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Os vinhos diferentes da Muxagat

Texto José Silva

Mesmo no limite da região demarcada do Douro, na Meda, em pleno Douro Superior, a Muxagat é um produtor bem conhecido na região.

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A adega – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

Uma pequena adega, já com alguns anos, que tem vindo a ser ligeiramente adaptada aos tempos modernos, mas onde a produção de vinho ainda é feita acima de tudo por métodos tradicionais, aproveitando mesmo algumas técnicas antigas que dão muito boa conta de si.

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Xisto

Das vinhas da Muxagata, e algumas outras da região, vêm as uvas, brancas e tintas, daqueles terrenos xistosos, por vezes impiedosos, de clima extremo e grandes amplitudes térmicas, que a vinha agradece.

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Uvas apanhadas à mão – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

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Tracção Animal – Foto Cedida por Muxagat | Todos os Direitos Reservados

E que ainda são apanhadas à mão e transportadas com o auxílio da preciosa tracção animal. Outras chegam à adega em caixas de plástico pequenas, que são colocadas num contentor frigorífico, para estabilizar a temperatura, antes de serem prensadas.

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Prensas Verticais – Foto Cedida por Muxagat | Todos os Direitos Reservados

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Pisa a pé – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

Depois são prensadas nas velhas prensas verticais, a proporcionar grande qualidade, ou então nos lagares de granito, com o recurso inigualável do pezinho humano, pois claro. Sempre a tradição nesta adega que acaba por ter ainda grande funcionalidade. Depois dos mostos retirados, os vinhos obtidos vão para cubas de aço inox ou para barricas de madeira de carvalho, onde hão-de estagiar o tempo necessário até serem engarrafados.

São também utilizados balseiros de madeira e os ovos de betão, técnica moderna que ainda ali está a ser testada, mas com bons resultados. Na última visita provaram-se alguns vinhos, que confirmaram aquilo que deles se esperava e conhecia.

O Rosé 2014 apresentou uma cor rosada apelativa, com aromas de morango e framboesa intensos e um ataque de boca suave e elegante, mas com bastante estrutura, algo exótico, muito agradável com final cheio de elegância.

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Muxagat Rosé 2014 – Foto Cedida por Muxagat | Todos os Direitos Reservados

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Muxagat branco 2013 – Foto Cedida por Muxagat | Todos os Direitos Reservados

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Os Xistos Altos – Foto Cedida por Muxagat | Todos os Direitos Reservados

Depois foi o Branco 2013, com notas de frutos de polpa branca, pêra, pêssego e ameixa, levemente floral e muito mineral. Na boca tem acidez intensa, muito volume, notas citrinas e minerais com final longo e seguro.

Os Xistos Altos 2012 é um branco muito especial, tem fruta branca, algum floral, alguma mineralidade com toque fumado. Na boca apresenta-se ainda mineral, quase salgado, complexo, muito elegante e com excelente acidez. Grande final.

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Cisne tinto 2011 – Foto Cedida por Muxagat | Todos os Direitos Reservados

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Tinta Barroca 2014 – Foto Cedida por Muxagat | Todos os Direitos Reservados

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Muxagat tinto 2102 – Foto Cedida por Muxagat | Todos os Direitos Reservados

Cisne Tinto 2011 é um vinho concentrado, com notas florais e de frutos pretos, sobretudo amoras. Na boca é bastante elegante, com alguma fruta madura, taninos redondos, muito fino, com final longo.

Veio então o Tinta Barroca 2014, feito com uvas de vinhas de altitude, 100% Tinta Barroca, apresenta aromas de framboesa, ginja, muito fresco no nariz. Na boca é aveludado, envolvente, pequenos toques de especiarias, belo volume e final muito longo.

Terminou-se com o Tinto 2102, dum vermelho escuro, opaco, apresenta-se fresco, com aromas de frutos vermelhos e algum balsâmico, levemente floral, muito complexo. Na boca realce para os frutos vermelhos maduros, notas leves de cacau, óptima acidez e taninos seguros e bem domados, a dar-lhe um final longo e saboroso. Belos vinhos, que agradecem algum tempo de garrafa e que agora têm a responsabilidade enológica de Luís Seabra, bom conhecedor do Douro, de que se espera a continuação dum trabalho de referência, com boas surpresas…

Lua Cheia em Vinhas Velhas no Douro

Texto João Pedro de Carvalho

Num mercado onde a oferta cada vez é maior e onde a qualidade é ponto assente nos vinhos de Portugal, torna-se cada vez mais complicado conseguir acompanhar o ritmo de todos os produtores, marcas ou projectos. Não se estranhe por isso que a surpresa e a novidade estejam cada vez mais ao virar de cada esquina, de cada prateleira ou copo servido por amigos. Há tanta coisa para se conhecer e ser conhecida que se torna impossível chegar a todo o lado ou conseguir ter um conhecimento tão abrangente que se diga de peito cheio, eu conheço tudo. No meu caso escrevo acerca deste projecto de cujo nome apenas tinha ouvido falar e mesmo apesar de já ter lido sobre ele, nunca tinha tido a oportunidade de ter os seus vinhos no meu copo.

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Quinta do Bronze in facebook.com/LuaCheiaEmVinhasVelhas

Encaro o mundo dos vinhos como quem olha para o céu estrelado, é impossível conhecer ou contar todas as estrelas do céu, nos vinhos é a mesma coisa. Neste caso o projecto tem um nome no mínimo curioso, mas também capaz de nos cativar a atenção, bate no ouvido quando ouvimos Lua Cheia em Vinhas Velhas. O projecto com o mesmo nome resulta da ligação apaixonada que os 3 fundadores – João Silva e Sousa, Francisco Baptista e Manuel Dias – mantêm com o Douro há mais de duas décadas. Depois de tantos anos a serem surpreendidos por esta região vitícola única, em 2009 chegou a altura de mostrar a forma como viam os vinhos do Douro. Das uvas compradas passaram a ter vinha própria, cerca de 10 hectares de vinha com a compra da Quinta do Bronze em Vale Mendiz. Apesar de já se ter expandido por outras regiões é aqui no Douro que nos vamos focar e nas novas colheitas acabadas de chegar ao mercado, onde curiosamente o uso de madeira foi deixado apenas para o tinto Reserva Especial e para o Reserva branco, de resto todos os vinhos apenas conhecem o frio do inox. De salientar a excelente relação preço/qualidade de todos os vinhos provados.

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The Wines in facebook.com/LuaCheiaEmVinhasVelhas

Lua Cheia em Vinhas Velhas Branco 2015: Elaborado a partir de vinhas velhas, muito perfumado e fresco com notas de frutos de pomar e flores, fundo mineral num conjunto muito harmonioso.

Lua Cheia em Vinhas Velhas Rosé 2015: Boa intensidade aromática a mostrar um vinho rosé centrado na fruta (morango, framboesa) bem fresca e madura. Complementa-se com ligeiríssimo floral e alguma especiaria, num conjunto jovem e equilibrado.

Lua Cheia em Vinhas Velhas Tinto 2014: Um tinto que respira Douro, fresco e bem perfumado é a fruta bem sumarenta e gulosa que se destaca em primeiro plano. Ligeiro aroma vegetal e invocar a esteva tão costumeira nos tintos da região. Corpo mediano com taninos a conferir boa secura final num vinho que tal como os restantes mostra um perfil bastante gastronómico.

Lua Cheia em Vinhas Velhas Reserva Especial 2014: Teve direito a 12 meses de estágio em barrica de carvalho Francês. Grande harmonia de conjunto com a fruta (groselha, morango, framboesa) a despontar, bem madura e com frescura a mostrar boa complexidade com notas florais, ligeiro cacau, tudo com muita elegância. Cativante e muito saboroso é daqueles vinhos que é difícil não se gostar dele.

Contactos
WINES & WINEMAKERS BY SAVEN
Portugal
Tel: (+351) 234 329 530
Fax: (+351) 234 329 531
E-mail: saven@saven.pt
Website: www.winesandwinemakers.pt

A nova imagem da Churchill’s

Texto José Silva

Uma empresa de produção de vinhos do Douro que existe apenas há 35 anos, fundada em 1981 por John Graham, mas que atingiu já a maioridade, produzindo vinhos de mesa e do Porto de grande qualidade, com características muito próprias e uma imagem aguerrida que não deixa ninguém indiferente.

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John Graham – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

Em 1999 a Churchill’s comprou a Quinta da Gricha, no Douro, na zona de Ervedosa do Douro, perto de S. João da Pesqueira. São vinhas com alguma altitude, algumas delas muito velhas e com uma enorme variedade de castas, mesmo algumas dezenas, que dão origem a vinhos cheios de complexidade e elegância e uma frescura e acidez só possível com vinhas com aquela localização. Para os vinhos brancos de mesa compram uvas na outra margem do rio, na região de Murça, beneficiando, para além da altitude, de alguns solos graníticos.

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Centro de Visitas – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

Em Vila Nova de Gaia têm um simpático Centro de Visitas, resultante da recuperação de instalações antigas, onde funciona um espaço para provas e loja de venda, mas onde também se podem apreciar tonéis de grande volume, onde envelhecem paulatinamente alguns dos vinhos do Porto da empresa. Foi ali que recentemente apresentaram à imprensa um novo vinho tinto, o Quinta da Gricha 2013. E que decorreu num almoço informal elaborado pelo chefe Victor Sobral.

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Directora Comercial Maria Emília Campos – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

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Enólogo Ricardo Nunes – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

Antes disso, os CEO da empresa, John Graham e Maria Emília Campos, e o enólogo Ricardo Nunes, fizeram uma apresentação da empresa e dos vinhos que estavam a ser provados, onde se incluía o novo vinho tinto.

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Vista soberba – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

Na sala superior deste delicioso espaço em Gaia, com uma vista soberba sobre as duas margens do rio e a ponte de D. Luís, provaram-se sete vinhos, começando com a curiosidade dum rosé, de que apenas fazem 2.000 garrafas, com screw cap. Um vinho jovem, muito fresco e com excelente acidez, sem grandes pretensões, mas muito agradável, mesmo para acompanhar alguns petiscos simples. Esgota num ápice! Depois foi o branco, composto por rabigato e viosinho, muito elegante, cheio de frescura e com uma acidez persistente que o torna muito gastronómico, um belo vinho. Seguiu-se o primeiro tinto, o Churchill’s Estates 2013, um entrada de gama composto por Touriga Nacional, Touriga Franca e Tinta Roriz, elegante, simples e equilibrado. O Churchill’s Estates Touriga Nacional apresentou-se cheio de estrutura, perfumado, volumoso, muito elegante, com óptima acidez, muito característico, um belo tinto. Provou-se depois um Churchill’s Grande Reserva poderoso, resultante de vinhas velhas, com muitas, mesmo muitas castas da região, de várias propriedades, a dar-lhe complexidade, profundidade, uma boca ao mesmo tempo volumosa e exótica, um vinho para durar ainda muitos anos em garrafa.

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Os vinhos provados – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

Veio então o novo vinho, o Quinta da Gricha 2013, também com origem em vinhas muito velhas, mas apenas da Quinta da Gricha, que se apresenta como a expressão máxima do terroir desta quinta. Muito mineral, com notas de frutos pretos,, cheio de corpo, com uma acidez fantástica, exuberante, um grande vinho tinto do Douro.

Finalmente provamos o Porto Quinta da Gricha Vintage 2013, um vintage clássico cheio de estrutura, com notas de cravinho, amora, figo, ameixa preta, chocolate preto e casca de laranja, muito complexo. Volumoso e com uma acidez incrível, muito freso, notas de especiarias, mirtilos, ainda jovem, vai ser muito interessante prová-lo daqui a alguns anos.

Seguiu-se então o almoço servido pelo chefe Victor Sobral, que começou com um robalo marinado com verduras, muito fresco, delicioso, que aguentou muito bem um surpreendente Dry White Port, cheio de frescura e levemente especiado.

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Robalo marinado – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

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Bacalhau – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

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Chocos – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

Depois serviu-nos um naco de bacalhau sobre cama de grelos e puré de grão, com cebola caramelizada, muitíssimo bem conseguido, que casou muito bem com o vinho branco.

E depois a surpresa dum prato do litoral alentejano de que é originário, chocos com tinta e favas, fantástico. E que aguentou com galhardia os tintos Touriga Nacional 2012 e Grande Reserva 2011. A fechar a refeição beberam-se um Tawny 20 Anos e um Vintage de 1997, ambos já a um nível muito elevado. Lá em baixo, o Douro passava, pachorrento…

Quinta do Crasto, no coração do Douro

Texto Bruno Mendes

A Quinta do Crasto, situada no coração do Douro, entre a Régua e o Pinhão, é propriedade da família de Leonor e Jorge Roquette há mais de um século. São 70 hectares de vinha de um total de 130, que se elevam desde o rio até 600m de atitude.

Além da produção de Vinhos Douro DOC e Vinhos do Porto, aqui também se produz azeite. A paixão pelo trabalho, não só dos enólogos como também de todos os membros da equipa, juntamente com elevados investimentos em equipamento de ponta permite um conceito que concilia o respeito pela tradição e, simultaneamente, a permanente aprendizagem, aperfeiçoamento e inovação, que projectou a Quinta do Crasto nos mercados nacional e internacional.

A história da Quinta do Crasto é rica e vasta, começando pelas primeiras referências a esta Quinta que remontam a 1615. O nome Crasto deriva do latim Castrum que significa forte Romano.

Tudo isto e muito mais no vídeo abaixo.

Castas e Pratos

Texto José Silva

É uma casa de bem comer já com muitos créditos, que tem vindo sempre a evoluir, ano após ano, mantendo uma linha quer de serviço quer de ofertas culinárias, muito consistente, com rigor, segura.

Nasceu duma recuperação inteligente duma parte dum velho armazém dos caminhos de ferro, na Régua, que estava em risco de ser demolido.

Utilizando o enorme pé direito e a beleza do travejamento de madeira, acrescentou-se muito vidro que deixa entrar a luz natural e ver o Douro, mesmo ali ao lado. Do outro lado é o movimento dos comboios que ali param mesmo em frente.

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A entrada in www.facebook.com/castasepratos

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Mezzanine in www.facebook.com/castasepratos

Um mezzanine é a sala de refeições e na parte de baixo uma sala ampla, comprida, com uma mesa a quase todo o comprimento e enormes candeeiros de belo efeito.

As paredes estão totalmente cobertas com armários onde repousam as centenas de referências de marcas de vinhos que constituem uma das melhores cartas de vinhos do Douro.

Ali o vinho é tratado como merece, com todo o cuidado, e podemos beber um copo de vinho e ler uma revista ou o jornal, mas também podemos apreciar uma refeição em alternativa.

Um local de encontro, de tertúlia, com o vinho por companhia.

Lá fora, uma velha carruagem de carga foi adaptada e é uma deliciosa esplanada para o bom tempo, com a estação ali à vista.

Em cima, as mesas estão sempre muito bem postas, impecáveis, o serviço é claramente acima da média, com profissionais capazes e conhecedores a guiar-nos por uma culinária consistente e muito bem interpretada.

O Douro bem merece um restaurante como este. Na última visita fizemos uma refeição tranquila, de grande qualidade, acompanhada por vários vinhos servidos a copo, cuja escolha foi da responsabilidade do chefe de sala.

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Muxagat Xistos Altos Branco 2012 – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

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Bacalhau – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

Para a mesa vieram pão regional, azeite e azeite com balsâmico.

Começou-se por um Vértice Branco 2010, que tinha sido decantado, excelente, evoluído, muito elegante, cremoso, grande vinho. Os anos de garrafa só lhe têm feito bem.

Veio então o ensopado de perdiz e boletos, cheio de cremosidade, bem ligado, a carne requintada da ave a ligar muito bem com os paladares intensos e secos dos boletos, excelente. E o vinho casou na perfeição.

Seguiu-se o bacalhau com crosta de amêndoa e brandade de camarão. No ponto, a barandade  muito bem ligada a dar-nos a suavidade do paladar do camarão, o bacalhau lascante e a curiosidade da crosta de amêndoas muito bem conseguida.

Bebeu-se o Muxagat Xistos Altos Branco 2012, muito mineral, elegante, intenso, seco, ligeiramente evoluído, com uma bela acidez, esteve mesmo muito bem.

Em contraste, ainda no bacalhau, provou-se um tinto Encosta do Bocho Reserva 2009 que foi óptima surpresa. Nariz cheio de fruta e notas de baunilha, ligeiro floral e muita complexidade. Belo volume, muito corpo, excelente acidez a contrastar com os taninos maduros bem casados com a madeira. Fruta preta intensa, um vinho poderoso mas equilibrado. Este ano de 2009 continua a dar-me belas surpresas.

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Encosta do Bocho – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

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Sobremesa – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

Para sobremesa foi proposto um vulcão de abóbora com gelado de queijo da Serra.

Uma explosão de sabores, a versão sofisticada da clássica ligação de queijo da Serra com doce de abóbora, aqui reinterpretada.

E que teve a companhia soberba do Porto Casa de Santa Eufémia Reserva Branco Velho com mais de 30 anos. Âmbar cristalino, nariz exuberante, frutos secos intensos, elegância, casca de tangerina, muito fresco. Belo volume, intenso, acidez vibrante, seco, nozes e avelãs, muita frescura, complexidade, guloso, um grande vinho do Porto.

Com o segundo cálice, brindou-se a este Castas e Pratos, ao vinho e ao Douro…

Contactos
Castas & Pratos
Peso da Régua | Portugal
Tel: (+351) 254 323 290
E-mail: info@castasepratos.com
Webmail: www.castasepratos.com

Outono na Quinta da Casa Amarela

Texto José Silva

O pai Gil, a mãe Laura e o filho Gil – eles são a Casa Amarela e a Casa Amarela são eles!

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O pai Gil, a mãe Laura e o filho Gil – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

Têm construído este projecto, uma vida dedicada ao Douro, à Quinta da Casa Amarela e aos seus vinhos. Vinhos feitos com paixão, uma grande paixão, que partilham com clientes e amigos, com simplicidade, sem salamaleques, mantendo sempre um nível de qualidade de que não abdicam.

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Quinta da Casa Amarela – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

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Quinta da Casa Amarela – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

E fazem muito bem! Levam os seus vinhos por todo o país, mas também por alguns outros países. Um trabalho de persistência, de muitas horas ao volante ou dentro de aviões, muitas provas comentadas, mas muitos clientes satisfeitos. E as parcerias com colegas produtores de outras regiões: primeiro foi com o Paulo Laureano e os seus néctares alentejanos, depois o Paulo Rodrigues da Quinta do Regueiro e o Alvarinho de Melgaço, finalmente com Sir Cliff Richard e os seus vinhos algarvios. Tudo com a ajuda do enólogo Jean-Hugues Gros, o francês que também se apaixonou pelo Douro e por lá ficou, a fazer vinhos muito bons. Visitar esta quinta é sempre um prazer, somos recebidos como família, há já muitos anos.

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A nova sala de barricas – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

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A beleza da casa coberta de vinha virgem – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

A beleza da casa coberta de vinha virgem, agora a pintar-se daquelas tonalidades outonais, a nova sala de barricas, em que pedra e madeira fazem um casamento perfeito e a velha sala dos tonéis, onde a música clássica de fundo dá aquele toque de magia e recato.

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A velha sala dos tonéis – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

Que os vinhos certamente agradecem.

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Aquela árvore enorme – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

Cá fora, aquela árvore enorme já se confunde com as paredes da casa, imponente e autoritária.

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As vinhas – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

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Aguardam pelo merecido descanso de inverno – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

Lá mais acima, as vinhas repousam, aguardando pelo merecido descanso de inverno. Mas estávamos ali para provar os vinhos, sabendo que a Laura Regueiro não deixaria de nos presentear com uma refeição caseira, como só ela sabe apresentar.

Já no conforto da sala de estar, começamos pelo branco Casa Amarela Reserva 2014, cheio de frescura e acidez muito equilibradas, notas de fruta de polpa branca muito elegantes, persistente e a ligar muito bem com umas tostinhas com queijo gratinado e uma deliciosa compota de pimento.

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Casa Amarela Reserva 2014 – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

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Norte Sul 2013 – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

Seguiu-se o Norte Sul 2013, também com frescura, exótico, jovial, muito agradável, simples mas com estrutura, uma boa surpresa. Agora já estávamos numas fatiazinhas de bola de carne, muito típica na região, fofinha a saborosa.

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Bola de carne – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

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II Terroir XIV – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

Terminamos os aperitivos com o outro branco de parceria, o II Terroir XIV, em que a mineralidade do Alvarinho casa muito bem com a elegância e frescura do branco do Douro. Intenso, muito elegante, com óptimo volume de boca, um vinho gastronómico.

Já sentados à mesa, deliciamo-nos com uma sopa de acelgas com crocante de cebola, muito apaladada e bem quente.

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Sopa de acelgas – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

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Casa Amarela Reserva Tinto 2013 – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

E já se abria o Casa Amarela Reserva Tinto 2013, que se apresentou pleno de aromas florais, com frutos vermelhos, intenso mas muito elegante, com notas de fumo, muito fresco, aveludado, com os taninos já bem casados e final saboroso.

Veio então para a mesa um soberbo joelho de porco assado no forno, muito bem temperado, a desfazer-se na boca, com batatas a murro e couves salteadas, mais uma rodelas de tomate bem maduro e cebola carnuda, bem temperados. Que bom!

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Joelho de porco assado no forno – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

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PL-LR IX – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

Para os copos, o tinto PL-LR IX, uma ligação fantástica com tintos de duas regiões, tão distantes e tão próximas. Aromas complexos, aveludado, ligeiras notas de fumo e alguma fruta preta madura. Na boca tem óptimo volume, é carnudo, intenso, poderoso, com acidez muito equilibrada e final longo.

Ainda a saborear o prato de carne, apreciamos o tinto Casa Amarela Grande Reserva 2011, uma bonita homenagem ao avô Elísio. Dum ano incrível, é um vinho distinto, muito elegante, requintado, cheio de complexidade aromática, com muito boa acidez e uma boca cheia, com longo final. Ainda vai durar muito anos na garrafa…se lá chegar!

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Casa Amarela Grande Reserva red 2011 – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

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Crumble de maçã – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

Finalmente a sobremesa: primeiro o crumble de maçã que é obrigatório nesta casa, depois uma tira de queijo de meia cura na companhia de uvas brancas e tostinhas.

Primeiro abriu-se o Porto Tawny 10 Anos, com aromas de frutos secos intensos, notas de mel, de marmelo, excelente acidez e muita frescura.

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Quinta da Casa Amarela Porto Tawny 10 Anos – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

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Quinta da Casa Amarela Porto Vintage 2011 – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

Para o queijo foi a vez do primeiro Vintage comercializado pela casa, e logo o 2011!! Com fruta preta muito madura, notas de chocolate, levemente balsâmico, gordo, cheio, poderoso mas ao mesmo tempo elegante, um belo representante do que de melhor se faz nos vinhos do Porto modernos. Uma bela refeição, como sempre, entre gente boa, na companhia de vinhos com carácter.

E o Douro agradece…

Contactos
Quinta da Casa Amarela
Riobom
5100-421 Lamego
Tel: (+351) 254 666 200
Fax: (+351) 254 665 209
Mobile: (+351) 962 621 661
E-mail: quinta@quinta-casa-amarela.com
Website: www.quinta-casa-amarela.com

Vinho de todo o lado – e a começar no Douro

Texto João Barbosa

Durante o período da Guerra Colonial, o Exército era abastecido com vinho engarrafado. «Nessa altura era proibido vender vinho a copo, porque o Estado desconfiava que era oportunidade para adulterar o vinho». Em 1965 rebentou o escândalo do «vinho a martelo», uma bebida «obtida por fermentação de açúcar e junção de água e corantes» – conta Vasco d’Avillez.

Branco ou tinto? Cheio! «A maioria das pessoas não fazia ideia do que era um vinho bom e bebia aquilo a que estava habituada, quer fosse tinto deslavado quer fosse branco oxidado e pesadão» – explica Vasco d’Avillez.

O enólogo Virgílio Loureiro conta que, «até à década de 60, o vinho em Portugal pouco mais era do que sempre foi ao longo dos últimos 250 anos. O local de culto do seu consumo e de compra era a taberna, onde era quase invariavelmente vendido a granel. A exigência dos clientes não era muita, pois o copo era servido cheio – não dando azo a que se pudesse apreciar o seu aroma – e geralmente bebido de um trago».

As tabernas de Lisboa e Porto, embora com preferências de origem (não regiões demarcadas) vendiam vinho de diferentes locais. O vinho provinha sobretudo da terra de origem do taberneiro.

A demarcação da região do Douro data de 1756, a empresa que a instituiu ainda existe – conhecida por Real Companhia Velha. Durante séculos, o Vinho do Porto era o negócio, os vinhos tranquilos não tinham relevo.

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Real Companhia Velha Grandjó – Photo Provided by Real Companhia Velha | All Rights Reserved

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Real Companhia Velha Grandjó – Photo Provided by Real Companhia Velha | All Rights Reserved

Esta firma detém marcas icónicas do Douro. Em 1912 foi criada a Grandjó, específica para vinhos de colheita tardia. Só na década de 60 surgiram os primeiros vinhos sem Botrytis Cinerea, para responder à procura de vinhos mais leves.

Em 1913 nasceu o Evel – «leve» escrito ao contrário. «O objectivo foi criar um vinho elegante, macio e leve», explica Pedro Silva Reis que preside à Real Companhia Velha. «Os primeiros vinhos, tais como hoje, correspondiam às características descritas: elegantes, macios e, de certo modo, leves. Naquela época existiam poucas marcas e apenas uma pequena parte do vinho consumido era engarrafado e rotulado. A marca notabilizou-se a partir dos anos 30 e 40, pelo que será de supor que terá demorado alguns anos até se considerar um verdadeiro sucesso». Nas duas décadas seguintes, o Evel chegou à mesa do chefe do Estado, passando os rótulos a ostentar a designação de «Fornecedora da Presidência da República».

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Real Companhia Velha Cellar – Photo Provided by Real Companhia Velha | All Rights Reserved

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Pedro Silva Reis – Photo Provided by Real Companhia Velha | All Rights Reserved

Real Companhia Velha tem também o oposto do Evel. O Porca de Murça, criado em 1928, homenageando um monumento pré-histórico. «Vinhos tintos potentes e encorpados. A produção dos brancos só aconteceu anos mais tarde. A marca atingiu altos níveis de fama entre as décadas de 40 e 60. Recentemente, a marca voltou a viver momentos de glória ao tornar-se a marca do Douro mais vendida no mundo» – afirma Pedro Silva Reis.

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Barca Velha 1952 – Photo Provided by Sogrape Vinhos | All Rights Reserved

Blend-All-About-Wine-Wine-from-everywhere-starting-with-Douro-Casa-Ferreirinha-Reserva-Especial 1960 douro Vinho de todo o lado – e a começar no Douro Blend All About Wine Wine from everywhere starting with Douro Casa Ferreirinha Reserva Especial 1960

Casa Ferreirinha Colheita Seleccionada 1960 Reserva Especial – Photo Provided by Sogrape Vinhos | All Rights Reserved

Quando se fala no Douro, há dois vinhos obrigatórios, considerados, por muitos, como os dois melhores de Portugal: Barca Velha (1952) e Ferreirinha Reserva Especial (1960). A Sogrape estabeleceu que os vinhos com maior potencialidade de guarda se designem por Barca Velha e os que previsivelmente terão longevidade inferior se chamem Ferreirinha Reserva Especial.

O espírito e o estilo nunca mudam. Até ao presente saíram 17 Barca Velha e 16 Ferreirinha Reserva Especial (entre 1989 e 1987, a legislação não permitiu o uso do adjectivo «especial».

Toca da Raposa, um refúgio no Douro…

Texto José Silva

Ao longo dos últimos anos têm surgido no Douro alguns espaços que se dedicam a servir boa comida, com qualidade e produtos genuínos e que se têm consolidado, sendo hoje procurados quer por portugueses quer mesmo por estrangeiros, muito graças também á divulgação através das redes sociais, cada vez mais um instrumento valorativo e de rápido acesso.

Em Ervedosa do Douro, uma pequena povoação na estrada que sobe desde o leito do rio Douro até S. João da Pesqueira, abriu há alguns anos um desses espaços a que deram o nome de “Toca da Raposa”. Mesmo à face da estrada, mas com amplo parqueamento logo à frente, recebe-nos um espaço muito confortável e acolhedor, bem decorado, sóbrio, de muito bom gosto.

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Toca da Raposa – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

Algumas mesas logo à entrada, depois um amplo balcão e mais algumas mesas a seguir, soalho em madeira, algumas paredes em madeira e outras em xisto, muitas prateleiras repletas de garrafas de vinho, que ali também é muito bem trabalhado.

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Toca da Raposa – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

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Toca da Raposa – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

A mãe a dirigir a cozinha com mestria, as suas mãos a fazerem por vezes verdadeira magia, a filha a dirigir a sala com sabedoria e bom gosto, apresentando os pratos e fazendo propostas de acompanhamento com vinhos de grande qualidade, em que o Douro, naturalmente, está representado em esmagadora maioria. O resultado é sempre magnífico, proporcionando ao visitante refeições intensas, com variedade, bem apresentadas, desde as entradas até aos pratos principais mais elaborados, com temperos equilibrados, cozinhados no ponto, dando sempre realce á qualidade dos produtos utilizados. Depois, quando passamos à escolha do vinho ou vinhos, teremos sempre o acompanhamento da filha, que mostra que os vinhos que podemos apreciar nas prateleiras e na vasta carta, não estão ali por acaso nem ao acaso. Nota-se que é pessoa conhecedora, esclarecida, conhece os vinhos, as suas proveniências, as suas características e as harmonizações que se podem conseguir com os pratos variados da ementa. A isto não será alheio o facto de por ali passarem muitos dos produtores da região do Douro e em especial daquela zona. S. João da Pesqueira é o concelho da região onde há o maior número de produtores de vinhos do Douro. Na última visita, depois de sentados confortavelmente á mesa, trincamos umas amêndoas torradas que fizeram companhia a um Porto Branco 10 Anos da Andresen, à temperatura certa. Muito bom.

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Míscaros Grelhados – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

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Filetes de Polvo – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

Logo de seguida, um delicioso pão regional fez companhia a algumas entradas muito bem confeccionadas: míscaros grelhados com azeite muito saborosos e filetes de polvo fritos com polme fofinho.

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Peixinhos do rio – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

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Alheira – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

De seguida uns peixinhos do rio fritos de escabeche deliciosos, alheira tostada, muito saborosa, com aquele toque levemente azedo e pele crocante, com uns grelos salteados carnudos.

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Para fechar as entradas – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

E para fechar as entradas os sabores da azenha – pão regional torrado com azeite, presunto e queijo em azeite. Excelente! Até aqui tínhamos bebido o branco Gambozinos Reserva de 2013, que esteve sempre à altura, e então passamos para um tinto, o Beira Douro Colheita de 2012, ambos servidos a copo.

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Arroz de míscaros – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

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Cachaço de porco Bízaro – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

O tinto fez boa companhia a um arroz de míscaros preparado no ponto, cremoso e apaladado, com febrinhas de cachaço de porco bízaro grelhadas.

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Cabrito grelhado – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

Mas ainda veio o cabrito grelhado com batata refugada e couve salteada, comida de aldeia muito bem confeccionada.

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Sobremesa – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

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Sobremesa – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

Já em esforço, mas com o Porto LBV da Noval 2008 no copo, atacamos a torta de amêndoa e o pudim de ovos, e um queijo da serra com marmelada e nozes que nos deixaram prostrados…mas muito satisfeitos.

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O Douro – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

Depois descemos para o Pinhão, ao encontro do rio Douro, sempre ele…

Foz Torto: Em busca da elegância

Texto Sarah Ahmed | Tradução Bruno Ferreira

Em 2000, Abílio Tavares da Silva, um empreendedor IT de Lisboa, começou a procurar por uma vinha. Certo que teria que ser no Douro, mas não foi fácil porque era meticuloso. Demorou cinco anos a encontrar o sítio certo. Nos dias que correm tem uma vista de topo sobre o Douro, em particular sobre as vinhas mais altas da Sandeman, na Quinta do Seixo, que está situada na outra margem do rio Torto, imediatamente oposta ao seu próprio pedaço de Douro, Foz Torto.

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Abilio Tavares da Silva no topo do mundo na Foz Torto – Foto de Sarah Ahmed | Todos os Direitos Reservados

Os 14 hectares de vinha, em patamares íngremes, da Foz Torto, descem até ao rio Douro. Não é apenas pela paisagem vertiginosa que se verifica desde o topo (320m) até ao rio (72m) que Abílio se sente no topo do mundo. Focando um pouco mais a questão, está a aperceber-se da paixão que o levou a vender o seu negócio, a realocar a sua família no Douro e a estudar enologia (tem um curso de Enologia da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro).

Porquê este lugar? Porque, diz Abílio, “estava à procura de elegância e equilíbrio e a minha vinha no rio Torto é conhecida, há já 200 anos, pelo seu poder e elegância”. “Maioritariamente em vinho do Porto”, acrescenta. E ainda hoje 80-85% das uvas são vendidas à Taylor’s para a produção de vinho do Porto. Atribui, parcialmente, esta reputação à Rufete, que é muito comum no Torto e “mais conhecida pela elegância do que pela força”.

Dito isto, substituiu cerca de 80% das vinhas originais (ficaram a sobrar 3 hectares de vinhas velhas). Justifica, “o vinhedo estava em mau estado porque pertencia a uma família que esteve envolvida em disputas em tribunal durante 10 anos”. A nova plantação inclui Rufete e Tinta Francisca, que o entusiasta de comida descreve como “condimentos” para a Touriga Nacional e a Alicante Bouschet também ali plantadas.

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O jardim de vegetais da Foz Torto – Foto de Sarah Ahmed | Todos os Direitos Reservados

Abílio é tão apaixonado pelos vegetais que plantou na Foz Torto quanto é pelas suas vinhas. Enquanto me dizia, “Acredito mesmo que as vinhas devem ser desfrutadas e visitadas como um jardim, e não apenas para produzir vinho.”, mostrou-me morangos, cebolas, feijões, batatas, árvores de fruto e oliveiras. Tal é zelo messiânico que tem pela intensidade de sabor da rúcula que me deu a provar que se esqueceu que (e eu também) estávamos prestes a provar os vinhos. A rúcula mais picante (tanto como o rabanete) que já provei e que, lamentavelmente, descalibrou o meu palato. Felizmente, Abílio foi amável e enviou-me amostras frescas para provar em Londres.

Os vinhos, o primeiros lançamentos, de 2010, são feitos com Sandra Tavares da Silva (não são parentes) que aperfeiçoou as suas habilidades de vinificação de Douro no Vale do Torto na Quinta do Vale Dona Maria antes de estabelecer a Wine & Soul com o seu marido, e também enólogo, Jorge Serôdio Borges. Abílio diz que Sandra é a “instrutora” para o “estagiário” que há em si. E, evidentemente, tal como eu, é um grande fã do requintado branco do Douro da Wine & Soul, Guru, já que adquiriu uma segunda vinha de vinhos brancos perto do local de onde provêm as uvas utilizadas na produção daquele vinho, em Porrais, Murça, a 600 metros de altitude. Devo dizer que gosto mais do Foz Torto branco, com grande personalidade, do que do tinto que, apesar de muito bem feito, não é tão elegante o quanto estava à espera dada a localização e o ano da colheita. Mas ainda são os primeiros tempos e Abílio gosta de estudar (para ele “o prazer é a viagem”). Estou mesmo interessada em acompanhar a evolução desta gama. De facto, com os conselhos da sua “instrutora”, que irão contribuir para que os seus vinhos sejam “mais elegantes e distintos”, já começou a instalar lagares para uma vinificação em quantidades menores na velha adega que está a restaurar no Pinhão. Como qualquer bom informático sabe que, “temos de prestar atenção a todos os pequenos detalhes”.

Aqui estão as notas relativamente aos seus últimos lançamentos:

Foz Torto Vinhas Velhas Branco 2013 (Douro) – produzido a partir de um pequeno (menos de um hectare) field blend maioritariamente composto por Códega do Larinho e Rabigato. Abílio disse-me que a vinha cheira a pólvora e, tal como o Guru, este vinho tem um perfil de cordite com, já no segundo dia, um toque feno-grego picante. Apesar de de não ser tão encorpado, poderoso ou longo quanto o Guru, gosto da sua mineralidade e do seu toque incisivo a toranja com limão mais maduro. Notas complementares e complexas de baunilha e óleo de limão, que se mostram graças ao envelhecimento em carvalho francês durante cinco meses. Tem muito do interesse e intensidade das vinhas velhas. 12.5%

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Um trio da Foz Torto – Foto de Sarah Ahmed | Todos os Direitos Reservados

Foz Torto Tinto 2012 (Douro) – Um blend com 40% Touriga Nacional, 30% Touriga Franca, 10% Tinta Francisca, 5% Tinta Roriz, 5% Alicante Bouschet, 5% Sousão e 5% Tinta Barroca de vinhas com 7-8 anos; foi fermentado durante 8 dias em tanque de inox e envelhecido durante 16 meses em barris de carvalho francês de 2º e 3º ano. Tem amora e ameixa maduras com chocolate preto, tanto no nariz como no palato, com ameixa, tabaco, couro, traços de whisky berber (chá de menta) e taninos de baixa granularidade. O tabaco está mais marcado no segundo dia. Um toque quente (álcool) atravessa a prova; beneficiaria com um pouco mais de definição e frescura. 14.5%

Foz Torto Vinhas Velhas 2012 (Douro) – um field blend de vinhas velhas com mais de 30 castas; foi fermentado durante 8 dias em tanque de inox e depois envelhecido durante 18 meses em barris de carvalho francês (30% novos, 70% 2º ano). Como seria de esperar, é mais concentrado, mineral e picante do que o cuvée mais novo, com cassis rico, mais maduro, ameixa preta mais suculenta e sumarenta e framboesa mais doce. O carvalho novo confere baunilha e notas mais pronunciadas de torrada e mocha. Um pouco maduro demais e quente para o meu gosto, apesar de beneficiar de taninos esbeltos e notas úteis de eucalipto no final. 14.5%

Quinta de La Rosa – vinhos concentrados e elegantes

Texto João Barbosa

A família Bergvist chegou a Portugal para produzir pasta de papel, a partir da madeira de pinheiro, instando-se em Albergaria da Serra, junto Rio Caima, perto de Constância, banhada pelo Tejo. Mais tarde passaria a utilizar o eucalipto.

O engenheiro sueco D. E. Bergqvist depressa aprendeu onde fica a cidade do Porto, vindo a casar-se com Claire Feueheerd, proveniente duma família no negócio do Vinho do Porto desde 1815. A Quinta de La Rosa, junto ao Pinhão, foi dada presente pelo técnico à sua apaixonada.

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Quinta de La Rosa – Foto Cedida por Quinta de La Rosa | Todos os Direitos Reservados

A data de 1815 é importante, pois foi é a data da Batalha de Waterloo e do fim do império de Napoleão. O antepassado Feueheerd veio para a cidade Porto, uma vez que precisava de reconstruir a vida, visto ter estado do lado do imperador francês enquanto político da cidade livre hanseática de Bremen. Curiosamente chegou a um país que lutou contra França e instalou-se numa cidade com forte presença inglesa nos negócios.

A propriedade chamava-se Quinta dos Bateiros e do outro lado fica a Quinta das Bateiras e um presente deve ser único, nomeadamente no nome. Porquê La Rosa? Sim, uma propriedade no Douro com um nome castelhano? Para mais com as diferentes origens da família… É que o pai de Sophia Bergqvist – que hoje dirige o negócio – tinha uma marca de Xerez chamada La Rosa. Ainda assim devo sublinhar que o artigo «La» foi usado durante séculos em português, como a famosa nau «Flor de La Mar» que se afundou com um enorme tesouro, em 1512.

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Sophia e Tim Bergqvist – Foto Cedida por Quinta de La Rosa | Todos os Direitos Reservados

É um passado distante, que daria para horas. A história recente da Quinta de La Rosa tem um marco no ano de 1988, quando produziu o seu primeiro vinho. Até essa data, os Bergqvist vendiam as uvas à Sandeman, um negócio iniciado em 1938. Apenas em 1985 é que o Vinho do Porto passou a poder estagiar no Douro, deixando de ser obrigatório fazê-lo em Gaia. Mas «o primeiro vinho a sério foi em 1991», diz Sophia Bergqvist.

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As vinhas íngremes – Foto Cedida por Quinta de La Rosa | Todos os Direitos Reservados

A Quinta de La Rosa é muito íngreme e com diferentes exposições solares. A conjugação dos factores luz, temperatura e altitude contribuem para a complexidade dos seus vinhos. Jorge Moreira, o enólogo, garante que ali os vinhos só podem sair muito concentrados, pois é a natureza que o impõe.

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Jorge Moreira – Foto Cedida por Quinta de La Rosa | Todos os Direitos Reservados

Penso que os tintos saem beneficiados, embora os brancos não deixem de ser de grande qualidade. O Quinta de La Rosa Branco 2014 traduz-se em mineralidade e notas de casca de limão verde e de pêra pouco madura. É um lote de gouveio, rabigato, malvasia, viosinho e códega de larinho.

O Quinta de La Rosa Branco Reserva 2014 é mais potente e exige comida na mesa. É bem seco e fresco, dominando os aromas de limão e tangerina, com notas abaunilhadas. Aqui, o carácter mineral é menos evidente. As castas são as mesmas do anterior.

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Quinta de La Rosa branco – Foto Cedida por Quinta de La Rosa | Todos os Direitos Reservados

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Quinta de La Rosa branco Reserva – Foto Cedida por Quinta de La Rosa | Todos os Direitos Reservados

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Quinta de La Rosa Rosé – Foto Cedida por Quinta de La Rosa | Todos os Direitos Reservados

O Quinta de La Rosa Rosé 2014 ficou aquém do que esperava. A soma das uvas de touriga nacional, touriga franca, tinta barroca e tinta roriz não transmitiram o Douro. Não sendo pesado, os 13,5% de álcool tornam-no contra-indicado para o almoço.

Os primeiros vinhos que conheci da Quinta de La Rosa foram os tintos e logo me apaixonei. Penso que estão uns socalcos acima dos brancos e bem acima do rosado. O douROSA Tinto 2013 é um retrato do Douro que mais gosto, com a terra de xisto e as ervas bravias secas. É seco sem ser austero e fez-se com touriga nacional, touriga franca, tinta barroca e tinta roriz.

O Quinta de La Rosa Tinto 2012 partilha esses traços identitários com o anterior e acrescenta alfarroba, menta, pimenta branca. É longo na boca. Um belíssimo vinho.

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douROSA tinto – Foto Cedida por Quinta de La Rosa | Todos os Direitos Reservados

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Quinta de La Rosa tinto – Foto Cedida por Quinta de La Rosa | Todos os Direitos Reservados

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La Rosa Reserva tinto – Foto Cedida por Quinta de La Rosa | Todos os Direitos Reservados

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Quinta de La Rosa Vintage Port – Foto Cedida por Quinta de La Rosa | Todos os Direitos Reservados

Um grande vinho – mesmo grande – é o La Rosa Reserva Tinto 2012. Tem tudo o que se pode esperar da região, desde a mineralidade do xisto, às cerejas, framboesas, geleia de morango, gomas pretas e chocolatinhos After Eight. Taninos muito agradáveis, vai como veludo. É fresco… e são 14,5% de álcool. Quase todo de touriga nacional, com uma parte de touriga franca.

O Quinta de La Rosa Port Vintage 2012 ainda está fechado, vai revelando alfarroba, cereja e um ramalhete de notas florais ainda pouco nítidas. É untuoso e vai longo. Dêem-lhe uns anos.

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