<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Arquivo de Wine history @pt-pt - Blend All About Wine</title>
	<atom:link href="https://blend-allaboutwine.com/tag/wine-history-pt-pt/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://blend-allaboutwine.com/tag/wine-history-pt-pt/</link>
	<description>Wine Magazine</description>
	<lastBuildDate>Tue, 08 Mar 2016 10:29:28 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-PT</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.8.1</generator>
	<item>
		<title>Era o vinho, meu Deus era o vinho</title>
		<link>https://blend-allaboutwine.com/era-o-vinho-meu-deus-era-o-vinho/</link>
					<comments>https://blend-allaboutwine.com/era-o-vinho-meu-deus-era-o-vinho/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[João Barbosa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 07 Mar 2016 11:57:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[João Barbosa @pt-pt]]></category>
		<category><![CDATA[News @pt-pt]]></category>
		<category><![CDATA[Vinho]]></category>
		<category><![CDATA[Vinhos]]></category>
		<category><![CDATA[Wine history @pt-pt]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://blend-allaboutwine.com/it-was-the-wine-my-god-it-was-the-wine-2/</guid>

					<description><![CDATA[<p>Texto <a href="https://blend-allaboutwine.com/pt-pt/joao-barbosa/" target="_blank">João Barbosa</a><br />
O vinho vive em mim, não só por o gostar de o beber, mas por tudo o que lhe está associado. Há mais textos de economia acerca do sector do que (provavelmente) trabalhos históricos, antropológicos ou sociológicos.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://blend-allaboutwine.com/era-o-vinho-meu-deus-era-o-vinho/">Era o vinho, meu Deus era o vinho</a> aparece primeiro em <a href="https://blend-allaboutwine.com">Blend All About Wine</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Texto <a href="https://blend-allaboutwine.com/pt-pt/joao-barbosa/" target="_blank">João Barbosa</a></p>
<p>O vinho vive em mim, não só por o gostar de o beber, mas por tudo o que lhe está associado. Há mais textos de economia acerca do sector do que (provavelmente) trabalhos históricos, antropológicos ou sociológicos.</p>
<p>Há 30 anos havia tabernas em Lisboa… tabernas mesmo tabernas, não sítios bonitos de cenário e comida de pobre para ricos. Muitos petiscos a – agora chamam-lhes tapas, em espanhol é mais giro, provincianismo – serviam para chamar a bebida e alguns eram oferecidos.</p>
<p>Hoje é raffiné (estrangeirismo forçado, provocação por causa do que escrevi acima) servir cascas de batata fritas e cobrar como se fossem batatas de prata. Eram oferecidas e com sal. Outra coisa engraçada – esta é patética, mas ajuda a explica por que o bacalhau era alimento acessível aos pobres – eram as lascas. Sim, nada mais do que o «fiel amigo» seco e com o sal da conserva. Era barato e salgado, entretinha a boca e chamava mais uns copos.</p>
<div id="attachment_19562" style="width: 910px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-19562" class="wp-image-19562 size-full" src="https://blend-allaboutwine.com/wp-content/uploads/2016/03/Blend-All-About-Wine-It-was-the-wine-Lisbon-Tavern.jpg" alt="Blend-All-About-Wine-It was the wine-Lisbon Tavern" width="900" height="400" /><p id="caption-attachment-19562" class="wp-caption-text">Uma taverna em Lisboa in Lisbon in Arquivo Municipal de Lisboa</p></div>
<p>Muitas tabernas eram igualmente carvoarias, onde se misturavam os odores do vinho (mau), da fuligem e da serradura… sim, os alcoólicos das tabernas bebiam até ao «limite», as limalhas de madeiras serviam para facilitar a limpeza… absorventes.</p>
<p>As tabernas, hoje chiquérrimas, eram feias, nojentas, malcheirosas e mal frequentadas. O vinho chegava em barris de madeira, de vários tamanhos, com sarro. Para os nostálgicos e românticos digo:</p>
<p>– Não! Antigamente, os tempos não eram melhores!</p>
<p>O texto ocorreu-me porque fui matar saudades duma canção, de um genial humorista português. Em 1977, o actor Hérman José também se dedicava à música e lançou o disco (45 rotações) «Saca o saca-rolhas». Além da graça, a canção é uma janela para Portugal de há 30 anos.</p>
<section  class="grve-section" >  <div class="grve-row">
		<div class="wpb_column grve-column-1-2">
			</p>
<div id="attachment_19560" style="width: 460px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-19560" class="wp-image-19560 size-full" src="https://blend-allaboutwine.com/wp-content/uploads/2016/03/Blend-All-About-Wine-It-was-the-wine-Herman-José.jpg" alt="Blend-All-About-Wine-It was the wine-Herman José" width="450" height="400" /><p id="caption-attachment-19560" class="wp-caption-text">O disco &#8220;Saca o saca-rolhas&#8221; de Herman José</p></div>
<p>
		</div>
	
		<div class="wpb_column grve-column-1-2">
			</p>
<div id="attachment_19561" style="width: 460px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-19561" class="wp-image-19561 size-full" src="https://blend-allaboutwine.com/wp-content/uploads/2016/03/Blend-All-About-Wine-It-was-the-wine-Laurel.jpg" alt="Blend-All-About-Wine-It was the wine-Laurel" width="450" height="400" /><p id="caption-attachment-19561" class="wp-caption-text">Ramo de loureiro in wikimedia.org</p></div>
<p>
		</div>
	  </div></section>
<p>«Saca o saca-rolhas, abre o garrafão, viver sem vinho não presta». Esta afirmação está (sendo generoso) no limite do politicamente correcto. Os jovens dificilmente a saberão e os não portugueses certamente desconhecem.</p>
<p>Nos versos, além da indicação de consumo de um garrafão (cinco litros), conta-se dos motoqueiros a acelerar, depois de beber álcool, a arriscarem-se a congestão, por mergulharem no mar depois da farra, e (deduz-se) levar um passageiro a mais na moto. As estradas portuguesas eram uma guerra civil, no que respeita a mortes.</p>
<p>É claro que ainda persiste alguma dessa realidade. Porém, não tem a condescendência de outrora e é motivo de crítica unânime. Nesse tempo, o vinho era a base da bebedeira dos portugueses, mais do que cerveja… e os destilados estavam longe das algibeiras.</p>
<p>Este ponto merece um enquadramento histórico. Portugal, em 1974, passou duma economia fechada e controlada e aos poucos foi-se abrindo. Em 1975, as colónias tornaram-se independentes, com implicações financeiras. Na equação têm de se colocar as crises do petróleo, convulsões económicas derivadas de opções políticas, etc.</p>
<p>Se até 1974 o whisky escocês, por exemplo, estava «escondido» e o gin espanhol era tenebroso, as bancarrotas de 1977 e 1983, com intervenções do Fundo Monetário Internacional, tornaram bem visível a fronteira das bebidas alcoólicas.</p>
<p>O dinheiro fresco que brotava das fontes comunitárias, a partir de 1986, ajudou a mudar o paradigma. Alteraram-se os vários padrões de consumo, mas os portugueses continuam a exigir que o vinho seja barato. Nem pensam em quanto o produtor investe, o risco e a quanto vende.</p>
<p>No tempo do saca-rolhas do Hérman, o consumo era muito elevado e o preço muito baixo – algo também possível graças à produção de vinho-a-martelo, uma mistela que «até» podia conter vinho, mas era um composto de inúmeros de produtos que o adulteravam e embarateciam: falsificação de bens alimentares.</p>
<p>Os portugueses aceitam pagar um euro por uma garrafa de água ou 60 cêntimos por uma bica, mas um vinho acima dos cinco euros é um objecto de joalharia. Fiz as contas e o <em><strong>vinho</strong></em> ao valor do café custa 15 euros (0,75 litros).</p>
<p>Mas não posso terminar este olhar para o retrovisor sem um verso popular, com o sarcasmo da falsa ingenuidade: «À porta do Santo António [igreja] está um ramo de loureiro, é uma pouca-vergonha fazer do santo tasqueiro».</p>
<p>As tabernas tinham à porta, à disposição dos clientes, ramos de loureiro. Ao que parece, mascar estas folhas faz desaparecer o hálito a vinho. Bem se vê que os foliões iam aos tombos para casa, mas provavam a inocência, junto das justas recriminações das mulheres, por o hálito não ser a copo.</p>
<p>Uma convenção: eu sei que tu sabes que eu sei que tu sabes que eu sei.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://blend-allaboutwine.com/era-o-vinho-meu-deus-era-o-vinho/">Era o vinho, meu Deus era o vinho</a> aparece primeiro em <a href="https://blend-allaboutwine.com">Blend All About Wine</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://blend-allaboutwine.com/era-o-vinho-meu-deus-era-o-vinho/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
