, o ligeiro toque químico que desponta apenas de início no copo pouco ou nada incomoda, depois é um bazar de coisas boas a passarem à frente do nariz, desde os chocolates, especiarias, fruta com ligeira compota, boa frescura num vinho com harmonia mas que ainda mostra sinais que vai perdurar no tempo.

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Quinta do Gradil Reserva branco 2013 in quintadogradil.pt

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Quinta do Gradil Syrah 2013 in quintadogradil.pt

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Quinta do Gradil Sparkling Wine Chardonnay e Arinto 2013 in quintadogradil.pt

Por último e em jeito de despedida foi provado o Quinta do Gradil Espumante Chardonnay e Arinto 2013, um vinho que agradou pela frescura e elegância da fruta. De bolha fina mostra um bom entendimento entre as duas castas, acidez presente num conjunto com ligeira untuosidade. Bastante agradável e festivo, pronto para umas entradas servidas no terraço.

Contacts
Estrada Nacional 115 Vilar
2550 – 073 Vilar | Cadaval
Portugal
Tel: (+351) 262 770 000
Fax: (+351) 262 777 007
Mobile: (+351) 917 791 974
E-mail: info@quintadogradil.pt
Website: www.quintadogradil.pt

Murganheira – Espumantes de enorme qualidade

Texto Olga Cardoso

As Caves da Murganheira situam-se na região de Távora-Varosa, onde o Douro e a Beira Interior se encontram. Estas terras férteis do Vale de Varosa reúnem excelentes condições climatéricas e geológicas, propícias à elaboração de vinhos de qualidade superior, base dos melhores espumantes portugueses.

Foi fundada há mais de 60 anos e possuí cerca de 30 hectares de vinha própria, mas controla e acompanha mais de 1000 hectares de fornecedores de uva associados.

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Vinhas – Foto Cedida por Murganheira | Todos os Direitos Reservados

O cuidado colocado na vinha é enorme e está nas mãos de profissionais muito experientes, cuja origem do seu conhecimento, estará provavelmente na sabedoria medieval dos Monges de Cister.

Murganheira é uma empresa de base familiar. Foi adquirida por Orlando Lourenço em meados dos anos 80, sendo actualmente comandada pelos seus filhos Miguel e Herlander. A direcção enológica também está nas mãos de um membro da família – da sua nora Marta Lourenço.

Possui uma adega muitíssimo bem equipada, onde rigorosos processos de vinificação são postos em prática, de acordo com técnicas ancestrais permanentemente aperfeiçoadas.

Para além das Caves da Murganheira, a empresa possui também as Caves da Raposeira e a propriedade alentejana Tapada do Chaves.

Os espumantes Murganheira estagiam nas suas caves de granito azul, com um ambiente perfeito para a evolução que garante toda a genuinidade a que a marca habituou os seus consumidores.

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As caves – Foto Cedida por Murganheira | Todos os Direitos Reservados

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As Caves – Foto Cedida por Murganheira | Todos os Direitos Reservados

O “Degorgement à la Volée” ainda aqui tem lugar e é o culminar de todo este processo de elaboração de espumantes de qualidade excepcional.

Com uma fama associada à qualidade, a Murganheira é também um dos produtores nacionais com uma melhor imagem gráfica, a qual se reflete em campanhas publicitárias, packaging original e um bonito espaço para recepção e prova.

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A sala de prova – Foto Cedida por Murganheira | Todos os Direitos Reservados

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A sala de prova – Foto Cedida por Murganheira | Todos os Direitos Reservados

Os seus espumantes encontram-se separados em 3 categorias ou grupos designados por especiais, clássicos e gastronómicos, e possuem, todos eles, uma excelente relação qualidade-preço.

Elegantes e cheios de carácter, os espumantes Murganheira são produzidos a partir das castas, Malvasia Fina, Gouveio Real, Cerceal, Chardonnay, Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz e Pinot Noir.

Falar de todos em particular seria uma tarefa hercúlea e pouco adequada aos ditames cibernáuticos, pelo que elegi apenas os quatro que mais me surpreenderam.

MURGANHEIRA CHARDONNAY BRUTO 2008

Cor dourada intensa e perlage elegante. Aroma com complexidade, refinado, mostrando fruto em geleia, biscoito, flores, num registo de imediata empatia. Na boca mostra-se cremoso, com bom volume, macio e untuoso, muito texturado e com final gordo e muito agradável. Um belo espumante!

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Murganheira Chardonnay Bruto 2008 – Foto Cedida por Murganheira | Todos os Direitos Reservados

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Murganheira Único Bruto 2008 – Foto Cedida por Murganheira | Todos os Direitos Reservados

MURGANHEIRA ÚNICO BRUTO 2008

Elaborado a partir da casta Sauvignon Blanc, este espumante revela-se muito delicado no nariz com a casta um pouco escondida ao início. É na boca que ela se manifesta com os seus sabores mais vegetais. Frutos como o maracujá e o alperce são também evidentes, assim como notas de baunilha. Muito equilibrado e concentrado, este espumante possui uma mousse verdadeiramente cativante.

MURGANHEIRA CZAR CUVÉE ROSÉ BRUTO 2008

Cor salmonada, com um nariz marcado por subtis aromas a frutos vermelhos, acompanhados por notas ligeiramente fumadas e resinosas. A boca é terrivelmente elegante e apaixonante, com uma mousse muito delicada e os toques do Pinot (framboesa e groselha), a surgirem com enorme delicadeza e sofisticação. O Murganheira CZAR é um espumante de qualidade irrepreensível.

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Murganheira Czar Cuvée Rosé Bruto 2008 – Foto Cedida por Murganheira | Todos os Direitos Reservados

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Murganheira Vintage Bruto 2006 – Foto Cedida por Murganheira | Todos os Direitos Reservados

MURGANHEIRA VINTAGE BRUTO 2006

Verdadeiramente notável, revela um nariz marcado pelos frutos vermelhos provenientes do Pinot Noir, acompanhados de aromas cítricos, biscoito e finas especiarias. A boca é colossalmente elegante. Mousse envolvente e acidez perfeita. Tudo muito delicado, com enorme brilho e classe. Um espumante português de classe mundial!

Aconselho vivamente um conhecimento mais profundo da gama Murganheira por todos aqueles que apreciam vinhos espumantes. Os seus gamas de entrada são espumantes com capacidade para proporcionar imenso prazer e os seus topos de gama são espumantes notáveis, plenos de finesse e categoria. Espumantes de qualidade superior.

Para ficar a conhecer melhor o universo Murganheira, veja aqui o vídeo institucional da empresa.

Quinta da Murta – Um lugar para descobrir

Texto Bruno Mendes

A 25 km a nordeste de Lisboa podemos encontrar a Quinta da Murta. É um local remoto e protegido com uma grande diversidade de flora e fauna localizado em Bucelas, por entre colinas calcárias na bacia Lusitânica.

Os seus vinhos são feitos de uma forma natural e maturados na presença de borras finas com “batonnage” e é engarrafado nas instalações da Quinta da Murta.

Aqui podemos encontrar um salão de eventos, uma adega moderna, uma sala de degustação e uma casa rústica com piscina, complementada com o seu incrível deck exterior que proporciona uma fantástica vista do vale e das suas colinas calcárias, e que pode receber até 300 convidados tornando-a um local perfeito para qualquer tipo de eventos, seja ele grande ou pequeno.

A Quinta da Murta é um lugar de grande beleza à sua espera! Confira tudo isso e muito mais no vídeo abaixo.

Vinhos Foz Torto – tortos como os rios e as vides

Texto João Barbosa

Linhas direitas ou linhas tortas? Arquitectura modernista ou barroca? No que respeita a vinho, gosto deles tortos, porque complexos. Acontece nos vinhos Foz Torto, de Abílio Tavares da Silva, cuja enologia é de Sandra Tavares da Silva (não são familiares).

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Abílio Tavares da Silva e Sandra Tavares da Silva – Foto Cedida por Foz Torto | Todos os Direitos Reservados

Abílio Tavares da Silva, em 2004, deixou as suas empresas de informática, sediadas em Lisboa, e instalou-se no Douro. No ano seguinte comprou a Quinta de Foz Torto, junto à aldeia de Pinhão (sub-região de Cima Corgo), com 14 hectares. O Rio Torto é um pequeno curso fluvial, que nasce em Trancoso e desagua a pouco mais de 47,5 quilómetros, na margem esquerda do Douro.

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Quinta de Foz Torto – Foto Cedida por Foz Torto | Todos os Direitos Reservados

É na foz dessa serpente de água onde está a quinta, que desde 2012 se mostra aos enófilos. Naturalmente, o ponto-de-fuga da perspectiva está próximo, mas os sinais são positivos: a vontade de Abílio Tavares da Silva revela o objectivo de alcançar um patamar de grande qualidade, a boa localização da propriedade e a competência de Sandra Tavares da Silva.

Bem, nasceram direitos, os Foz Torto. As mais recentes novidades reveladas são Foz Torto Tinto 2013, Foz Torto Vinhas Velhas Tinto 2013 e Foz Torto Vinhas Velhas Branco 2014. Há um traço identitário e as obrigatórias diferenças, reflexos da vontade e da natureza.

As uvas para o vinho branco vêm doutra propriedade, a montante no Douro, situada em Porrais (Murça), nos limites da delimitação da região. São provenientes de vinhas, com castas misturadas, onde se destacam a códega de larinho e a rabigato.

As uvas brancas foram esmagadas em prensa pneumática. A fermentação realizou-se, durante quatro semanas, em barricas de carvalho francês, onde estagiou por seis meses. É fino, elegante, sedutor, com falsa doçura. Tem força, mas não brutalidade.

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Foz Torto Vinhas Velhas branco 2014 – Foto Cedida por Foz Torto | Todos os Direitos Reservados

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Foz Torto tinto 2013 – Foto Cedida por Foz Torto | Todos os Direitos Reservados

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Foz Torto Vinhas Velhas tinto 2013 – Foto Cedida por Foz Torto | Todos os Direitos Reservados

O Foz Torto Tinto 2013 resulta dum lote de touriga nacional (40%), touriga franca (30%), tinta francisca (10%), tinta roriz (5%), alicante bouschet (5%), sousão (5%) e tinta barroca (5%). A fermentação fez-se em cuba durante oito dias. Depois, o vinho esteve 16 meses em barricas de carvalho, de segundo e terceiros anos, onde fez a fermentação maloláctica e o estágio. É um vinho que enche a boca, com gulodice que não sacia nem enjoa, onde sobressaem aromas e sabores frutados temperados pela madeira.

O Foz Torto Tinto Vinhas Velhas Tinto 2013 está no grupo dos melhores do Douro, onde o termo «vinhas velhas» significa umas boas décadas e o número de castas é de difícil contagem. Aqui, estão mais de 30 variedades. A fermentação demorou oito dias em cuba. O vinho fez a fermentação malolactica e estagiou em barricas de carvalho novo (30%) e antigo (70%).

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Quinta de Foz Torto – Foto Cedida por Foz Torto | Todos os Direitos Reservados

A ficha técnica não diz, mas afirmo-o… reina a touriga franca e não a nacional. É a grande casta tinta do Douro, quiçá portuguesa, que só (ou quase) está bem quando acompanhada por outras. Este tinto tem a terra de xisto e o xisto, a secura da esteva e o perfume da cinza de madeira de azinheira. É volumoso na boca, longo e fundo, persistente. Para agora e para depois de amanhã. É o Douro dentro dum frasco.

Bulls – Um rodízio de grande qualidade em Matosinhos

Texto José Silva

Num espaço que já albergou vários restaurantes ao longo das últimas duas décadas, em Matosinhos, um investidor resolveu criar um restaurante dedicado sobretudo ao tradicional rodízio de origem brasileira e muito popular entre nós. – Bulls.

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Entrada – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

Partindo de instalações onde a pedra de granito tem presença muito forte, decidiu-se manter a beleza dessa pedra e juntar-lhe soalho e tecto em ripas de madeira, de belo efeito. A enorme parede de fundo é branca, com o nome do restaurante.

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Grande parede branca – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

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Balcão – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

Num balcão de boas dimensões repousam alguns dos muitos vinhos duma carta bem preenchida, num trabalho que completa bem a qualidade geral do que ali se serve. Sala ampla, no entanto acolhedora, mesas muito bem postas, com tudo o que é necessário para usufruir uma boa refeição.

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Balcão – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

Onde o rodízio é rei, no entanto a partir de produtos de grande qualidade, a começar pelos tipos de carne que ali são utilizadas. Serviço profissional, da responsabilidade de alguém que há já muitos anos trabalha com este tipo de menus, que aqui é aprimorado.

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Caipirinha – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

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Ovos de codorniz – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

Voltando às bebidas, não poderia faltar a caipirinha, muito bem preparada. Mas mais uma vez a diferença vem das várias aguardentes de cachaça utilizadas, todas de grande qualidade e muito bem expostas.

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Bolas de queijo – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

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Bola de carne – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

Já na mesa, e para fazer companhia à primeira caipirinha, vieram ovos de codorniz, cebola frita, bolinhas de queijo saborosas e fofinhas, bola de carne feita na casa muito boa, bolinhos de bacalhau, rissóis e croquetes, e uma belíssima salada de polvo, muito vem temperada.

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Entradas – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

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Salada de Polvo – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

A escolha natural do que se ia comer recaiu no rodízio, que começou pelas tradicionais coxinhas de frango, linguiça toscana e filé com queijo. E logo vieram para a mesa as batatas fritas muito crocantes, a farofa muito bem feita, o arroz seco soltinho, para ligar com o feijão preto cremoso e a couve mineira bem condimentada.

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Arroz branco – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

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Farofa – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

Estava lançado o mote!

Na cozinha continuavam a ser trabalhadas as várias carnes, afagadas pelo fogo vivo: cupim, costela, maminha, alcatra e picanha, neste caso na versão normal e na versão com alho, ambas deliciosas.

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Carne – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

E lá se iniciou o cortejo destas carnes fantásticas, em longos espetos de ferro, fatiadas na mesa com facas bem afiadas, em fatias muito fininhas. Para quem gosta, um pouco de molho de malagueta a dar vivacidade ao sabor da carne. E é uma e outra vez, e mais outra e outra ainda, até dizermos que chega, estamos satisfeitos.

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Cupim – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

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Maminha – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

Talvez lugar apenas para uns pedaços de abacaxi grelhado que se polvilha com um pouco de canela. Um grande rodízio, num espaço de muito bom gosto. Mas onde a ementa apresenta várias outras soluções, entre peixe e carne, do camarão tigre aos bacalhaus e ao tradicional cabrito assado no forno. A fruta e alguma doçaria feita na casa completam uma excelente refeição, onde as carnes de qualidade brilham muito alto.

Depois, recomenda-se um passeio até à beira mar…

Contactos
Bulls | Restaurante de Rodizio
Rua Brito e Cunha, 515
4450-088, Matosinhos
Tel: (+351) 229 381 184
Email: geral@bulls.pt or reservas@bulls.pt
Website: www.bulls.pt

Esmero e Mimo, os vinhos de Rui Xavier Soares

Texto João Pedro de Carvalho

A produção de vinhos na família de Rui José Xavier Soares, coordenador da Viticultura da Real Companhia Velha onde trabalha desde 1997, remonta ao tempo do seu avô Fernando que foi responsável pela maior parte das vinhas que hoje dão origem aos vinhos criados por Rui Soares. Durante largos anos a quinta apenas produziu para vinho do Porto e para consumo próprio, foi em 2002 que se decidiu iniciar uma nova etapa, a de comercializar vinhos de mesa. A base de todo o processo são as vinhas velhas da família, situadas em Valdigem (Lamego), de onde são produzidos vinhos brancos e tintos com as marcas Esmero e Mimo.

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Vinhas Esmero in facebook.com/Esmero-143943452320952/?fref=ts

Separating the tasting in two moments:

Separando a prova em dois momentos, o dos brancos onde os dois exemplares nascem a partir de vinhas com 30 anos de idade localizadas em terreno de transição de xisto para granito. Os dois brancos apenas passam por inox, ficando o contacto com a madeira reservada para os tintos. Segundo a definição, Mimo é algo delicado, feito com graça, beleza e perfeição. No Mimo branco 2014 predomina o Moscatel Galego, Fernão Pires e Síria, um branco fresco, diferente e divertido com aromas limpos e muito cativantes onde despontam as flores, citrinos maduros, vegetal fresco num conjunto de corpo médio, boa frescura a combinar com a presença da fruta e ligeira secura no fim.

Do cuidado extremo no trabalho, do primor, apuro e requinte, dessa mesma acção de esmerar surge o Esmero branco 2014 onde predomina o Viosinho e Gouveio. Um branco sério, com vigor e onde as notas bem definidas de fruta de polpa branca com algum citrino se misturam com as ligeiras notas de madeira e austeridade mineral de fundo. Acidez muito presente a dominar todo o conjunto com fruta fresca, tisanas, médio corpo com nervo e uma bela estrutura que o suporta.

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Mimo branco 2014 – Foto de João Pedro de Carvalho | Todos os Direitos Reservados

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Esmero tinto 2013 – Foto de João Pedro de Carvalho | Todos os Direitos Reservados

No segundo momento da prova, os dois tintos, ambos com estágio de 18 meses em barrica, são separados e diferenciados não só pela diferença de idade das vinhas mas também pela altura a que estão. Enquanto o Mimo tinto 2012 é elaborado a partir de uma vinha com 30 anos situada a meia encosta, mostrando fruta (bagas, frutos do bosque) muito limpa, fresca e bem saborosa, pimenta, cacau e nota de madeira muito ligeira que aconchega o conjunto.

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Tintos Esmero in facebook.com/Esmero-143943452320952/?fref=ts

Na boca muita frescura e vivacidade de uma fruta muito limpa e de qualidade, puro com presença média com tudo muito equilibrado e saboroso, um tinto que é fácil de se gostar. Por outro lado o topo de gama, o mais sério e aquele que é produzido a partir de uma vinha com mais de 80 anos, mistura de castas a baixa altitude. O Esmero tinto 2013 é dominado pela complexidade, frescura e qualidade de todo o conjunto, cheio de frutos silvestres, cereja, todos muito maduros e cheios de acidez, amplo, com muito caracter, pimenta preta, aconchego da barrica em fundo. Boca a mostrar um perfil encorpado, vigor, persistência, harmonia com a fruta e a barrica em plena harmonia num belíssimo vinho do Douro com anos de vida pela frente.

Herdade da Comporta

Texto Bruno Mendes

Herdade da Comporta, uma propriedade localizada a 1h a sul de Lisboa, na costa Alentejana, entre Alcácer do Sal e Grândola. A paisagem é pincelada por praias, dunas, pinhais e arrozais que proporcionam uma beleza única e muito apetecível ao turismo.

Com 12500 hectares a Herdade da Comporta é um dos maiores produtores agrícolas nacionais. Aqui, pode não só esperar provar vinho de qualidade como também, andar a cavalo, jogar golfe, fazer praia, fazer yoga, observar aves, entre outros. É um mundo de experiências à sua espera. O vídeo abaixo espelha um pouco da magia que poderá encontrar nesta Herdade.

Vinho novo ou vinho velho? Venha Deus ou o Diabo e escolham

Texto João Barbosa

Oiço com grande regularidade o elogio ao vinho com idade. Laudes que compreendo, pois sou dos que o apreciam com anos de vida. No entanto, o que me faz escrever é o ar pedante com que muitos enófilos assumem, dividindo o mundo em duas castas. Reconheço que muitos apreciadores têm agrado com néctares novos e antigos.

A verdade é que os vinhos antigos têm para mostrar o que os novos não conseguem… até porque os outros são bebidos novos. Não é uma injustiça, é a vida. Um dia disseram-me: «os vinhos são como as pessoas, uns evoluem e outros continuam estúpidos».

Um aforismo anedótico que tem o seu «quê» de acertado. Olhando para gente das artes cénicas – porque é mais fácil citar – podemos reparar como Lauren Bacall ou Sean Connery «melhoraram» com a idade.

A beleza arrebatadora desta actriz evoluiu para um charme e uma aura de Rainha. O caso de Sean Connery é mais óbvio. Achava-o um bocado canastrão, sem ser nem bonito nem feio, e hoje é um lorde.

Que podemos dizer de James Dean ou de Mia Zapata? Nunca saberemos, embora existam programas de computador que fazem antevisões. Não quero estar só a elogiar a idade mais avançada, apenas a enumerar situações.

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Vinho in wall.alphacoders.com

Há uma outra situação que é a do homicídio vínico. Abrem-se garrafas de vinho que poderia ganhar com os anos. Se o enófilo conseguir guardar algumas, não existe problema. Mas… mas, e se amanhã não estiver vivo? Ou o síndrome da criança no Natal. Ou a velocidade dos dias e a espécie de ejaculação precoce.

Falando com apreciadores não militantes, reparo que a maioria, a enorme maioria, afirma que gosta de beber o vinho enquanto é novo. Porquê? A maior facilidade é, provavelmente, a principal razão.

Outro motivo será o do gosto por educar. Mas quem me dá o direito de afirmar que alguém não tem o gosto educado? Gostos são gostos, discutem-se, mas têm de se respeitar. Conheço gente, com anos de prazer enófilo, que prefere incondicionalmente o vinho jovem.

George Bernard Shaw sentenciou: «A juventude é uma coisa maravilhosa, que pena ser desperdiçada pelos jovens».

Pelo que escrevi, nota-se que não irei até onde chega a deliciosa arrogância deste grande escritor. Gosto de vinho com idade e com juventude… mas…

Há sempre um mas! O vinho que não é jovem, mas criança –  aproveitando o chamado Verão de São Martinho, em Novembro. Há muitos adágios populares que elogiam os vinhos na infância:

– No São Martinho vai-se à adega e prova-se o vinho.

– Pão com olhos, queijo sem olhos e vinho que salte aos olhos.

– No dia de São Martinho, lume, castanhas e vinho.

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Vinho guardado in standardmarket.com

Estas certezas podem explicar-se pela antiga dificuldade, de antigamente, em guardar o vinho por muitos meses. Em novo estava «óptimo» e em Março ou em Abril, sabe-se lá. Essa realidade pode ter sido transmitida pelo ADN dos portugueses… sei lá!

Além de apreciar a juventude e a antiguidade, mais do que uma garantia acerca do que é correcto ou está errado, prefiro outro aforismo popular:

– Não se vai de smoking para a praia.

Ninguém me tira o «Anjo Azul», dirigido por Josef von Sternberg em 1930, com Marlene Dietrich. Nem as gargalhadas que dei com as «Manobras na Casa Branca», de 1997 e hoje é comédia, de Barry Levinson, com Robert De Niro e Dustin Hoffman.

Quinta do Ameal, qualidade por todo o lado

Texto José Silva

Numa pequena quinta minhota que remonta a 1710, Pedro Araújo, bisneto de Adriano Ramos Pinto, vem desenvolvendo um projecto de produção de vinhos brancos no vale do rio Lima, que se têm vindo a impor como reconhecidamente vinhos de qualidade superior.

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A casa – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

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Vinhas – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

Beneficiando dum terroir  único, numa propriedade que tem margem com o rio Lima, com solos excelentes e uma exposição solar óptima, ali foi desenvolvendo as vinhas predominantemente com a casta rainha da região, o Loureiro. Chegou a ter um pouco de Arinto, que engarrafou em 2005, mas a auto-estrada que liga Ponte de Lima aos Arcos de Valdevez cortou-lhe essa vinha. Tem vindo também a plantar mais algumas vinhas e vai em breve plantar novamente um pouco de Arinto. No total tem 30 hectares de vinha, 12 dos quais em produção biológica.

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Ameal Loureiro – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

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Ameal Escolha – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

O primeiro Ameal Loureiro foi feito em 1999 e em 2000 aparece o Ameal Escolha, que foi o primeiro Loureiro fermentado e estagiado em barrica.

Mais tarde, em 2002, produziu o seu primeiro espumante, que só foi lançado em 2009 e em 2006 produziu outro espumante, que só vai ser lançado em 2016, com 10 anos de estágio.

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O seu primeiro espumante – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

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Ameal Special Harvest – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

E em 2007 surgiu o primeiro Special Harvest, um colheita tardia de que só houve 700 meias garrafas. E que foi produzido novamente em 2010, 2011 e 2012, estando prevista nova produção em 2015.

Fechando um círculo de novidades, em 2011 foi a vez do primeiro Ameal Solo, que é um vinho natural, depois de 10 anos de agricultura biológica. Um tributo aos solos e à vida que neles existe. Foi lançado em 2013 e feito novamente em 2014, que já está no mercado, e que é mais um vinho que esgota rapidamente. Na Quinta do Ameal são produzidas anualmente cerca de 60.000 garrafas de vinho, que são exportados para 15 países, entre os quais a Austrália, e que o Pedro Araújo tem conseguido colocar em restaurantes de renome, entre os quais muitos com estrelas Michelin, fruto dum trabalho complexo que inclui muitas deslocações a vários países, a feiras e festivais. Os vinhos da Quinta do Ameal são brancos com um perfil muito próprio, com fruta mas sem serem demasiado exuberantes, vinhos com complexidade, enigmáticos, com excelente acidez e imensa mineralidade, vinhos cativantes, que nos prendem, que apetecem. Sendo brancos produzidos na região dos vinhos verdes, nem por isso são vinhos apenas para o tempo quente, muito pelo contrário. São vinhos gastronómicos, que se bebem bem no verão, bem frescos, mas que também apetecem no inverno, por exemplo com marisco, com peixe assado no forno e mesmo com uma bacalhoada. E que o Pedro Araújo sabe como ninguém transmitir, fazer chegar aos mercados.

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Quarto – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

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Casa – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

Recentemente, resolveu investir no turismo rural, potenciando a beleza natural da quinta e recuperando várias casas, de vários tamanhos.

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Sala – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

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Casa – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

São suites divididas pelas casas, destacando-se a casa maior, com três suites e uma sala enorme que serve de sala de estar, para pequenos almoços e refeições diversas, assim como para provas de vinhos. Em todas as casas há internet gratuita de grande potência e a curiosidade de haver acesso a muitos canais de rádio de todo o mundo, com escolha de vários tipos de música, para todos os gostos.

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Decor – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

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Quarto – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

As habitações têm pormenores requintados, onde foram utilizados muitos materiais da própria quinta, a partir de árvores que caíram ou tiveram de ser abatidas, e mesmo a partir de portas e portões antigos, que agora têm outro tipo de utilização, de imenso bom gosto.

O conforto está sempre bem presente, por todo o lado. Os pequenos almoços utilizam, sempre que possível, produtos naturais da quinta.

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Vinhas – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

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A Quinta – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

Com uma capacidade para 11 pessoas, podem fazer-se passeios pela propriedade, junto às vinhas ou junto ao rio, e há mesmo um caminho pedonal que liga a quinta a Ponte de Lima, ali a poucos quilómetros de distancia.

Pelo bom tempo a piscina é lugar de grande procura, onde podem ser servidos alguns petiscos e bebidas frescas, entre as quais os vinhos da quinta. E, por encomenda, servem-se refeições completas de vários tipos de comida.

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A piscina – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

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Pedro Araújo – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

Pedro Araújo criou uma unidade hoteleira moderna, ao serviço do enoturismo, em pleno Minho.

Contactos
Quinta do Ameal – SOC. AGR. S.A.
4990 – 707 Refóios do Lima Ponte do Lima
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Telemóvel: (+351) 916 907 016
Tel: (+351) 258 947 172
Fax: (+351) 258 947 172
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