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Quinta da Murta – Um lugar para descobrir

Texto Bruno Mendes

A 25 km a nordeste de Lisboa podemos encontrar a Quinta da Murta. É um local remoto e protegido com uma grande diversidade de flora e fauna localizado em Bucelas, por entre colinas calcárias na bacia Lusitânica.

Os seus vinhos são feitos de uma forma natural e maturados na presença de borras finas com “batonnage” e é engarrafado nas instalações da Quinta da Murta.

Aqui podemos encontrar um salão de eventos, uma adega moderna, uma sala de degustação e uma casa rústica com piscina, complementada com o seu incrível deck exterior que proporciona uma fantástica vista do vale e das suas colinas calcárias, e que pode receber até 300 convidados tornando-a um local perfeito para qualquer tipo de eventos, seja ele grande ou pequeno.

A Quinta da Murta é um lugar de grande beleza à sua espera! Confira tudo isso e muito mais no vídeo abaixo.

Herdade da Comporta

Texto Bruno Mendes

Herdade da Comporta, uma propriedade localizada a 1h a sul de Lisboa, na costa Alentejana, entre Alcácer do Sal e Grândola. A paisagem é pincelada por praias, dunas, pinhais e arrozais que proporcionam uma beleza única e muito apetecível ao turismo.

Com 12500 hectares a Herdade da Comporta é um dos maiores produtores agrícolas nacionais. Aqui, pode não só esperar provar vinho de qualidade como também, andar a cavalo, jogar golfe, fazer praia, fazer yoga, observar aves, entre outros. É um mundo de experiências à sua espera. O vídeo abaixo espelha um pouco da magia que poderá encontrar nesta Herdade.

Vinho novo ou vinho velho? Venha Deus ou o Diabo e escolham

Texto João Barbosa

Oiço com grande regularidade o elogio ao vinho com idade. Laudes que compreendo, pois sou dos que o apreciam com anos de vida. No entanto, o que me faz escrever é o ar pedante com que muitos enófilos assumem, dividindo o mundo em duas castas. Reconheço que muitos apreciadores têm agrado com néctares novos e antigos.

A verdade é que os vinhos antigos têm para mostrar o que os novos não conseguem… até porque os outros são bebidos novos. Não é uma injustiça, é a vida. Um dia disseram-me: «os vinhos são como as pessoas, uns evoluem e outros continuam estúpidos».

Um aforismo anedótico que tem o seu «quê» de acertado. Olhando para gente das artes cénicas – porque é mais fácil citar – podemos reparar como Lauren Bacall ou Sean Connery «melhoraram» com a idade.

A beleza arrebatadora desta actriz evoluiu para um charme e uma aura de Rainha. O caso de Sean Connery é mais óbvio. Achava-o um bocado canastrão, sem ser nem bonito nem feio, e hoje é um lorde.

Que podemos dizer de James Dean ou de Mia Zapata? Nunca saberemos, embora existam programas de computador que fazem antevisões. Não quero estar só a elogiar a idade mais avançada, apenas a enumerar situações.

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Vinho in wall.alphacoders.com

Há uma outra situação que é a do homicídio vínico. Abrem-se garrafas de vinho que poderia ganhar com os anos. Se o enófilo conseguir guardar algumas, não existe problema. Mas… mas, e se amanhã não estiver vivo? Ou o síndrome da criança no Natal. Ou a velocidade dos dias e a espécie de ejaculação precoce.

Falando com apreciadores não militantes, reparo que a maioria, a enorme maioria, afirma que gosta de beber o vinho enquanto é novo. Porquê? A maior facilidade é, provavelmente, a principal razão.

Outro motivo será o do gosto por educar. Mas quem me dá o direito de afirmar que alguém não tem o gosto educado? Gostos são gostos, discutem-se, mas têm de se respeitar. Conheço gente, com anos de prazer enófilo, que prefere incondicionalmente o vinho jovem.

George Bernard Shaw sentenciou: «A juventude é uma coisa maravilhosa, que pena ser desperdiçada pelos jovens».

Pelo que escrevi, nota-se que não irei até onde chega a deliciosa arrogância deste grande escritor. Gosto de vinho com idade e com juventude… mas…

Há sempre um mas! O vinho que não é jovem, mas criança –  aproveitando o chamado Verão de São Martinho, em Novembro. Há muitos adágios populares que elogiam os vinhos na infância:

– No São Martinho vai-se à adega e prova-se o vinho.

– Pão com olhos, queijo sem olhos e vinho que salte aos olhos.

– No dia de São Martinho, lume, castanhas e vinho.

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Vinho guardado in standardmarket.com

Estas certezas podem explicar-se pela antiga dificuldade, de antigamente, em guardar o vinho por muitos meses. Em novo estava «óptimo» e em Março ou em Abril, sabe-se lá. Essa realidade pode ter sido transmitida pelo ADN dos portugueses… sei lá!

Além de apreciar a juventude e a antiguidade, mais do que uma garantia acerca do que é correcto ou está errado, prefiro outro aforismo popular:

– Não se vai de smoking para a praia.

Ninguém me tira o «Anjo Azul», dirigido por Josef von Sternberg em 1930, com Marlene Dietrich. Nem as gargalhadas que dei com as «Manobras na Casa Branca», de 1997 e hoje é comédia, de Barry Levinson, com Robert De Niro e Dustin Hoffman.

Vinhos José de Sousa, prestígio e história

Texto Bruno Mendes

Foi com o sonho de produzir vinho no Alentejo numa propriedade carregada de prestígio e história que a José Maria da Fonseca adquiriu, em 1986, a Casa Agrícola José de Sousa Rosado Fernandes, situada em pleno coração do Alentejo, Reguengos de Monsaraz. Uma casa que, no que toca à produção de vinho, já conheceu a viragem de três séculos, permitindo assim à José Maria da Fonseca produzir vinho utilizando técnicas tradicionais de vinificação.

Para informação mais detalhada em relação aos vinhos José de Sousa pode ler o artigo previamente escrito pelo João Pedro de Carvalho aqui

Se procura saber mais sobre os outros vinhos da José Maria da Fonseca também poderá consultar o artigo estrito pelo João Barbosa aqui.

Na velha adega podemos encontrar as ânforas de barro, onde os vinhos passam parte da fermentação, uma técnica antiga de vinificação herdada dos romanos. A adega moderna está equipada com tecnologia de ponta, onde uma equipa exigente e talentosa dá vida a vinhos de personalidade vibrante, sofisticação e nobreza.

Os vinhos José de Sousa procuram combinar modernidade com o rigor da tradição, reflectindo assim o calor do sol e a luz do Alentejo.

Tudo isto mais pormenorizadamente no vídeo abaixo:

Quinta do Crasto, no coração do Douro

Texto Bruno Mendes

A Quinta do Crasto, situada no coração do Douro, entre a Régua e o Pinhão, é propriedade da família de Leonor e Jorge Roquette há mais de um século. São 70 hectares de vinha de um total de 130, que se elevam desde o rio até 600m de atitude.

Além da produção de Vinhos Douro DOC e Vinhos do Porto, aqui também se produz azeite. A paixão pelo trabalho, não só dos enólogos como também de todos os membros da equipa, juntamente com elevados investimentos em equipamento de ponta permite um conceito que concilia o respeito pela tradição e, simultaneamente, a permanente aprendizagem, aperfeiçoamento e inovação, que projectou a Quinta do Crasto nos mercados nacional e internacional.

A história da Quinta do Crasto é rica e vasta, começando pelas primeiras referências a esta Quinta que remontam a 1615. O nome Crasto deriva do latim Castrum que significa forte Romano.

Tudo isto e muito mais no vídeo abaixo.

Real Companhia Velha – Velhos são os trapos…

Texto João Barbosa

Cumpri e terminei com a palavra terroir. Agora prometo finalizar com um brinde. Tanta coisa acontece 250 anos. Por várias vezes mudou a lei, aumentou a área da região vitivinícola, surgiram e morreram grandes figuras… a Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro há muito que mudou de natureza, é um operador comercial e produtor.

Ganhou a alcunha de Real Companhia Velha e para que dúvidas não restassem ainda comprou a Real Vinícola, empresa cuja designação baralhava. Todavia, uma boa aquisição, que abriu negócios à casa e acrescentou marcas hoje históricas.

Em 1960, Manuel Silva Reis comprou a companhia, que se mantém na família. Pertencem-lhe cinco quintas (Arciprestes, Carvalhas, Casal da Granja, Cidrô e Síbio) que totalizam 540 hectares de vinha. Embora seja uma das maiores empresas portuguesas do sector, a Real Companhia Velha ainda não saiu de casa, produzindo vinhos Douro, Porto, Moscatel do Douro e Regional Duriense.

Sou conservador e de engenhocas gosto pouco. Parar é morrer e uma coisa é a tradição e outra a «invenção» – o que não é antagónico ou contraditório. O Douro está bem e tão bem e seguro que não vejo as experiências como sendo uma ameaça. Eu, conservador que não gosta de engenhocas, rendi-me a essa inovação do colheita tardia feito no Douro!… O primeiro foi em 1912, pela Real Vinícola.

Em Cidrô plantaram-se castas estrangeiras e estuda-se, é uma quinta de ensaios. Um dia foi chamado um técnico para certificar uma vinha nova, plantas compradas em França da casta semillon. Mas deu-lhe o nome de boal. Como boal?! Ali à volta, naquelas aldeias, o povo até lhe chama semilhão…

Por que é que não me indigno? Com o Grandjó Late Harvest ou com as maquinações que se realizam na Quinta de Cidrô? Porque sinto a segurança de quem está para construir e não para fazer só por fazer. Porque os Grandjó Late Harvest são – sou peremptório – os melhores vinhos de colheita tardia feitos em Portugal.

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Grandjó Late Harvest in realcompanhiavelha.pt

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Real Companhia Velha Logo in realcompanhiavelha.pt

Quem conhece os técnicos da Real Companhia Velha sente segurança e respeito pela região. Como se estivesse a viajar numa autoestrada a 400 quilómetros por hora, num Bugatti Veyron conduzido por Niki Lauda.

Este conjunto de artigos acerca da Real Companhia Velha foram pensados para saírem em Setembro, para assinalar o aniversário… 259 anos! Porém, tenho mais vinho do que dias, que gostaria tivessem 48 horas.

Three texts have many words (you can read part 1 here and part 2 here),

Três textos têm muitas palavras (pode ler a parte 1 aqui e a parte 2 aqui), mas tudo começou com uma ideia retorcida de ironia… a disputa pela maior antiguidade da demarcação… Tokaji (Tokay) dos magníficos vinhos com Botrytis cinerea – garantem que aí foram criados pela primeira vez – e o Douro, com o seu Grandjó.

O marquês de Pombal nunca o deve ter tido em mente, nem mesmo no tédio das viagens desde a Panónia até à Lusitânia, onde cogitou acerca de vinho da Galécia. Brindo a esses dois vinhos e também ao homem que não queria ter como inimigo. À saúde e que venham mais 259 anos!

Contactos
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4430-022 Vila Nova de Gaia
Tel: (+351) 22 377 51 00
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Real Companhia Velha – Como o Douro chegou ao Tejo

Texto João Barbosa

Não poderei ser político! Cumpri o prometido… Escrevi «terroir». E porquê? Porque ingleses e franceses andavam novamente às cabeçadas e o vinho do Douro tinha a qualidade que as gargantas insulares exigiam. Sebastião de Carvalho e Melo sabia da qualidade dos vinhos com uma origem específica, por isso demarcou o sítio.

Ainda é preciso recorrer à história e mais uma vez prometo terminar um texto com «terroir». Este conceito é normalmente atribuído a França. Mas isso é uma ilusão, derivada da criação do vocábulo. Ao longo da história sempre se identificaram locais especiais para a produção de vinho. Um dia, alguém lembrou-se de escrever uma lei para que tal ficasse defendido.

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Douro © Blend All About Wine, Lda

Dizem os portugueses que a primeira região demarcada do mundo é a do Douro, através do alvará régio de 10 de Setembro de 1756, redigido por Sebastião de Carvalho e Melo.

Os italianos argumentam que Chianti é que foi a primeira delimitação, datando de 1716. Por seu lado, húngaros e eslovacos contrapõem que foi Tokaji (Tokay), em 1730. Há argumentos para tudo e os portugueses defendem-se com a especificação pormenorizada e colocação de marcos de pedra.

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Chianti Region in wikipédia.com

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Tokaj Region in wikipédia.com

Ainda assim, a ideia deve ter-lhe ocorrido por causa do tempo em que foi embaixador em Viena. O Sacro Império Romano-Germânico foi um Estado sui generis, formado por uma multiplicidade de países, com graus variados de independência e de monarcas. À data da sua extinção, em 1806, era formado por mais de 400! A Toscânia pertencia ao imperador e fazia parte do «Consórcio». A imperatriz era arquiduquesa de Áustria, país integrante do império, e rainha da Hungria, que ficava de fora desse organismo político.

A Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro (Real Companhia Velha) tinha várias funções, desde a instituição, regulamentação, policiamento, exercício de justiça, monopolista da venda… Para defender a região e a autenticidade dos seus vinhos, Sebastião de Carvalho e Melo mandou arrancar vinhas de várias zonas do país.

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Real Companhia Velha logo in realcompanhiavelha.pt

Como tudo o que tem valor é imitado (falsificado), houve cedo a tentação de inventar vinho que não existia. Nas adulterações recorriam a bagas de sabugueiro para tingir o líquido. Assim, o governante decretou que fossem arrancados todos os arbustos que ficassem a menos de cinco léguas (portuguesas) da demarcação.

Curiosamente, existem ainda hoje arbustos a cerca de 33 quilómetros da região – porém, não há vinha. Estavam na fronteira, no limite da legalidade. Quer isto dizer que o vinho do Douro continuou a ser pintado, apesar da proibição. Há pouco tempo escrevi, para a Vida Rural, um artigo sobre Sambucus nigra, planta com inúmeras utilizações, mas que não se dá atenção merecida; os 700 hectares que existem no país representam cerca de 2,2 milhões de euros.

Sebastião de Carvalho e Melo foi um homem do seu tempo. Esclarecido e déspota. Perseguiu e quase exterminou a família dos marqueses de Távora, seus adversários. Citação ilustre acabada de inventar:

– Se serves o Estado e não te serves, não mereces tal estado!

O homem que seria agraciado com o título de conde de Oeiras, em 1759, e marquês de Pombal, em 1769, não deixou de ganhar dinheiro duma forma à época vista com benevolência. Da sua quinta em Oeiras saíram muitas pipas de «vinho do Douro», tal como doutras suas propriedades.

Quando o terroir do Douro tinha características da luz forte do mar próximo de Lisboa, de salinidade e de terra calcária ou barrenta. Terroir…

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Real Companhia Velha, tão velha que há tanto… – Parte 1

Texto João Barbosa

Há empresas que têm tanta história que lhe parecem faltar anos para encaixar tanto que há para saber. É o caso da Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro (Real Companhia Velha), criada em 1756. Muito por causa de quem a instituiu. Antes do vinho, vem a história.

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Real Companhia Velha logo in realcompanhiavelha.pt

Há pessoas à frente do seu tempo e, dentre elas, algumas tornam-se maiores do que o tempo. Este privilégio é concedido aos heróis – há também canalhas, mas não são celebrados. É o caso de Sebastião José de Carvalho e Melo.

Calma! Tem mesmo de ser! Prometo terminar o texto com a palavra terroir. Para já, faz de conta que é Setembro – no terceiro capítulo explico.

Nasceu em Lisboa a 13 de Maio de 1699, no seio duma família da baixa nobreza. Nem sequer é claro se chegava a ser morgado ou se o brasão era, de facto, o da sua família – consta que se extinguira e o nosso homem aproveitou a oportunidade para dar uso ao apelido, que era o mesmo e até trocou as suas armas heráldicas. Porém, assumiu em vida esse título e respectivo escudo de Carvalho. Não tinha direito ao uso de «Dom» antes do nome… nem mesmo quando subiu na hierarquia social se refere tal privilégio.

Em 1723 casou-se com Teresa de Noronha e Bourbon Mendonça e Almada. Deu um salto na escala social… mas teve de raptar a noiva, pois à família da senhora parecia-lhe de muito baixa condição… embora fidalgo.

Peripécias importantes na vida dum homem comum, mas quase indiferentes na dum dos maiores estadistas portugueses e europeus. Sebastião de Carvalho e Melo foi soldado e diplomata.

Sebastião de Carvalho e Melo ascendeu a embaixador em 1738, em Londres. Terá sido por aí que terá começado a conhecer a alta-roda europeia. A 14 de Setembro de 1744 «comprou o bilhete premiado do Euromilhões» – tomou posse como embaixador em Viena.

O prémio traduziu-se no casamento, a 13 de Dezembro de 1745, com a condessa Maria Leonor Ernestina Daun. Através dela chegou à arquiduquesa de Áustria, Maria Teresa, chefe da Casa de Habsburgo, casada com Francisco de Lorena, Imperador do Sacro Império Romano-Germânico.

Maria Teresa de Áustria é uma das grandes figuras do Despotismo Esclarecido e era sobrinha-neta da Rainha de Portugal… Com a morte de Dom João V e a ascensão de Dom José, Sebastião de Carvalho e Melo sobe até onde podia alguém: secretário de Estado, correspondente ao actual cargo de primeiro-ministro.

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Dom João V, pintado por Miguel António do Amaral

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Dom José, pintado por Miguel António do Amaral

Por volta das 9h30 da manhã de 1 de Novembro de 1755 a terra tremeu. Com epicentro Sudoeste do Cabo de São Vicente, um terramoto de grau nove na Escala aberta de Richter (cálculo) devassou o Sul do país e arrasou Lisboa. Como se não bastasse, e além das réplicas, ergueu-se um maremoto, com ondas que talvez tenham chegado aos 20 metros, e um incêndio que durou dias.

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Terramoto de 1755, Lisboa

A Lisboa vieram grandes figuras do iluminismo. Voltaire muito se impressionou com o estado da outrora rica e orgulhosa capital portuguesa, das maiores e imponentes do seu tempo.

O Paço da Ribeira veio abaixo, tal como o novíssimo teatro da ópera, logo ao lado e inaugurado seis meses antes. Decretou o secretário de Estado:

– Enterrai os mortos e cuidai dos vivos!

Sebastião de Carvalho decidiu-se pela modernidade, desde o modo construtivo dos edifícios, à largura das ruas e do seu traçado ortogonal. Mas não se ficou por Lisboa, pois um ano depois fundou uma empresa emblemática e assente num conceito inovador: terroir.

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Herdade do Esporão

Texto Bruno Mendes

Em 1973, José Roquette e Joaquim Bandeira compraram a Herdade do Esporão no Alentejo. Mais tarde, em 2008, o Esporão comprou a Quinta dos Murças, no Douro. O grupo é presidido por José Roquette e dirigido por João Roquette desde 2006. Com 2000 hectares, o objectivo da Esporão é produzir vinhos e azeites portugueses de excelência. É também uma das poucas casas vitivinícolas portuguesas com uma equipa fixa para o ano inteiro e foi a primeira do mundo a formalizar o seu compromisso com o ambiente e a biodiversidade através de acordos internacionais. A missão, marcar a diferença no mundo, mas sem nunca esquecer os valores da empresa – excelência, paixão, responsabilidade, rigor, integridade, tradição e inovação.

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Murganheira – Muito mais do que um Espumante

Texto Bruno Mendes

É no Vale do Varosa (onde as regiões do Douro e Beira se tocam) que crescem as uvas dos vinhos e espumantes da Murganheira. Fundada há mais de 60 anos, a Murganheira tem 30 hectares de vinha e monitoriza mais de 1000. Pegando no conhecimento dos monges de Cister, a Murganheira utiliza no seu processo de vinificação técnicas ancestrais que estão constantemente a ser melhoradas com tecnologia e equipamentos de ponta. Os vinhos e espumantes são depois colocados nas suas singulares caves de granito azul para envelhecimento. O passo seguinte é o remuage, utilizando uma combinação de técnicas tradicionais com actuais, que culminam com uma técnica do método tradicional champanhês que a Murganheira já domina há muitos anos, o dégorgement à la volée. O resultado final é um dos mais emblemáticos, se não o mais emblemático, espumante de Portugal.

Fique atento, iremos publicar brevemente um artigo sobre os espumantes da Murganheira. Para já fique com este vídeo institucional da marca.