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Justino’s – Madeira Wine

Text Bruno Mendes

O vinho Madeira representa uma importante parte da história vínica portuguesa e, uma das muitas estórias que lhe estão associadas remonta 4 de Julho de 1776, quando esteve presente no brinde à independência dos Estados Unidos da América.

As colheitas na Madeira não são fáceis, e, a Justino’s, produtora de vinho Madeira fundada em 1870, procura escolher o momento certo para colher as uvas, seleccionando apenas as que melhor se enquadram no vinho a desenhar. Desde o seco ao doce, é necessário escolher o momento certo para parar a fermentação e, a Justino’s, não se fica pela sua experiência e conhecimento, apostando numa constante melhoria das suas instalações e equipamento, potenciando assim a qualidade da sua produção, complementando os métodos tradicionais com as mais recentes tecnologias deste sector.

Para uma visão mais detalhada, veja o vídeo abaixo.

Até no vinho

Texto João Barbosa

Bom dia, nunca gostei de usar um espaço de escrita de assunto concreto para escrever acerca da profissão – tal como não gosto de poemas de teorização acerca da poesia e do «mundo» dos poetas. Faço-o agora, porque neste caso tem relevância para o leitor.

A razão do tema, que não versa directamente o vinho e a gastronomia, é para alertar ao bom-senso do leitor. Nem tudo o que está nos livros é verdade, tal como nos jornais ou nos blogues.

A internet não matou nem vai matar a imprensa em papel, que está a ser testada pela Lei de Darwin: o mundo não é dos mais fortes nem dos mais inteligentes, mas dos que melhor se adaptam às transformações da natureza. Não vejo nenhum mal em si mesmo, mas a relação entre jornalistas e bloguistas ou críticos de sites na internet não é pacífica: angústias, sentimento de traição, de perda de «privilégio» (perda ou diluição de influência). Do outro lado, angústia, sentimento de menorização, incorrecta procura de conquistar o que não é seu, pois jornalismo e bloguismo não são bem a mesma coisa.

Não vou tentar esmiuçar pontos de vista, apenas que reconheço vantagens em ambas e que são compatíveis. A internet deu voz ao cidadão, que anteriormente só se manifestava por carta ao director da publicação.

O universo todo por explorar, a liberdade da humanidade. Porém, nem sempre a responsabilidade acompanha, como deve sempre, a liberdade. Por isso, na troca de beijinhos entre jornalistas e bloguistas vem a questão da idoneidade, da equidistância, da competência, da natação em mares de perigosa proximidade com interesses privados.

Estou muito à vontade nisto, pois sou simultaneamente jornalistas (26 anos) e bloguista (10 anos) e escritor de vinho (um ano) – sendo este último filho dos anteriores. O que me faz escrever agora foi uma crítica no poderoso The Times acerca dos Açores, particularmente da transportadora aérea SATA. Fiquei feliz porque encontrei o substrato da base do debate e por não ser comida e bebida.

Os bloguistas são, em todo o mundo, frequentemente vistos com desconfiança: quem são? Respondem a quem? Quem os «policia» editorialmente? Que códigos de ética e deontologia seguem?

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Máquina de escrever

É verdade que X% não sabe do que escreve, tem horror a estudar, sabe tudo e, nem que seja involuntariamente, premeia os bens que lhe enviam para comentar… «digo bem, pois assim garanto que me vão continuar a mandar KYXZ para pedir opinião. Tenho do que gosto e grátis e ainda dou sentenças».

Mas também é verdade que o mesmo se passa com X% de jornalistas e críticos (de meios «convencionais»). Em 26 anos de jornalismo conheci críticos de gastronomia, automóveis, cinema… até de tourada. Nem todos sabiam/sabem do que estavam/estão a escrever. Um dia quis confirmar que Fulano era um bluff e todo o seu conhecimento tinha a consistência de claras batidas em castelo. Fiz-lhe duas perguntas muito básicas e às quais não soube responder – perguntas tão elementares que eu, que do assunto percebo quase nada, sabia, como mais gente o sabe e não exerce esse ofício.

Não se tratava de crítico de comida ou de vinho. Como conheço bloguistas de várias temáticas que abastecem o ego através dos seus blogues.

Onde entra o The Times? Não há vencedores absolutos, mas o The Times é um dos mais influentes e credíveis jornais do mundo, como o The New York Times, The Washington Post, Le Monde, The Financial Times, The Wall Street Journal, etc.

Num texto de crítica acerca de viagens, o crítico sentenciou que a SATA (Serviço Açoriano de Transporte Aéreo) é a pior companhia aérea do mundo. Dá-me igual, não tenho nacionalismo no transporte aéreo nem voei alguma vez nesta transportadora.

Perante esta afirmação, devo deduzir que o crítico (jornalista) já voou em todas as companhias aéreas e o faz com regularidade para sustentar a afirmação. Calma! Não é esse «saber absoluto», afirmação peremptória e inequívoca, um dos pontos em que os bloguistas são mais atacados?

Ainda antes de a internet estar generalizada, um jornalista espanhol, do insuspeito El País (Espanha), veio a Portugal fazer uma reportagem pelo país. O senhor descobriu que, em plena década de 90 (século XX), o transporte de tracção animal era muitíssimo comum, tal como viajar a cavalo, de burro ou de mula.

Espanha fica ao lado e milhões de espanhóis conheciam Portugal. O ridículo com que quis achincalhar o país e os portugueses tombou todo sobre ele – creio que perdeu o emprego devido a essa reportagem ao século XIX.

Repito o segundo parágrafo:

– A razão do tema, que não versa directamente o vinho e a gastronomia, é para alertar ao bom-senso do leitor. Nem tudo o que está nos livros é verdade, tal como nos jornais ou nos blogues.

Um dia circulou um vídeo no Facebook que mostrava uma cena curiosa, que deixou muita gente a acreditar ou na dúvida. Um amigo, montador de cinema, resumiu o assuntou genialmente:

– Também vi o dedo do ET acender uma luz.

Cuidado com as imitações e com as certezas. Esperem aí, deixem-se ficar, que já volto a escrever sobre vinho.

Nota final: Embora não tenha sido para ganhar ofertas (felizmente nunca precisei de esmolas ou presentes), escrevi e sentenciei acerca dum tema para o qual não estava preparado: comida, restaurantes. Tomei consciência e deixei-me disso. Todos os textos foram retirados. Escrevo quando a insistência no convite torna falta de educação não aceitar – e tudo preto no branco. Aconteceu/acontece no âmbito do meu blogue, onde assumo que toda a escrita é pessoal e baseada no gosto. Sou crítico amador no blogue e cronista fora dele. Não sou nem quero ser crítico profissional, quero contar estórias.

Cockburn’s Port

Texto Bruno Mendes

Foi em 1815 que os dois irmãos escoseses, já com um negócio de sucesso, Robert e John Cockburn decidiram montar uma filial no Porto, denominada R&J Cockburn’s. A Cockburn’s conseguiu construir uma reputação notável a nível de Porto Vintage e os registos demonstram isso mesmo, no início do século XX lideravam nas casas de leilões de Londres com os preços mais altos.

Como todas as primeiras empresas de vinho do Porto, a Cockburn’s viu o seu nome mudar, neste caso para Cock­burn’s & Co, nome que persiste até hoje. A família cresceu com a inclusão de outras famílias, como os Wau­chopes, os Smithes, os Teages e os Cobbs.

Há 10 anos, em 2006, a Symington adquiriu a Cockburn’s, passando assim a ser novamente propriedade de apenas uma família.

Para uma visão mais detalhada vej o vídeo abaixo.

Casa Ferreirinha – História e Arte

Texto Bruno Mendes

Fundada no século XVIII, por Bernardo Ferreira, a Casa Ferreirinha foi adquirida em 1987 pela Sogrape. Os vinhos produzidos por esta casa, e a casa em si, são sinónimo de história e arte. Uma figura incontornável na história desta empresa é, sem dúvida, Dona Antónia Adelaide Ferreira, que, com o seu espírito empreendedor, refinou a fórmula da empresa e a consolidou.

A Sogrape tem sabido respeitar e preservar todo o património histórico e cultural que a Casa Ferreirinha implica e sempre manteve até aos dias de hoje, porém, permitindo que a empresa se adeque à inovação e à actualidade. A empresa conta com várias gamas de vinho, como o Vinha Grande, Esteva, Papa Figos, Planalto, Callabriga, Reserva Especial, Quinta da Leda, AAF e claro, o lendário Barca Velha.

Para conhecer um pouco melhor a história desta casa, veja o vídeo abaixo.

Morgadio da Calçada – Tradição e história únicas

Texto Bruno Mendes

Situada em Provesende e mandada construir no final do século XVII pelo desembargador Jerónimo da Cunha Pimentel, a casa do Morgadio da Calçada é um dos mais antigos solares deste local. Abriu ao público nos anos 90 e tem desempenhado um papel importante no desenvolvimento da região, sem nunca perder a sua identidade.

Provesende está inserida na região do Douro (classificada como património mundial pela UNESCO) e é uma das seis aldeias classificadas do Vale do Douro. Os vinhos do Morgadio da Calçada contam com a assinatura de Dirk van der Niepoort e nascem do planalto esverdeado que contrasta com a restante região vinhateira do Douro.

Para uma visão mais detalhada veja o vídeo abaixo.

Santa Vitória – Alentejo Wines

Texto Bruno Mendes

Localizada no Baixo Alentejo, a apenas 25 Kms de Beja, perto de uma pequena vila alentejana (Santa Vitória) podemos encontrar a Casa de Santa Vitória, totalmente integrada numa envolvente agrícola e de lazer.

Fundada em 2002, a Casa de Santa Vitória pertence ao Grupo Vila Galé e o seu principal foco é a produção e comercialização de vinhos e azeites alentejanos. Aqui produzem-se vinhos combinando as mais avançadas tecnologias de vinificação com a as técnicas tradicionais.

As vinhas, plantadas na Herdade da Malhada, em Santa Vitória, compreendem 127 ha das mais nobres castas Portuguesas e Francesas que melhor se adaptam ao “terroir” da região, nomeadamente, Touriga Nacional, Trincadeira, Aragonês, Cabernet Sauvignon, Syrah, Merlot, Alfrocheiro, Tinta Caiada, Alicante Bouschet e Baga nas tintas e Verdejo, Sauvignon Blanc, Viozinho, Antão Vaz, Arinto, Chardonnay nas brancas.

Uma vez que a adega é rodeada pelas vinhas as uvas chegam rapidamente, sem sofrer alterações e são processadas logo após a sua chegada.

Para uma visão mais detalhada deste produtor de vinho veja o vídeo abaixo:

Blandy’s – Mais de 200 anos de história

Texto Bruno Mendes

É num dos arquipélagos portugueses, mais concretamente a Maderia, que podemos encontrar a Blandy’s. É uma empresa produtora de vinho Madeira, secular, com mais de 200 anos, e foi fundada por John Blandy que chegou a este arquipélago em 1808.

Aqui utilizam-se as mais modernas técnicas de vinificação, mas sem nunca descurar as velhas e seculares tradições do vinho Madeira.

O vinho é envelhecido em duas fases. No primeiro processo o vinho sofre oxidação num espaço quente onde despontam os bouquets e se transforma o vinho em Vinho Madeira. A segunda fase é mais demorada, dura anos. Os vinhos são armazenados num local mais frio, em barris, onde apuram o seu bouquet.

Para uma visão detalhada da história e vinhos desta empresa veja por favor o vídeo abaixo.

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Sandeman – 226 anos a fazer história

Texto Bruno Mendes

A história da Sandeman Sandeman começou há 226 anos atrás, em 1790, quando Geroge Sandeman pediu um empréstimo de 300£ ao seu pai para começar o seu negócio de vinho do Porto e vinho Sherry em Londres. Fundou o negócio tendo em vista criar uma pequena fortuna para se poder reformar no final do século, mas acabou por criar uma das maiores empresas do mundo do vinho.

A Sandeman foi a primeira empresa de vinho do Porto a colocar marca no barril, em 1805. Todas as pipas eram então marcadas com o nome George Sandeman & Co de modo a assegurar a qualidade. No entanto esta marca só seria registada em 1877, o ano seguinte ao primeiro ao qual se pôde finalmente registar marcas formalmente.

No vídeo abaixo encontrará mais detalhes sobre esta empresa bem como os vinhos comemorativos dos 225 anos de existência.

Herdade de Vale Barqueiros

Texto Bruno Mendes

A poucos quilómetros de Alter do Chão encontramos a Herdade de Vale Barqueiros. Com uma área a rondar os 800 ha foi fundada em 1853 e pertence à família do Comendador Vasco Faria. Neste momento conta com 368 ha de Olival e 122 ha de vinha onde estão maioritariamente plantadas castas portuguesas como Arinto, Fernão Pires e Antão Vaz nas brancas e Aragonês, Trincadeira e Touriga Nacional nas tintas. No entanto também aqui se aposta em castas internacionais como a Alicante Bouschet, a Syrah e a Cabarnet Sauvignon.

Esta herdade alberga ainda 140ha de sobreiros e pinheiro manso, 2 barragens, 3 lagoas, couto de caça associativa, clube de pesca desportiva, dispondo também de adega própria onde o vinh é produzido recorrendo às mais mais modernas tecnologias sem nunca descurar a tradição e os conhecimentos adquiridos durante os mais de 25 anos de produção de vinhos “Vale Barqueiros”. O responsável pela enologia é, desde 2010, Joachim Roque, que procura juntamente com a sua equipa, criar vinhos personalizados com qualidade acima da média e que transmitam o “terroir” desta herdade.

Para saber mais pormenores sobre esta propriedade veja o vídeo abaixo:

Quinta do Vallado

Texto Bruno Mendes

É uma das Quintas mais antigas e famosas do Vale do Douro. Foi propriedade de Dona Antónia Adelaide Ferreira, construída em 1716, e permanece até aos dias de hoje na família. Estamos a falar da Quinta do Vallado, próxima do Peso da Régua, nas margens do Rio Corgo.

Em 1993, numa altura em que a direcção já estava a cargo de Guilherme Álvares Ribeiro e da sua mulher Maria Antónia Ferreira, a empresa decidiu ampliar a sua área de actividade fazendo assim produção, engarrafamento e comercialização com a sua própria marca. Até então e durante 200 anos, a Quinta do Vallado tinha como principal actividade a produção de vinhos do Porto que eram depois comercializados sobe o nome Casa Ferreira, também pertencente à família.

Hoje em dia a Quinta do Vallado conta com 70 hectares de vinha plantada, 20 dos quais com vinhas com mais de 80 anos e, os restantes 50 com vinhas de idades compreendidas entre os 11 e os 18 anos. As castas aqui plantadas mais predominantes são a Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz, Barroca, Tinta Amarela e Sousão nas tintas e a Viosinho, Rabigato, Moscatel, Verdelho (Gouveio) e Arinto nas brancas.

Concluídas em 2009 as novas adega e cave contam com a mais avançada tecnologia e uma arquitectura de qualidade, tornando a Quinta num espaço fantástico e num dos lugares a visitar no vale do Douro (Baixo Corgo).

Mais recentemente, a Quinta do Vallado abriu as portas de uma outra propriedade, situada no Douro Superior (Foz Côa). A Quinta do Orgal (Casa do Rio) com magnificas instalações e vistas sobre o rio – veja aqui do que falamos.

Para uma visão mais detalhada confira o vídeo abaixo e o artigo da Sarah Ahmed sobre esta Quinta aqui.