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Esporão – Monte Velho Tinto 2015 e Quinta dos Murças Reserva 2011

Texto João Barbosa

As regiões do Alentejo e do Douro são duas das mais reconhecidas regiões vitivinícolas portuguesas. Mais do que olhar para os números das vendas, que podem esconder argumentos acerca das preferências, a viva voz diz muito acerca das razões das escolhas.

São duas regiões onde se produzem vinhos fáceis de agradar, não motivando isso qualquer motivo de censura… sim, como em quase tudo, há defensores de que só as coisas difíceis, angulosas, complicadas ou excêntricas é que são boas. Portanto, para mim, a facilidade de agrado não é sinónimo de falta de qualidade nem incompatível do prazer.

Porque as empresas existem para dar lucro, naturalmente várias firmas produzem nestas duas regiões ou, pelo menos, comercializam com marca própria vinho que adquirem numa delas. O Esporão é das companhias que avançou das planícies para as montanhas.

O Esporão é um projecto de antecipação, em que Joaquim Bandeira percebeu o potencial da região, à época, muito centrada na produção cerealífera e corticeira. José Roquette compreendeu a visão e alinhou.

A fundação aconteceu em 1972 e o empreendimento acabaria adiado devido à Reforma Agrária, de inspiração marxista, que decorreu após a Revolução do 25 de Abril de 1974. Passado o período revolucionário e a entrada na então Comunidade Económica Europeia (1986), veio a acalmação que permite à economia decorrer sem sobressaltos.

A Herdade do Esporão, em Reguengos de Monsaraz, foi restituída em 1979. A adega só ficou pronta em 1985, ano em que foi lançado o primeiro vinho, cujo rótulo apresenta uma pintura de João Hogan.

Desde esse primeiro vinho que a firma ilustra cada colheita com obras artísticas. O princípio tem sido seguido desde a primeira edição da Quinta dos Murtas, situada no Douro, em que a fotografia é a arte escolhida.

A arte não é a única excentricidade do Esporão. A firma adoptou uma política de agricultura sustentável, com recuperação de cursos de água, solos, flora e fauna – o que tem permitido também poupar em fitofármacos.

Outra loucura foi a nova adega, construída no sistema tradicional de taipa, que permite a climatização do edifício sem ter de recorrer a exigentes e dispendiosos aparelhos de refrigeração.

Outra bizarria é o respeito pelo património histórico, com a preservação duma torre medieval, um arco e uma ermida renascentistas, e a escavação de uma vasta área arqueológica, com vestígios de até há 3.000 anos Antes de Cristo.

Estas maluquices – sinónimos que quis sem aspas para que vincassem mais – chamam-se respeito e inteligência. Respeito pela natureza e pela sabedoria ancestral e inteligência porque se traduzem em economia de custos.

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Monte Velho Tinto 2015 – Foto Cedida por Esporão | Todos os Direitos Reservados

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Quinta dos Murças Reserva 2011 – Foto Cedida por Esporão | Todos os Direitos Reservados

Apresentada que está a empresa do Esporão, avanço para os dois vinhos que justificam este texto. O Monte Velho Tinto 2015 (Regional Alentejano) e o Quinta dos Murças Reserva 2011 (Douro).

O Monte Velho Tinto 2015 assinala o 25º aniversário da marca e o rótulo está ilustrado com um padrão das mantas tradicionais alentejanas. Este vinho fez-se com uvas de aragonês, trincadeira, touriga nacional e syrah.

É um vinho para ser bebido descontraidamente. Não é um grande vinho, um néctar para ocasiões especiais. Pode classificar-se como aposta segura, pois vindima após vindima mantém-se num patamar de qualidade regular.

O Quinta dos Murças Reserva 2011 é mais exigente. Trata-se de um lote de tinta roriz, tinta amarela, tinta barroca, touriga nacional, touriga franca, sousão e mais algumas, que o produtor não refere especificamente. Uvas de vinhas com mais de 40 anos. A fruta foi esmagada a pé em lagares de granito e numa prensa vertical. Estagiou um ano em barricas de carvalhos francês e americano.

É um néctar que mostra o Douro e quer comida de se comer vagarosamente. É filho de 2011, ano de excelência no país e naquela região. Que se beba antes que venham as noites tremendas de calor de Verão ou que se espere por tempos mais frescos.

Contactos
Herdade do Esporão
Apartado 31,
7200-999
Reguengos de Monsaraz, Évora – Alentejo
Tel: (+351) 266 509 280
Fax: 351 266 519 753
Email: reservas@esporao.com
Website: www.esporao.com

Esporão Verdelho 2004, da cave para a mesa

Texto João Pedro de Carvalho

Desde cedo que enquanto enófilo ganhei o gosto de guardar vinhos por longo período na minha cave. O objectivo sempre foi e continuará a ser a curiosidade por ver como evoluem uns e a necessidade expressa dessa mesma guarda por outros tantos vinhos que ali ficam esquecidos durante largos anos. Quem gosta de vinhos e gosta de os apreciar é curioso por natureza, faz parte de condição humana o ser curioso. É essa mesma curiosidade que nos leva a querer saber algo mais sobre a maneira como se vão comportar com a passagem do tempo, até que forma o tempo os consegue educar ou não. Certo e sabido que o risco é quase sempre um factor também a ter em conta, mais ainda quando os vinhos que guardamos não têm qualquer historial que nos garanta o sucesso da nossa operação. A ressalva será sempre feita para todos aqueles que estando demasiado jovens e com os taninos em pontas necessitam de um bom repouso. E depois lá vão ficando algumas dezenas, depois centenas de garrafas acumuladas por tipo e região, garanto que o mais difícil é começar todo este processo. As surpresas até hoje têm sido quase sempre positivas, aprende-se sempre um bocadinho com estas comparações entre o vinho que foi em novo e o vinho adulto que é hoje, outros surgem já cansados e com as rugas da idade mais ou menos vincadas.

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Garrafeira – Foto de João Pedro de Carvalho | Todos os Direitos Reservados

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Esporão Verdelho 2004 – Foto de João Pedro de Carvalho | Todos os Direitos Reservados

Muito recentemente e por motivo de um jantar de amigos aqui em casa, decidi resgatar um desses vinhos que tenho na cave, um Esporão Verdelho 2004. Um branco com 11 anos de idade, um atrevimento ou até loucura dirão alguns, mas a verdade é que este Verdelho conseguiu a proeza de atingir aquele momento wow destinado apenas aos grandes vinhos. Esse momento é quando a generalidade dos convivas esboça um sorriso após provar o vinho que tem no copo e diz a dita palavrinha… wow. Um vinho que provei vezes sem conta na altura do seu lançamento no mercado, gostava tanto na altura que resolvi guardar umas garrafas. Esta terá sido a última resistente deste Verdelho 2004 que mostrou ainda uma invejável frescura de boca e de nariz, toda a fruta que antes era fresca agora está envolta em calda e ligeiramente adocicada, toques vegetais com tisana, ramalhete de flores, tudo muito bem composto num vinho sério e adulto, com as ideias muito bem delineadas. Na boca frescura, ponta de untuosidade a enrolar a fruta no palato, mostra-se com consistência e muito boa presença, muito prazer a beber e a voltar a beber, sem cansar.

É este um dos motivos que me leva a guardar vinho, acima de tudo a curiosidade mas também a satisfação de posteriormente os poder partilhar com gente que lhes sabe dar o respectivo valor. O único senão é quando a garrafa fica vazia e nos questionamos por que razões na altura não se guardaram mais umas garrafas.

Contactos
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Chili com vinho (Esporão)

Texto Ilkka Sirén

“O que é que se come na Finlândia?”, é uma pergunta que ouço com bastante frequência. As pessoas esperam todo o tipo de respostas estranhas, como por exemplo, que como carne de urso crua e que tenho o meu próprio alce no qual vou todos os dias para o trabalho. Não é bem assim. Temos bastantes pratos tradicionais na Finlândia, mas a maior parte só comemos uma vez por ano. Não temos nada do género do bacalhau, como em Portugal, que se come quase diariamente ou pelo menos uma vez por semana. Os finlandeses em geral não utilizam muitas espécies na alimentação e, para ser honesto, a comida aqui é por vezes bastante insípida. Por outro lado, aqui, apreciam-se os sabores naturais dos bons ingredientes. Vegetais, raízes, bagas e cogumelos são algumas das coisas mais preciosas aqui no Norte gelado. Mas, sendo eu um fã de, por exemplo, cozinha tailandesa e vietnamita, aprecio comidas com sabores fortes e picantes.

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Swirl – Foto de Ilkka Sirén | Todos os Direitos Reservados

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Tortilha – Foto de Ilkka Sirén | Todos os Direitos Reservados

Agora, a caminho de mais um difícil Inverno, sentamo-nos e esperamos que as folhas caiam e cubram tudo com cores bonitas. Neste momento já as noites estão a ficar mais frias e, quem sabe, se não começará já a nevar no próximo mês. De facto, neste momento, o Verão já só é uma longínqua miragem. Isto tem imapacto directo na cozinha das pessoas, especialmente na minha. E não é só isso, começo a cozinhar pratos mais calorosos e faço pickles de, literalmente, tudo. O Outono também se reflecte na minha escolha de vinhos mas vamos voltar a esse ponto mais tarde.

Tortilhas, tacos, burritos e carnitas estão longe de ser comidas tradicionais finlandesas mas devo confessar que sou um fã. A tortilha em si, aquele pão fino, é apenas um veículo para todas as coisas deliciosas; neste caso um habanero picante e um chili naga jolokia de carne. Apesar do chili naga jolokia ser cerca de 400 vezes mais picante que o molho de tabasco, a ideia aqui não é destruir o palato. Gosto de criar molhos poderosos e equilibrados mas ao mesmo tempo saborosos. Nem sempre consigo.

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Esporão Reserva 2011 – Foto de Ilkka Sirén | Todos os Direitos Reservados

A pergunta é: com que servir este tipo de prato? O meu impulso natural seria “cerveja ou nada”. Sim, cerveja seria sem dúvida a harmonização mais fácil, mas tinha que existir outra coisa. Muitos teriam optado por um branco semi-seco, talvez um Riesling. A doçura a equilibrar o picante do chili, etc. De certeza que funcionaria mas, neste caso em particular, seria demasiado elegante. As tortilhas são tudo menos elegantes. São desengonçadas, desconcertadas e deliciosas. Queria algo com cojones apropriados para a situação. Entre então o Esporão Reserva 2011. Um blend robusto de Alicante Bouschet, Aragonês, Cabarnet Sauvignon e Trincadeira. Negro e denso como a árvore do rótulo, o Esporão Reserva 2011 é uma dádiva de Deus para as nossas noites frias e escuras. É definitivamente um vinho que devemos deixar perdido na garrafeira durante 1-12 anos mas que, com o chili de carne picante, deu lugar a uma harmonização brilhante. A princípio achei que seria um assalto aos sentidos. E devo dizer que houve bastante acção quando este amplo alentejano colidiu com o chili. Mas pouco depois, quando a poeira baixou, houve um saboroso e ligeiramente surpreendente casamento de sabores. Caso não estejam habituados ao chili a combinação poderá ser um pouco forte demais mas, se adorarem chili como eu, podem descobrir aqui algo muito especial.

A História do Esporão e os seus vinhos

Texto João Barbosa

Reguengos de Monsaraz está a 170 quilómetros do litoral oceânico. Durante séculos, talvez milénios, um nevoeiro naquela zona alentejana terá sido fenómeno raríssimo. A construção da Barragem de Alqueva, no rio Guadiana, criou o maior lago artificial da Europa – há quem discorde – tornou frequentes as névoas.

Não vou entrar – nem sinteticamente – no elencar de vantagens e desvantagens da construção da represa, em termos económicos, ambientais e sociais. Só refiro que a água tem permitido regar as vinhas, que se multiplicaram por todo o Alentejo. O empreendimento foi falado pela primeira vez em meados da década de 60 e o projecto empresarial da Herdade do Esporão «arrancou» em 1973 – entre aspas, porque levou anos adiado por razões externas à vontade dos empresários.

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Esporão – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

O Esporão começou por ser «uma fantasia» de Joaquim Bandeira, que viu além e quis plantar uma grande vinha no Alentejo. Desafiou José Roquette, que deixou a banca para abraçar a nova empresa.

A ditadura caiu em 1974 e, em 1975, o Governo reforçou a ideia de construir a barragem, ainda que passassem décadas até que fosse erguida. Também nesse ano, a Herdade do Esporão foi ocupada, no âmbito da Reforma Agrária. Em 1978 a propriedade foi devolvida, ainda que com a obrigatoriedade de ter de vender as uvas à cooperativa local.

ADN com mais do que vinho

Antes de entrar na prosa dos vinhos quero referir um aspecto que considero altamente relevante no mundo dos negócios, que é a responsabilidade social, em vasto censo. Seja no apoio directo à arte ou ao património humano, à cultura e ao ambiente, Herdade do Esporão tem no ADN querer ser mais do que uma vinícola.

Em 1985 aconteceu a primeira vindima que daria corpo ao primeiro vinho com marca própria, que sairia em 1987. O primeiro filho foi Reserva Tinto e, desde essa primeira edição, que os rótulos apresentam uma obra de arte. O consagrado João Hogan foi o escolhido para a estreia, mas, infelizmente para a empresa, o quadro não reside na colecção.

No âmbito da cultura, refira-se a preservação da Torre do Esporão, uma pequena fortificação medieval, a preservação do achado arqueológico na Herdade dos Perdigões (comprada em 1995, sendo o achamento do sítio acontecido em 1996), datado de entre os IV e III milénios Antes de Cristo – quantos empresários suportariam militante e financeiramente o que se poderia considerar como contratempo indesejável.

Em 2006, João Roquette assume a chefia da casa, que inicia uma reestruturação e replantio das vinhas e adopta uma política ambiental no sentido da recuperação e recriação de habitats, pondo a natureza a trabalhar e poupando em tratamentos de fitofármacos.

Outra acção de recolocação no «sítio» é a nova adega, recentemente finalizada, construída em taipa – método abandonado e praticamente esquecido. Muitas adegas alentejanas eram construídas desse modo e por alguma razão era: frescura. A terra, cascalho e madeira permitem um continuado arejamento e regulação da temperatura… ou seja, economia em energia.

Os protagonistas

Os vinhos não são o pretexto da empresa. As preocupações é que são resposta ao impacto que actividades agrícolas ou industriais implicam. Vêm agora para a conversa dois tintos – com obras de Alberto Carneiro – e dois brancos.

Blend-All-About-Wine-Esporão-Reserva-red-2011 esporão A História do Esporão e os seus vinhos Blend All About Wine Espor  o Reserva red 2011

Esporão Reserva tinto 2012 – Foto de Esporão | Todos os Direitos Reservados

O Esporão Reserva Tinto 2012 é um tiro de canhão, com os seus 14,5% de álcool. Dito assim poder-se-á pensar que é pesado. Errado! É um vinho com frescura. Aliás, a experiência da empresa e sucesso desta referência mantém-na num patamar de fiabilidade e prestígio. Fez-se com uvas de alicante bouschet, aragonês, cabernet sauvignon, trincadeiras, entre outras. Está equilibrado em fruta e madeira e promete viver durante uns bons anos.

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Esporão Private Selection tinto 2011 – Foto de Esporão | Todos os Direitos Reservados

O Esporão Private Selection 2011 está num patamar acima, incluindo na perspectiva de longevidade. É um vinho com um maior estágio em madeira, sendo ela 70% de carvalho americano. Tem taninos com garra e elegância, fundura de boca, uma agradável relação de frescura e calor, e final longo.

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Esporão Verdelho 2014 – Foto de Esporão | Todos os Direitos Reservados

Blend-All-About-Wine-Esporão-Duas-Castas esporão A História do Esporão e os seus vinhos Blend All About Wine Espor  o Duas Castas

Esporão Duas Castas – Foto de Esporão | Todos os Direitos Reservados

O Esporão Verdelho 2014 traz frescura e tem garra. Não duvido que irá ligar muito bem com as comidas mais leves. Se o vinho anterior expressa a casta, o Esporão Duas Castas mostra além das variedades, exemplifica os locais onde as cultivares arinto (60%) e gouveio (40%) têm as raízes enterradas. Mais uma vez, tem frescura e agarra-se ao enófilo.

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Esporão, Um Clássico do Alentejo

Texto José Silva

É uma das maiores propriedades do Alentejo, com os seus 1.800 hectares de terreno, 450 dos quais ocupados por vinhas em plena produção e outros 80 com olival a produzir um óptimo azeite.

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O restaurante – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

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Wine Shop – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

Se a isto juntarmos uma adega muito bem projectada e inserida na paisagem rural, um restaurante a servir comida excelente, uma loja com grande variedade de ofertas e uma mancha de água que ajudou a moldar a paisagem, pare além de abastecer água a todo o   complexo, então temos um dos poucos locais de enoturismo no Alentejo onde passar apenas um dia pode saber a pouco.

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Vinhas – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

Mas é a produção vinícola que mais chama a tenção, não só pela paisagem arrebatadora dos vinhedos a perder de vista, numa continuidade fora do vulgar, mas também pela qualidade e cuidado que põem em tudo o que ali fazem. E, claro, os vinhos, de vários patamares, mas onde a qualidade é uma constante e uma quase obcessão. Numa equipa liderada por um enólogo veterano que, embora oriundo da longínqua Austrália, já é bem português e que recentemente até se naturalizou em terras lusas. David Baverstock não esconde a sua paixão pelo que faz e que faz tão bem, mas é muito bem secundado por uma equipa de viticultura e enologia liderada por Luís Patrão. Os resultados, esses estão à vista, em cada nova colheita.

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Casta Corropio – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

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Casta Molinha Macia – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

Na viticultura tem natural destaque o campo ampelográfico que mantêm, com 188 castas portuguesas mas também de vários sítios do mundo, onde se tenta preservar muito do que é nosso e analisar a sua evolução e potencial. Castas com nomes estranhos como Tinta Pomar, Molinha Macia, Malvasia Cândida, Corropio, Uva Salsa, Tinta do Bragão, Arinto do Interior, Larião, Amor-não-me-deixes, Carrasquenho e muitas outras, ali estão a dar o seu melhor. Mas é nas castas mais tradicionais portuguesas (Alicante Bouschet, Aragonês, Touriga Nacional,Verdelho, Antão Vaz, Arinto, Roupeiro, Gouveio) e algumas estrangeiras (Syrah, Petit Verdot, Semillon) que vão buscar as bases para os seus vinhos mais emblemáticos.

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Adega Moderna – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

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Novas Soluções Técnicas – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

Algumas destas uvas são depois trabalhadas numa adega moderna recentemente actualizada, com novas soluções técnicas também.

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Barricas – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

E depois vão descansar naquela cave de barricas enorme, incrível.

Na recente visita provaram-se alguns deles e confirmou-se novamente o seu potencial.

Blend-All-About-Wine-Esporao-branco-Duas-Castas-2013 Esporão, Um Clássico do Alentejo Esporão, Um Clássico do Alentejo Blend All About Wine Esporao branco Duas Castas 2013

Duas Castas branco 2013 – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

O branco Duas Castas 2013, a partir do Gouveio e do Antão Vaz, apresentou-se muito límpido, com aromas vegetais ligeiros, muito cítrico, delicado. Na boca tem bastante frescura, é intenso e persistente, notas frutadas e alguma mineralidade, um vinho cheio de juventude.

O Private Selection Branco também de 2013 é um vinho completamente diferente. Um vinho moderno e sedutor, fermentado em madeira, o que se nota logo no nariz, algo exótico, cheio de elegancia, alguma fruta branca e notas de fumo, levemente tostado. Na boca é gordo, cheio, notas amanteigadas, algum chocolate muito suave, um vinho cheio de harmonia.

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Reserva 2013 – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

Ainda nos brancos passamos ao Reserva 2013, um vinho clássico, também fermentado em madeira, apresenta-se muito límpido, com alguma intensidade de fruta, entre citrinos e frutos brancos e notas muito ligeiras de fumo. Na boca é cheio, volumoso, fruta branca muito madura, acidez equilibrada e alguma frescura a combinar com a mineralidade persistente.

O Private Selection Tinto de 2011 revela todo o potencial dum ano extraordinário. Aromas complexos de especiarias, alguns frutos vermelhos, notas de chocolate e tabaco muito suaves. Na boca é austero, cheio, com notas de cacau e café, intenso, boa acidez e final longo e saboroso.

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Quatro Castas tinto 2013 – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

Passamos ao Quatro Castas Tinto de 2013, com algum floral no nariz, associado a frutos vermelhos e notas apimentadas bem divertidas. Na boca é volumoso, com óptima acidez, alguma complexidade, muito elegante com final médio bem interessante.

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Reserva tinto 2012 – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

Finalizamos com um clássico, o Reserva Tinto de 2012. Um vinho com um nariz exuberante, com presença de frutos silvestres, algum fumo, apimentado, elegante.

Na boca é ao mesmo tempo elegante e austero, cheio de corpo, ligeiramente tostado, frutos pretos, boa acidez a dar-lhe equilíbrio e provávelmente grande longevidade. Belo vinho.

Já na saída da herdade, a paragem obrigatória na Torre do Esporão, mandada construir entre 1457 e 1490 por Álvaro Mendes de Vasconcelos. Foi recuperada em 2003 e hoje alberga um museu arqueológico onde estão peças valiosas recolhidas no Esporão e nos Perdigões.

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Arco do Esporão – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

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Ermida de Nossa Senhora dos Remédios – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

Ao lado da torre está o Arco do Esporão e a Ermida de Nossa Senhora dos Remédios, que também fazem parte da história desta propriedade, cuja origem se perde no tempo…

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