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Murganheira – Espumantes de enorme qualidade

Texto Olga Cardoso

As Caves da Murganheira situam-se na região de Távora-Varosa, onde o Douro e a Beira Interior se encontram. Estas terras férteis do Vale de Varosa reúnem excelentes condições climatéricas e geológicas, propícias à elaboração de vinhos de qualidade superior, base dos melhores espumantes portugueses.

Foi fundada há mais de 60 anos e possuí cerca de 30 hectares de vinha própria, mas controla e acompanha mais de 1000 hectares de fornecedores de uva associados.

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Vinhas – Foto Cedida por Murganheira | Todos os Direitos Reservados

O cuidado colocado na vinha é enorme e está nas mãos de profissionais muito experientes, cuja origem do seu conhecimento, estará provavelmente na sabedoria medieval dos Monges de Cister.

Murganheira é uma empresa de base familiar. Foi adquirida por Orlando Lourenço em meados dos anos 80, sendo actualmente comandada pelos seus filhos Miguel e Herlander. A direcção enológica também está nas mãos de um membro da família – da sua nora Marta Lourenço.

Possui uma adega muitíssimo bem equipada, onde rigorosos processos de vinificação são postos em prática, de acordo com técnicas ancestrais permanentemente aperfeiçoadas.

Para além das Caves da Murganheira, a empresa possui também as Caves da Raposeira e a propriedade alentejana Tapada do Chaves.

Os espumantes Murganheira estagiam nas suas caves de granito azul, com um ambiente perfeito para a evolução que garante toda a genuinidade a que a marca habituou os seus consumidores.

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As caves – Foto Cedida por Murganheira | Todos os Direitos Reservados

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As Caves – Foto Cedida por Murganheira | Todos os Direitos Reservados

O “Degorgement à la Volée” ainda aqui tem lugar e é o culminar de todo este processo de elaboração de espumantes de qualidade excepcional.

Com uma fama associada à qualidade, a Murganheira é também um dos produtores nacionais com uma melhor imagem gráfica, a qual se reflete em campanhas publicitárias, packaging original e um bonito espaço para recepção e prova.

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A sala de prova – Foto Cedida por Murganheira | Todos os Direitos Reservados

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A sala de prova – Foto Cedida por Murganheira | Todos os Direitos Reservados

Os seus espumantes encontram-se separados em 3 categorias ou grupos designados por especiais, clássicos e gastronómicos, e possuem, todos eles, uma excelente relação qualidade-preço.

Elegantes e cheios de carácter, os espumantes Murganheira são produzidos a partir das castas, Malvasia Fina, Gouveio Real, Cerceal, Chardonnay, Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz e Pinot Noir.

Falar de todos em particular seria uma tarefa hercúlea e pouco adequada aos ditames cibernáuticos, pelo que elegi apenas os quatro que mais me surpreenderam.

MURGANHEIRA CHARDONNAY BRUTO 2008

Cor dourada intensa e perlage elegante. Aroma com complexidade, refinado, mostrando fruto em geleia, biscoito, flores, num registo de imediata empatia. Na boca mostra-se cremoso, com bom volume, macio e untuoso, muito texturado e com final gordo e muito agradável. Um belo espumante!

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Murganheira Chardonnay Bruto 2008 – Foto Cedida por Murganheira | Todos os Direitos Reservados

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Murganheira Único Bruto 2008 – Foto Cedida por Murganheira | Todos os Direitos Reservados

MURGANHEIRA ÚNICO BRUTO 2008

Elaborado a partir da casta Sauvignon Blanc, este espumante revela-se muito delicado no nariz com a casta um pouco escondida ao início. É na boca que ela se manifesta com os seus sabores mais vegetais. Frutos como o maracujá e o alperce são também evidentes, assim como notas de baunilha. Muito equilibrado e concentrado, este espumante possui uma mousse verdadeiramente cativante.

MURGANHEIRA CZAR CUVÉE ROSÉ BRUTO 2008

Cor salmonada, com um nariz marcado por subtis aromas a frutos vermelhos, acompanhados por notas ligeiramente fumadas e resinosas. A boca é terrivelmente elegante e apaixonante, com uma mousse muito delicada e os toques do Pinot (framboesa e groselha), a surgirem com enorme delicadeza e sofisticação. O Murganheira CZAR é um espumante de qualidade irrepreensível.

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Murganheira Czar Cuvée Rosé Bruto 2008 – Foto Cedida por Murganheira | Todos os Direitos Reservados

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Murganheira Vintage Bruto 2006 – Foto Cedida por Murganheira | Todos os Direitos Reservados

MURGANHEIRA VINTAGE BRUTO 2006

Verdadeiramente notável, revela um nariz marcado pelos frutos vermelhos provenientes do Pinot Noir, acompanhados de aromas cítricos, biscoito e finas especiarias. A boca é colossalmente elegante. Mousse envolvente e acidez perfeita. Tudo muito delicado, com enorme brilho e classe. Um espumante português de classe mundial!

Aconselho vivamente um conhecimento mais profundo da gama Murganheira por todos aqueles que apreciam vinhos espumantes. Os seus gamas de entrada são espumantes com capacidade para proporcionar imenso prazer e os seus topos de gama são espumantes notáveis, plenos de finesse e categoria. Espumantes de qualidade superior.

Para ficar a conhecer melhor o universo Murganheira, veja aqui o vídeo institucional da empresa.

Herdade da Malhadinha Nova Coutry House & SPA – Um local onde a qualidade impera!

Texto Olga Cardoso

Situada a poucos quilómetros de Beja, no Baixo Alentejo, a Herdade da Malhadinha Nova é um espaço de lazer e de prazer.

A qualidade está presente em todos os pormenores, mesmos no mais simples…ou aparentemente simples.

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Herdade da Malhadinha Nova – Foto Cedida por Herdade da Malhadinha Nova | Todos os Direitos Reservados

Objectos de design, cadeiras e iluminação de Philipe Starck, Charles & Ray Eames ou Mariano Fortuny estão presentes por todo o lado, mas perfeitamente integrados num ambiente rural. A fusão entre design, ruralidade, conforto e elegância, apelam aos sentidos e sentimentos.

Na Malhadinha Nova poderá usufruir de experiências, momentos, sensações ou detalhes, que certamente o levarão a uma segunda visita.

Cozinhar com um chefe conceituado, aprender a arte da fotografia ou da pintura, ou descobrir, de forma intimista, o mundo dos vinhos …. são algumas das experiências proporcionadas aos visitantes.

Aquando da minha visita à Herdade, senti-me recebida de forma principesca, tendo podido participar de um show

Joachim Koerper é apaixonado pelos produtos do sul da Europa, pelos seus sabores, cores, aromas e texturas. A sua filosofia é simples, como todas as coisas boas da vida, utilizar apenas produtos naturais e frescos e trabalhá-los com arte e criatividade.

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Herdade da Malhadinha Nova – Foto Cedida por Herdade da Malhadinha Nova | Todos os Direitos Reservados

Por essa razão, o Restaurante da Malhadinha – Wine & Gourmet, integrado no edifício da Adega, oferece uma cozinha de autor, que privilegia os produtos da terra em interpretações modernas. Neste restaurante é sempre feita uma selecção de pratos requintados com sabores e aromas irresistíveis, devidamente acompanhados pelos excelentes vinhos da Herdade.

A enologia está a cargo de Luis Duarte (Enólogo Consultor) e Nuno Gonzalez (Enólogo Residente). Para além de enólogo consultor, Luis Duarte é também um amigo da família. A sua notável carreira está fortemente ligada à Herdade do Esporão, com vários vinhos premiados, tendo sido considerado, por duas vezes, enólogo do ano em Portugal. Hoje em dia é um dos mais renomados enólogos do país, com resultados admiráveis em consultorias a alguns produtores do Alentejo. Nuno Gonzalez, por seu lado, é licenciado em bioquímica, tendo-se especializado em viticultura e enologia. Conta com passagens pela Austrália, Nova Zelândia, Estados Unidos da América e Itália. Em Portugal, reúne no seu currículo grandes casas como a José Maria da Fonseca, Niepoort, Cortes de Cima, entre outras.

Herdade da Malhadinha Nova nasceu de um sonho – o sonho de produzir um grande vinho, de produzir o melhor vinho do mundo.

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Herdade da Malhadinha Nova – Foto Cedida por Herdade da Malhadinha Nova | Todos os Direitos Reservados

Para tal contribuem as condições únicas de espaço, a experiência de mais de 10 anos na produção de vinhos e a paixão de toda a equipa envolvida. Daqui nasceu uma notável gama de tintos, brancos e rosés. Cada vinho conta a sua história, à sua maneira.

A diferença e a exclusividade são também marcadas pelos rótulos, frutos da criatividade da geração mais jovem da família Soares. As crianças dão nome aos vinhos e desenharam carinhosamente os seus rótulos.

Os vinhos da Herdade da Malhadinha, elegantes, intensamente frutados e de grande complexidade na boca, são o reflexo de um enorme respeito pela natureza e de toda a paixão e dedicação com que são criados.

Se quiser ler mais sobre alguns desses vinhos, por favor veja este artigo previamente publicado no nosso site.

No que diz respeito ao hotel propriamente dito, o Herdade da Malhadinha Nova Country House & Spa, importa referir que se trata de um espaço que respeita toda a matriz alentejana, região onde está implementado. O sense of place é um valor primordial na Mallhadinha.

Aqui, vivencia-se uma experiência autêntica, onde a qualidade e o requinte da simplicidade imperam.

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Herdade da Malhadinha Nova – Foto Cedida por Herdade da Malhadinha Nova | Todos os Direitos Reservados

A decoração dos quartos é inspirada no mobiliário regional alentejano aliado a um design clean que proporciona todo o conforto e tranquilidade. À sua chegada encontrará um prato de fruta da época produzida na Herdade, assim como os amenities da Bvlgari e os ambientadores da marca portuguesa Castelbel, que enfatizam todo o luxo e requinte durante a estadia.

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Herdade da Malhadinha Nova – Foto Cedida por Herdade da Malhadinha Nova | Todos os Direitos Reservados

O pequeno almoço é uma experiência que nos acaricia e nos desperta os sentidos. Expostos numa “mesa de dossel” estão variadíssimos produtos de alta qualidade e de uma enorme diversidade de sabores.

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Herdade da Malhadinha Nova – Foto Cedida por Herdade da Malhadinha Nova | Todos os Direitos Reservados

As actividades proporcionadas aos hóspedes são muitas e muito atractivas. Desde momentos de relaxamento, no ambiente revigorante e aromatizado do seu Spa, passando por um divertido Jeep Safari pela propriedade, até um emocionante passeio de balão de ar quente na tranquilidade do amanhecer alentejano, tudo é possível na Herdade da Malhadinha.

Sendo um espaço de enoturismo, estão também previstas diferentes provas de vinhos conduzidas pelo enólogo, visitas às vinhas e à adega. Ao longo do ano, vão sendo lançados diferentes pacotes especiais, subordinados a experiências temáticas, tais como aventuras radicais, workshops de gastronomia ou cursos de fotografia.

Na altura das vindimas, são sempre disponibilizados programas especiais que permitem aos clientes viver aquela época especial em pleno. O turismo equestre é também privilegiado pela Herdade da Malhadinha, já que possui coudelaria própria, dedicando-se à criação de cavalos da raça Puro-Sangue Lusitano.

Não tenho dúvidas que a Herdade da Malhadinha Nova tem como principio orientador, a busca da excelência. Em poucos anos de existência, tornou-se não só num dos melhores produtores de vinho nacionais, como também num espaço de enoturismo com qualidade superior.

Contactos
Herdade da Malhadinha Nova
7800-601 Albernoa. Beja – Portugal
Tel: (+351) 284 965 210 / 211
E-mail: geral@malhadinhanova.pt
Website: www.malhadinhanova.pt

Adelaide Tributa…um Porto pré-filoxérico!

Texto Olga Cardoso

Se há vinhos que resistem ao tempo e se engrandecem com o passar dos anos e mesmo dos séculos, se há vinhos que sofrem metamorfoses absolutamente extraordinárias, se há vinhos que tocam a perfeição e conseguem deixar rendido o mais incauto dos enófilos…o Adelaide Tributa é seguramente um deles!

Este Porto apresenta uma cor âmbar intensa e um aroma magistralmente complexo. Frutos secos, como figos, amêndoas e avelãs, especiarias várias, com destaque para a noz moscada e o cravinho e muito, muito cacau, tudo é possível encontrar no seu nariz profusamente aromático e requintado.

Na boca mostra-se explosivo. Denso, untuoso, profundo, com uma acidez mordaz e acutilante e um final perfeitamente interminável.

O seu grau baumé de 13,7, indicia só por si, a sua já provecta idade. Segundo registos do produtor, estamos perante um vinho pré-filoxérico, que remonta a 1866 e provém de um lote original de cinco pipas.

Século e meio de evaporação e uma conservação em ambiente favorável, reduziram-no a apenas duas pipas e conferiram-lhe uma concentração veemente e colossal.

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D. Antónia Adelaide Ferreira – Foto Cedida por Quinta do Vallado | Todos os Direitos Reservados

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Adelaide Tributa – Foto Cedida por Quinta do Vallado | Todos os Direitos Reservados

 

Foi engarrafado numa série limitada de 1300 decanters originais de cristal, devidamente numerados e embalados numa caixa de madeira desenhada pelo Arquitecto Francisco Vieira de Campos. O seu preço, na ordem dos 3000 € a garrafa, fruto da sua qualidade e raridade, destina-o apenas a coleccionadores e apreciadores endinheirados.

Uma homenagem da Quinta do Vallado a D. Antónia Adelaide Ferreira, sua anterior proprietária e para sempre relembrada como a Ferreirinha, por alturas da comemoração do bicentenário sobre o seu nascimento.

Um vinho ímpar, aristocrático, tremendamente concentrado e complexo. Um Porto grandioso e sibilino, pleno de matizes e nuances, verdadeiro exemplar da excelência vínica que o Douro e o Porto poderão alcançar.

Contactos
Quinta do Vallado – Sociedade Agrícola, Lda.
Vilarinho dos Freires
5050-364 – Peso da Régua | Portugal
Tel: (+351) 254 323 147
Fax: (+351) 254 324 326
Email: geral@quintadovallado.com
Website: www.quintadovallado.com

Instituto do Vinho Madeira – Uma Masterclass que fez toda a diferença!

Texto Olga Cardoso

Instituto do Vinho, do Bordado e do Artesanato da Madeira, I.P. – IVBAM, é o organismo responsável pela fiscalização das actividades vitivinícolas regionais e pela certificação e controlo de qualidade do Vinho da Madeira.

Trata-se de um organismo que, dotado de autonomia administrativa e financeira, se preocupa eficientemente pela consolidação e crescimento sustentado da produção dos artigos tradicionais regionais, sem nunca esquecer a manutenção da qualidade e a sua promoção eficaz e crescente, quer a nível nacional, quer a nível internacional.

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Instituto do Vinho, do Bordado e do Artesanato da Madeira, I.P. – IVBAM – Foto cedida por IVBAM | Todos os Direitos Reservados

A Madeira possui cerca de 400 hectares de vinha. Os terrenos agrícolas caracterizam-se por declives muito acentuados, que regra geral se encontram sob a forma de socalcos, designados por poios. A água de rega na Madeira é captada nas zonas altas da ilha e é conduzida através de canais denominados por “levadas” que integram um impressionante sistema de 2150Km de canais.

O sistema de condução mais tradicional é o da “latada” (pérgola), no qual as vinhas são conduzidas horizontalmente. Mais recente é o sistema de condução em espaldeira, que, no entanto, só pode ser utilizado em terrenos com declives menos acentuados.

Por regra, a vindima ocorre entre meados de Agosto e meados de Outubro e é feita de forma totalmente manual. Os esforços são muitos e os rituais espelham a dificuldade relativa a todo um sistema de minifúndio espalhado por uma orografia extremamente acidentada.

Falar de Vinho Madeira é o mesmo que falar em dramatismo. Dramaticidade essa que se manifesta não só na paisagem avassaladora da ilha, como também no método de vinificação dos seus vinhos e no seu longo período de estágio.

Dramaticidade é de facto uma palavra que assenta bem não só na Madeira mas em tudo o que é Português. Somos um povo dramático sim…e isso manifesta-se em diferentes aspectos da nossa cultura.

A nossa canção ou música nacional é o  Fado – existirá outra tão forte, triste ou sentida? Realmente percebo a dificuldade de alguém proveniente do Norte da Europa, pessoas normalmente mais frias, precisas e desprovidas de sentimentos tão melancólicos, ou de alguém proveniente de países mais alegres e descontraídos como são os países do continente Sul Americano.

De facto, não deve ser fácil perceber todos estes nossos sentimentos exacerbados!

Mas voltando a falar de vinho…é realmente um orgulho ser Português. Somos ainda neófitos no que respeita a vinhos de mesa. Ganhámos hoje vários prémios internacionais e somos já contemplados por publicações como a Wine Spectator com lugares cimeiros no que concerne aos melhores vinhos do mundo. Mas nesta área, há ainda um longo caminho a percorrer, isto se quisermos manter e incrementar todo este reconhecimento de qualidade.

Produzimos pouco mais de 6 milhões de hectolitros por ano. Querer estar no topo do mundo no que diz respeito à qualidade, exigirá muito de nós no futuro. Querer espalhar a boa nova pelo consumidor internacional e não ficar cingido apenas ao reconhecimento das revistas, exigirá muito mais ainda. Sim, porque não se esqueçam que uma coisa é o reconhecimento da imprensa e outra, bem diferente, é a aceitação dos consumidores, esses sim, irão permitir o crescimento dos vinhos portugueses.

A imprensa compra vinhos? Não. O trade compra vinhos? Sim, mas para vender e só enquanto isso financeiramente se justificar. Então quem é que temos de conquistar? Os consumidores – naturalmente!

Ora bolas, lá estou eu a divagar…voltemos então ao Vinho Madeira e ao IVBAM.

Este ano fui 4 vezes à Madeira e estou prestes a embarcar novamente. É verdade…não me canso e penso até ficar muito mais ligada àquela ilha no futuro.

A última viagem à Madeira, que ocorreu em meados de Novembro 2014, foi realmente marcante. Toda a equipa Blend – All About Wine’s team members ficou muito bem impressionada. Visitamos todos os produtores de Vinho Madeira e fizemos ainda uma prova genérica de vinhos de mesa Madeirenses.

Experimentamos diferentes restaurantes fantásticos da ilha e percebemos o seu enorme potencial turístico…ainda tão estranhamente esquecido no que respeita aos seus vinhos!

Os vinhos provados ao longo dos 5 dias de viagem foram muitos e de elevada qualidade. Vinhos novos, mas sobretudo vinhos muito velhos. Vários vinhos com mais de 100 anos, que nos contaram e nos provaram toda a peculiaridade desta ilha vitícola.

Alguns deles foram provados durante a MasterClass do IVBAM, muito bem conduzida pela Chefe da Câmara de Provadores – Rubina Vieira.

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MasterClass do IVBAM, conduzida pela Chefe da Câmara de Provadores – Rubina Vieira © Blend All About Wine, Lda.

Para além de bem conduzida, esta MasterClass foi ainda simpaticamente personalizada. Sim, foi uma Blend – All About Wine Masterclass – nada e criada para nós!

Provámos 12 vinhos provenientes de diferentes anos, produtores e castas. Começamos com um Colheita de 1996 e terminámos com um Verdelho de 1850.

Os que mais me impressionaram foram o Sercial 1862 e o Moscatel 1875. O Bastardo de 1927, pela sua diferença e raridade, também não me passou indiferente.

Complexidade, concentração, profundidade e equilíbrio foram características comuns a estes dois vinhos, sendo o primeiro, obviamente, bastante mais seco e muito mais delgado do que o segundo, o qual revela aspectos mais viscosos e melosos, embora se tenha mostrado muito harmonioso e sem revelar qualquer tipo de excessos. Que grandes vinhos!

Mas o que importa aqui não é falar dos vinhos e/ou produtores pelas suas particularidades ou diferenciações, isso caberá a cada um dos meus colegas, ao falarem de cada produtor individualmente.

Aqui importará falar do Vinho Madeira em toda a sua plenitude e grandiosidade. São 5 as castas ditas nobres do Vinho Madeira. Numa classificação estipulada por grau crescente de doçura temos: Sercial, Verdelho, Boal e Malvasia e sim…o Terrantez!!!

Em termos de grau de doçura ficará entre o Verdelho e o Boal, mas sendo tão raro, e correspondendo a menos de 1% das plantações da ilha, nem sequer poderá ser considerado!

Falámos de uma casta que dá lugar a vinhos absolutamente excepcionais. Pense-se por exemplo na enormidade do Terrantez 1880 da Pereira D’Oliveira…talvez um dos vinhos mais perfeitos que provei até hoje.

 

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Mesa de Prova © Blend All About Wine, Lda.

Não sendo considerada uma casta nobre, a Tinta Negra, é uma casta muito utilizada no Vinho Madeira. Hoje em dia são já consideráveis, não só em quantidade mas também em qualidade, os vinhos Madeira produzidos através dessa casta.

No que respeita à ordem de vindima, as castas colhidas, por uma habitual ordem de prioridade, são:

  1. Verdelho;
  2. Boal;
  3. Tinta Negra;
  4. Malvasia;
  5. Sercial;

No que respeita ao processo de vinificação e/ou envelhecimento verifica-se que poderá ocorrer por um de dois processos: Estufagem ou Canteiro.

Estufagem: – O vinho é colocado em estufas de aço inox, aquecidas por um sistema de serpentina, por onde circula água quente, por um período nunca inferior a 3 meses, a uma temperatura entre os 45 e 50 graus Celsius. Concluída a «estufagem», o vinho é sujeito a um período de «estágio» de pelo menos 90 dias à temperatura ambiente. A partir deste momento pode permanecer em inox, ou ser colocado em cascos de madeira, até reunir as condições que permitem ao enólogo fazer o acabamento do vinho, para que possa ser colocado em garrafa, com a garantia de qualidade necessária. No entanto, estes vinhos nunca podem ser engarrafados e comercializados antes de 31 de Outubro do segundo ano seguinte à vindima. São vinhos maioritariamente de lote.

Canteiro: – Os vinhos seleccionados para estágio em Canteiro (esta denominação provém do facto de se colocar as pipas sob suportes de traves de madeira, denominadas de canteiros) são envelhecidos em cascos, normalmente nos pisos mais elevados dos armazéns onde as temperaturas são mais elevadas, pelo período mínimo de 2 anos. Trata-se de um envelhecimento oxidativo em casco, desenvolvendo os vinhos, características únicas de aromas intensos e complexos. Os vinhos de canteiro só poderão ser comercializados, decorridos pelo menos 3 anos, contados a partir de 1 de Janeiro do ano seguinte ao da vindima.

No que respeita à fortificação, verifica-se que esta consiste na paragem da fermentação com a adição de álcool vínico a 96% vol. A escolha do momento da interrupção da fermentação faz-se de acordo com o grau de doçura pretendido para o vinho, podendo-se, com este procedimento, obter quatro tipos de vinho: o seco, o meio-seco, o meio-doce e o doce.

Para mim, falar de Vinho Madeira é o mesmo que falar em Vinhos apaixonantes, envolventes e arrebatadores. Confesso-me completamente rendida os seus encantos. Sou uma Madeira Wine Geek…é verdade!

Volúpia e sedução, luxúria e lascívia andam por aqui de mãos dadas com uma enorme sensibilidade, delicadeza e erudição. Quem disse que estas características aparentemente antagónicas não se podem harmonizar na perfeição? Será que toda esta energia telúrica, toda esta autenticidade e profundidade, consubstanciarão mesmo o sabor antecipado do paraíso?

Voltaire dizia que os Tokaji possuíam o condão de conferir vigor à mais pequena fibra do seu cérebro. Bom, o Senhor era um iluminista e eu não sou…mas acho que é realmente isto que se passa comigo relativamente ao Vinho Madeira!

Mas enquanto o Tokaji é considerado o Rei dos Vinhos e o Vinhos dos Reis (assim o disse um dia Louis XV ao oferecer um copo daquele vinho à sua amante Madame de Pompadour), permitam-me dizer que, para mim, pela sua acidez triunfante e o seu mártir processo de vinificação, condições que o tornam quase imortal, o Madeira é muito mais do que um Vinho dos Reis…é um verdadeiro vinho dos DEUSES!

E por último mas não menos importante, vejam este excelente vídeo sobre o vinho Madeira.

Vídeo cedido por Instituto do Vinho, do Bordado e do Artesanato da Madeira, I.P. – IVBAM

Contactos
Instituto do Vinho, do Bordado e do Artesanato da Madeira, I.P.
Rua Visconde de Anadia, nº44
9050-020 Funchal
Tel: (+351) 291 211 600
Fax: (+351) 291 224 791
E-mail: ivbam.sra@gov-madeira.pt
Site: www.ivbam.gov-madeira.pt

Terras do Avô – Um Encanto no Norte da Ilha

Texto Olga Cardoso

Sou uma insaciável amante e uma incansável defensora da casta Verdelho. Verdelho da Madeira, note-se!

Embora para muitos esta designação possa parecer uma incoerência, pois só reconhecem legitimidade de uso do termo Verdelho a vinhos desta região Portuguesa, a verdade é que proliferam por aí muitos vinhos que se arrogam serem feitos a partir de casta com o mesmo nome.

No entanto, a maior parte deles são feitos a partir de castas distintas como o Gouveio ou o Verdejo Espanhol.

Verdelho da Madeira é outro campeonato. É acidez pungente, é delicadeza de aromas, é frescura e é também um enorme sentido de lugar. Sim, o Verdelho da Madeira faz jus àquela terra de mar, de sol e de solos escarpados.

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Redondezas – Foto Cedida por Terras do Avô | Todos os Direitos Reservados

Para quem, como eu, visitou recentemente aquela região e suas vinhas, perceberá certamente o quão estóico se torna produzir vinhos por ali. Vinhas pequenas, encostas ingremes e inúmeras dificuldades de tempo e lugar. Uma vez ultrapassadas resultam em vinhos muito minerais e com toques de maresia, vinhos que traduzem toda uma tipicidade e toda uma razão de ser.

Os vinhos da Terras do Avô contam uma história. Duarte Caldeira, o mentor deste projecto, decidiu avançar com vinhos de marca própria, os Terras do Avô, lançados a partir de 2008. Aproveitou o facto de já ter três hectares de vinha replantada para criar uma sociedade com os filhos com base nos terrenos herdados do avô. A marca Terras do Avô pertence à Sociedade Duarte Caldeira e Filhos – Seixal Wines, Lda, empresa que tem como sócios Duarte Caldeira e os seus três filhos Sofia, Filipa e Duarte.

Terras do Avô - Foto Cedida por Terras do Avô | Todos os Direitos Reservados Terras do Avô - Um Encanto no Norte da Ilha Terras do Avô - Um Encanto no Norte da Ilha Blend All About Wine Terras do Avo

Terras do Avô – Foto Cedida por Terras do Avô | Todos os Direitos Reservados

Com enologia a cargo de Paulo Laureano e João Pedro Machado, a Terras do Avô, produz actualmente dois brancos e dois tintos. Dois Colheita ou entrada de gama, e dois Grande Escolha, sendo que estes são apenas engarrafados nos anos em que a qualidade da colheita o justifique. Os brancos são elaborados exclusivamente a partir da casta Verdelho, enquanto os tintos provêm de lotes com as castas Touriga Nacional, Tinta Roriz e Syrah.

Confesso terem sido os brancos aqueles que mais me seduziram. A tal casta Verdelho a fazer toda a diferença. Grande casta nós temos!

Recebidos comme il fault por Duarte Caldeira e seus filhos, tivemos oportunidade de provar os brancos Terras do Avô 2013 e Terras do Avô Grande Escolha 2011 e 2012. No que diz respeito aos tintos, foram provados o Colheita 2010 e o Grande Escolha 2010. Que bem se recebe na Madeira e que qualidade e pontecial têm aquela ilha. Um orgulho para qualquer Português.

Mesa de Prova - Foto Cedida por Terras do Avô | Todos os Direitos Reservados Terras do Avô - Um Encanto no Norte da Ilha Terras do Avô - Um Encanto no Norte da Ilha Blend All About Wine Terras do Avo Tasting Table

Mesa de Prova – Foto Cedida por Terras do Avô | Todos os Direitos Reservados

Os brancos deixaram-me realmente bem impressionada. Muito jovem, o Terras do Avô 2013 mostrou-se um vinho bastante fresco, com evidentes notas de mineralidade e aromas tropicais bem doseados e nada enjoativos. Com enorme acidez, ou não fosse ele feito de Verdelho da Madeira, é um vinho equilibrado e de fácil empatia. O Terras do Avô Grande Escolha 2011 exibiu uma cor já mais dourada, com suaves notas tropicais, uma mineralidade bastante acentuada e ligeiros toques herbáceos. O Terras do Avô Grande Escolha 2012 mostrou um nariz muito sedutor, com notas de maracujá e ananás, evidente mineralidade e toques de salinidade. Já com alguma complexidade, revelou uma boca muito bem estruturada e com notável acidez.

Os rótulos destes vinhos, muito originais, foram desenhados pelo artista plástico madeirense Marco Fagundes Vasconcelos, que dedicou a cor verde aos vinhos brancos e a vermelha aos vinhos tintos.

Actualmente produzem cerca de 19 mil garrafas de branco e 9 mil garrafas de tinto. Se a Madeira tem motivos para se orgulhar dos seus nativos, o Sr. Duarte Caldeira dar-lhe-á razões acrescidas para o efeito. Homem de propósitos honestos, sem papas na língua, que se transforma facilmente num encanto para quem vêm de fora.

Tapas - Foto Cedida por Terras do Avô | Todos os Direitos Reservados Terras do Avô - Um Encanto no Norte da Ilha Terras do Avô - Um Encanto no Norte da Ilha Blend All About Wine Terras do Avo Tapas

Tapas – Foto Cedida por Terras do Avô | Todos os Direitos Reservados

Estando integrados no enoturismo existente na ilha, a família Caldeira recebe os seus visitantes com todo o cuidado que se impõe. Tapas, peticos e pratos para acompanhar os seus vinhos é coisa que não faltará ao visitante. Simpatia, disponibilidade e receptividade também não.
Localizados na freguesia do Seixal, na costa norte da Ilha da Madeira, com uma vista deslumbrante sobre o mar, acolhem presentemente inúmeros turistas nacionais e estrangeiros, estando inclusivamente a aumentar e a melhorar as suas instalações.

Estão à espera de quê para lhes fazer uma visita? Deixamos aqui todos os contactos que necessitam para efeito. Go!Go!Go!

Contactos
Sociedade Duarte Caldeira e Filhos – Seixal Wines, Lda.
Sede: Sitio do Lombinho – Seixal, 9 270 – 125 Porto Moniz
Tel: (+351) 965 013 168 (Duarte Caldeira) | (+351) 964 008 001 (Sofia Caldeira)
seixalwines@gmail.com
www.terrasdoavo.blogspot.com

Madeira – Relatos de uma prova apaixonante na Henriques & Henriques!

Texto Olga Cardoso

Estive recentemente na ilha da Madeira para participar na 5ª edição do evento Rota das Estrelas, um festival gastronómico internacional de enorme qualidade – veja aqui  (www.rotadasestrelas.com).

Como não poderia deixar de ser, a deslocação à Madeira incluiu também a visita a alguns produtores de vinho daquela ilha. Muitos foram os vinhos provados … e grande parte deles deixaram agradáveis memórias.

Um desses produtores foi a Henriques & Henriques, uma empresa cuja história remonta a 1850 e que, ao contrário do que é habitual na Madeira, possui considerável percentagem de vinhas próprias.

Nesta empresa, hoje pertencente maioritariamente à Porto Cruz, tudo transpira organização, limpeza e cuidado. Aquilo que me deixou mais impressionada, para além dos vinhos naturalmente, foi a sua encantadora tanoaria. Sim, na Madeira os produtores possuem tanoarias próprias tal a sua relevância no processo de vinificação e estágio dos seus vinhos licorosos.

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Tanoaria © Blend All About Wine, Lda.

A prova foi magistralmente dirigida por Humberto Jardim, C.E.O da empresa e grande conhecedor de vinhos Madeira. Por entre diferentes perfis, colheitas e castas, conduziu-nos naquela que foi uma “viagem” através do tempo, do conhecimento e das emoções.

O portefólio deste produtor é bastante grande e poderá ser conhecido através do seu site (www.henriquesehenriques.pt), do qual constam imagens e notas de prova dos diversos vinhos que o compõem.

Neste artigo irei falar apenas de cinco dos vinhos provados, aqueles que mais me impressionaram e emocionaram.

Pois é mesmo assim… os grandes exemplares do Madeira são vinhos que fascinam, que entusiamam e nos deixam perplexos.
São vinhos que passam por vicissitudes enormes ao longo do seu percurso, designadamente por uma maturação a temperaturas muito elevadas, vinhos que sofrem extraordinárias metamorfoses que os transformam em algo verdadeiramente excepcional.

Marcados por uma acidez pungente, resistem ao passar dos anos, décadas e séculos como nenhum outro..

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Vinhas © Blend All About Wine, Lda.

Sercial 1971
Marcado por alguma adstringência que se traduz em aromas e sabores a caules e engaço, este vinho mostra-se brilhante e cristalino. Com evidentes notas de frutos secos e especiarias, apresenta-se complexo, com a secura e a acidez viperina típica da casta. Profundo e vibrante, termina longo e persistente. Memorável Sercial.

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Sercial 1971 © Blend All About Wine, Lda.

Verdelho Solera 1898
Se há exemplos de perfeição, este Madeira será um desses casos! Embora suspeita, atenta a minha paixão por esta casta, a verdade é que este vinho me deixou completamente rendida e fascinada. Tudo é ouro neste vinho. Desde a sua cor de um ouro envelhecido até à sua nobre e brilhante complexidade, tudo reluz, impressiona e subjuga! O nariz liberta aromas a frutos secos, mel e delicadas notas de madeira velha. A boca é intensa, volumosa e tremendamente cremosa. Um vinho de antologia!

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Verdelho Solera 1898 © Blend All About Wine, Lda.

Boal 1957
Com um grau de doçura devidamente alicerçado numa acidez acutilante, este Madeira é outro exemplo de charme e pedigree. Aromas de caramelo, pralinés e metais ferrosos, revela uma enorme diversidade olfativa, num nariz que contudo se apresenta limpo e sedutor. A boca é cheia e redonda. Com um perfeito equilibrio e harmonia, deixa um final interminável de que tão cedo não me irei esquecer. Um dos melhores Boal que alguma vez provei!

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Boal 1957 © Blend All About Wine, Lda.

Terrantez 1954
Proveniente de uma casta muito difícil, que por essa razão corresponde apenas a uma percentagem ínfima dos encepamentos na Madeira, este vinho parece-me até um pouco louco e desmedido. Sendo difícil e rara, esta casta dá lugar a vinhos verdadeiramente únicos e arrebatadores. Este 1954 é talvez uma das suas mais puras manifestações. O nariz é uma bomba de aromas a frutos secos, mel e madeira velha muito suave. Com uma textura e uma estrutura notáveis, revela uma complexidade e um profundidade que fazem dele quase desumano. Se não fosse feito por homens, diria que se tratava de uma criação divina!

Founders Solera 1894
Feito essencialmente de Malvasia, a mais doce das castas nobres do vinho Madeira, este solera possui fortes aromas a passas, casca de laranja, sendo também um pouco especiado. Engrandecido pelo passar dos anos, apresenta hoje uma enorme concentração e complexidade. A cor é escura e intensa e a sua boca de um volume impressionante. Cheio e untuoso, com uma textura extremamente macia, termina bastante longo. Um vinho para se mastigar, um vinho que o tempo soube engrandecer!

Contactos
Henriques & Henriques – Vinhos, S.A.
Sítio de Belém
9300-138
Câmara de Lobos
Madeira – Portugal
Tel: (+351) 291 941 551/2
Fax: (+351) 291 941 590
E-mail: HeH@henriquesehenriques.pt
Site: www.henriquesehenriques.pt

Prova de Tawnies datados (10,20,30 e 40 anos) e Colheitas (1982, 1969 e 1952)

Texto Olga Cardoso

A Graham’s, marca pertencente à Symington Family Estates, foi fundada em 1820 por W & J Graham e desenvolveu com o passar dos anos uma notável reputação como uma dos maiores produtoras de Vinho do Porto.

Se o vinho é uma forma de arte, os Portos com indicação de idade são seguramente uma das suas mais puras expressões. Da arte do envelhecimento, da arte da tanoaria e da arte da lotação, nascem Tawnies velhos absolutamente arrebatadores. Encontram-se entre os mais desafiantes estilos de Porto e exigem muito de quem os faz e produz. São fruto da perícia e do saber, da paciência e da minúcia, da dedicação e da entrega.

Encontrar o equilibrio correcto entre a elegância e a delicadeza que resultam do prolongado envelhecimento em casco, preservando simultaneamente a frescura e o sabor da fruta, é a missão que se impõe ao enólogo e a combinação que confere a estes vinhos toda a sua estrutura e longevidade. Os Tawnies datados são acima de tudo vinhos únicos e eruditos, que nos desafiam os sentidos e nos estimulam a razão.

Os Porto Colheita, dos quais sou uma fã assumida, são vinhos que exprimem a excelência e a magnitude de um só ano. Neste encontro, foram três os Colheitas provados, 1982, 1969 e 1952. Décadas de evaporação, conferem aos Colheitas mais antigos enorme concentração, até os transformar quase numa essência, originando intensos e profundos aromas a frutos secos e um paladar denso e untuoso, repleto de sabores ricos e complexos.

Portos Colheita são vinhos nobres e requintados, verdadeiros símbolos de prestígio e tradição. No meu caso particular, são vinhos que me entusiasmam, que me emocionam e que me remetem para uma outra dimensão! São vinhos que carregam consigo o peso da História, vinhos que encerram em si mesmos o Sonho dos Homens e que a cada trago nos reforçam o orgulho de ser Português!

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10, 20, 30 & 40 Years Old Tawnies © Blend All About Wine, Lda

 

TAWNY 10 ANOS, Douro

Conta no seu curriculum com duas medalhas de ouros atribuídas pela Decanter World Wine Awards e diversas medalhas de prata conferidas noutros prestigiados concursos. É, de facto, um dos melhores vinhos da sua categoria. Notas caramelizadas, intensas sensações de nozes, tâmaras e figos secos marcam o seu bouquet. Fruta rica e madura, associadas a notórias sensações de mel, proporcionam-lhe um paladar aveludado e um final macio e sedoso.

TAWNY 20 ANOS, Douro

Aroma simultaneamente delicado e intenso, revela a presença de frutos secos, como nozes e avelãs, combinados com notas de casca de laranja, tudo muito afinado e requintado. Na boca mostra-se redondo e concentrado, equilibrado e harmonioso, terminando com um final longo e elegante. Um vinho onde poderemos encontrar tudo o que se espera de um Tawny 20 anos!

TAWNY 30 ANOS, Douro

Complexo e magnífico, apresenta uma camada de frutos secos, casca de laranja, mel e compota de pêssego. A boca é plena, rica e muito limpa. As notas de mel e caramelo fazem-se sentir com alguma evidência, conferindo-lhe uma textura aveludada e intensa. Concentrado e com notável acidez, o seu final é longo e impressionantemente persistente.

TAWNY 40 ANOS, Douro

A sua cor apresenta já uns laivos esverdeados, consequência da elavada idade dos vinhos que lhe deram vida. O seu nariz é intenso, complexo e com marcada profundidade. Caramelo, pralinés, mel e até chocolate fazem-se evidenciar. A boca é densa, volumosa e portentosa. A sua acidez equlibrada e o seu acentuado comprimento, conduzem-no para um final longo e requintado.

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Porto Colheita 1982 & 1952 © Blend All About Wine, Lda

 

PORTO COLHEITA 1982, Douro

A Graham’s celebrou o nascimento do Príncipe George de Cambridge com uma Edição Especial de Vinho do Porto. Um Porto Colheita de excepção, 1982, o ano de nascimento do Duque e da Duquesa de Cambridge. Foi envelhecido durante mais de 30 anos em cascos de carvalho nas Caves 1890 da Graham’s em Vila Nova de Gaia e resultou da selecção de apenas seis cascos, levada a cabo por Charles Symington, principal provador e director de enologia.

Rico em frutos secos, com acentuadas notas caramelizadas e figos secos, revela uma boca aveludada, com taninos sedosos e sensações especiadas. O seu final é doce, longo e deliciosamente persistente.

PORTO COLHEITA 1969, Douro

É um Porto de um engarrafamento especial de apenas seis tonéis da colheita de 1969, produzindo cada um apenas 712 garrafas numeradas. Charles Symington provou cada um dos 21 barris de 1969 que ainda estão em envelhecimento nas caves da Grahams e selecionou as seis por ele consideradas excepcionais.

O seu nariz é uma verdadeira explosão de aromas. Nozes, caramelo, pau de canela, algum verniz e até folha de tabaco, aroma que me fez recordar uma marcante visita a uma fábrica de charutos em Havana. A boca é intensa e sedutora, denotando frutos cristalizados e especiarias exóticas, remetendo-me agora para os meus longos passeios pelas medinas de Tunis e Marrakech. Complexo e concentrado, este Colheita, termina intenso, focado e poderoso

PORTO COLHEITA 1952 – Jubileu de Diamante, Douro

Vinho do Porto de excepcional qualidade, especialmente seleccionado para comemorar o Jubileu de Diamante de Sua Majestade a Rainha Isabel II. Testemunhando seis décadas do reinado da soberana Britânica, este foi o vinho com o qual se fez o brinde real no final do almoço comemorativo. É, por essa razão, um motivo de grande orgulho para a família Symington, que tão sabiamente se decidiu pelo lançamento deste Colheita por associação a tão nobre efeméride.

Com uma extraordinária intensidade aromática, apresenta frutos secos, delicadas tâmaras Marroquinas, raspas de laranja e notas especiadas de noz moscada e cravo-da-índia. A boca é intensa e magestosa, com uma frescura assinalável e uma acidez mordaz. Verdadeiro hino ao equilíbrio e à harmonia estrutural. Para uns um adagio, para outros um allegro vivace, este Colheita é acima de tudo, um vinho ímpar, aristocrático, tremendamente concentrado e complexo. Um Porto grandioso e sibilino, pleno de matizes e nuances, verdadeiro exemplar da excelência vínica que o Douro e o Porto conseguem alcançar.

Contacts
Graham’s Porto
Vila Nova de Gaia
Portugal
Tel: (+351) 223 776 484 / 485
Email: grahams@grahams-port.com
Website: www.grahams-port.com

Quinta do Pessegueiro – O Douro em busca da Excelência

Texto Olga Cardoso

A minha vontade de conhecer a Quinta do Pessegueiro era grande. Já tinha lido uns quantos apontamentos sobre o tema e até provado duas colheitas mais antigas numa feira da especialidade, mas visitar a propriedade e sentir o pulso ao projecto, seria certamente outra coisa. E realmente foi. Em boa hora decidi fazê-lo!

Gosto de provar os vinhos in loco, gosto de ver os trabalhos na adega, gosto de olhar para as vinhas e gosto sobretudo de falar com quem vinifica e produz os néctares que depois nos chegam ao copo. Um vinho não é apenas um líquido que uma garrafa encerra. É o resultado de sonhos, esforços e de estórias que importa conhecer.

A Quinta do Pessegueiro resulta de uma enorme paixão por vinhos, e em especial pelos vinhos do Douro, do francês Roger Zannier, proprietário de um grupo líder do vestuário infantil. O projecto teve o seu início em 1991, quando foi adquirido o primeiro terreno de uma propriedade que hoje é composta por três Quintas, todas elas situadas na região vitívinicola do Douro.

Roger Zannier têm na família um dos seus valores mais arreigados. Por essa razão, confiou a Marc Monrose, seu genro, a Direcção Geral da Quinta do Pessegueiro. Conhecedor, focado e energético, Morose encarna na perfeição a missão e a visão preconizadas para alavancar e dirigir todo o negócio.

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Adega © Blend All About Wine, Lda

A condução enológica foi atribuída a João Nicolau de Almeida Júnior. Descendente de nomes emblemáticos da enologia Portuguesa e Duriense (neto de Fernando Nicolau de Almeida – o criador do mítico Barca Velha – e filho de João Nicolau de Almeida Sénior – grande “Mestre”da conhecida marca Ramos Pinto), João é não só detentor de elevada formação na área como também carrega nas veias todo o ADN necessário a bem fazer e interpretar – o Vinho!

Para o efeito, dispõe de uma adega moderna, sofisticada e concebida de forma a utilizar a gravidade natural ao longo de todo o processo que transforma a uva em vinho. Não obstante, nada disto retira ao João toda a responsabilidade que transporta às suas costas e que até ao momento está a conseguir conduzir com notável qualidade e reconhecido profissionalismo.

São duas as categorias dos vinhos produzidos pela Quinta do Pessegueiro, divididas entre os do Douro e os do Porto. Tinto e branco DOURO, nos primeiros, e Single Quinta Vintage e Branco Seco, nos segundos. Para além da Quinta do Pessegueiro, Roger Zannier detém também o Château Saint Maur, um AOC Côtes de Provence, França.

Em resultado de tão excitante visita, aqui fica uma pequena apreciação pessoal sobre cada um dos vinhos provados.

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Aluzé & Quinta do Pessegueiro | © Blend All About Wine, Lda

ALUZÉ BRANCO 2012, Douro
O nome provém da expressão a LUZ É… e eu diria que não É – mas sim, FOI! E foi muito bem…
Produzido a partir de vinhas velhas, maioritariamente Cercial e Gouveio, este branco mostra-se fresco e sedutor. Marcado por aromas cítricos e frutas brancas, tem na sua limpeza e mineralidade a tónica essencial. A boca revela uma estrutura média, sustentada por uma boa acidez e um final elegante e com alguma persistência. Um branco a ter em consideração!

ALUZÉ TINTO 2010, Douro
Vinho de entrada de gama deste produtor, resulta de um lote das castas Touriga Nacional (35%), Touriga Franca (30%), Tinta Roriz (15%) e ainda com (20%) de Vinhas Velhas. Revelando a presença forte de frutos do bosque, complementados por especiarias como a pimenta preta e o cravinho, este tinto Duriense é voluptuoso e intenso, mostrando um corpo médio e um final focado e preciso. Foi vinificado em balseiros de madeira e em cubas de aço inox, e estagiou durante 12 meses apenas em grandes balseiros, característica que lhe confere ainda suaves e integradas sensações de madeira. Um vinho convidativo e que apresenta uma excelente aptidão gastronómica.

ALUZÉ TINTO 2011, Douro
Proveniente de um ano de excepção no Douro, este tinto, elaborado da mesma forma e com base nas mesmas castas que o seu antecessor, mostra-se, contudo, mais intenso e concentrado. Com fruta preta e frutos do bosque a marcar forte presença, como ameixas, amoras e cassis, revela ainda um carácter especiado, que para além da clássica pimenta preta, apresenta também certas notas de noz moscada. Na boca revela-se fresco e mais estruturado, com taninos ainda muito presentes e ligeiras sensações de fumo e tosta bem casados, de tal forma que a sua fruta apresenta-se sempre em bom plano. Tudo bem integrado, equilibrado e em harmonia.

QUINTA DO PESSEGUEIRO TINTO 2010, Douro
De cor púrpura e carregada, revelou desde o início um toque mineral e muito fresco. No entanto, nada disto encobriu o seu carácter frutado e mentolado, com predominância das frutas vermelhas. De realçar ainda as suas sensações a erva molhada e alguma esteva. Na boca confirma-se a presença da fruta e a sua inegável mineralidade. Mostra-se fresco, com notável acidez e taninos já bastante finos. A madeira, embora presente, apresenta-se muito bem integrada, o que justifica e incentiva a sua vinificação em lagares e balseiros de madeira, com estágio de 18 meses em barricas de carvalho francês e austríaco. Termina directo e persistente, revelando uma apetência especial pela harmonização com pratos de caça.

QUINTA DO PESSEGUEIRO TINTO 2011, Douro
Mantendo o seu carácter mineral e fresco, este tinto mostra-se mais concentrado e com todos os aromas em maior destaque e evidência. Ainda jovem e a requerer algum tempo de espera, o seu carácter frutado impõe-se à partida, pese embora as suas notas mentoladas se façam já sentir. Os seus taninos e a sua acidez bem colocada, permitem-nos augurar-lhe um futuro promissor. A madeira, embora presente, não se sobrepõe a tudo o resto, conferindo-lhe estrutura e permitindo que todo o seu conjunto se arredonde no final. Termina persistente e coloca-nos um sorriso nos lábios. Um Douro tinto de 2011 que faz inteiramente jus à sua raça!

De notar por fim, a louvável relação qualidade/preço dos vinhos aqui provados. Todos eles se situam entre os € 11 (ALUZÉ branco e tintos) e os € 22 (QUINTA DO PESSEGUEIRO).

QUINTA DO PESSEGUEIRO – Um projecto a não perder de vista!

Contactos:
Quinta do Pessegueiro – Sociedade Agrícola e Comercial, Lda
5130-114 Ervedosa do Douro / Portugal
Tel: (+351) 254 422 081
Fax : (+351) 254 422 078
E-mail: quintapessegueiro@zannier.com
Website: www.quintadopessegueiro.com