<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Arquivo de history @pt-pt - Blend All About Wine</title>
	<atom:link href="https://blend-allaboutwine.com/tag/history-pt-pt/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://blend-allaboutwine.com/tag/history-pt-pt/</link>
	<description>Wine Magazine</description>
	<lastBuildDate>Tue, 29 Dec 2015 16:11:38 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-PT</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.8.1</generator>
	<item>
		<title>Real Companhia Velha &#8211; Velhos são os trapos…</title>
		<link>https://blend-allaboutwine.com/real-companhia-velha-velhos-sao-os-trapos/</link>
					<comments>https://blend-allaboutwine.com/real-companhia-velha-velhos-sao-os-trapos/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[João Barbosa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 28 Dec 2015 08:00:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[João Barbosa @pt-pt]]></category>
		<category><![CDATA[News @pt-pt]]></category>
		<category><![CDATA[Outros]]></category>
		<category><![CDATA[Vinho]]></category>
		<category><![CDATA[Vinhos Tranquilo (Vinhos de Mesa)]]></category>
		<category><![CDATA[history @pt-pt]]></category>
		<category><![CDATA[portuguese wine history @pt-pt]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://blend-allaboutwine.com/real-companhia-velha-only-rags-old-2/</guid>

					<description><![CDATA[<p>Texto <a href="https://blend-allaboutwine.com/pt-pt/joao-barbosa/" target="_blank">João Barbosa</a><br />
Cumpri e terminei com a palavra terroir. Agora prometo finalizar com um brinde.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://blend-allaboutwine.com/real-companhia-velha-velhos-sao-os-trapos/">Real Companhia Velha &#8211; Velhos são os trapos…</a> aparece primeiro em <a href="https://blend-allaboutwine.com">Blend All About Wine</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Texto <a href="https://blend-allaboutwine.com/pt-pt/joao-barbosa/" target="_blank">João Barbosa</a></p>
<p>Cumpri e terminei com a palavra terroir. Agora prometo finalizar com um brinde. Tanta coisa acontece 250 anos. Por várias vezes mudou a lei, aumentou a área da região vitivinícola, surgiram e morreram grandes figuras… a Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro há muito que mudou de natureza, é um operador comercial e produtor.</p>
<p><span style="line-height: 1.5;">Ganhou a alcunha de </span><a style="line-height: 1.5;" href="http://realcompanhiavelha.pt/pages/home" target="_blank">Real Companhia Velha</a> e para que dúvidas não restassem ainda comprou a Real Vinícola, empresa cuja designação baralhava. Todavia, uma boa aquisição, que abriu negócios à casa e acrescentou marcas hoje históricas.</p>
<p>Em 1960, Manuel Silva Reis comprou a companhia, que se mantém na família. Pertencem-lhe cinco quintas (Arciprestes, Carvalhas, Casal da Granja, Cidrô e Síbio) que totalizam 540 hectares de vinha. Embora seja uma das maiores empresas portuguesas do sector, a Real Companhia Velha ainda não saiu de casa, produzindo vinhos Douro, Porto, Moscatel do Douro e Regional Duriense.</p>
<p>Sou conservador e de engenhocas gosto pouco. Parar é morrer e uma coisa é a tradição e outra a «invenção» – o que não é antagónico ou contraditório. O Douro está bem e tão bem e seguro que não vejo as experiências como sendo uma ameaça. Eu, conservador que não gosta de engenhocas, rendi-me a essa inovação do colheita tardia feito no Douro!&#8230; O primeiro foi em 1912, pela Real Vinícola.</p>
<p>Em Cidrô plantaram-se castas estrangeiras e estuda-se, é uma quinta de ensaios. Um dia foi chamado um técnico para certificar uma vinha nova, plantas compradas em França da casta semillon. Mas deu-lhe o nome de boal. Como boal?! Ali à volta, naquelas aldeias, o povo até lhe chama semilhão…</p>
<p>Por que é que não me indigno? Com o <strong>Grandjó Late Harvest</strong> ou com as maquinações que se realizam na Quinta de Cidrô? Porque sinto a segurança de quem está para construir e não para fazer só por fazer. Porque os Grandjó Late Harvest são – sou peremptório – os melhores vinhos de colheita tardia feitos em Portugal.</p>
<section  class="grve-section" >  <div class="grve-row">
		<div class="wpb_column grve-column-1-2">
			</p>
<div id="attachment_18937" style="width: 460px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-18937" class="wp-image-18937 size-full" src="https://blend-allaboutwine.com/wp-content/uploads/2015/12/Blend-All-About-Wine-Real-Companhia-Velha-Grandjo.jpg" alt="Blend-All-About-Wine-Real Companhia Velha-Grandjo" width="450" height="400" /><p id="caption-attachment-18937" class="wp-caption-text">Grandjó Late Harvest in realcompanhiavelha.pt</p></div>
<p>
		</div>
	
		<div class="wpb_column grve-column-1-2">
			</p>
<div id="attachment_18938" style="width: 460px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-18938" class="wp-image-18938 size-full" src="https://blend-allaboutwine.com/wp-content/uploads/2015/12/Blend-All-About-Wine-Real-Companhia-Velha-Logo-Smaller.jpg" alt="Blend-All-About-Wine-Real Companhia Velha-Logo-Smaller" width="450" height="400" /><p id="caption-attachment-18938" class="wp-caption-text">Real Companhia Velha Logo in realcompanhiavelha.pt</p></div>
<p>
		</div>
	  </div></section>
<p>Quem conhece os técnicos da <em><strong>Real Companhia Velha</strong></em> sente segurança e respeito pela região. Como se estivesse a viajar numa autoestrada a 400 quilómetros por hora, num Bugatti Veyron conduzido por Niki Lauda.</p>
<p>Este conjunto de artigos acerca da <a href="http://realcompanhiavelha.pt/pages/home" target="_blank">Real Companhia Velha</a> foram pensados para saírem em Setembro, para assinalar o aniversário… 259 anos! Porém, tenho mais vinho do que dias, que gostaria tivessem 48 horas.</p>
<p>Three texts have many words (you can read part 1 <a href="https://blend-allaboutwine.com/real-companhia-velha-as-old-as-they-go-part-1/" target="_blank">here</a> and part 2 <a href="https://blend-allaboutwine.com/real-companhia-velha-how-douro-got-to-tejo/" target="_blank">here</a>),</p>
<p>Três textos têm muitas palavras (pode ler a parte 1 <a href="https://blend-allaboutwine.com/pt-pt/real-companhia-velha-tao-velha-que-ha-tanto-parte-1/" target="_blank">aqui</a> e a parte 2 <a href="https://blend-allaboutwine.com/pt-pt/real-companhia-velha-como-douro-chegou-tejo/" target="_blank">aqui</a>), mas tudo começou com uma ideia retorcida de ironia… a disputa pela maior antiguidade da demarcação… Tokaji (Tokay) dos magníficos vinhos com B<em>otrytis cinerea</em> – garantem que aí foram criados pela primeira vez – e o Douro, com o seu Grandjó.</p>
<p>O marquês de Pombal nunca o deve ter tido em mente, nem mesmo no tédio das viagens desde a Panónia até à Lusitânia, onde cogitou acerca de vinho da Galécia. Brindo a esses dois vinhos e também ao homem que não queria ter como inimigo. À saúde e que venham mais 259 anos!</p>
<p><strong>Contactos</strong><br />
Real Companhia Velha<br />
Rua Azevedo Magalhães 314<br />
4430-022 Vila Nova de Gaia<br />
Tel: (+351) 22 377 51 00<br />
Fax: (+351) 22 377 51 90<br />
E-mail: graca@realcompanhiavelha.pt<br />
Website: <a href="http://realcompanhiavelha.pt/pages/home" target="_blank">realcompanhiavelha.pt</a></p>
<p>O conteúdo <a href="https://blend-allaboutwine.com/real-companhia-velha-velhos-sao-os-trapos/">Real Companhia Velha &#8211; Velhos são os trapos…</a> aparece primeiro em <a href="https://blend-allaboutwine.com">Blend All About Wine</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://blend-allaboutwine.com/real-companhia-velha-velhos-sao-os-trapos/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Real Companhia Velha &#8211; Como o Douro chegou ao Tejo</title>
		<link>https://blend-allaboutwine.com/real-companhia-velha-como-douro-chegou-tejo/</link>
					<comments>https://blend-allaboutwine.com/real-companhia-velha-como-douro-chegou-tejo/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[João Barbosa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 21 Dec 2015 10:40:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[João Barbosa @pt-pt]]></category>
		<category><![CDATA[News @pt-pt]]></category>
		<category><![CDATA[Outros]]></category>
		<category><![CDATA[history @pt-pt]]></category>
		<category><![CDATA[portuguese wine history @pt-pt]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://blend-allaboutwine.com/real-companhia-velha-how-douro-got-to-tejo-2/</guid>

					<description><![CDATA[<p>Texto <a href="https://blend-allaboutwine.com/pt-pt/joao-barbosa/" target="_blank">João Barbosa</a><br />
Não poderei ser político! Cumpri o prometido… Escrevi «terroir». E porquê?</p>
<p>O conteúdo <a href="https://blend-allaboutwine.com/real-companhia-velha-como-douro-chegou-tejo/">Real Companhia Velha &#8211; Como o Douro chegou ao Tejo</a> aparece primeiro em <a href="https://blend-allaboutwine.com">Blend All About Wine</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Texto <a href="https://blend-allaboutwine.com/pt-pt/joao-barbosa/" target="_blank">João Barbosa</a></p>
<p>Não poderei ser político! Cumpri o prometido… Escrevi «terroir». E porquê? Porque ingleses e franceses andavam novamente às cabeçadas e o vinho do Douro tinha a qualidade que as gargantas insulares exigiam. Sebastião de Carvalho e Melo sabia da qualidade dos vinhos com uma origem específica, por isso demarcou o sítio.</p>
<p>Ainda é preciso recorrer à história e mais uma vez prometo terminar um texto com «terroir». Este conceito é normalmente atribuído a França. Mas isso é uma ilusão, derivada da criação do vocábulo. Ao longo da história sempre se identificaram locais especiais para a produção de vinho. Um dia, alguém lembrou-se de escrever uma lei para que tal ficasse defendido.</p>
<div id="attachment_18920" style="width: 910px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-18920" class="wp-image-18920 size-full" src="https://blend-allaboutwine.com/wp-content/uploads/2015/12/Blend-AllAbout-Wine-Real-Comapanhia-Velha-Douro-to-Tejo-Douro.jpg" alt="Blend-AllAbout-Wine-Real Comapanhia Velha-Douro to Tejo-Douro" width="900" height="400" /><p id="caption-attachment-18920" class="wp-caption-text">Douro © Blend All About Wine, Lda</p></div>
<p>Dizem os portugueses que a primeira região demarcada do mundo é a do <strong>Douro</strong>, através do alvará régio de 10 de Setembro de 1756, redigido por Sebastião de Carvalho e Melo.</p>
<p>Os italianos argumentam que <strong>Chianti</strong> é que foi a primeira delimitação, datando de 1716. Por seu lado, húngaros e eslovacos contrapõem que foi <strong>Tokaji</strong> (Tokay), em 1730. Há argumentos para tudo e os portugueses defendem-se com a especificação pormenorizada e colocação de marcos de pedra.</p>
<section  class="grve-section" >  <div class="grve-row">
		<div class="wpb_column grve-column-1-2">
			</p>
<div id="attachment_18921" style="width: 460px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-18921" class="wp-image-18921 size-full" src="https://blend-allaboutwine.com/wp-content/uploads/2015/12/Blend-AllAbout-Wine-Real-Comapanhia-Velha-Douro-to-Tejo-Chianti.jpg" alt="Blend-AllAbout-Wine-Real Comapanhia Velha-Douro to Tejo-Chianti" width="450" height="400" /><p id="caption-attachment-18921" class="wp-caption-text">Chianti Region in wikipédia.com</p></div>
<p>
		</div>
	
		<div class="wpb_column grve-column-1-2">
			</p>
<div id="attachment_18922" style="width: 460px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-18922" class="wp-image-18922 size-full" src="https://blend-allaboutwine.com/wp-content/uploads/2015/12/Blend-AllAbout-Wine-Real-Comapanhia-Velha-Douro-to-Tejo-Tokaj.jpg" alt="Blend-AllAbout-Wine-Real Comapanhia Velha-Douro to Tejo-Tokaj" width="450" height="400" /><p id="caption-attachment-18922" class="wp-caption-text">Tokaj Region in wikipédia.com</p></div>
<p>
		</div>
	  </div></section>
<p>Ainda assim, a ideia deve ter-lhe ocorrido por causa do tempo em que foi embaixador em Viena. O Sacro Império Romano-Germânico foi um Estado sui generis, formado por uma multiplicidade de países, com graus variados de independência e de monarcas. À data da sua extinção, em 1806, era formado por mais de 400! A Toscânia pertencia ao imperador e fazia parte do «Consórcio». A imperatriz era arquiduquesa de Áustria, país integrante do império, e rainha da Hungria, que ficava de fora desse organismo político.</p>
<p>A Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro (<em><strong>Real Companhia Velha</strong></em>) tinha várias funções, desde a instituição, regulamentação, policiamento, exercício de justiça, monopolista da venda&#8230; Para defender a região e a autenticidade dos seus vinhos, Sebastião de Carvalho e Melo mandou arrancar vinhas de várias zonas do país.</p>
<div id="attachment_18865" style="width: 910px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-18865" class="wp-image-18865 size-full" src="https://blend-allaboutwine.com/wp-content/uploads/2015/12/Blend-All-About-Wine-Real-Companhia-Velha-As-old-as-they-go-Logo.jpg" alt="Blend-All-About-Wine-Real Companhia Velha-As-old-as-they-go-Logo" width="900" height="410" /><p id="caption-attachment-18865" class="wp-caption-text">Real Companhia Velha logo in realcompanhiavelha.pt</p></div>
<p>Como tudo o que tem valor é imitado (falsificado), houve cedo a tentação de inventar vinho que não existia. Nas adulterações recorriam a bagas de sabugueiro para tingir o líquido. Assim, o governante decretou que fossem arrancados todos os arbustos que ficassem a menos de cinco léguas (portuguesas) da demarcação.</p>
<p>Curiosamente, existem ainda hoje arbustos a cerca de 33 quilómetros da região – porém, não há vinha. Estavam na fronteira, no limite da legalidade. Quer isto dizer que o vinho do Douro continuou a ser pintado, apesar da proibição. Há pouco tempo escrevi, para a Vida Rural, um artigo sobre <em>S</em><em>ambucus nigra</em>, planta com inúmeras utilizações, mas que não se dá atenção merecida; os 700 hectares que existem no país representam cerca de 2,2 milhões de euros.</p>
<p>Sebastião de Carvalho e Melo foi um homem do seu tempo. Esclarecido e déspota. Perseguiu e quase exterminou a família dos marqueses de Távora, seus adversários. Citação ilustre acabada de inventar:</p>
<p>– Se serves o Estado e não te serves, não mereces tal estado!</p>
<p>O homem que seria agraciado com o título de conde de Oeiras, em 1759, e marquês de Pombal, em 1769, não deixou de ganhar dinheiro duma forma à época vista com benevolência. Da sua quinta em Oeiras saíram muitas pipas de «vinho do Douro», tal como doutras suas propriedades.</p>
<p>Quando o terroir do Douro tinha características da luz forte do mar próximo de Lisboa, de salinidade e de terra calcária ou barrenta. Terroir…</p>
<p><strong>Contactos</strong><br />
Real Companhia Velha<br />
Rua Azevedo Magalhães 314<br />
4430-022 Vila Nova de Gaia<br />
Tel: (+351) 22 377 51 00<br />
Fax: (+351) 22 377 51 90<br />
E-mail: graca@realcompanhiavelha.pt<br />
Website: <a href="http://realcompanhiavelha.pt/pages/home" target="_blank">realcompanhiavelha.pt</a></p>
<p>O conteúdo <a href="https://blend-allaboutwine.com/real-companhia-velha-como-douro-chegou-tejo/">Real Companhia Velha &#8211; Como o Douro chegou ao Tejo</a> aparece primeiro em <a href="https://blend-allaboutwine.com">Blend All About Wine</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://blend-allaboutwine.com/real-companhia-velha-como-douro-chegou-tejo/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Real Companhia Velha, tão velha que há tanto… &#8211; Parte 1</title>
		<link>https://blend-allaboutwine.com/real-companhia-velha-tao-velha-que-ha-tanto-parte-1/</link>
					<comments>https://blend-allaboutwine.com/real-companhia-velha-tao-velha-que-ha-tanto-parte-1/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[João Barbosa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 17 Dec 2015 11:45:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[João Barbosa @pt-pt]]></category>
		<category><![CDATA[News @pt-pt]]></category>
		<category><![CDATA[Outros]]></category>
		<category><![CDATA[history @pt-pt]]></category>
		<category><![CDATA[portuguese wine history @pt-pt]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://blend-allaboutwine.com/?p=18872</guid>

					<description><![CDATA[<p>Text <a href="https://blend-allaboutwine.com/pt-pt/joao-barbosa/" target="_blank">João Barbosa</a><br />
Há empresas que têm tanta história que lhe parecem faltar anos para encaixar tanto que há para saber. É o caso da Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro...</p>
<p>O conteúdo <a href="https://blend-allaboutwine.com/real-companhia-velha-tao-velha-que-ha-tanto-parte-1/">Real Companhia Velha, tão velha que há tanto… &#8211; Parte 1</a> aparece primeiro em <a href="https://blend-allaboutwine.com">Blend All About Wine</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Texto <a href="https://blend-allaboutwine.com/pt-pt/joao-barbosa/" target="_blank">João Barbosa</a></p>
<p>Há empresas que têm tanta história que lhe parecem faltar anos para encaixar tanto que há para saber. É o caso da Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro (<em><strong>Real Companhia Velha</strong></em>), criada em 1756. Muito por causa de quem a instituiu. Antes do vinho, vem a história.</p>
<div id="attachment_18865" style="width: 910px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-18865" class="wp-image-18865 size-full" src="https://blend-allaboutwine.com/wp-content/uploads/2015/12/Blend-All-About-Wine-Real-Companhia-Velha-As-old-as-they-go-Logo.jpg" alt="Blend-All-About-Wine-Real Companhia Velha-As-old-as-they-go-Logo" width="900" height="410" /><p id="caption-attachment-18865" class="wp-caption-text">Real Companhia Velha logo in realcompanhiavelha.pt</p></div>
<p>Há pessoas à frente do seu tempo e, dentre elas, algumas tornam-se maiores do que o tempo. Este privilégio é concedido aos heróis – há também canalhas, mas não são celebrados. É o caso de Sebastião José de Carvalho e Melo.</p>
<p>Calma! Tem mesmo de ser! Prometo terminar o texto com a palavra terroir. Para já, faz de conta que é Setembro – no terceiro capítulo explico.</p>
<p>Nasceu em Lisboa a 13 de Maio de 1699, no seio duma família da baixa nobreza. Nem sequer é claro se chegava a ser morgado ou se o brasão era, de facto, o da sua família – consta que se extinguira e o nosso homem aproveitou a oportunidade para dar uso ao apelido, que era o mesmo e até trocou as suas armas heráldicas. Porém, assumiu em vida esse título e respectivo escudo de Carvalho. Não tinha direito ao uso de «Dom» antes do nome… nem mesmo quando subiu na hierarquia social se refere tal privilégio.</p>
<p>Em 1723 casou-se com Teresa de Noronha e Bourbon Mendonça e Almada. Deu um salto na escala social… mas teve de raptar a noiva, pois à família da senhora parecia-lhe de muito baixa condição… embora fidalgo.</p>
<p>Peripécias importantes na vida dum homem comum, mas quase indiferentes na dum dos maiores estadistas portugueses e europeus. Sebastião de Carvalho e Melo foi soldado e diplomata.</p>
<p>Sebastião de Carvalho e Melo ascendeu a embaixador em 1738, em Londres. Terá sido por aí que terá começado a conhecer a alta-roda europeia. A 14 de Setembro de 1744 «comprou o bilhete premiado do Euromilhões» – tomou posse como embaixador em Viena.</p>
<p>O prémio traduziu-se no casamento, a 13 de Dezembro de 1745, com a condessa Maria Leonor Ernestina Daun. Através dela chegou à arquiduquesa de Áustria, Maria Teresa, chefe da Casa de Habsburgo, casada com Francisco de Lorena, Imperador do Sacro Império Romano-Germânico.</p>
<p>Maria Teresa de Áustria é uma das grandes figuras do Despotismo Esclarecido e era sobrinha-neta da Rainha de Portugal… Com a morte de Dom João V e a ascensão de Dom José, Sebastião de Carvalho e Melo sobe até onde podia alguém: secretário de Estado, correspondente ao actual cargo de primeiro-ministro.</p>
<section  class="grve-section" >  <div class="grve-row">
		<div class="wpb_column grve-column-1-2">
			</p>
<div id="attachment_18869" style="width: 460px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-18869" class="wp-image-18869 size-full" src="https://blend-allaboutwine.com/wp-content/uploads/2015/12/Blend-All-About-Wine-Real-Companhia-Velha-João-V.jpg" alt="Blend-All-About-Wine-Real Companhia Velha-João V" width="450" height="400" /><p id="caption-attachment-18869" class="wp-caption-text">Dom João V, pintado por Miguel António do Amaral</p></div>
<p>
		</div>
	
		<div class="wpb_column grve-column-1-2">
			</p>
<div id="attachment_18867" style="width: 460px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-18867" class="wp-image-18867 size-full" src="https://blend-allaboutwine.com/wp-content/uploads/2015/12/Blend-All-About-Wine-Real-Companhia-Velha-Dom-José.jpg" alt="Blend-All-About-Wine-Real Companhia Velha-Dom José" width="450" height="400" /><p id="caption-attachment-18867" class="wp-caption-text">Dom José, pintado por Miguel António do Amaral</p></div>
<p>
		</div>
	  </div></section>
<p>Por volta das 9h30 da manhã de 1 de Novembro de 1755 a terra tremeu. Com epicentro Sudoeste do Cabo de São Vicente, um terramoto de grau nove na Escala aberta de Richter (cálculo) devassou o Sul do país e arrasou Lisboa. Como se não bastasse, e além das réplicas, ergueu-se um maremoto, com ondas que talvez tenham chegado aos 20 metros, e um incêndio que durou dias.</p>
<div id="attachment_18868" style="width: 910px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-18868" class="wp-image-18868 size-full" src="https://blend-allaboutwine.com/wp-content/uploads/2015/12/Blend-All-About-Wine-Real-Companhia-Velha-Earthquake.jpg" alt="Blend-All-About-Wine-Real Companhia Velha-Earthquake" width="900" height="400" /><p id="caption-attachment-18868" class="wp-caption-text">Terramoto de 1755, Lisboa</p></div>
<p>A Lisboa vieram grandes figuras do iluminismo. Voltaire muito se impressionou com o estado da outrora rica e orgulhosa capital portuguesa, das maiores e imponentes do seu tempo.</p>
<p>O Paço da Ribeira veio abaixo, tal como o novíssimo teatro da ópera, logo ao lado e inaugurado seis meses antes. Decretou o secretário de Estado:</p>
<p>– Enterrai os mortos e cuidai dos vivos!</p>
<p>Sebastião de Carvalho decidiu-se pela modernidade, desde o modo construtivo dos edifícios, à largura das ruas e do seu traçado ortogonal. Mas não se ficou por Lisboa, pois um ano depois fundou uma empresa emblemática e assente num conceito inovador: terroir.</p>
<p><strong>Contactos</strong><br />
Real Companhia Velha<br />
Rua Azevedo Magalhães 314<br />
4430-022 Vila Nova de Gaia<br />
Tel: (+351) 22 377 51 00<br />
Fax: (+351) 22 377 51 90<br />
E-mail: graca@realcompanhiavelha.pt<br />
Website: <a href="http://realcompanhiavelha.pt/pages/home" target="_blank">realcompanhiavelha.pt</a></p>
<p>O conteúdo <a href="https://blend-allaboutwine.com/real-companhia-velha-tao-velha-que-ha-tanto-parte-1/">Real Companhia Velha, tão velha que há tanto… &#8211; Parte 1</a> aparece primeiro em <a href="https://blend-allaboutwine.com">Blend All About Wine</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://blend-allaboutwine.com/real-companhia-velha-tao-velha-que-ha-tanto-parte-1/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
