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	<title>Arquivo de Dessert Wines @pt-pt - Blend All About Wine</title>
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	<description>Wine Magazine</description>
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		<title>Olho no Pé: A coragem de ir onde nunca outro homem foi</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Sarah Ahmed]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Apr 2015 07:00:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Diversos Vinhos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Texto <a title="Sarah Ahmed" href="https://blend-allaboutwine.com/sarah-ahmed/" target="_blank">Sarah Ahmed</a> &#124; Tradução Bruno Ferreira<br />
No meu último artigo sobre o Douro disse "procurai e achareis", porque nenhuma outra região portuguesa pode certamente gabar-se de ter uma tão rica diversidade de terroirs?</p>
<p>O conteúdo <a href="https://blend-allaboutwine.com/olho-no-pe-a-coragem-de-ir-onde-nunca-outro-homem-foi/">Olho no Pé: A coragem de ir onde nunca outro homem foi</a> aparece primeiro em <a href="https://blend-allaboutwine.com">Blend All About Wine</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Texto <a title="Sarah Ahmed" href="https://blend-allaboutwine.com/sarah-ahmed/" target="_blank">Sarah Ahmed</a> | Tradução Bruno Ferreira</p>
<p>No <a href="https://blend-allaboutwine.com/pt-pt/blend-tudo-sobre-vinho-teoria-do-caos-o-simposio-new-douro/" target="_blank">meu último artigo sobre o Douro</a> disse &#8220;procurai e achareis&#8221;, porque nenhuma outra região portuguesa pode certamente gabar-se de ter uma tão rica diversidade de terroirs? Na realidade,  se procurarmos bem podemos até descobrir vinhos doces no <strong>Douro</strong>. É claro que não estou a falar de vinho do Porto. Estou a falar de vinhos de sobremesa influenciados por colheita tardia e por botrytis, isto é, sem ser necessária a adição de aguardente vínica.</p>
<p>A adição de aguardente vínica interrompe o processo de fermentação que transforma os açúcares da uva em álcool, o que explica o porquê de os vinhos fortificados, como o <strong>vinho do Porto</strong> e o  <strong>Moscatel do Douro,</strong> serem doces. Por outro lado, os vinhos doces não fortificados, confiam simplesmente em ter níveis de açúcar altíssimos. Deixem as uvas na vinha por tempo suficiente e, se o tempo estiver seco e ensolarado, o Douro irá presentear-vos com enormes quantidades de açúcar. Então porque é que não vemos mais vinhos doces, não fortificados, no Douro?</p>
<p>A resposta reside no facto de que, um grande énologo de vinhos de sobremesa tem de ser um equilibrista perfeito entre o açúcar e a acidez.</p>
<div id="attachment_8018" style="width: 610px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-8018" class="wp-image-8018 size-full" src="https://blend-allaboutwine.com/wp-content/uploads/2015/04/Blend-All-About-Wine-Olho-No-Pe-Tightrop-Walker.jpg" alt="Blend-All-About-Wine-Olho-No-Pe-Tightrop-Walker" width="600" height="400" srcset="https://blend-allaboutwine.com/wp-content/uploads/2015/04/Blend-All-About-Wine-Olho-No-Pe-Tightrop-Walker.jpg 600w, https://blend-allaboutwine.com/wp-content/uploads/2015/04/Blend-All-About-Wine-Olho-No-Pe-Tightrop-Walker-300x200.jpg 300w" sizes="(max-width: 600px) 100vw, 600px" /><p id="caption-attachment-8018" class="wp-caption-text">Equilibrista in unbornmind.com</p></div>
<p>À medida que os açúcares da uva sobem, a acidez diminui. Se a acidez for muito baixa, o vinho vai ser demasiado doce, ou pior, flácido. Os grandes vinhos de sobremesa precisam tanto de altos níveis de açúcar como de acidez. Não é uma combinação fácil num clima quente e seco.</p>
<p>É por isso que o punhado de vinhos doces do Douro que encontrei advêm de vinhas a grande altitude. E podem ser realmente impressionantes. Por exemplo, o <strong>Rozès Noble Late Harvest 2009</strong>, ao qual o meu painel atribuiu a Medalha de Ouro e o Troféu de Vinho Doce no <a href="http://thewinedetective.co.uk/blog/portugal/decanter-world-wine-awards-portugals-gold-medal-regional-trophy-wines" target="_blank">Decanter World Wine Awards 2011</a>, ou o <strong>Quinta do Portal Late Harvest 2007</strong>, um dos meus <a href="http://thewinedetective.co.uk/uncategorized/drum-roll-my-50-great-portuguese-wines" target="_blank">50 Grandes Vinhos Portugueses 2010</a>.Quanto mais elevadas estiverem as vinhas, mais elevada será a acidez, porque, em altitude, as temperaturas caem drasticamente, especialmente durante a noite. Junte-se a este facto o nevoeiro matinal e a humidade, e estão reunidas as condições perfeitas para a botrytis se firmar. E ao contrário do que seria de se esperar, este fungo dá lugar aos mais mágicos vinhos doces, não só porque concentra a doçura e a acidez, mas também porque dá lugar a uma complexidade melada, muitas vezes floral (camomila ou açafrão). Não é de admirar que também seja apelidada de podridão nobre!</p>
<div id="attachment_8017" style="width: 510px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-8017" class="wp-image-8017 size-full" src="https://blend-allaboutwine.com/wp-content/uploads/2015/04/Blend-All-About-Wine-Olho-No-Pe-Tiago-Sampaio.jpg" alt="Blend-All-About-Wine-Olho-No-Pe-Tiago-Sampaio" width="500" height="375" srcset="https://blend-allaboutwine.com/wp-content/uploads/2015/04/Blend-All-About-Wine-Olho-No-Pe-Tiago-Sampaio.jpg 500w, https://blend-allaboutwine.com/wp-content/uploads/2015/04/Blend-All-About-Wine-Olho-No-Pe-Tiago-Sampaio-300x225.jpg 300w" sizes="(max-width: 500px) 100vw, 500px" /><p id="caption-attachment-8017" class="wp-caption-text">Tiago Sampaio da Olho no Pé no Simplesmente Vinho &#8211; Foto de Sarah Ahmed | Todos os Direitos Reservados</p></div>
<p>A minha última descoberta no que toca a vinhos de sobremesa, são os vinhos produzidos por <strong>Tiago Sampaio</strong> da <strong>Olho no Pé</strong>. Descrevendo-se como &#8220;a one man show&#8221;, o despertar do interesse de Sampaio pelo vinho foi desencadeado pelo seu avô que o apresentou, quando ainda jovem, às vinhas do Douro e ao mundo do vinho. Mas tenho as minhas suspeitas de que o foco na frescura que Sampaio apresenta nos seus vinhos é resultado dos 5 anos que passou no Oregon (onde tirou um doutoramento em Viticultura e Enologia). O que explica os pálidos mas prometedores <strong>Pinot Noirs</strong> que tem no seu portfólio &#8211; a delicada casta da Borgonha beneficia das noites frescas do Oregon. Sampaio fundou a <a href="http://www.foliasdebaco.com/" target="_blank">Olho no Pé</a> quando regressou ao Douro, em 2007, depois da sua estadia nos Estados Unidos. Os vinhos de sobremesa que me mostrou no <a href="http://simplesmentevinho.pt/" target="_blank">Simplesmente Vinho</a>, realizado no início deste ano (finais de Fevereiro), são ambos produto de um field blend de vinhas velhas (com mais de 70 anos) maioritarimente composto por Gouveio, em Alijó e a 600 metros acima do nível médio das águas do mar. Devido à sua altitude, tal como Favaios, o município é tradicionalmente famoso pelo seu delicado e fresco Moscatel do Douro, bem como pelos brancos secos que agora começam a ganhar destaque. Aqui estão as minhas notas relativamente aos deliciosos vinhos doces de Sampaio:</p>
<p><strong>Olho no Pé Colheita Tardia</strong></p>
<p><strong> 2011 (Douro)</strong></p>
<div id="attachment_8015" style="width: 510px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-8015" class="wp-image-8015 size-full" src="https://blend-allaboutwine.com/wp-content/uploads/2015/04/Blend-All-About-Wine-Olho-No-Pe-Colheita-Tardia-2011.jpg" alt="Blend-All-About-Wine-Olho-No-Pe-Colheita-Tardia-2011" width="500" height="375" srcset="https://blend-allaboutwine.com/wp-content/uploads/2015/04/Blend-All-About-Wine-Olho-No-Pe-Colheita-Tardia-2011.jpg 500w, https://blend-allaboutwine.com/wp-content/uploads/2015/04/Blend-All-About-Wine-Olho-No-Pe-Colheita-Tardia-2011-300x225.jpg 300w" sizes="(max-width: 500px) 100vw, 500px" /><p id="caption-attachment-8015" class="wp-caption-text">Olho no Pé Colheita Tardia 2011 &#8211; Foto de Sarah Ahmed | Todos os Direitos Reservados</p></div>
<p>Sampaio tem um toque muito delicado. Uvas escolhidas a dedo, repletas de açúcar (este vinho tem à volta de 200 g/l de açúcar residual), são colhidas em vindimas sucessivas e altamente selectivas. Foi fermentado de forma natural e muito lentamente. À medida que o sumo da uva se transformava, lentamente, em vinho, foram surgindo aromas e sabores complexos &#8211; açafrão, gengibre cristalizado, camomila e peras cozidas. Textura aveludada, muito fresco e puro, o vinho foi envelhecido em borras finas, em barricas de carvalho já usadas, o que permite que a fruta se mostre. Super-agradável com uma qualidade sedutora e não-trabalhada. 11%</p>
<p><strong>Olho no Pé</strong> <strong>2011 (Vinho, Portugal)</strong></p>
<p>Se exagerar, será apenas um pouco (no que diz respeito ao Douro), mas reconheço que este <em>cuvée </em>que<em> </em>ainda não tem nome, ousa ir nenhum foi antes. É o produto das mais concentradas uvas atacadas por Botrytis, de 2011 (que é o mesmo que dizer todas as colheitas em que Sampaio já trabalhou). Apenas dois barris foram feitos, que, com o dobro da quantidade de açúcar residual (400 g/l) levaram muito, muito mais tempo para fermentar &#8211; dois anos! Com apenas 7% de teor alcoólico está abaixo do nível mínimo para a DOC Douro ou para a classificação VR Duriense. Ainda assim revela a mesma assinatura a açafrão de botrytis que o vinho Colheita Tardia &#8211; toque adorável e pureza. Um palato acetinado que revela açúcar caramelizado, algodão doce e uma maçã mais fresca, focada, brilhante e apertada junto do núcleo, conferindo-lhe um traço bem-vindo que equilibra a amargura e a acidez. Saboroso mas fresco, concentrado mas com leveza, esta doce sensação de uvas perdura muito tempo na boca e na memória. Uma experiência!</p>
<p><strong>Contactos</strong><br />
Tiago Sampaio<br />
Rua António Cândido, 7<br />
5070-029 Alijó, Portugal<br />
Mobile: (+351) 960 487 850<br />
E-mail: info@foliasdebaco.com<br />
Website: <a href="http://www.foliasdebaco.com/" target="_blank">www.foliasdebaco.com</a></p>
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