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Herdade do Mouchão, Tonel 3-4 2011
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Herdade do Mouchão – Foto de João Pedro Carvalho| Todos os Direitos Reservados

Ouvir falar em Herdade do Mouchão é lembrar no imediato de grandes vinhos que têm vindo a deliciar gerações de apreciadores, o seu nome teve a capacidade de se afirmar com o passar dos anos num dos ícones indiscutíveis do Alentejo, um vinho que faz parte do desejo de qualquer enófilo e é sem dúvida alguma um dos grandes produtores a nível nacional. A sua história da Herdade do Mouchão começa por volta do ano de 1825, quando o inglês Thomas Reynolds se instala no Porto como negociante de Vinho do Porto, três gerações passaram e o seu neto, John, envolveu-se no negócio da cortiça e comprou um número razoável de propriedades no Alentejo. A Herdade do Mouchão foi uma dessas herdades, com 900 hectares em que 70% são ocupados por montado de sobro. Do negócio da cortiça cedo se expandiu para o vinho,  plantou-se vinha (onde viria a surgir a Alicante Bouschet em Portugal) com a respectiva adega a ser construída entre os anos de 1901 e 1904. Com o passar dos anos a produção de vinhos foi sendo aperfeiçoada e seria na década de 50 que a marca Mouchão iria surgir no mercado pela primeira vez (1954), mantendo-se na mesma a produção de vinho a granel. Naquela altura a área de vinha já tinha sido aumentada, as vinhas de Alicante Bouschet trazidas de França seriam responsáveis por alguns vinhos míticos, tinha nascido no Alentejo um dos grandes produtores de vinho. Após o 25 Abril de 1974 a Herdade foi expropriada e tomada pela “Cooprativa 25 de Abril” da Casa Branca, apesar dos seus proprietários nunca terem abandonado a sua casa, a Herdade do Mouchão e a Adega apenas seriam devolvidos em 1985 num estado degradado e com grande parte das vinhas a terem deixado de produzir com outra tanta parte arrancada e substituída por outras variedades de maior rentabilidade, a grande maioria dos stocks dos melhores e mais antigos vinhos tinha sido vendida ao desbarato. Naquela altura foi necessário começar do zero, a vinha velha teve de ser arrancada, replantada e reformulada. Nos dias que correm, um século depois da sua fundação, a Herdade do Mouchão continua em plena forma e na posse da família Reynolds.

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Herdade do Mouchão – Foto de João Pedro Carvalho| Todos os Direitos Reservados

Da Vinha  à Adega e a Vinificação

A vinha nos seus 38 hectares totais é composta por várias parcelas espalhadas pela Herdade do Mouchão, as vinhas da Dourada, das Canas, a Vinha Nova das Canas, da Barragem, a Vinha do Mouchão Velho e a mais especial de todas a Vinha dos Carapetos onde mora a parcela mais antiga de Alicante Bouschet. Nas restantes parcelas os encepamentos variam entre Trincadeira, Aragonez, Touriga Nacional, Touriga Franca, Castelão e Syrah,  nos brancos o Antão Vaz, Arinto e Perrum. No Mouchão a tradição fala mais alto, ainda bem para os consumidores, os vinhos mantém um cunho muito próprio fruto de um apurado terroir e de cepas de Alicante Bouschet muito velhas. Adega singela e cheia de carisma onde tudo parece imaculado com os seus imponentes e velhos toneis de madeira ( Mogno, Castanho, Carvalho e Macacaúba)  e algumas pipas mais velhas a recordar que o tempo é inquilino daquela casa vai para mais de 100 anos, ali mesmo onde a família de adegueiros se mantém há três gerações, guiados por Iain Reynolds Richardson o actual proprietário, num garante de que o saber fazer se vai mantendo ao longo dos anos e não se vira costas aos saberes do antigamente. A uva é escolhida e vindimada manualmente, transportada para a adega onde é esmagada e fermentada com os engaços nos nove lagares de pedra ali existentes. A pisa a pé é efectuada para todos os vinhos tintos do produtor, caso raro por terras do Alentejo, depois de fermentado o vinho é trasfegado para os tonéis que variam entre os 2.500 e 5000 litros de capacidade, onde efectua a maloláctica e onde estagia por períodos que variam entre os 4 e os 7 anos. Parte dos vinhos estagia também em barricas de carvalho francês de 225 litros. Em jeito de curiosidade no pico do Verão quando as temperaturas são mais elevadas, o adegueiro por volta das 6 da madrugada abre todas as janelas da adega com o objectivo de refrescar o local, sendo que por volta das 9 horas todas as janelas voltam a ser fechadas de forma a preservar ao máximo a temperatura interior. A enologia está a cargo do Enólogo Paulo Laureano.

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Vinha – Foto de João Pedro Carvalho| Todos os Direitos Reservados

Alicante Bouschet

Falar-se na Herdade do Mouchão é ter de falar na casta vinda de França de seu nome Alicante Bouschet, que se instalou ali pela primeira vez na Vinha dos Carapetos e seria ali naquele fantástico e mágico local que daria o tiro de partida para aquilo em que se transformou nos dias de hoje, a grande casta do Alentejo. Da mal-amada por França a glorificada no Alentejo, a casta que se adapta a climas quentes e que foi menosprezada pelos Franceses, de tal forma que quando os Rothchild compraram a “Quinta do Carmo” nos anos 90, decidiram de forma pouco inteligente destruir todas as vinhas velhas de Alicante Bouschet que esteve na origem dos grandiosos vinhos da marca. Como casta é tintureira, polpa e sumo escuros, criada em laboratório por um professor de viticultura francês de nome Henri Bouschet, ao cruzar Grenache e Petit Bouschet em 1865, não muito depois viria para o Alentejo brilhar. Casta vigorosa que produz vinhos intensos e bem estruturados de grande longevidade, fruto da boa acidez e dos taninos que mete à disposição. De aromas a lembrar frutos silvestres, azeitona, especiado e vegetais, travo de bálsamo marca todos os tintos.

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Vinhos – Foto de João Pedro Carvalho| Todos os Direitos Reservados

Vinhos com história

A determinada altura na Herdade do Mouchão, quando a superfície total de vinha era superior ao actual, nem sempre se conseguia vender toda a produção. Desta forma os vinhos que não se vendiam iam ficando armazenados e a determinada altura verificou-se que aqueles vinhos ganhavam com um estágio prolongado em adega. Na realidade o primeiro Mouchão engarrafado veria a apenas a luz do dia em 1949 seguido do 1954 e o 1963. O que aconteceu pelo meio desapareceu com a ocupação da Cooperativa Agrícola 25 de Abril. Apesar de tudo isto, a gama de vinhos tem vindo a ser aumentada com o passar dos anos, o primeiro vinho e o que goza de maior prestígio é o Mouchão, já teve na sua altura a edição em branco mas foi descontinuado, hoje só mesmo tinto, onde brilha o duo Alicante Bouschet com Trincadeira. Depois surgiu em 1990 o Dom Rafael, o nome homenageia o primeiro proprietário da Herdade do Mouchão, tal como o Dona Cristina que homenageava a sua esposa. Foi já em 1996 que aparece o vinho mais especial da casa, o Mouchão Tonel 3-4 assente numa base das melhores uvas de Alicante Bouschet. Em 2005 surge o mais moderno Ponte das Canas. Os anos de 1994 e 1995 foram trágicos com a geada a dizimar por completo a produção.

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Tonel Nº3 – 4 – Foto de João Pedro Carvalho| Todos os Direitos Reservados

Mouchão Tonel nº 3-4 2011

Em anos de colheitas excepcionais e comprovada a sua qualidade, a equipa de enologia da Herdade do Mouchão reserva cerca de 10 mil litros de vinho nos famosos tonéis 3 e 4, de carvalho português, macacaúba e mogno, onde estagia durante 36 meses. O Herdade do Mouchão Tonel Nº 3-4 2011 é um vinho que carrega a responsabilidade de respeitar a casta e a tradição em anos excepcionais. Pleno de garra, profundidade e complexidade, é produzido a partir de uma cuidada selecção de uvas Alicante Bouschet provenientes da emblemática Vinha dos Carapetos, berço da casta em Portugal.

É um verdadeiro colosso que como poucos tem a capacidade de vergar autênticas plateias de apreciadores. A potência surge aliada a uma finesse que lhe assenta que nem uma luva de cetim, musculado mas bem torneado, de aromas limpos e cintilantes, enorme a fruta (bagas silvestres) bem madura e suculenta envolta em aromas de eucalipto. De copo na mão somos transportados para a Vinha dos Carapetos, de perfil amplo, profundo, com uma frescura que percorre todos os recantos. A complexidade cresce com o tempo que passa no copo, sem nunca largar aquele ligeiro terroso lá no fundo.

Texto João Pedro de Carvalho

Quinta da Terrincha

Texto Bruno Mendes

Em Torre de Moncorvo, mais propriamente no Vale da Vilariça e junto à Estrada Nacional 102, a Quinta da Terrincha situa-se na Região Demarcada do Douro. Já pertenceu aos Condes de Pinhel e hoje em dia é propriedade da família Seixas Pinto que a adquiriu em finais do século XX, em estado de abandono.

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Vista aérea da Quinta da Terrincha – Foto Cedida por Quinta da Terrincha | Todos os Direitos Reservados

Trata-se de uma propriedade com uma extensão de mais de 300 hectares que sofreu uma vasta remodelação com a intenção de, não só rentabilizar o investimento realizado, mas também devolver toda a relevância e graciosidade que a Quinta da Terrincha um dia havia tido. Assim, a família procedeu à plantação de extensões consideráveis de vinha e olival e apostou no enoturismo, contando agora com um restaurante “Canto da Terrincha” e uma unidade hoteleira constituída por um hotel em fase de acabamento e 15 casas de turismo rural de tipologias T1, T2 e T3.

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Quinta da Terrincha – Foto Cedida por Quinta da Terrincha | Todos os Direitos Reservados

Aos 50 hectares de vinha inicialmente plantados com as castas (Alicante Bouschet, Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz, Sousão, Gouveio, Viosinho, Rabigato e Arinto, entre outras), juntou-se, em 2016, mais 13 hectares.

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Quinta da Terrincha branco – Foto Cedida por Quinta da Terrincha | Todos os Direitos Reservados

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Quinta da Terrincha tinto – Foto Cedida por Quinta da Terrincha | Todos os Direitos Reservados

Destas uvas resultam os vinhos Quinta da Terrincha, nomeadamente o Quinta da Terrincha Tinto, o Quinta da Terrincha Branco, o Quinta da Terrincha Rosé e o Quinta da Terrincha Tinto Lote T13.

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Quinta da Terrincha Rosé – Foto Cedida por Quinta da Terrincha | Todos os Direitos Reservados

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Quinta da Terrincha tinto Lote T13 – Foto Cedida por Quinta da Terrincha | Todos os Direitos Reservados

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As vinhas – Foto Cedida por Quinta da Terrincha | Todos os Direitos Reservados

Além do vinho, o azeite é outra aposta importante desta Quinta. São 80 hectares de olival com as castas Verdeal, Cordovil, Cobrançosa, Madural. O azeite Quinta da Terrincha é o resultado de um processo de produção biológica, que beneficia muito com as condições do clima e do solo onde se encontra plantado o olival.

O queijo é outro produto de destaque desta Quinta. A Quinta da Terrincha dispõe de uma produção própria de queijo Terrincho, uma denominação de origem protegida (DOP). Os queijos são produzidos na própria queijaria da quinta, e é elaborado com 100% de leite de ovelhas da raça Churra da Terra Quente Transmontana (também conhecida como ovelha Terrincha), que são vistas como excelentes produtoras de leite para a produção deste queijo único e muito apreciado em toda a extensão de Portugal. O Terrincho trata-se de um queijo curado com uma maturação mínima de 30 dias, podendo a mesma estender-se até um máximo de 90 dias dando assim origem à variante Terrincho Velho. Além disso, ainda se produz também queijo fresco e requeijão.

Outros produtos da Quinta da Terrincha são o vinagre, as uvas de mesa, as azeitonas, o mel, as abóboras, entre outros.

Além do Vale da Vilariça, a Quinta da Terrincha conta ainda com uma vasta área montanhosa e íngreme, num total de 80 hectares, em que podemos encontrar quedas de água, minas, charcos, entre outros, 20 hectares de choupos e um bosque de azinheiras e de zimbros que é um importante habitat prioritário da Rede Natura 2000. Tudo muito bem interligado com percursos pedestres que permitem aos visitantes experienciar na plenitude, e de uma maneira funcional, toda a beleza desta Quinta. Dali, no alto da serra, a vista é maravilhosa e pode ver-se toda a extensão da Quinta, do Vale e toda a sua envolvência.

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Quinta da Terrincha – Foto Cedida por Quinta da Terrincha | Todos os Direitos Reservados

Dispensando agora um olhar mais atento à extensão, num total de 70 hectares, dedicada ao enoturismo, a família Seixas iniciou em 2009 a recuperação de todos os edifícios existentes, contando agora com 15 casas de campo de tipologias T1, T2 e T3 que totalizam 30 quartos. Além disso, encontra-se em fase de acabamento um pequeno hotel de charme no Antigo Solar Oitocentista (Casa Mãe), que pretende proporcionar aos hóspedes uma estadia confortável, mas que ao mesmo tempo permita apreciar todo o ambiente de ruralidade e rusticidade que caracteriza a região de Trás-os-Montes e Alto Douro.

Tudo isto é complementado pelo restaurante Canto da Terrincha, com capacidade para 40 pessoas, e cujo lema é “cada cliente é um amigo!”. O objectivo é oferecer aos clientes um ambiente tranquilo e acolhedor para que possam desfrutar ao máximo dos pratos típicos regionais. A qualidade alimentar é garantida, uma vez que quase todos os produtos que se encontram disponíveis e são utilizados no restaurante são provenientes na própria quinta, que ostenta um certificado de agricultura biológica.

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Quinta da Terrincha – Foto Cedida por Quinta da Terrincha | Todos os Direitos Reservados

Algumas das especialidades que se podem experienciar neste restaurante são a Posta de vitela, Costeleta de vitela, Alheiras, Cabrito, Peixe do rio (bogas), Bacalhau no forno, Polvo, “afogado” em azeite, entre outras. Para finalizar, entre as muitas sobremesas, há uma muito especial, o delicioso queijo Terrincho com doce de abóbora.

Se ainda não conhece, a Quinta da Terrincha é sem dúvida uma Quinta a conhecer, quer seja acompanhado pela sua cara metade, família ou amigos, e deixe-se levar pelos seus vinhos, ambiente circundante e gastronomia!

Contactos
Quinta da Terrincha – Sociedade Agrícola, S.A.
Quinta da Terrincha, Estrada Nacional 102
5160-002 Adeganha – Torre de Moncorvo
Portugal
Tel: (+351) 279 979 525
E-mail: geral@quintadaterrincha.pt
Website: www.quintadaterrincha.pt

Quinta da Lapa – Na terra de Pina Manique, com bons vinhos

Texto José Silva

Tem quase 300 anos esta propriedade ribatejana e diz-se que por ali poderá ter passado Pina Manique. Foi comprada pelo empresário Canas da Costa e foi um amor à primeira vista para a sua filha Sílvia, arquitecta de profissão. Para além da recuperação impecável da casa senhorial, onde agora funciona um belíssimo turismo rural com 11 suites, Sílvia apaixonou-se completamente pelas vinhas.

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Casa Senhorial – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

E assim nasceu um projecto vitivinícola de sucesso, com a contratação do enólogo Jaime Quendera e a sua enorme experiência. São vinhas que têm entre 15 e 25 anos, com algumas castas autóctones mas também de outra regiões e mesmo estrangeiras, que ali encontraram solos e clima a que se adaptaram muito bem: arinto, tamarez, trincadeira das pratas, tincadeira preta, touriga nacional, tinta roriz, merlot, syrah, cabernet sauvignon e alicante bouschet.

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As vinhas – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

Graças aos solos predominantemente argilo-calcários, mas onde a influência das águas do rio Tejo, nas suas ancestrais cheias em que invadia as margens, é enorme, estes vinhos adquirem não só acidez mas até alguma mineralidade que os torna também apetecíveis. No turismo rural fazem-se também eventos, onde se bebem os vinhos da casa e onde são servidas refeições confeccionadas na enorme e bem equipada cozinha, ou então preparadas por um amigo da casa, o sr. Afolfo Henriques, o conhecido homem da aldeia da Maçussa.

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Uma das suites – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

As 11 suites são todas diferentes, algumas delas a recuperação de espaços já existentes e com muitas peças de mobiliário que foi também recuperado, de grande beleza. O edifício central, de forma quadrada, encerra um enorme terreiro, com árvores frondosas, de belo efeito. À volta da casa estão as vinhas e algum olival, a moldar a paisagem de toda a quinta. No conjunto de edifícios da quinta está a adega, pequena, simples mas bem equipada, incluindo a sala de barricas, fundamentais para estagiar alguns dos tintos que tanto apreciamos.

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A sala das barricas – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

Desta vez foi uma refeição que culminou a apresentação das novas colheitas da Quinta da Lapa. Em primeiro lugar o pão, da Maçussa, que o próprio Adolfo Henriques coze, estaladiço por fora, fofo por dentro, a rescender, saboroso, irresistível. Depois alguns petiscos: melão com presunto, apaladado e fresco, ovas de bacalhau com tomate seco, requintado, salmão fumado, aveludado e de paladar sofisticado e, claro, o queijo chèvre da Maçussa, nas versões ao natural e panado com rúcula e compota. Uma maravilha.

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Melão com presunto – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

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Salmão fumado – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

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Chèvre Cheese – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

O prato principal foi um delicioso cabrito assado no forno, com arroz de cogumelos e batatinha assada e, à parte, uma simples mas soberba salada de alface e cebola roxa.

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Cabrito assado – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

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Salada – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

Terminou-se com um bolo de chocolate em boa companhia, uma gulodice pegada.

E provaram-se as novas colheitas da Lapa, a começar pelo espumante Quinta da Lapa Bruto Natural preparado só com Arinto, com muita frescura e elegância, acidez sempre bem presente, um belo espumante.

O Quinta da Lapa Branco Reserva 2014, feito com Arinto e Tamarez, é muito fresco no nariz, com algumas notas tropicais mas também cítricas e uma boca cheia de frescura e acidez equilibrada.

Há vários vinhos mono casta, a começar pelo Quinta da Lapa Touriga Nacional 2012, casta que se adaptou francamente bem ali, com muita intensidade aromática, floral e elegante. Na boca é persistente, intenso, com muito boa fruta, óptima acidez e final prolongado.

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Quinta da Lapa Bruto Natural – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

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Quinta da Lapa Reserva branco 2014 – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

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Quinta da Lapa Touriga Nacional 2012 – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

O Quinta da Lapa Merlot 2013 apresenta-se autoritário, fugoso, frutos pretos bem maduros e algumas notas de chocolate, com belo volume, taninos bem casados e acidez intensa, um conjunto muito equilibrado.

O Quinta da Lapa Syrah Reserva 2012 apresenta aromas de frutos pretos e algumas especiarias, complexo, intenso. Na boca tem grande volume, é poderoso mas ao mesmo tempo equilibrado, com taninos sedosos e um belo final.

Finalmente o Quinta da Lapa Cabernet Reserva 2012, com aromas complexos de frutos selvagens, plantas do monte, algumas notas vegetais e especiarias com muita elegância. Na boca aparecem frutos pretos muito maduros, uma óptima acidez, taninos bem domados, muito complexo e intenso.

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Quinta da Lapa Merlot 2013 – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

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Quinta da Lapa Syrah Reserva 2012 – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

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Quinta da Lapa Cabernet Reserva 2012 – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

O Quinta da Lapa Reserva 2011, talvez o mais complexo de todos, tem aromas de fruta muito madura, especiarias, notas de fumo e chocolate. Na boca é bastante harmonioso, persistente, sedoso, com final longo, um vinho cheio de finesse. Vieram então os dois vinhos especiais desta casa ribatejana.

O Quinta da Lapa Nana Reserva 2011 é uma sentida homenagem da produtora à sua mãe. Apresenta-se com muita fruta, algumas notas de especiarias, muito fresco. Na boca é muito elegante, persistente, aveludado, com fragrâncias de frutos vermelhos e algum floral e final longo e seguro.

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Quinta da Lapa Reserva 2011 – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

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Quinta da Lapa Nana Reserva 2011 – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

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Quinta da Lapa Reserva 2013 Homenagem 500 anos Santa Teresa d’Ávila – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

Finalmente o Quinta da Lapa Reserva 2013 Homenagem 500 anos Santa Teresa d’Ávila – um vinho de comemoração, cheio de fruta e especiarias no nariz, muito elegante, altivo. Intenso e equilibrado na boca, simples mas ao mesmo tempo autoritário, um vinho especial, de homenagem a Teresa de Ahumada, e cujo poema de fé se encontra eternizado numa lápide existente na Quinta da Lapa:

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Lápide – Foto de José Silva | Todos os Direitos Reservados

“Nada te perturbe, nada te espante,
tudo passa, Deus não muda.
A paciência tudo alcança.
Quem a Deus tem, nada lhe falta.
Só Deus basta.”

Do Ribatejo, com carinho…

Contactos
Agrovia, Sociedade Agro-Pecuária, SA
Quinta da Lapa
2065 – 360 Manique do Intendente
Tel: (+351) 263 486 214
Mobile: (+351) 917 584 256
Email: geral@quintadalapa-wines.com
Website: www.quintadalapa-wines.com

Lusovini – Produção e Distribuição

Texto Bruno Mendes

Fundada em 2009, a Lusovini, com sede na Vila de Nelas, no Dão, onde estão localizados os seus escritórios, armazéns e adegas, tem desenvolvido o seu negócio através de uma política de internacionalização. A empresa já expandiu os seus horizontes até Angola, Moçambique e Brasil com os nomes Lusovini Angola, Mozamvini e Brasvini, respectivamente.

Além de produção própria em várias regiões vitivinícolas de marcas como Cativo (Vinho Verde DOC), Palavrar (Douro DOC), Torre de Coimbra (Bairrada DOC), entre outras, a Lusovini aposta também numa rede de parcerias com produtores e enólogos como Anselmo Mendes (Vinho Verde), Domingos Alves de Sousa (Douro), Luís Duarte (Alentejo), Álvaro de Castro, João Paulo Gouveia (Dão), entre outros, permitindo-lhe assim abranger um maior leque de regiões e público alvo.

Para ficar a conhecer melhor esta empresa produtora/distribuidora veja o vídeo abaixo:

Quinta de la Rosa – no coração do Alto Douro

Texto Bruno Mendes

Perto do Pinhão, a cerca de 100kms do Porto, nas margens do rio Douro podemos encontrar a Quinta de la Rosa, propriedade da família Bergqvist desde 1906. Actualmente conta com 55 hectares de vinhas com as castas tintas Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz, Tinta Barroca, Tinta Cão e Souzão e as brancas Viosinho, Rabigato e Códega.

Em 2011 a Quinta de la Rosa sofreu uma remodelação completa, que estava a ser preparada há 7 anos, e que terminou em 2012. Esta remodelação inclui uma nova adega, instalações de armazenamento com temperatura controlada, melhoria nas instalações de descarga e escolha das uvas, entre outras.

Para uma visão mais detalhada sobre este produtor veja o vídeo abaixo e consulte o artigo previamente publicado here.

Grupo Enoport United Wines

Texto Bruno Mendes

A história da Enoport começa em 1881, através da fundação da empresa Adegas Camillo Alves, a mais antiga do grupo de empresas que veio a dar origem ao Grupo Enoport United Wines. Surgiu da vontade de João Camillo Alves comercializar vinhos de qualidade de uma forma organizada.

É um grupo que produz vinhos nas várias regiões do país, e de diferentes gamas, uma vez que adquiriu várias outras empresas ao longo dos anos, como por exemplo, a Cavipor, a Caves Velhas ou a Caves Acácio.

Para ficar a conhecer mais detalhadamente a história do Grupo Enoport United Wines veja o vídeo abaixo.

Casa Santos Lima – Uma empresa familiar

Texto Bruno Mendes

Fundada no séc. XIX por Joaquim Santos Lima, a Casa Santos Lima sempre foi uma empresa familiar. Hoje em dia e desde 1990 que Maria Santos Lima e José Santos Lima gerem a empresa, e deram início ao processo de modernizam da estrutura produtiva e à replantação de grande parte das vinhas.

É uma propriedade formada por quintas contíguas que totalizam cerca de 290 hecatares, entre elas estão a Quinta da Boavista, Quinta das Setencostas, Quinta de Bons-Ventos, Quinta da Espiga, Quinta das Amoras, Quinta do Vale Perdido, Quinta do Figo e Quinta do Espírito Santo.

Nestas Quintas estão plantadas cerca de 50 castas diferentes, nacionais e internacionais, sendo que algumas estão a ser alvo de experimentação. A exemplo, nas brancas estão plantadas a Arinto, Fernão Pires, Moscatel, Rabo-de-Ovelha, Seara Nova e Vital, Chardonnay e Sauvignon Blanc, e nas tintas a Alfrocheiro, Camarate, Castelão, Preto Martinho, Sousão, Tinta Barroca, Tinta Miúda, Tinta Roriz, Tinto Cão, Touriga Franca, Touriga Nacional, Trincadeira, Alicante-Bouschet, Cabernet Sauvignon, Caladoc, Merlot, Pinot Noir e Syrah.

Para ficar a conhecer a Casa Santos Lima mais detalhadamente veja o vídeo abaixo.

Cortes de Cima – Vidigueira

Texto Bruno Mendes

Foi na Vidigueira, em 1988, junto à Serra do Mendro, mais propriamente nas Cortes de Cima que Hans e a sua mulher Carrie se instalaram com vista a formar família e plantar uma vinha. Foi em 1991 que as primeiras vinhas foram plantadas e a opção, contrariamente ao que seria expectável, recaiu sobre as castas tintas. Entre elas, e à “revelia” dos regulamentos DOC na altura, estava a Syrah, e obteve tal sucesso que levou à alteração destes regulamentos.

A propriedade é composta por 400 hectares, dos quais 140 são de vinha plantada, 112 com as castas tintas Aragonês, Syrah, Touriga Nacional, Petit Verdot, Trincadeira, Alicante Bouschet e Cabernet Sauvignon, e 28 hectares com as castas brancas Antão Vaz, Alvarinho, Verdelho, Viognier, Sauvignon Blanc, Gouveio e Chardonnay.

Para ficar a conhecer mais sobre a história da Cortes de Cima veja o vídeo abaixo e fique atento ao artigo que irá sair na próxima semana

Quinta dos Carvalhais – Vinhos do Dão

Texto Bruno Mendes

A Quinta dos Carvalhais é uma marca Sogrape especialista em vinhos do Dão. Foi adquirida em 1988 na óptica da expansão de um projecto na região, que se iniciara em 1957. Está situada no concelho de Mangualde e conta com 105 hectares, 50 dos quais com vinha plantada com castas regionais nobres como a Touriga Nacional, a Tinta Roriz, a Alfrocheiro, entre outras.

O enólogo responsável é Manuel Vieira e no moderno centro de vinificação produzem-se os vinhos Quinta de Carvalhais Único, Reserva, Colheita, Encruzado e restantes varietais, Colheita Tardia e Espumante Reserva Rosé, exclusivamente utilizando uvas próprias, aliando a experiência às técnicas mais actuais. Aqui produzem-se ainda os vinhos Duque de Viseu branco e tinto, neste caso conjugando uvas próprias com uvas adquiridas a produtores locais.

Para ficar a conhecer de uma forma mais detalhada a Quinta dos Carvalhais veja o vídeo abaixo e leia o artigo de João Barbosa aqui:

Justino’s – Madeira Wine

Text Bruno Mendes

O vinho Madeira representa uma importante parte da história vínica portuguesa e, uma das muitas estórias que lhe estão associadas remonta 4 de Julho de 1776, quando esteve presente no brinde à independência dos Estados Unidos da América.

As colheitas na Madeira não são fáceis, e, a Justino’s, produtora de vinho Madeira fundada em 1870, procura escolher o momento certo para colher as uvas, seleccionando apenas as que melhor se enquadram no vinho a desenhar. Desde o seco ao doce, é necessário escolher o momento certo para parar a fermentação e, a Justino’s, não se fica pela sua experiência e conhecimento, apostando numa constante melhoria das suas instalações e equipamento, potenciando assim a qualidade da sua produção, complementando os métodos tradicionais com as mais recentes tecnologias deste sector.

Para uma visão mais detalhada, veja o vídeo abaixo.