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Independent Winegrowers’s Association, uma década ao sabor da excelência

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Texto João Pedro de Carvalho

O grupo de amigos, composto por Luís Lourenço (Quinta dos Roques – Dão), Luis Pato (Luis Pato Wines – Bairrada), Pedro Araújo (Quinta do Ameal – Vinhos Verdes), João Pedro Araújo (Casa de Cello – Vinhos Verdes/Dão) and Domingos Alves de Sousa (Alves de Sousa – Douro) decidiu criar um grupo (IWA) com o objectivo de fazer uma promoção conjunta em mercados externos. Todos eles são bons exemplos de produtores de excelência, com carácter vincado e cujos vinhos são fiéis às regiões que representam.

A IWA comemorou no passado dia 10 de Maio o seu 10º Aniversário. A reunião anual teve lugar em Lisboa, tendo sido apresentadas as últimas novidades a lançar para o mercado. Foi um grande privilégio poder provar numa só tarde o que de melhor Portugal (ou parte dele) tem para oferecer.

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White Wine Commemorative Edition of 10 years IWA – Foto de João Pedro de Carvalho | Todos os Direitos Reservados

Uma viagem em formato de prova que começou na região dos Vinhos Verdes, desde a mineralidade vincada dos SanJoanne da Casa de Cello aos perfumes e encantos dos Loureiro da Quinta do Ameal. Descendo um pouco entramos nas terras do Douro com os Alves de Sousa, vinhos terrosos e vincados pelo terroir, como o Quinta da Gaivosa ou o Abandonado, perdidos no tempo como o fabuloso Porto Tawny 20 Anos.

É da região do Dão que nos chegam os Quinta dos Roques que nos acariciam o palato com a seda vermelha do Roques Garrafeira ou com a suculenta frescura da fruta vermelha do Roques Reserva. Ainda no Dão e sem ficar esquecido, o Superior da Quinta da Vegia mostra toda a beleza da região no copo e ao seu lado o Vegia Reserva, mais austero e pronto para as curvas do tempo. A jornada termina na Bairrada, onde Luís Pato nos brinda com uma Baga de referência, proveniente da Vinha Barrosa ou com a delicadeza e os encantos que o branco da Vinha Formal promete revelar com o tempo.

No fim, ao olhar para o trajecto percorrido e para o que foi provado, ficamos com a convicção de que provámos vinhos de grande qualidade que merecem ser conhecidos, capazes de brilhar muito alto em qualquer parte do mundo.

Quinta de Sanjoanne Alvarinho 2013 (Regional Minho)

É uma novidade do produtor, um Alvarinho tenso e mineral, fruta limpa sem fruta tropical em excesso, tenso e com muito boa frescura. Na boca muito sabor na passagem pelo palato, mineral em fundo com sumo de fruta pelo meio, secura limonada em final de boa persistência. Cheio de detalhe e bonito rendilhado, um Alvarinho cuidado e refinado que fará as delícias a acompanhar umas amêijoas ou mexilhões ao natural.

Quinta da Vegia Superior 2007 (DOC Dão)

Um tinto de respeito que andou “esquecido” mas bem guardado pelo produtor. Chegada a hora de o lançar no mercado o vinho é pura elegância e charme, complexidade numa fruta fresca e viva, leve toque de geleia com todo o ambiente característico dos grandes vinhos do Dão.

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Quinta Sanjoanne Alvarinho 2013 | Luis Pato Vinha Formal Branco 2013 – Foto de João Pedro de Carvalho | Todos os Direitos Reservados

Abandonado 2009 (DOC Douro)

De uma vinha abandonada nasceu o Abandonado, um topo de gama da região que conquista pelo seu perfume de violetas, menta e fruta suculenta com toque doce , tabaco, muita frescura e uma estrutura de luxo. Amplo e muito saboroso, cativa pela elegância e por uma passagem no palato rica e cheia de sabores de enorme presença. Final longo e apimentado.

Quinta da Gaivosa Porto 20 Anos Tawny (Vinho do Porto)

O lote tem uma média de idade de vinte anos mas sente-se no imediato que ali moram vinhos muito velhos e de grande qualidade. Complexidade e elegância que nos dão vontade de repetir sempre mais um pouco. O resto são os aromas e sabores clássicos associados a este tipo de vinhos de grande qualidade. Macio na boca, revela um final longo e especiado.

Luís Pato Vinha Formal branco 2013 (Regional Beiras)

Ano após ano afirma-se como uma referência da região e do produtor. Um branco que gosta de envelhecer e que a prova no imediato está plena de energia. Amplo de fruta rechonchuda, flores amarelas, pólen, tudo junto e num plano complexo e delicado. A boca complementa o nariz, sempre naquele travo mais seco e com um final com a fruta amarela bem madura acompanhada de flores.

Luís Pato Vinha Barrosa 2011 (Regional Beiras)

A casta Baga ao mais alto nível. Mais sério e com mais austeridade que o Vinha Pan, o Barrosa consegue no imediato conquistar pela sua complexidade e riqueza aromática. Todo ele é um luxo, pela pureza de aromas e pela forma como o balsâmico e a rama de tomate se junta à fruta escura e suculenta (cereja, mirtilos pretos). Revela ainda um toque de pimenta num conjunto ainda muito novo, mas que dá no imediato uma prova de extraordinária a acompanhar um estufado de javali.

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Luis Pato Vinha Pan 2010 | Luis Pato Vinha Barrosa 2011 | Luis Pato 2009 – Foto de João Pedro de Carvalho | Todos os Direitos Reservados

Quinta do Ameal Clássico 2013 (Vinho Verde)

Um vinho de compêndio daquilo que é um grande Loureiro. Fresco, charmoso e conquistador, o que lhe advém da qualidade e definição dos seus aromas e sabores. Tudo em HD, conquista pela frescura e mineralidade que marca o palato, associados à fruta envolta em calda que faz as delícias na sua prova de boca.

Quinta do Ameal Escolha 2012 (Vinho Verde)

O topo de gama da casa, o mais sério e que menos tem a dizer enquanto novo. Sente-se austeridade no trato, folha de louro ainda verde, fruta limpa e madura, grande estrutura suportada pela madeira por onde passou. Fundo mineral num vinho com muito tempo de vida pela frente.

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Quinta do Ameal Escolha 2004 | Quinta do Ameal Loureiro 2004 – Foto de João Pedro de Carvalho | Todos os Direitos Reservados

Quinta dos Roques Bical 2013 (DOC Dão)

Branco de apenas 1200 garrafas, uma aposta muito especial do produtor, num vinho delicado e muito fresco, aromas de flores, fruta branca, limpeza de aroma com tudo a parecer um perfume de menina. Na boca convence pela acidez e pela presença da fruta delicada em final persistente.

Quinta dos Roques Reserva 2011 (DOC Dão)

Tenho o Roques Reserva 2005 como dos vinhos que mais prazer me tem dado nos últimos tempos. Agora saiu o 2011 e o encanto continua ao mais alto nível, o vinho é suculento, apetecível, com uma fruta vermelha que apetece trincar de tão madura e limpa que está. Amparado por uma madeira muito bem integrada, apresenta um belo corpo num vinho que mostra aquela secura de fundo em conjunto com a frescura, toque de alecrim e pinheiros da região.

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Quinta dos Roques Encruzado 2013 | Quinta dos Roques Malvasia-Fina 2013 | Quinta dos Bical 2013 | Maias 2013 – Foto de João Pedro de Carvalho | Todos os Direitos Reservados

Vinho Branco Edição Comemorativa dos 10 anos IWA (Vinho)

Branco comemorativo no qual foram utilizadas castas brancas, uma por cada produtor. Dessa forma o lote de nome LARBE (Loureiro, Alvarinho, Rabigato, Bical e Encruzado) que deu origem a 1200 garrafas. Vinho delicado, com frescura e boa complexidade, onde se sente uma vontade de crescer em garrafa. Boa mineralidade na boca com presença de frescura e cocktail de fruta.

Contactos
IWA
Av. da Boavista, 1607 – 5º Dto.
4100-132 Porto, PORTUGAL
Tel: (+351) 226 095 877
Website: www.iwa.pt

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