<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Arquivo de Art &amp; Wine @pt-pt - Blend All About Wine</title>
	<atom:link href="https://blend-allaboutwine.com/tag/art-wine-pt-pt/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://blend-allaboutwine.com/tag/art-wine-pt-pt/</link>
	<description>Wine Magazine</description>
	<lastBuildDate>Thu, 18 Feb 2016 11:14:14 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-PT</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.8.1</generator>
	<item>
		<title>Natureza-morta ou Ainda-vivo</title>
		<link>https://blend-allaboutwine.com/natureza-morta-ainda-vivo/</link>
					<comments>https://blend-allaboutwine.com/natureza-morta-ainda-vivo/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[João Barbosa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Feb 2016 11:47:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[João Barbosa @pt-pt]]></category>
		<category><![CDATA[News @pt-pt]]></category>
		<category><![CDATA[Vinho]]></category>
		<category><![CDATA[Art & Wine @pt-pt]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://blend-allaboutwine.com/dead-nature-or-still-life-2/</guid>

					<description><![CDATA[<p>Texto <a href="https://blend-allaboutwine.com/pt-pt/joao-barbosa/" target="_blank">João Barbosa</a><br />
O título pode parecer estranho para alguns leitores, mas são dois conceitos bem definidos, sedimentados e antigos da pintura.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://blend-allaboutwine.com/natureza-morta-ainda-vivo/">Natureza-morta ou Ainda-vivo</a> aparece primeiro em <a href="https://blend-allaboutwine.com">Blend All About Wine</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Texto <a href="https://blend-allaboutwine.com/pt-pt/joao-barbosa/" target="_blank">João Barbosa</a></p>
<p>O título pode parecer estranho para alguns leitores, mas são dois conceitos bem definidos, sedimentados e antigos da pintura. Nas línguas latinas o termo usado é natureza-morta, enquanto em inglês e alemão é ainda-vivo (still life – stilleben), e aplica-se a obras onde se apresentam alimentos, elementos naturais e, por vezes, animais. Contudo, outros objectos podem ser acrescentados.</p>
<p>Um outro conceito é a vanitas, muitas vezes ligado às naturezas-mortas, e aborda a insignificância ou perenidade da vida, do que de nós resta após a morte, a vaidade (vanitas) derrotada…</p>
<p>Ontem, após o jantar, descansava com um copo de vinho e olhava para uma <em><strong>natureza-morta</strong></em> do meu pai (Manuel Jorge – 1924 a 2015), de que não tenho fotografia, e mergulhei em Paul Cézanne – que tanto apreciava. Com o passamento do meu pai próximo (Fevereiro do ano passado) ocorreram-me as vanitas – que saiba não criou nenhuma – e a razão de existirem enquanto motivo artístico.</p>
<p>A vanitas é mais óbvia. Já as naturezas-mortas me parecem mais complexas, não podendo deixar de notar as duas formas de as nomear: morta ou ainda viva. Os alimentos que nos mantém vivos, o vinho que nos dá brilho e a sensação de algo que ficou por fazer – levantar a mesa, terminar de descascar a peça de fruto, terminar o copo de vinho, objectos tombados por alguma pressa súbita.</p>
<p>Note-se que os alimentos surgem frescos e apetitosos, não apresentando sinais de degradação. Se, colhidos e caçados ou pescados, estarão mortos. A frescura, transmita pelos brilhos, desmente a morte. Portanto, a verdade estará entre os dois conceitos, o latino e o germânico.</p>
<p>Estas obras são uma janela para os prazeres da mesa de outrora e do autor. Note-se, que durante séculos, passou-se muita fome, que alimentou revoltas, doenças, morte precoce ou esperança de vida que nos espantará – milénios em que chegar aos 40 anos eram um feito, em que a taxa de mortalidade à nascença e na infância era imensa.</p>
<p>Por isso, estas obras reflectem o prazer deslumbrante da comida e da festa, mas também da solidão e melancolia. Olhando com atenção pode entender-se que a gula de outrora não é muito diferente da actual.</p>
<p>O açúcar, produto tão acessível, era para os ricos. Para se ter um exemplo, numa escavação arqueológica dum enterramento podem distinguir-se facilmente os ricos dos pobres. Uns têm cáries, porque podiam pagar o doce, e outros os molares mais gastos, por comerem pão de farinhas piores, com mais resíduos da pedra da mó.</p>
<div id="attachment_19446" style="width: 910px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-19446" class="wp-image-19446 size-full" src="https://blend-allaboutwine.com/wp-content/uploads/2016/02/Blend-All-About-Wine-Still-Life-Paul-Josefa-Óbidos.jpg" alt="Blend-All-About-Wine-Still-Life-Paul-Josefa Óbidos" width="900" height="400" /><p id="caption-attachment-19446" class="wp-caption-text">Josefa de Óbidos pintou várias naturezas-mortas com bolos</p></div>
<p>Por isso, o doce surge abundantemente como fruta. Uvas, limões e laranjas são, provavelmente, as mais citadas… talvez ainda a romã. Contudo, a pastelaria foi igualmente pintada.</p>
<p>Josefa de Óbidos pintou várias naturezas-mortas com bolos. Lubin Baugin «retratou» um despojado quadro, com garrafa e copo de vinho e rolos de bolacha, conhecidos como língua-da-sogra. O pão foi imensamente mostrado, ou não fosse a base alimentar dos séculos passados no Ocidente.</p>
<section  class="grve-section" >  <div class="grve-row">
		<div class="wpb_column grve-column-1-2">
			</p>
<div id="attachment_19445" style="width: 460px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-19445" class="wp-image-19445 size-full" src="https://blend-allaboutwine.com/wp-content/uploads/2016/02/Blend-All-About-Wine-Still-Life-Paul-Lubin-Baugin.jpg" alt="Blend-All-About-Wine-Still-Life-Paul-Lubin Baugin" width="450" height="400" /><p id="caption-attachment-19445" class="wp-caption-text">Lubin Baugin «retratou» um despojado quadro, com garrafa e copo de vinho e rolos de bolacha</p></div>
<p>
		</div>
	
		<div class="wpb_column grve-column-1-2">
			</p>
<div id="attachment_19444" style="width: 460px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-19444" class="wp-image-19444 size-full" src="https://blend-allaboutwine.com/wp-content/uploads/2016/02/Blend-All-About-Wine-Still-Life-Paul-Cezáne.jpg" alt="Blend-All-About-Wine-Still-Life-Paul-Cezáne" width="450" height="400" /><p id="caption-attachment-19444" class="wp-caption-text">Paul Cézanne retratou cebolas</p></div>
<p>
		</div>
	  </div></section>
<p>Nos prazeres encontram-se ostras, lagosta, sapateira, peixes, carnes… e vinho! Porém, há uma natureza-morta «deliciosa», de Juan Sánchez Cotán, de couve, abóbora, pepino e marmelo (?)… devia estar de dieta. Paul Cézanne retratou cebolas. O mestre Abel Manta escolheu um safio luzidio que, só de ver, transmite a sensação olfactiva da trimetazidina – o nitrato responsável pelos cheiros dos pescados e que me revolve as entranhas e faz vomitar… deixe-vos sem mais intimidades. Mas o bicho é lindo!</p>
<p>Como não podia deixar de ser, o vinho corre abundantemente, indicando o deleite que ainda hoje nos sacia a alma. Note-se que o vinho era uma fonte acessível de calorias, que os pobres podiam beber – tantas vezes alimentou os camponeses e operários portugueses e até há bem pouco tempo.</p>
<p>No entanto, o vinho mostrado não era para a garganta do trabalhador braçal. Apresenta-se acompanhado por uma garrafa (luxo) e em copos finos, do caro cristal, certamente – até o vidro era caro. Outras vezes, os cálices são de metal trabalhado. Faço uma nota, a cerveja foi também muito escolhida.</p>
<p>Se hoje os consumidores preferem os tintos (confesso que não consegui dados actualizados), o vinho branco foi, aparentemente, na pouco fiável memória, mais escolhido pelos pintores. Há muitos claretes, tão distante dos retintos que hoje agradam a tantas pessoas.</p>
<p>Disse bastarem as intimidades, mas esta tem fundamento. O meu pai era apreciador de vinho. No entanto, as duas naturezas-mortas, que tenho dele, têm flores, fruta, pão e… água!</p>
<p>O conteúdo <a href="https://blend-allaboutwine.com/natureza-morta-ainda-vivo/">Natureza-morta ou Ainda-vivo</a> aparece primeiro em <a href="https://blend-allaboutwine.com">Blend All About Wine</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://blend-allaboutwine.com/natureza-morta-ainda-vivo/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>2</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
